segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Patch do 5º Exército dos Estados Unidos feito ma Itália.

O Quinto exército dos Estados Unidos da America foi uma das principais formações do exército USA no Mediterrâneo durante a Segunda Guerra mundial. Foi ativado em 5 de janeiro de 1943 em Qujida, Marrocos Francês e responsável pela defesa da Argélia e Marrocos.Também foi dada a responsabilidade pelo planejamento da parte americana da invasão do continente Italiano. Era comandado pelo Tenente General Mark W. Clark. O Quinto Exército não só se tornou  o primeiro exército americano para iniciar a luta no continente europeu na Segunda Guerra , mas também é o primeiro a ganhar uma batalha  no continente  e os primeiros a libertar uma capital européia.A chegada dos brasileiros foi uma boa notícia para o General Mark Clark que precisava de reforços na Itália. A FEB se junta ao Quinto Exército ao qual estaria subordinada e ao 8º Exército Britânico que em suas fileiras reunia canadenses, sul africanos e indianos .Ao lado desses , também estavam membros da Resistência francesa, marroquinos e os partisans italianos (guerrilheiros antifascistas). Assim os brasileiros se juntavam aos exércitos de diferentes nações no esforço de guerra contra o nazismo.
Alguns exemplares de patchs do 5º Exército dos Estados Unidos da América,feitos pelas costureiras e bordadeiras italianas principalmente em Nápoles modelos muito trazido pelos pracinhas.
(acervo O Resgate FEB)
                                  
(clique na foto para ampliar)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

BATALHÃO DE ENGENHARIA DE COMBATE - F.E.B

Histórico do 9º Batalhão de Engenharia de Combate

O 9º BE Cmb foi criado pelo Decreto nº 4.799, de 6 de outubro de 1942, e organizado no quartel do 1º Batalhão de Engenharia de Combate, na cidade do Rio de Janeiro. Seu primeiro comandante foi o capitão Francisco de Paula Gonzaga de Oliveira. A unidade está sediada na cidade de Aquidauana - MS.
Incorporado à Força Expedicionária Brasileira, o Batalhão participou da II Guerra Mundial, tendo cooperado para o êxito da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária nas conquistas de Monte Castelo, Castelnuovo e Montese. Foi distinguido com a Citação de Combate. A Bandeira Nacional da unidade recebeu a Cruz de Combate de 1ª classe com a Ordem do Mérito Militar. É denominado “Carlos Camisão” em homenagem a esse chefe militar que esteve à frente das forças brasileiras na Retirada da Laguna, durante a Campanha da Tríplice Aliança.
O estandarte do 9º BE Cmb foi criado pelo Decreto nº 39.766, de 13 de agosto de 1956, e recebido na unidade em 19 de dezembro daquele ano. O Estandarte Histórico retrata, em suas cores e símbolos heráldicos, a participação heróica da única unidade de Engenharia do Exército Brasileiro que lutou na 2ª Grande Guerra.

