segunda-feira, 29 de abril de 2013

Rádio de Berlim falava aos brasileiros da F.E.B na Itália.



"Estávamos em Gaggio Montano, aos pés do Monte Castelo, que ainda se encontrava em poder dos alemães. A temperatura era de -18°C e a neve de oitenta centímetros de altura. Eram meses sem notícias de casa e sem esperança de voltar ao Brasil. Imobilizados pelas condições climáticas, ouvíamos rádio. As dez horas da manhã transmitia-se a música "Luar do Sertão", na rádio Berlim. Após os locutores (um tenente brasileiro desertor e uma mulher catarinense, filha de alemães) falavam aos brasileiros:
— Bom dia, brasileiros! Vocês estão aqui para ganhar 105 dólares. Fiquem sabendo que, neste momento, suas filhas, noivas e esposas, estão nos braços dos americanos, em Copacabana, ou nas suas camas. Fiquem sabendo que nenhum de vocês voltará, pois aquele que resistir ao inverno, não resistirá às balas dos soldados do glorioso exército de nosso Hitler.
E emendavam, mandando um aviso aos soldados alemães:
— Atenção, soldados do III Reich: Aqui estão os brasileiros, portadores de armas perigosíssimas, tais como a sífilis e a tuberculose.
Terminada a guerra, foram presos pelas tropas russas e entregues às autoridades brasileiras, visto ser o Brasil aliado, para julgamento. Os traidores foram condenados a 30 anos de prisão. Porém, passado pouco tempo, o Presidente Eurico Dutra entrou de licença assumindo o seu vice, Nereu Ramos. Um de seus primeiros decretos foi anistiar os dois.
"
Depoimento
Veterano João Batista Moreira, Ex-Combatente da FEB, 2ª Guerra Mundial.


Matéria da ANVFEB sessão BH

domingo, 21 de abril de 2013

Porta higiene pessoal - F.E.B

Porta higiene pessoal EUB de oficialusado pela FEB na Itália.
                                               Conteúdo
Um pincel de barbear
Um estojo US com porta Gillette, aparelho de barbear.
Um pente. 
Um espelho dupla face, de um lado aumenta e o outro normal.
Um porta sabonete de inox.
(Acervo O  Resgate FEB)


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Kit higiene pessoal do Museu de Petrópolis

Porta higiene pessoal de praça



(acervo o Resgate FEB)
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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Montese passado e presente

Fotos históricas de Montese  da conquista pela FEB na Itália.
Soldado da FEB lavando a mão no chafariz em Montese em 15 de abril de 1945
O mesmo local atualmente
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Fotos tiradas do Portal FEB.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Coração do Brasil e suas variações

O Coração do Brasil assim e chamado carinhosamente foi a insignia bem antes da Cobra Fumar, a primeira a estar pregada nos uniformes dos futuros pracinhas da FEB  antes do embarque para Itália na Segunda Guerra Mundial.O Coração do Brasil tiveram inúmeras variações  eram feitas de tecido verde com a palavra BRASIL bordado em branco.Pesquisa  das varias  variações deste tão importante distintivo que fez historia nos campos de batalha da Itália.

Replicas : "Os dois da coluna de baixo, à direita, com fundo vermelho e, na coluna de cima, o primeiro imediatamente à esquerda da foto da mão do homem, em fundo verde oliva claro."
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quarta-feira, 10 de abril de 2013

First Aid Dressing - Segunda Guerra Mundial.

Pacote de papelão de curativos pessoal (atadura) Carlisle americano usado na Segunda Guerra.
(acervo O Resgate FEB)
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Herói esquecido da F.E.B.

"Nenhum homem será deixado para trás"