Estandarte Histórico do 9º BE Cmb
Descrição Heráldica
“Forma retangular, tipo bandeira universal, franjado de ouro. Campo de cor azul-turquesa, da Engenharia, com três faixas e três palas, em amarelo-ouro, lembrando a organização ternária do 9º Batalhão de Engenharia Expedicionário – três companhias a três pelotões. Em chefe, a legenda “Batalhão Carlos Camisão”, em letras de ouro. Ao centro, brocante, orlado de ouro, o escudo do brasão de Mato Grosso, lembrando o Estado de onde a histórica Unidade partiu para cobrir-se de louros na Campanha da Itália. Sobre o escudo, estilizados, montanhas em vermelho e rios em prata, que representam, em planos sucessivos, o rio Arno, os Apeninos e o rio Pó – as batalhas em que o 9º Batalhão de Engenharia Expedicionário tomou parte, de 4 de setembro de 1944 a 2 de maio de 1945, incorporado ao IV Corpo do 5º Exército e à Força Expedicionária Brasileira. 
Ao fundo, os Alpes, em dois grupos de montanhas, à destra e à sinistra, lembrando a região em que elementos de vanguarda do 9º B. E. Expedicionário foram dos primeiros a atingir e a entrar em contato com as vanguardas do Exército Francês que progrediam para o Sul da Península Itálica, a 2 de maio de 1945. No escudo, em chefe, três estrelas de prata, com raios de ouro, representando as vitórias nas batalhas do rio Arno, dos Apeninos e do rio Pó em que o 9º B. E. Expedicionário tomou parte integrando a FEB e o 5º Exército Americano. Em contrachefe, na cor verde, as planícies da Itália, cortadas pelos rios Arno e Pó. Por sobre os “Apeninos”, em vermelho, significando o sangue derramado pelos soldados do 9º B. E. Expedicionário nos combates em que tomou parte, a “Cobra Fumando”, símbolo da Força Expedicionária Brasileira. Ao centro do escudo, brocante, o castelo de Engenharia, em prata, com o nº 9, em ouro, na base. Nos cantos – os nomes Camaiore, Monte Castello, Castelnuovo e Montese, combates em que o 9º B. E. Expedicionário tomou parte, em apoio às demais armas e serviços. Laço militar nas cores nacionais com a inscrição de ordem: 9º Batalhão de Engenharia de Combate, em letras de ouro.” (Dec Nr 39.776, de 13 Ago 1956)
(Um pouco de história...)
Relato da participação do 9º BE Cmb na FEB
pelo Marechal Mascarenhas de Moraes
Ponte construída pelo Batalhão de Engenharia da FEB.
Ponte construída pela FEB perto de Pisa
Ponte no Rio Pó (Itália)
Sob o comando do então coronel José Machado Lopes, foi a primeira tropa de engenharia a atravessar o Equador para lutar na Europa e também a primeira unidade do Exército Brasileiro a entrar em ação na Itália, com participação em todas as operações de combate afetas às tropas brasileiras, fosse integrando o destacamento da FEB ao norte de Pisa e no vale do Serchio, fosse atuando no âmbito divisionário, desde os contrafortes da área de Porreta até o vale do Rio Pó.
A primeira tropa brasileira a cumprir missão de combate em território italiano foi a 1ª Companhia do 9º Batalhão de Engenharia, comandada pelo Capitão Floriano Möller. Essa companhia, desde o dia 6 de setembro de 1944, vinha operando, ativa e eficientemente, numa das pontes do Rio Arno, às ordens do IV Corpo de Exército.
A Engenharia brasileira intensificou os trabalhos de restabelecimento das comunicações. Assim, em 16 de outubro, conseguiu realizar o lançamento, na região noroeste de Castellacio, de uma ponte, que proporcionou melhores condições de exeqüibilidade, na margem ocidental do Sercchio, aos movimentos de qualquer natureza.
Prosseguia a engenharia, incansavelmente, na sua tarefa de deixar abertas ao tráfego, apesar da freqüência e abundância das chuvas, as estradas vitais para o desenvolvimento das operações sobre Castelnuovo di Garfagnana.
Ao 9º Batalhão de Engenharia se incorporou, nessa data, a sua 1ª Cia., que integrava o Destacamento FEB. Com a chegada desses elementos, terminou o fluxo ao vale do Reno das tropas brasileiras que estiveram atuando na frente de Garfagnana. Dois dias depois, isto é, em 9 de novembro de 1944, o General Mascarenhas de Morais assumia o comando do setor Marano-Riola, que englobava a Força Gardner
Com o objetivo de executar a ordem do IV Corpo, o comando brasileiro organizou um grupamento de ataque, com a missão de conquistar Monte Castelo e ocupar e manter a linha: cabeceiras orientais do arroio que passa em C. Zolfo – vertente norte de Monte Castelo – região de Carvrullo. O 9º BE foi empregado na preparação das estradas e ficou em condições de acompanhar os blindados norte-americanos, se estes tivessem avançado.
Para cumprir a missão da ação ofensiva principal, sobre Monte Castelo – La Serra, o Regimento Sampaio passou a dispor da 1ª Cia do 9º BE, em missão de acompanhamento.
O 9º BE, comandado pelo Coronel Machado Lopes, deveria destacar duas companhias para a conservação e restabelecimento das estradas, em particular a de Gaggio – Le Roncole – Abetaia, enquanto a outra companhia, em acompanhamento ao ataque do Regimento Sampaio, incumbir-se-ia do levantamento de minas em proveito dos carros-de-combate norte-americanos.
Em janeiro de 1944, o 9º BE deslocou-se para Três Rios , Estado do Rio de Janeiro, onde ficou concentrado.
Em junho de 1944, embarque no cais do porto do Rio de Janeiro, dos elementos precursores do 1º Escalão de Embarque.
Em 16 de julho, chegada a Nápolis do navio conduzindo o 1º Escalão de Embarque.
Em 6 de setembro, a 1ª Cia. De Engenharia passa à disposição do IV Corpo; é a primeira tropa brasileira a entrar em ação.
Em 13 de novembro, o 9º BE completou sua reunião em Suviana. “
Do livro: A FEB pelo seu Comandante
J. B. Mascarenhas de Moraes
Citação de Combate ao 9º BE Cmb
Além das medalhas, condecorações e citações de combate a que fizeram jus seu integrantes, o 9º Batalhão de Engenharia mereceu do Comandante da FEB uma significativa Citação de Combate, cujo texto é consignado na íntegra, a seguir:
Pelotão caça-minas ( 9º Batalhão de Engenharia )
“A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária teve no 9º Batalhão de Engenharia uma unidade à altura do seu renome, nesta Campanha da Itália, em que participaram, vitoriosamente, as Armas brasileiras.
Unidade de escol, teve a feliz oportunidade de ter sido a primeira tropa a ser engajada contra o inimigo.
Participou, sem conhecer canseiras e mostrando sempre o alto padrão de sua eficiência, de todas as operações de guerra afetas às tropas brasileiras, seja integrando o Destacamento FEB ao norte de Pisa e no vale do Sercchio, seja atuando no âmbito divisionário, desde os contrafortes da área de Porreta até o vale do Rio Pó.
Entre os seus mais assinalados feitos, sobrelevam-se, indelevelmente, as jornadas estafantes da preparação das estradas, reconstrução de pontes e a desobstrução do túnel de Castelacio, que serviram para facilitar e consolidar as memoráveis vitórias que obtivemos no vale do Sercchio; sobressaem repletas de glórias e sacrifícios as páginas que escreveu para a conquista de Monte Castelo, Castelnuovo e Montese, onde a sua colaboração foi particularmente eficiente, a despeito da ação mortífera e aproximada do inimigo, nas missões de acompanhamento, remoção e balizamento de campos minados e desobstrução das comunicações; mais tarde, já nas operações de exploração de êxito e perseguição, seus elementos avançados, na árdua tarefa de busca e neutralização das minas esparsas e campos minados, proporcionaram às tropas brasileiras elementos de real valia na manobra divisionária, que culminou com o aprisionamento da 148º DI alemã. O 9º BE confirmou, portanto, nos campos de batalha da Península Itálica o acerto de sua escolha como participante da FEB e o valor inconfundível do moderno soldado de engenharia, dirigido por quadros capazes e por um comando sereno e proficiente.
Concorreu, assim, brilhantemente para que à nossa Pátria fosse reservado um lugar de relevo entre as nações que velarão pela paz vindoura e futura reconstrução de um mundo livre e feliz.”

Do livro: "Quebra Canela"
Gen Raul da Cruz Lima Jr., Bibliex, RJ
(Um pouco de história...
)
“Quebra canela” – inimigo invisível na batalha de Rocca Pittigliana
"Às 4h 50 min da madrugada do dia 3 de março de 1945, o Ten Viveiros, Comandante do 4º Pelotão de Engenharia, recebeu , em Seneveglio, a péssima notícia de que houvera um acidente com a turma de mineiros que operava na direção de Oratorio de La Sassane. A Divisão Brasileira havia conquistado Monte Castelo no dia 21 de fevereiro, e agora operava no vale do rio Marano, com o objetivo de conquistar Rocca Pittigliana. 
A região estava fortemente minada; protegidas pela noite, patrulhas mistas de Infantaria e Engenharia abriam passagens nos campos minados, facilitando o ataque imediato. Naquela madrugada, os mineiros balizavam o caminho à frente da Infantaria, com a finalidade de assegurar uma boa partida para o ataque que se realizaria na manhã do mesmo dia, quando ocorreu a tragédia. Imediatamente, o tenente deslocou-se para o local, encontrando, logo adiante, com o rosto coberto de sangue, o cabo José Galdino, transportando nos braços o seu companheiro, o Cabo Arlindo dos reis, que além de ferimentos por todo o corpo, apresentava, no lugar da sua perna esquerda, um coto sangrento. Assim agindo, não obstante os ferimentos, o Cabo Galdino partira com o companheiro em busca de socorro, salvando-lhe a vida. O bravo pelotão de Infantaria do Ten Iporan foi a primeira tropa do 11ºRI a penetrar na cidadela de Montese, na tarde do dia 14 de abril de 1945; fê-lo com tal ímpeto que surpreendeu os observadores inimigos postados na torre da igreja. Com ele estavam os elementos do 6º Pelotão de Engenharia, sob o comando do Ten Vinhaes, que o acompanharam desde a linha de partida, com a finalidade de remover obstáculos e abrir brechas em campos minados. Sob forte bombardeio, durante a noite de 14 para 15, por várias vezes as ligações com retaguarda foram cortadas, temendo-se pela vida daquele pugido de valorosos combatentes. 
Na manhã do dia 15, o Ten Vinhaes recebeu um pedido urgente para socorrer um grupo de soldados que havia caído em campo minado; os engenheiros levavam algum tempo para abrir a brecha através das minas até alcançar os feridos. Depararam-se com um quadro terrível; os rostos estavam deformados e sujos de lama, para aliviar a sede colocaram terra molhada na boca e no lugar dos pés restava, apenas, uma mancha de sangue. 
Do livro: "Quebra Canela"
Gen Raul da Cruz Lima Jr., Bibliex, RJ
Ilustração: Henrique Moura





segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Military Police . MP.