Apesar do apelo de familiares, Itamaraty não planeja identificar o corpo do único soldado brasileiro enterrado em monumento na Itália
Sob uma placa de bronze em Pistoia, na Itália, o único combatente do Brasil na Segunda Guerra Mundial ainda enterrado no Memorial do Soldado Brasileiro está à espera de identificação até hoje.
Os corpos reconhecidos de 449 pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira), mortos na guerra, foram transferidos para o Rio de Janeiro há 50 anos, onde as famílias puderam homenageá-los e deles se despedir.
Desde que foi encontrado, em 1967, 23 anos após o término da guerra, pouco foi feito pelo governo do Brasil para identificar o combatente esquecido.
Hoje, uma amostra de seus restos mortais preservados poderia ter o DNA comparado ao dos parentes vivos dos 16 brasileiros desaparecidos no conflito, mas o Itamaraty informa ainda não ter planos para isso.
“O governo nunca fez esforços maiores para com a memória desses guerreiros”, diz a telefonista gaúcha Luciana Chimango, sobrinha-neta do desaparecido cabo Fredolino Chimango.
Em 1967, no lugar do cemitério, foi erguido um monumento votivo projetado para Olavo Redig de Campos, discípulo de Oscar Niemeyer
Até 20 de junho 1962 repousavam os restos de 462 soldados, transferidos depois no Brasil. Hoje só fica o Túmulo  do soldado desconhecido.
“Seria muito importante para nossa família se o DNA fosse feito. Ainda temos parentes muito próximos e vivos que ficariam felizes.”
O último representante da FEB ainda enterrado num cemitério italiano se tornou o “soldado desconhecido”, um símbolo junto ao memorial erguido na  cidade toscana, em 1959.
“O soldado desconhecido representa todos os brasileiros que vieram aqui lutar pela paz”, afirma o guardião do memorial mantido pelo Itamaraty, Mário Pereira, filho do ex-combatente que recebeu a missão de zelar pelo cemitério, o sargento Miguel Pereira -morto em 2003.
Ele diz conservar o monumento para que os feitos da FEB não sejam esquecidos.

DESCOBERTA

Em 1944, o Brasil enviou 25.334 soldados à Itália para lutar ao lado dos Aliados -americanos, ingleses, franceses e soviéticos- contra o Eixo, formado por alemães, italianos e japoneses.
Ao final da guerra, em 1945, 465 dos combatentes brasileiros tinham morrido e 23 estavam desaparecidos. “Meu pai ajudou a localizar oito desaparecidos, restando apenas 15 e um não identificado”, conta Mário Pereira.
De acordo com ele, o soldado desconhecido só foi encontrado em 10 de maio de 1967, quando um idoso da cidade de Montese compareceu a uma solenidade militar brasileira e disse que sabia onde estava o corpo.
O italiano disse aos militares que, durante uma batalha na cidade de Montese, encontrou um soldado brasileiro morto na mata.
Como passava por dificuldades por causa da guerra, roubou-lhe as botas e o relógio e depois o enterrou com a ajuda do pai, em meio a escombros, naquela cidade.
A ossada encontrada sob um monte de entulho tinha vestígios de fardamento brasileiro, mas não estava com as plaquetas de identificação dos soldados e nem portava documentos.
Uma das teorias na época do descobrimento dos restos mortais era de que se tratava do tio-avô de Luciana Chimango, um dos desaparecidos na área.
O atual guardião do memorial se diz contrário à exumação do corpo.
“Acho que hoje, para a família, a importância de enterrá-lo no Brasil é menor do que a de manter um herói desconhecido representando o país e os colegas na Itália”, diz Mário Pereira.
FONTE: Folha de São Paulo.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Medalha Victoria Germania Devicta - Segunda Guerra Mundial

Rara medalha comemorativa da vitoria sobre a Alemanha na Segunda Guerra feita na Itália trazida como souvenir.
(acervo O Resgate FEB)
Frente-Medalha comemorativa da Vitoria Aliada na II Guerra com a cabeça da Medusa com uma suástica na testa (representando a Alemanha) cravada na ponta de uma lança, nesta medalha particularmente foi retirada, atrás  as bandeiras aliadas a acima a legenda Germania Devicta.
Verso-A imagem de um ramo, entre o V da vitoria a imagem da estatua da Liberdade com uma esquadrilha de aviões e na borda a inscrição “Victoria . Victoria . Victoria”.
Em bronze com acabamento prateado.
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sexta-feira, 22 de março de 2013

Panfletos as tropas da F.E.B e aos alemães

Para complementar a matéria Panfletos alemães contra a FEB e Propaganda de Guerra, mais alguns panfletos que eram jogados aos soldados brasileiros no front italiano na Segunda Guerra.
A propaganda psicológica que os alemães lançavam sobre nossas posições, ainda em dezembro de 1944, por exemplo (Fig. 1 e 2,  fonte: Cobra fumando), prova de que o Comando alemão conhecia não só a nossa presença, como até mesmo a divisão regimental da FEB.
Fig. 1 – Panfleto de guerra psicológica alemã lançado sobre as posições brasileiras em 1944: detalhe para a identificação da composição regimental da FEB. De resto, propaganda nazista, esquizofrênica e antiamericana, repetida até o presente.
Fig.2 – Verso do panfleto: segundo um pracinha entrevistado, os panfletos eram utilizados pela tropa para atividades, digamos, menos nobres
(clique na foto para ampliar)

Pesquisa ,Blog a Lapa Azul
As duas faces da gloria de Willian Waack

Panfleto brasileiro destinados a Soldados Alemães no Front Italiano.