A polícia militar (MP do inglês military police) segundo o conceito usado internacionalmente - é a corporação que exerce o poder de polícia no âmbito interno das forças armadas, garantindo a segurança, a ordem e a lei no seu seio. Geralmente, a sua ação limita-se apenas às instalações e aos membros das forças armadas.
Em tempo de guerra, além das anteriores missões, a polícia militar também se pode encarregar da defesa imediata de infraestruturas estratégicas, da proteção de altas individualidades militares e civis, da administração dos prisioneiros de guerra, da regulação do tráfego rodoviário e da segurança pública nas regiões sujeitas a administração militar.
Tarja MP usada pela FEB/US na Segunda Guerra e o apito de metal US ARMY.

(acervo O Resgate FEB)

MPs no desembarque no Brasil
clique na foto para ampliar

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Monumentos em homenagem aos pracinhas da F.E.B.

Algumas fotos de vários monumentos em homenagem aos pracinhas da FEB em varias cidades do interior e capitais do Brasil.Aos poucos divulgarei novas imagens destes monumentos espalhados por todo o pais.                                                                  
Monumento à FEB instalado no quartel do Regimento Ipiranga. 
Monumento aos Ex Combatentes. CANDEIAS- MG
Salvador (Bahia) inaugurado em 2005
Manhumirim- MG.(pracinhas:Heráchito Julião Araujo, Jairo Breder e Rene Rabello)
Monumento à patrulha de Max Wollf Filho. 20º Batalhão de Infantaria Blindado. Curitiba-PR.
Mogimirim - SP.
Monumento na Praça FEB.1º Regimento de Cavalaria Mecanizado. Regimento Sá Brito, Itaqui - RS.
Monumento aos Expedicionários Campos dos Goytacazes - RJ.
Henrique Moura
Pesquisa:ANVFEB.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

DODGE - WC - 51 . F.E.B.

DODGE ¾ Ton. WC-51 UMA EXPERIÊNCIA REAL NA FEB – 1944 – 1945
Este pequeno caminhão de ¾ de toneladas foi desenvolvido pela companhia Dodge
Brothers Corporation nos Estados Unidos e largamente empregado na segunda guerra mundial.
A Força Expedicionária Brasileira chegou a operar 148 deles só na configuração
WC-51, tratando-se de um 4×4 equipado com um motor a gasolina de 6 cilindros com válvulas laterais e refrigerado a água. A força motriz era transmitida desde a caixa de quatro velocidades por meio de um curto eixo de transmissão, que ia até uma caixa de redução e daí aos eixos das rodas dianteiras e traseiras, podendo atuar sobre as quatro rodas simultaneamente ou somente nas duas traseiras

Seu chassi serviu de plataforma para várias versões largamente empregadas durante e após a segunda guerra mundial, nos mais variados países do mundo.
Sem dúvida um veículo muito robusto e de grande confiabilidade, tanto na sua parte mecânica como na sua configuração total, muito confiável e durável.




É interessante notar que seu veículo acompanhado de uma pequena carretinha tenha atuado por um longo período, sob as mais severas condições, sejam climáticas, sejam relativas aos diversos tipos de terreno, desde estradas asfaltadas a terrenos de difícil locomoção, em dias de sol, chuva e principalmente neve, coisa até então desconhecida pelas tropas brasileiras.
Vale aqui ressaltar que  a FEB teve pouquíssimos problemas com esta viatura.
 Dodge WC-51 do Batalhão de Saúde da FEB. 
O mais comum era o pneu furar, e nunca era consertado, simplesmente numa destas oficinas era substituído por outro novinho, continuando a rodar com e sem correntes nas rodas na seu trabalho em recolher os corpos de seus camaradas levando-os até o cemitério de Pistóia, quando brasileiro, ao de Vada quando americanos e os demais iam para outros cemitérios.
Mais tarde após a guerra estes veículos vieram a ser incorporados ao Exército Brasileiro que os usou até o final dos anos 70.
Fabricante: Dodge Brothers Corporation
Nome vulgar: Dodge ¾ tonelada
Modelo: WC-51 sem guincho
Classificação: Transporte não especializado
Guarnição e passageiros: 10
Peso: 2.694kg
Sistema elétrico: 06 volts
Motor: Dodge T214, 76hp, 6 cilindros, gasolina, refrigerado a água.
Capacidade de combustível: 113 litros
Consumo médio: 3,4km/l
Rampa máxima: 54%
Velocidade máxima: 86,8km/h
Raio de ação: 386km

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Envelope da carta de um sargento da F.E.B.

Envelope da carta  do 2º Sargento Edelberto Nunes Viana enviada em 24 de outubro de 1944 Itália para Maria da Penha Nunes Viana moradora da Penha -Rio de Janeiro.
(acervo O Resgate FEB)
clique na foto para ampliar
                                                             

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ENFERMEIRA FEBIANA - VIRGÍNIA LEITE.

Uma lição de História e coragem

A professora Virgínia Leite se voluntariou para ajudar os pracinhas na Itália durante a Segunda Grande Guerra.

Dona Virgínia no traje de gala de enfermeira da FEB. No hospital em que trabalhou na Itália nenhum, nenhum soldado morreu. As enfermeiras eram tidas como 'milagrosas' e faziam a alegria dos soldados que não viam a família e não ouviam uma voz feminina falar a língua portuguesa há muito tempo.

Aos 92 anos, Dona Virgínia ainda se recorda de alguns fatos vividos naqueles anos de 1944 e 1945. Ela guarda medalhas e souvenirs sobre o assunto, mas chora ao lembrar dos feridos de guerra
A Segunda Guerra Mundial, que começou em 1939 quando a Alemanha atacou a Polônia, sob as ordens de Adolf Hitler, só teve a participação do Brasil depois que submarinos alemães começaram a torpedear embarcações brasileiras no Oceano Atlântico em fevereiro de 1942. Até então, Getúlio Vargas afirmava que "era mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra". Por inúmeros motivos, a concepção do presidente sobre o conflito mudou os brasileiros experimentaram o drama de estarem envolvidos em uma guerra e a população ficou dividida entre os que teriam de viajar para a Itália e aqueles que ficariam esperando seus entes queridos voltarem. A FEB (Força Expedicionária Brasileira), pelo menos, ganhou um lema: 'A cobra vai fumar'.
Em agosto do mesmo ano, o Brasil resolveu romper relações com o país germânico e declarou guerra às nações do Eixo (Japão, Alemanha e Itália), se colocando ao lado dos Aliados sob a liderança dos Estados Unidos.
Entre setembro de 1944 e maio de 1945, mais de 25 mil soldados e oficiais da FEB combateram na Itália. Mas não só eles estiveram presentes. Também foram para aquele país 73 enfermeiras, todas voluntárias, para ajudar a cuidar dos brasileiros feridos em combate. Entre elas estava uma paranaense de Irati, Dona Virgínia Leite. A professora, com então 29 anos, se comoveu com a ida dos 'patrícios' para a frente de batalha, decidiu fazer um curso de enfermagem dado pela Cruz Vermelha e ir para o meio da guerra. Ficou oito meses no país, voltou com depressão e recebeu várias medalhas, até se estabelecer em Curitiba.
Passados mais de 60 anos desde o fim dos combates, Dona Virgínia, hoje com 92 anos, ainda guarda com carinho recordações daquele tempo. Entre fotos e medalhas até sorrisos e lágrimas, ela relembra o tempo em que viu de perto o horror de uma guerra e também a sensação de ajudar seus compatriotas.