 Tradução
Porque nós soldados brasileiros estamos lutando contra os alemães?
Esta pergunta é fácil de responder. O Brasil se juntou à coalizão mundial contra a Alemanha nazista, por duas razões simples e convincente:
Primeiro: porque nosso país foi provocado por piratas com submarinos alemães que afundaram nossos navios indefesos, ao longo da costa brasileira, apesar dos nossos protestos diplomáticos – na época em que o Brasil ainda mantia uma estrita neutralidade.
 Segundo: porque o povo do Brasil quer viver em um mundo livre, onde um homem livre pode continuar tranquilamente com seus negócios – não sob o domínio do mundo nazista. Os chamados de Hitler <<nova ordem>> não era de forma alguma limitada a Europa, era um esquema em todo o mundo, uma ameaça universal. a rede de intrigas políticas que os nazistas tentaram espalhar por todas as repúblicas latino-americanas, incluindo a nossa pátria, feito que ficou muito claro e que o Brasil foi diretamente ameaçado pelo desafio nazista.
 Soldados brasileiros na Europa estão lutando contra a agressão imperialista da Alemanha nazista – para a manutenção do nosso modo de vida e um futuro de progresso e liberdade, como todos das Nações Unidas.
Pesquisa blog Francisco Miranda

quarta-feira, 20 de março de 2013

Panfletos alemães contra a F.E.B

"A propaganda inimiga era contra o americano. Os alemães jogavam-na de avião ou dentro de granadas que, ao explodirem, soltavam aqueles panfletos, na linha de frente e, nesses panfletos, os dizeres eram os seguintes: “Por que vocês estão lutando contra os alemães? Nós somos seus amigos, vocês deviam lutar contra os americanos, que exploram vocês, impedindo a exportação de seu café e a exploração do seu  petróleo”
(clique ma foto para ampliar)
"Nesta guerra, a propaganda foi um meio utilizado com o objetivo de diminuir o moral do oponente. Ainda havia a esfinge com o rosto do Presidente Roosevelt como se fosse uma águia, prendendo com suas garras o Brasil. Isso era comum lá, mas aquilo não tinha influência sobre nós. Absolutamente, nem ligávamos para aquilo. Continuava bem viva em nossas mentes a morte de tantos brasileiros inocentes em nosso litoral pelos covardes torpedeamentos dos mercantes nacionais! O que diziam, por conseguinte, não tinha a menor influência em nosso pessoal!"
Ten. Geraldo Taitson, veterano da FEB (Força Expedicionária Brasileira)
PANFLETOS DO ACERVO DO MUSEU DA FEB BELO HORIZONTE                                                                       

quinta-feira, 14 de março de 2013

Porta munição da Carabina M 1.30

Este porta munição da carabina M1 do fabricante AVERY 1945, foi usado pelo exercito americano e FEB na Segunda Guerra Mundial.Este modelo e anexado ao cinto. 
(acervo O Resgate FEB)
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A carabina M1 foi desenvolvido para as tropas que precisavam de mais poder de fogo que 
uma pistola podia oferecer, mas que não poderia ser sobre carregado com o peso do rifle de serviço.A Carabina M 1, Calibre .30 é leve, fácil de usar semi-automático que se tornou uma arma de fogo padrão para o Exército dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial, e foi produzido em várias versões.As carabinas M1 foram entregues em meados de 1942, com prioridade inicial dada aos soldados no teatro de operações.No entanto, a carabina logo foi amplamente emitido para oficiais de infantaria, para-quedistas, sargentos, observadores avançados de artilharia e outras tropas da linha de frente.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Nossa Senhora Aparecida no Cemitério Militar de Pistoia - F.E.B