Em meio a choro e risadas, dona Virgínia, cujas roupas e utensílios usados durante a Guerra estão expostos em uma sala exclusiva no Museu do Expedicionário de Curitiba, conta um pouco sobre seu trabalho, sua vida e suas impressões na Itália da Segunda Guerra Mundial.
Comunicação: A senhora era professora. Por que resolveu virar enfermeira?
Dona Virgínia: Naquela época não havia televisão, mas a gente escutava notícias no rádio e lia nos jornais o que acontecia na guerra. Com a ida dos pracinhas, eu resolvi ser útil e fazer o bem.
Comunicação: Como sua família reagiu à sua ida à Itália? Apoiaram, tiveram medo, combateram a idéia?
Dona Virgínia: Eles acharam natural, porque eu conversei e expliquei o motivo. Nossos soldados ainda estavam sendo preparados para a Guerra. Naquela época, inclusive as armas que o Brasil usava eram francesas. Chegando lá, a América do Norte tinha todo seu armamento diferente do que era usado na França e conseqüentemente, no Brasil, então o soldado se preparou lá para usar as armas.( Dona Virgínia se referia ao fato de que os soldados brasileiros eram pouco preparados para a Guerra e conseqüentemente era preciso que tivessem ajuda das enfermeiras caso sofressem algum acidente grave).
Comunicação: Como era a rotina no hospital? O que a senhora fazia nas horas vagas? Escrevia, ia à cidade, a alguma festa improvisada?
Dona Virgínia: Nas horas vagas, eu inicialmente não tinha coragem de sair da zona hospitalar porque eu pensava: "Meu Deus, como é que vou me distrair enquanto os soldados, coitadinhos, estão sentindo dores?".
Até que um dia meu chefe de enfermaria soube disso e me falou: "Você sabe que tem colega sua que já voltou, porque não agüentou a guerra, não é? E você está na listagem" – ele disse isso porque, lamentavelmente, nós tivemos casos de colegas enfermeiras que não aguentaram; entraram em depressão e precisaram voltar para o Brasil. E perguntei por qual motivo estava na listagem, afinal, estava trabalhando normalmente e ele disse que eu trabalhava bem, mas não saía, e que todos nós precisávamos ter uma válvula de escape. E eu chorei, para variar. Aí ele disse que estava indo a um clube e me chamou para ir junto.Eu perguntei se dava tempo, porque estava saindo do trabalho e o local era longe. Então tomei um banho rápido, me vesti e fui com ele ao clube. A partir disso, eu comecei a sair. Ele ainda me disse: "Você não pode, de maneira alguma, ficar fechada na zona hospitalar. Isso que você está fazendo é absurdo".
E nessa hora de folga, nós tínhamos que pedir licença, porque não era permitido voltar para o hospital. Os americanos diziam que hora de folga era para ser cumprida, que era necessário ter esse controle,então, eu passei a sair e era o que todos faziam. Além do clube nós tínhamos cinema, teatro, tudo para nos distrair.
Comunicação: E como era a rotina das enfermeiras fora dali, havia racionamento de comida, energia?
Dona Virgínia: O americano usa e abusa do direito de organização. Alimentação, medicamentos e combustíveis para a condução pareciam vir de um vulcão, era uma coisa impressionante. O americano vai para a guerra com toda a regalia de uma família rica, então, em relação a isso, não faltou absolutamente nada.
Comunicação: Como era a relação com as outras enfermeiras brasileiras? Havia enfermeiras estrangeiras também?
Dona Virgínia: Embora tenha vindo do interior, eu nunca tive problemas de relacionamento com elas. Só havia mais duas enfermeiras que não eram de Curitiba, mas vieram para cá quando eram crianças. Inclusive eu já conhecia algumas. Uma delas tinha sido professora em Irati cidade que eu morava.Eu também exercia essa profissão. E o interessante é que eu era professora no grupo escolar Duque de Caxias – patrono do exército!
O Brasil não tinha hospital lá na guerra. Era uma seção hospitalar dentro do hospital americano. Então, naturalmente havia enfermeiras americanas. E uma coisa: para ver nossa falha, entre as americanas já havia tanto as oficiais quanto as praças, mas essas não trabalhavam como enfermeiras. E quando as enfermeiras brasileiras chegaram, ficaram deslocadas porque não eram oficiais nem praças.
O Exército brasileiro não estava realmente preparado. Tanto não estava,  que não havia um número suficiente de enfermeiras para organizar o corpo feminino, principalmente porque poucas enfermeiras tinham escola de alto padrão, que tiveram o curso de enfermagem da Cruz Vermelha. E a Cruz Vermelha, sendo uma organização internacional, que faz tudo o que o mundo precisa, teve esse cuidado de organizar. No Brasil, houve isso em muitos municípios, inclusive Irati, e a parte de escrita acontecia no curso em que eu era professora. Diversos colegas também se inscreveram e, havendo comentários sobre a guerra, todos queriam vir para Curitiba, para fazer estágio. Quando me perguntaram se eu queria vir fazer estágio, aceitei na hora, embora nenhuma outra colega tivesse aceitado.
Comunicação: A senhora ainda tem contato com elas?
Dona Virgínia: Nós mantemos contato até hoje. Se bem que, do Paraná, foram oito enfermeiras e dessas oito, lamentavelmente as outras sete já faleceram. A última que faleceu sofria de asma e tinha ido morar no Rio de Janeiro havia mais de 20 anos. Então, há muitos anos que estou só, aqui em Curitiba. E, bem, eu saí de Irati e fui para a Itália. Voltei de lá para Irati e vim para Curitiba porque estava fazendo tratamento após a guerra - sofri uma queda, tive uma fratura de coluna e fui reformada antes do aproveitamento no Exército das enfermeiras brasileiras. O número de enfermeiras do Brasil era 73. Eram 67 do Exército e seis do primeiro grupo de caça, ou seja, da Aeronáutica.
Comunicação: Como era a relação dos soldados e enfermeiros da FEB com população local? O povo apoiava Mussolini ou se solidarizava com os brasileiros e os Aliados?
Dona Virgínia: O italiano logo percebeu a afinidade e a maneira diferente que havia entre os soldados brasileiros e os outros soldados porque os alemães segundo os italianos contavam, os massacraram. E quando os alemães iam embora, carregavam o que podiam… O que não podiam eles queimavam. Aí os brasileiros chegaram, e brasileiro é um povo com coração aberto…,
mas os italianos tinham muito medo dos soldados negros. Segundo eles, os alemães disseram que os brasileiros negros comiam crianças. Então, quando eles viam soldados negros, ficavam apavorados, mesmo sendo criaturas boníssimas. Quando nos aproximávamos de alguma casa, as crianças sempre pediam chocolate, pão, qualquer coisa que pudessem dar, porque eles sofriam de uma miséria tremenda. No começo elas ficavam com medo quando os negros davam algo, mas depois não. Tanto é que eram recebidos com festa e, quando a guerra terminou, foi algo que nem sei como descrever.
Comunicação: A senhora se alistou voluntariamente ou foi convocada? O que sentiu naquele momento? Quando a senhora chegou à cidade italiana de Nápoles, o que se passou pela sua cabeça?
Dona Virgínia: Todas as enfermeiras foram voluntárias. Eu senti muita ansiedade, mas meu objetivo foi ser útil e fazer algo de bom naquele momento. Uma das coisas que para mim foi muito recompensadora foi quando eu cheguei à Itália. Em um dos primeiros dias de trabalho, quando eu estava saindo da enfermaria, um ferido me chamou, eu voltei para o lado da cama e ele agarrou e beijou minha mão. Eu falei: "O que é isso, criatura?!" e fechei a cara. Ele disse: "a senhora não pode imaginar o que é escutar uma voz feminina de nosso país nos atendendo, porque as americanas são boas, mas elas não nos entendem”. Isso foi o suficiente para que eu me sentisse recompensada pelo trabalho que estava fazendo.
Nós pisamos exatamente em Nápoles, que estava completamente destruída, então eu fiquei apavorada. E acredito que, assim como eu, as outras enfermeiras e os próprios pracinhas devem ter se assustado, mas em nenhum momento eu quis voltar. Eu tinha assumido esse compromisso e tinha que ir até o fim. Porque, embora eu tenha sofrido esse problema, depois caí na realidade, voltei a pisar no chão e foi tudo normal.
Comunicação: A senhora mantinha contato com a família?
Dona Virgínia: O contato era deficiente. Nossas famílias, inclusive, só ficavam sabendo do que estava acontecendo muito tempo depois.
Comunicação: O exército inimigo respeitava a condição dos feridos, e os hospitais?
Dona Virgínia: Há uma lei internacional que diz que o inimigo é proibido de destruir hospitais e barracas de atendimento dos soldados. Naturalmente havia o medo da nossa parte, mas na Europa isso foi respeitado. O que não aconteceu, por exemplo, no Pacífico, porque os japoneses bombardeavam hospitais, navios-hospitais. Às vezes passava um avião e todos ficavam apavorados, mas ele passava por cima do hospital e ia soltar as bombas lá na frente.
Comunicação: Como foi o momento em que a senhora descobriu que a guerra tinha acabado? Como a senhora reagiu?
Dona Virgínia: Nós estávamos no hospital. E lá, por duas vezes, vieram notícias falsas sobre o fim da guerra. Então vinha a notícia, nós ficávamos contentes. Mas de repente não era verdade e nós ficávamos tristes, lógico. E quando veio a notícia verdadeira foi um Carnaval.
Comunicação: Como foi a volta para o Brasil?
Dona Virgínia: Foi um sentimento de muita alegria. Ninguém faz idéia do que é uma guerra sem ter passado por ela.
Comunicação: Depois que a senhora voltou, como foi a readaptação? A partir daí, o que a senhora fez?
Dona Virgínia: Eu me readaptei bem, porque era professora e voltei a exercer a profissão. Mas logo que voltei, tive uma depressão muito grande e quando estava fazendo tratamento, caí, tive fratura de coluna e fui reformada.
Comunicação: A senhora teve depressão depois de voltar da guerra?
Dona Virgínia: Não me lembro muito bem quanto tempo durou… Depois eu me machuquei e naquela época a medicina estava muito aquém da de hoje – faz mais de 50 anos –, eu fiquei nove meses no hospital. Atualmente eles nem fazem mais gesso! Aí fui reformada e fiquei muito tempo me recuperando. Eu precisei usar muletas, se não me engano, por 16 ou 17 anos, e colete ortopédico nem sei por quanto tempo. Eu tive uma vida muito sofrida depois dessa queda.
Comunicação: Ao acompanhar as notícias de hoje sobre guerras que acontecem em algumas regiões do mundo, a senhora sempre compara com aquela que presenciou?
Dona Virgínia: Eu espero que não venha a acontecer a Terceira Guerra Mundial, mas as guerras de hoje são muito diferentes. Há gases, coisas desse tipo. Porque assim como a medicina evoluiu, lamentavelmente, os armamentos também.
Comunicação: Como é, para a senhora, ser uma figura tão importante para o Brasil, receber tantas homenagens?
Dona Virgínia: Eu não me considero uma pessoa importante. Porque tudo que recebi, todas as vezes – e não foram poucas – em que recebi algo, eu sempre disse uma coisa: "Isso quem deveria receber eram os pracinhas que estiveram na frente de batalha, matando para não morrer, para ter essa liberdade relativa, que existe no mundo, inclusive no Brasil".