Oratório (foto) doado ao cemitério militar de Pistóia pelas mães brasileiras em 1945 e transferido para o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial no Rio de Janeiro por ocasião do translado dos restos mortais dos pracinhas em 1960.
"VELAI,   BOA MÃE  CELESTIAL, OS QUE  LONGE TOMBARAM  PELA LIBERDADE  DOS  POVOS.
VOSSO  OLHAR  BENIGNO  SEJA-LHES  A  PÁTRIA  BRASILEIRA  PRESSENTE  DE BAIXO  DO CÉU  ITALIANO."
(clique na foto para ampliar)

Fotos Henrique Moura
O Resgate FEB

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Estampas Eucalol - Histórias sobre a F.E.B


As estampas Eucalol era um “card” que retratava a cultura brasileira e algumas vezes de outros países.
Começaram a ser emitidas em 1928, pela Perfumaria Myrta S/A, do Rio de Janeiro. Coloridas e em preto e branco acompanhavam o Sabonete Eucalol, três sabonetes em cada caixa com três estampas e o creme dental Eucalol com  uma estampa por tubo.
Com o Brasil entrando na Segunda Guerra Mundial houve uma série de Estampas Eucalol que retratava a história da FEB. Foram desenhadas por Willy von Paraski e impressas pela Gráfica F. Lanzarra de São Paulo, Litográfica Rebizzi e Gráfica Mauá, ambas do Rio de Janeiro e algumas outras menores.
(clique na foto para ampliar)

Os textos foram extraídos do verso dos cartões
Gêneros Brasileiros
Em qualquer campanha o problema de Suprimento é de capital importância. Dotada de uma organização modelar em todos os sentidos, a FEB nada deixou a desejar, embora fosse a 1ª vez que nossas forças lutavam fora do continente.(primeiro)
Inverno - Oficiais treinando  sky .Um dos maiores inimigos dos nossos pracinhas foi o frio. Os nossos soldados se referiam à ele, chamando-o General Inverno. Mesmo assim, com neve e um frio jamais imaginado, os nossos soldados se conduziram com o ardor que sempre caraterizou nossos militares. A gravura mostra alguns oficiais brasileiros
Posto de Rádio
O serviço de Transmissões, da FEB, manteve impecável ligação entre os diversos escalões da tropa. A gravura nos mostra um posto de radio, em campanha, em pleno funcionamento.(primeiro)
 Hospital de Sangue - O serviço de Saúde, da Força Expedicionária Brasileira, se fez presente em todos os Hospitais da linha de frente, em colaboração com o serviço de Saúde das Nações Unidas.

 Sentinela avançada - A sentinela avançada, por sua localização distante e perigosa, recebia os alimentos em caixinhas como a que se vê na gravura, as quais eram jogadas por aviões.(primeiro)
Dois Comandantes - A gravura mostra um desfile de soldados americanos e brasileiros assistido pelos seus comandantes: Gal. Mark Clarck e Gal. Mascarenhas de Morais, famosos cabos de guerra que passarão a historia, como um exemplo de patriotismo a ser seguido pelas gerações futuras
Canhão antiaéreo
Em virtude do progresso da arma aérea, nesta guerra, todas as forças em operações deveriam possuir recursos indispensáveis e uma perfeita segurança contra raids aéreos. Vemos no verso, uma peça antiaérea da FEB, em ação.(primeiro)
Visita do Sir Alexander - A FEB recebeu a visita honrosa de Sir Alexander, General Inglês, Comandante do XV Grupo de Exércitos. Teve ocasião de ser homenageado com um almoço, pela FEB, debaixo de violento bombardeio alemão. O Gal. Alexander teceu os maiores elogios a bravura dos comandados do Gal. Mascarenhas
Pausa na subida para Monte Castelo
A gravura mostra alguns pracinhas descansando antes da subida para a tomada de Monte Castelo, glorioso feito de nossas armas, na Itália, em terreno difícil e montanhoso, contra um inimigo poderoso e bem localizado.(esquerda)
Hora do Rancho    A hora do “rancho”, como são conhecidos os momentos das refeições, entre os soldados, é sempre recebida com prazer. Em plena campanha, mesmo com “a cobra fumando”, os nossos pracinhas recebiam com satisfação as suas refeições, graças ao impecável serviço da FEB.
Acervo O Resgate FEB
Pesquisa Ecos da Segunda Guerra