Reportagem Franciele Bueno, especial para o Comunicação On-line
Edição Vanessa Prateano

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

DO TERÇO VELHO AO SAMPAIO DA F.E.B - BIBLIOTECA

Um livro da Biblioteca do Exército,de Janeiro de 1953 do Ten Cel.Nelson Rodrigues de Carvalho contanto todo a história do Regimento Sampaio desde a  época do seu Patrono Brigadeiro António Sampaio(24/5/1819 a 5/7/1866) a campanha na Segunda Guerra e a heróica conquista de Monte Castelo. Com vários mapas e fotos.Um bela leitura sobre a FEB. (acervo O Resgate FEB)
                                                             (clique na foto para ampliar)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ITÁLIA 66 ANOS DEPOIS. F.E.B

Fotos tiradas pelo amigo Carlos Eduardo Machado (foto) na sua visita pelas cidades e locais na Itália em que a Força Expedicionária  Brasileira conquistou  e libertou cidades e os campos de batalhas onde foram travadas batalhas históricas.Fotos comparando como era em 1944/45 e agora em 2011.
Local onde tombou o herói Max Wollf Filho e a placa comemorativa..A esquerda Giovanni Sulla.(historiador e colacionador da FEB)
Local onde morreu Frei Orlando é uma pedra vulcânica no meio da estrada.
 (clique na foto para ampliar)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CANCIONÁRIO - Força Expedicionária Brasileira.

Cancionário do Serviço de Assistência Religiosa do Ministério da Guerra aos pracinhas da FEB de 8 de maio de 1945, com varias orações e partituras.Muito raro de encontrar. 
(acervo O Resgate FEB)

(clique na foto para ampliar)
                                                                 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

OS 17 DE ABETAIA - F.E.B

Após a conquista de Monte Castelo em dezembro de 1944,  iniciou-se cuidadosa busca por toda a região, a procura dos corpos dos soldados desaparecidos nos combates anteriores. As equipes de salvamento das quais faziam parte capelães militares se depararam com quadros pungentes que causaram forte impacto: soldados com os corpos intactos, ainda de armas na mão, jaziam na posição em que  foram surpreendidos pela morte e conservados pela neve que caiu posteriormente aos combates.Quem percorreu aquela área  certamente jamais se esquecera do que viu.Região duramente disputada ao sopé de Monte Castelo ocorreu em ABETAIA .em torno dessa posição, em semicírculo, foram encontrados  17 corpos de soldados brasileiros em posição de combate, com armas e granadas nas mãos, liderados por um sargento Luiz Rodrigues Filho, do Regimento Sampaio.A princípio  se supôs que todos fossem  dessa unidade mas pesquisas de identificação comprovaram que alguns pertenciam a outras unidades brasileiras que também participaram do ataque a Monte Castelo. a descoberta aumentou a névoa do mistério que cercou esse episódio. O Coronel Nelson Rodrigues de Carvalho, em sua história do Regimento Sampaio, sugere que o grupo de combate desgarrados, atraídos pelo fogo de Abetaia, lá se encontraram com outros  e lutaram até a morte.O fato é inquestionável marca da bravura indômita do pracinha brasileiro: morrer atacando o inimigo.O acontecimento entrou assim para a história:¨OS 17 DE ABETAIA¨

Pintura a óleo retratando¨Os 17 de Abetaia¨.Quadro de autoria do Vet.Cap Otton Arruda Lopes datado de 21/02 1993.Exposto no Museu da FEB -Belo Horizonte- MG.

Os 17 heróis de Abetaia 
Luiz Rodrigues Filho(sargento) 1ºRI  Engenho Novo RJ
Ary de Azevedo 1ºRI  Engenho Novo  RJ
Cristiano Clemente da Silva  1ºRI  Tijucas  SC
Duravalino do Espírito Santo 1ºRI  São Fidélis  RJ
José de Aráujo  1ºRI   S.Ant de Padua  RJ
Alcides Maria Rosa  11ºRI  Dores de Campos  MG
Aleixo Herculano Malva  11ºRI  Itajai  SC
Almiro Bernado  11ºRI  Botucatu  SP
Amaro Ribeiro Dias  11ºRI  Campos  RJ
Amelio da Luz 11ºRI  Cerro Azul  PR
Antonio  Coelho da  Silveira  11ºRI  São João Del`Rei   MG 
Lindo Sardagna 11ºRI Ibirama  SC
Hereny da Costa  11ºRI  Belo Horizonte  MG
Iraci Luchina 11ºRI Araraguá  SC 
Mariano Felix  11ºRI  Itatinga SP
Rafael Pereira 11ºRI  Mirandápolis  SP
Sebastião Clemente Machado  11ºRI  Rio Preto  SP
PESQUISA:
A FEB POR UM SOLDADO de Joaquim Xavier da  Silveira.
Do Terço Velho ao Sampaio da FEB.do Ten. Cel.Nelson Rodrigues de Carvalho.
(CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR)