sexta-feira, 26 de agosto de 2011

FOGAREIRO USADO PELA F.E.B

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O fogareiro depois de passar por uma manutenção, limpeza e remoção da ferrugem, peça rara de ser encontrada.
(acervo O Resgate FEB)                                                       
Como parte dos equipamentos de campanha americano usado pela FEB na Segunda Guerra Mundial.Este fogareiro marca Coleman, era de uso individual, porém a utilização não era de um por homem, mas sim aproximadamente um por grupo de soldados.O combustível era, preferencialmente, gasolina branca, e deveria ser verificada a ventilação para a utilização deste.Assim, haveria um uso mais seguro deste equipamento mesmo em ambientes confinados. Este equipamento deve ter sido muito útil aos pracinhas durante todo o rigoroso inverno italiano.  Fogareiro marca Coleman Stove pré-1945, modelo militar, fabricado desde 1941 para as Forças Armadas americanas.Completo com o cápsula em alumínio que se transforma em caneca e panela de pressão.Com os acessórios de época ,agulha para limpeza um bico, três telas e um chave para manutenção do mesmo.
Os militares dos EUA foram os maiores clientes da Coleman. Durante a Segunda Guerra Mundial, suas fabricas fabricaram projéteis para a Marinha e peças para B-17 e bombardeiros B-29. Mas sua contribuição mais valiosa para o esforço de guerra foi o desenvolvimento do Fogão bolso GI, cujas especificações pareciam impossíveis.
O fogão tinha que ser leve, não maiores que uma garrafa térmica, queimar qualquer tipo de combustível, e operarem clima de -55ºC a 51º C. Menos de 60 dias após o trabalho ter começado, a Coleman demonstrou um protótipo funcional. E em novembro de 1942, 5.000 de fogões Coleman entraram em batalha, quando as forças dos EUA invadiram o norte da África.
Os fogões queimam por duas horas com um copo de combustível de um Jeep ou de avião. Eles foram usados em cada campo de batalha na Europa e no Pacífico. Apareceram em tendas, trincheiras e abrigos subterrâneos de bombardeiros.


Uma foto bem rara, provando que o fogareiro foi utilizado pela FEB na Itália.
Foto: US National Archives Archival Recovery Program.(Dennison de Oliveira)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pracinhas filhos de Curvelo

Dia 25 de Agosto se comemora o Dia do Soldado. Não apenas nos quartéis, mas no coração do povo brasileiro,faço esta homenagem a todos os soldados da FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA que com heróismo, coragem,competência desenharam a mais bela pagina de nossa história. Dedico aos pracinhas da minha terra querida Curvelo (MG) estes brasileiros intregos que orgulhosamente honraram em terras distantes com suas vidas toda uma nação e o mundo.Tradicionalmente o brasileiro é taxado de ter a memória curta, isso quer dizer que lhe é peculiar o pouco interesse no passado de seu país. Em vários aspectos discordamos dessa posição, contudo existem características no Brasil que nos arremata para esse tipo de pensamento, e uma delas é a FEB. Isso mesmo, a Força Expedicionária Brasileira é um assunto pouco expressado no meio acadêmico, a participação brasileira no conflito mundial de 39 a 45 é um grande território de estudo para as diversas universidades do país, muito embora o tema seja pouco valorizado, as obras e estudos que têm como área de pesquisa a mobilização, atuação, resultados e desmobilização da Força Expedicionária Brasileira são de pouquíssimos autores em comparação a outros períodos da história brasileira. Nesse cenário, a memória dos que combateram no Teatro de Operações Europeu ficou sob a responsabilidade dos filhos, netos e bisnetos dos ex-combatentes que têm lutado com a mesma garra de seus antepassados para manter viva a honra que esses combatentes conseguiram nos campos de batalha italianos. Nessa “guerra” injusta contra a ignorância histórica, o trabalho se torna mais difícil com o passar dos anos e, quando os veteranos nos deixarem, as Associações estarão fadadas ao esquecimento se não houver um mudança de atitude no trato com a memória desses homens que viram a guerra, e voltaram sob a gloria da vitória para o país, mas também destinados ao abandono do governo que os enviou.

Homenagens aos heróis filhos de Curvelo
Tenente Eurípedes Ribeiro Guimarães
José Felix da Rocha (Bajojo)

Sapador Leonardo De Leo

Tenente Pedro Rodrigues praça na Itália
Hoje aos 89 anos Tenente Pedro Rodrigues.
*Falecido em 2017 em 7 de maio.
Tenente Quirino Henrique de Freitas.
Padioleiro
Rui Lopes Ribeiro – 2º Tenente
Morto em combate
Tenente Raimundo Olavo.
Ex combatente
   O Resgate FEB                                                                                   

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Relatório de Sepultamento - F.E.B

Relatório de Sepultamento um documento infelizmente triste mas necessário em uma guerra.Este relatório  tem todas os meios necessários para identificar um soldado morto em combate independente do estado do seu corpo, como placa de identificação e se corpo não puder ser identificado  tem a carta de impressões digitais e dentária, listas de objetos pessoais encontrado no corpo;e no reverso as instruções para o sepultamento, preparação do corpo, identificação da sepultura para que nenhum soldado fique sem identificação e referência onde foi enterrado para que um dia poder voltar para casa.Este relatório e de um soldado católico cor branca chamado Fernandes Simão, identificação GI- 295805 9ª CIA,6º R.I morto em combate com ferimento a bala em Catorossa-Itália em 14/10/1944 e foi sepultado no cemitério americano de Vada- Itália e posteriormente transferido para o cimetério brasileiro de Pistóia.
(acervo O Resgate FEB)
clique na foto para ampliar
                                                                   

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

FIELD JACKET DE COMBATE M 1943

Belíssima peça de combate a jaqueta M 43 de fabricação americana de 1944. Apesar de não fazer parte do uniforme da FEB mas com aproximação com os americanos do 5º Exercito alguns febianos como os do Deposito de Pessoal e correspondentes de guerra brasileiros usaram está jaqueta.Uma relíquia de guerra, tem as marcas dos combates travados na Itália.( acervo O Resgate FEB)
                                    Correspondentes de guerra brasileiros com as jaquetas M 43
                                    Rubens Braga (1º da esquerda em pé) em 1944 na Itália.           
                                                             (clique na foto para ampliar )

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

OS ADVERSÁRIOS DA F.E.B.

A composição e os armamentos dos alemães que enfrentaram a Força Expedicionária Brasileira na Itália.
Soldados da FEB escoltando prisioneiros alemães.
A FEB enfrentou nove divisões alemãs, ou esteve em contato com elas, durante os meses em que permaneceu na Itália: a 42ª Ligeira, a 232ª de Infantaria, a 84ª de Infantaria, a 114ª Ligeira, a 29ª Motorizada, a 334ª de Infantaria, a 305ª de Infantaria, a 90ª Motorizada e a 148ª de Infantaria. O leitor deve ter observado os “números altos” da maior parte dessas divisões – para o especialista, isso indica que a unidade se formou já no final da guerra, às pressas, com recursos reduzidos e deficiência de tropas aptas. O supremo comandante das tropas alemãs na Itália, o marechal Albert Kesselring, atribuía apenas a 29ª Motorizada (a conhecida “Divisão Falcão”, em alemão, a 29ª Panzer Grenadier Division) o qualificativo de “primeira linha”. Com esta os brasileiros tiveram pouco contato. As demais, em especial a 114ª Ligeira (114ª Jägerdivision), despertavam pouca confiança no alto comando alemão.
Placa afixada na Itália  no exato local onde a FEB aprisionou a 148º divisão alemã.
Três dessas unidades interessam particularmente aos brasileiros, já que participaram dos episódios memoráveis da FEB: a 232ª de Infantaria (a que defendeu Monte Castello), a 148ª de Infantaria (que se rendeu em Fornovo) e a 114ª Ligeira (engajada na batalha de Montese). Com a 232ª, os brasileiros estiveram envolvidos do final de Outubro de 1944 até Fevereiro de 1945 e voltaram ainda a enfrentá-la na fase de perseguição final aos alemães, em Abril de 45, vale a pena vê-la de perto, a partir dos documentos alemães.
Com data de 22 de Junho de 1944, o Alto Comando do Exército alemão ordenou a formação de cinco divisões “presas ao solo” (bodenständige), para emprego na frente ocidental, na defesa de grandes fortificações ou trechos de costa. A ideia por detrás da organização dessas divisões da 27ª onda (em toda a guerra, os alemães tiveram 31 “ondas” de formação de tropas), era criar rapidamente, no máximo em quatro semanas, unidades com reduzido volume de pessoal, para tarefas específicas de defesa que pudessem empregar, portanto, soldados não tão aptos para outras funções na primeira linha de combate.
                                                       
Rendição alemã aos soldados brasileiros na Itália
O efetivo previsto era de 9 mil combatentes, ou seja, uns 1.500 homens a menos que as unidades “normais” da Wehrmacht. Os cortes foram feitos, de preferência, nos serviços de retaguarda e suprimentos. As reduções atingiram pesadamente os sistemas de transporte e logística, que praticamente voltaram aos tempos da Primeira Guerra, empregando sobretudo mulas e cavalos para o transporte do equipamento pesado, em vez de veículos motorizados. Explica-se: para o pessoal de planejamento no Alto Comando em Berlim, já que ficaria “preso ao solo”, esse tipo de divisão não precisaria mesmo de muitos meios de locomoção. No caso da 232ª, assim como de suas quatro irmãs, compreendia três regimentos de infantaria (de números 1043, 1044 e 1045, cada um com dois batalhões), um batalhão de fuzileiros, um regimento de artilharia com quatro batalhões, companhias de pioneiros, estado-maior, reconhecimento e defesa antitanques. Praticamente, cada divisão formada nesse período tinha efetivos diversos, mas os planos oficiais previam para um regimento a força de 1.987 homens, dos quais 268 não-combatentes. Um batalhão de infantaria chegava aos 708 soldados, divididos em quatro companhias leves (ao redor de 140 soldados) e uma pesada (200), por sua vez subdivididas em pelotões com cerca de 30 soldados e seções com oito a dez. Um regimento de artilharia compreendia pouco mais de 2 mil homens.
Em geral, mais importantes que o número de soldados de uma divisão, são seu armamento e seu treinamento, além, é óbvio, do comando. O típico batalhão de infantaria da 232ª (eram dois por regimento) deveria possuir 13 metralhadoras leves e duas pesadas por companhia (eram quatro por batalhão). A companhia pesada (uma por batalhão), disporia de seis metralhadoras pesadas, três leves, seis morteiros leves e quatro pesados (que ainda não tinham sido fornecidos quando se formou a divisão). A metralhadora padrão dos alemães era a MG 34 (MG é a abreviatura de Maschinengewehr, metralhadora), que os pracinhas, por motivos inexplicáveis, apelidaram de “Lurdinha”. Como unidade até certo ponto capaz de operar por si própria, um batalhão deveria dispor ainda de uma companhia com dois canhões antitanque de 7,5 cm (que o soldado alemão conhecia por PAK, ou seja, “Panzerabwehrkanone”), três metralhadoras leves e 36 bazucas. Distribuídas por pioneiros, fuzileiros, etc., entre outras armas, a Divisão deveria possuir 8.598 fuzis, 108 bazucas, 2.013 pistolas, 1.595 submetralhadoras, 13 canhões antiaéreos de 2 cm, 22 lança-chamas e 389 pistolas de luz.
O general Falconière da FEB (direita) na rendição da 148º Divisão de infantaria  alemã.
Com exceção de 300 fuzis de fabricação tcheca, todas as demais armas de posse da 232ª eram de procedência alemã. Ocorre que a falta de armas nos depósitos e almoxarifados da Wehrmacht, obrigou a Divisão a destacar “comandos” para ir buscar seu material diretamente na linha de produção das fábricas. O equipamento era quase sempre do último modelo, mas isso trouxe, paradoxalmente, dificuldades suplementares: sua chegada tardia ao campo de treinamento de Wildflecken não permitiu familiarizar a tropa com seu uso. Mais tarde, em situação de combate, os alemães tiveram suprimentos e reposição de armamentos cortados e dependiam do que conseguissem do inimigo. Em março de 1945, por exemplo, outra unidade, a 114ª Divisão Ligeira, teria uma lista de armas que incluía 101 carabinas polonesas, 197 sérvias, 26 metralhadoras turcas, 32 iugoslavas e 40 italianas, quatro morteiros austríacos e um total de 30 canhões italianos diversos, incluindo antiaéreos.
O General alemão  Otto Fretter rendendo ao General brasileiro Zenóbio.
O Regimento de Artilharia da 232ª deveria dispor de três batalhões leves, cada um com três baterias leves (duas baterias com quatro Feldhaubitze de 105 mm e uma só com três peças) e um batalhão pesado, com três baterias pesadas (cada uma com três canhões de 150 mm). Havia também um número não especificado de canhões antiaéreos de 88 mm, cujo poder de fogo permitia que fossem empregados também como artilharia comum (esta foi, provavelmente, a peça mais famosa que os alemães construíram durante a Segunda Guerra, pois arrasou os tanques ingleses na África). As peças deveriam ser “servidas” por um contingente nutrido também de Hiwis, a abreviação alemã para “Hilfsfreiwillige”, ou seja, “voluntários” e “ajudantes” locais. Seu número possivelmente excedia a duas centenas de homens. O Regimento de Artilharia da 232ª jamais conseguiu contornar dois problemas: munição e transporte. A falta de granadas em número suficiente levou a um severo racionamento. Cada canhão podia disparar no máximo sete tiros por dia. No caso das peças pesadas de 150 mm, o comandante da bateria ainda tinha de pedir autorização ao posto de comando do Regimento para disparar sobre um alvo que julgasse interessante.
O meticuloso planejamento do Alto Comando estipulava (na rubrica “meios de transporte”) 501 veículos a motor, 1.395 puxados por animais e até mesmo 678 prosaicas bicicletas, uma das últimas alternativas imaginadas pelos alemães para compensar a falta de gasolina, distribuídas sobretudo ao batalhão de fuzileiros. Para muitos soldados, acabaram sendo essenciais durante a perseguição final que sofreram pelas tropas aliadas, em abril de 1945. Os sobreviventes contam que, pelo menos, ninguém estava a pé e quem não tinha sua bicicleta simplesmente a roubava da população italiana (o que acontecia, evidentemente, com gêneros alimentícios na relativamente rica região da Emilia Romana). No mínimo uns 4 mil cavalos se destinavam à Divisão, dos quais 802 apenas para montar. A realidade era muito diferente dessa descrição minuciosa. Os 300 veículos que a Divisão recebeu (em vez de 500), eram todos usados, a maior parte civis, que haviam sido “requisitados” por toda a Europa. Vinham de 40 procedências diferentes, complicando severamente o trabalho de manutenção. A única exceção se constituía de 20 caminhões Opel Blitz de três toneladas, a cargo da companhia de transportes e três tratores de 12 toneladas (do batalhão pesado de artilharia), que eram novos. A Divisão precisou organizar por sua conta o transporte dos veículos de Berlim, Kassel ou Praga para o campo de treinamento de Wildflecken (localidade a leste de Frankfurt que até hoje serve para fins militares: atualmente a OTAN treina ali tiros de artilharia), aonde chegaram de trem, por falta de gasolina. Pelo mesmo motivo – racionamento de combustível – não puderam ser utilizados para fins de treinamento.
Uma divisão inteira .
Essas informações fazem parte de um relatório que o comandante da 232ª Divisão de Infantaria, o general barão Eccart von Gablenz, escreveu em 1946, como prisioneiro dos americanos. Literalmente a figura do barão é um capítulo à parte. Entusiasmado por cavalos, como quase todo oficial alemão tradicional, o barão inspecionou pessoalmente a chegado dos animais, seu principal meio de locomoção. Dos 1.500 cavalos da Divisão (em vez de 4 mil), apenas um terço veio da região próxima ao campo de treinamento. O restante foi “requisitado” na Lituânia e seu estado, dado como satisfatório, apesar do longo transporte de 20 dias, por trem, organizado por “comandos” escalados pelo general. Infelizmente, queixava-se o barão, com algumas poucas exceções, não havia nenhum bom cavalo para montar. Os demais, além disso, não puderam ser treinados a tempo para as novas tarefas: a princípio faltavam arreios e os animais estavam acostumados a trabalhar só na agricultura.
Evidentemente, a mobilidade da 232ª era das mais reduzidas, o que se agravaria ainda na Itália em virtude da total superioridade aérea dos aliados. Apenas um terço dos homens e do material podia ser transportado ao mesmo tempo. Isso retardou consideravelmente a entrada em ação da Divisão nos Apeninos, a partir de meados de outubro de 1944. Apenas as companhias do Estado-Maior, de comunicações, defesa antitanques e três colunas de transporte podiam mover-se por conta própria.
Em comparação com os alemães, a FEB dispunha de recursos de transporte consideráveis, o que foi inclusive louvado por seus comandantes como um dos elementos táticos essenciais para o bom êxito de operações de combate.                    
Foto do arquivo do 20º GACL A de Artilharia de Campanha Leve. Grupo Bandeirante que participaram da Segunda Guerra na Itália.
Armas alemãs sendo descarregadas pela FEB.
Do ponto de vista das comunicações, a 232ª era totalmente inferior a seus adversários. A precariedade de sua situação é traduzida pelo fato dela ter recebido, para sua companhia de rádio, apenas aparelhos restaurados e já utilizados na campanha de 1939. Os telefones incluíam modelos de quase toda a Europa, mas sem fios e cabos suficientes para longas distâncias. Sequer a quantidade mínima prevista nos planos – e até essa o general von Gablenz considerava insuficiente – foi preenchida. A tropa na linha de frente dispunha de recursos piores ainda. “Todas as nossas dificuldades táticas no terreno de luta, mais tarde, deviam-se basicamente a esse problema.”
Também os pioneiros (tropa empregada em serviços de engenharia, como preparação de estradas e fortificações, tarefas táticas, como preparação do terreno para um ataque ou ainda, assegurar a retirada através de minagem, destruição de pontes, etc.), em ação num terreno difícil e acidentado como o dos Montes Apeninos, com pontes e estradas destruídas ou em péssimo estado, não receberam o material pesado prometido.
Fonte deste artigo: As duas faces da glória - William Waack - Nova Fronteira.
Ilustração:  Henrique Moura                         

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Carta de um oficial do QG da F.E.B.

Navio General Meigs na entrada da Baía de Guanabara no Rio de Janeiro.(1945)
Carta de um oficial da FEB a seus pais no Rio de Janeiro relatando o regresso dos soldados brasileiros para casa.Lotado no Quartel General da FEB onde era encarregado dos entendimentos com os americanos para facilitar o embarque no navio americano General Meiges.A carta  foi enviada de Nápoles, 5 de Julho de 1945.
(acervo O Resgate FEB)                                                                   

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Catalão (GO) na Segunda Guerra Mundial. F.E.B




As 3 fotografias acima seriam o registro da presença de pracinhas catalanos na campanha da FEB, na Itália, durante a II Guerra Mundial. Infelizmente, eu recebi as fotografias sem a devida indentificação e para tal conto com colaboração de vocês. De qualquer forma, na fotografia do meio chama a atenção os buracos de bala na parede do edifício logo atrás dos soldados dentro do Jeep "FLOCO"
O combatente ALDEMAR FERNANDES FERRUGEM morto em combate na campanha na Itália nascido em Catalão (GO).

Para complementar :Aldemar Fernandes Ferrugem pertenceu a unidade 6ºRi, posto de soldado,identidade 1G-109.332, data de falecimento 12/12/1944,local Marano(Itália),morto em combate ,agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate 2ª classe.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Plinio Pitaluga - F.E.B

GENERAL PLINIO  PITALUGA
General Plínio Pitaluga, natural da cidade de Cuiabá, Mato Grosso,
pertence à turma de 1934 da Escola Militar de Realengo, exerceu, na
guerra, as funções de Sub comandante e Comandante do 1º Esquadrão de
Reconhecimento Mecanizado (Esquadrão Tenente Amaro). Foi promovido a
Capitão em dezembro de 1944, na Itália. No período de 1952 a 1954, foi
instrutor da Escola de Comando e Estado-maior do Exército. Em 1961,
assumiu o comando do 13º Regimento de Cavalaria, em Jaguarão (RS). Em
1963, foi promovido ao posto de Coronel e, de abril de 1964 a abril de
1966, comandou o Regimento de Reconhecimento Mecanizado - R Rec Mec -
no Rio de Janeiro. Em 1966, serviu no Gabinete do Ministro do
Exército. Entre 1967 e 1969, exerceu a função de Adido Militar na
Argentina e, 1968, foi promovido ao posto de General-de-Brigada. De
1969 a 1972, comandou a 4ª Divisão de Cavalaria (atual 4ª Brigada de
Cavalaria Mecanizada - Brigada Guaicurus), sediada em Mato Grosso do
Sul, passando em seguida para a reserva. Recebeu as seguintes medalhas
e condecorações pela sua participação na Segunda Guerra Mundial: Cruz
de Combate 1ª Classe, por ato de bravura individual; Medalha de
Campanha; Medalha de Guerra; Estrela de Bronze (Estados Unidos); Cruz
de Guerra com Palma (França); e Cruz ao Valor Militar (Itália). Foi
reeleito várias vezes, para Presidente do Conselho Nacional das Associações dos Ex-Combatentes, função que exerceu até seu falecimento.
Peça única e rara da delegação do General Plinio Pitaluga, para o Congresso de Veteranos  de Guerra de 1953 em Curitiba (PR) .
(acervo O Resgate FEB)
Cap Pitaluga em Framcolise - Itália. M 8 Greyhound ao fundo.                                                                                                                                                                  

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Museu de Valença - RJ. Capitão Pitaluga.F.E.B

A viagem começa pela Rodovia Lúcia Meira, principal acesso à cidade. Ao chegar ao Centro de Valença, basta olhar para o casario para perceber que a cidade é uma aula de história em forma de arquitetura. Valença ainda reserva outros atrativos, como o Museu Capitão Pitaluga.
Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, o Tenente de Cavalaria Plínio Pitaluga partiu para os campos de batalha do 1º Esquadrão de Reconhecimento da Força Expedicionária Brasileira. Lá foi promovido a capitão e teve grande importância durante a guerra. Reconhecimento que pode ser visto no museu em Valença que recebeu o nome dele.
Inaugurado no dia 13 de novembro de 2002, o Museu Militar Capitão Pitaluga reúne peças originais e réplicas que guardam lembranças dos ex-combatentes. Na parede um mapa mostra o roteiro da campanha dos soldados desde a partida até o retorno. O museu, aberto à visitação, também faz uma homenagem aos 432 brasileiros que morreram durante a batalha. As dificuldades que os pracinhas enfrentaram e os precários armamentos que dispunham.
No local há uma sala apenas com os pertences do General Pitaluga, que chegou a ser presidente da Associação Nacional dos Ex-Combatentes. Em algumas fotos imagens que chocam, como a de um cemitério com incontáveis cruzes dos mortos na guerra.
Uma bandeira original da Alemanha, com a suástica – símbolo do nazismo –, encontrada por soldados em um museu do Rio de Janeiro e levada para Valença. Até medicamentos e uniformes da época foram guardados. Do lado de fora os visitantes podem conhecer alguns veículos utilizados durante a guerra.
Documentos históricos que enriquecem o conhecimento e merecem ser preservados. Um acervo que está a disposição de moradores e turistas.
O museu fica à Rua Comendador Antônio Jannuzzi, nº 415 – Bairro Belo Horizonte. A entrada é de graça.
  Nas dependências do Quartel do 1º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado – Esquadrão Tenente Amaro, na cidade de Valença, RJ, para abrigar a história da FEB e em particular a do 1º Esquadrão de Reconhecimento, única unidade de cavalaria brasileira participante da Campanha da Itália em 1944/1945 em plena Segunda Guerra Mundial, este museu já nasceu grande.Foram doados acervos importantes e únicos que retratam experiência única, vivida ao longo do maior conflito, já ocorrido na história humana.
          O acervo originário já pertencia ao Esquadrão Tenente Amaro que se somou ao da Capitã Enfermeira Bertha Moraes Nereci, em abril último. Esta atuou como Primeiro Tenente junto aos Hospitais de Campanha da FEB. Na guerra reuniu interessante acervo daquele período.No mês de junho, foi doado ao Museu todo o acervo do General de Brigada Plínio Pitaluga, na guerra, como Capitão comandou o 1º Esquadrão de Reconhecimento da FEB. Este valioso acervo cobre toda a sua vida desde o tempo do Colégio Militar até o seu último comando na 4ª Divisão de Cavalaria no atual estado do Mato Grosso do Sul, então Mato Grosso, nos anos 70. Além de todo este material o Museu abriga peças de fardamentos, medalhas, material aprisionado, documentos históricos, fotografias, armamentos, cartas topográficas, viaturas militares, duas delas em pleno funcionamento e uma grande biblioteca sobre temas militares.O 1º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado (Esquadrão Tenente Amaro), foi criado em 06 de dezembro de 1943, originário do 2º Regimento Moto-Mecanizado de Campinho, RJ, onde tinha a denominação de 3º Esquadrão de Reconhecimento e Descoberta.
          Posteriormente, passou a chamar-se 1º Esquadrão de Reconhecimento e a partir de 1º de Janeiro de 1973 sua denominação ficou como 1º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado.
          Tão logo foi criado, transferiu-se para a Vila Militar, ocupando um conjunto de barracões onde se encontrava a 1ª Cia PE (Polícia do Exército), mudando-se logo em seguida para a Colina do Capistrano, de onde saiu para os campos da Itália, retornando em 1945 e permanecendo ali até o início de Março de 1973, quando foi transferido para a cidade de Valença, RJ onde permanece até os dias de hoje.
          Seu patrono é o 2º Tenente Cavalaria R/2 Amaro Felicíssimo da Silveira, morto pelos alemães na Itália, durante a realização de uma patrulha de reconhecimento quando integrava a Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Campanha da Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
          A Unidade, teve na mesma Campanha mais três baixas, o 2º Sargento Pedro Krinski, o Cabo Benedito Alves e o Soldado Bernardino da Silva.O Esquadrão atuou na região conhecida como Vale do Rio Pó e Serchio, principalmente na região de Gaggio Montano, Marano Sull Panaro, Collechio, Fornovo e Montese.
Atualmente, além de ser uma unidade ativa do Exército Brasileiro, mantém viva sua memória e tradição para as gerações futuras.
         Vale uma visita não só às suas dependências como a este belo Museu, fruto do trabalho de abnegados voluntários que o tornaram realidade .
         Como curiosidade o M-8 Greyhound 6x6 exposto como monumento estático junto ao prédio que abriga o Museu Capitão Pitaluga, com pintura e marcações da Campanha da Itália. Foi um dos quinze veículos que lá estiveram, um árduo trabalho de restauração elaborado pela própria unidade com auxílio de alguns especialistas que conseguiram dar vida nova a um veículo que estava prestes a terminar sua deterioração abandonado num pátio de sucatas, mas salvo a tempo.Desfilando, em ocasiões especiais, é possível ver outro M-8 totalmente operacional além de uma Half-Track M-5 em perfeitas condições de marcha, ambos fabricados entre 1942 e 1944 de origem norte-americana. Adentrando-se no museu é possível fazer uma viagem no tempo, voltando aos anos 40, vendo de perto todo o sacrifício e desenvolvimento de uma geração nos mais distantes pontos do planeta que de certa forma nos deixou um legado importante para ser compreendido nos tempos atuais.
         Conhecendo o passado, aprendendo com ele, compreende-se o presente e desta forma pode-se vislumbrar um futuro melhor...
  FONTE:
* TV Rio Sul.
* Expedito Carlos Stephani Bastos
Pesquisador  de Assuntos Militares da Universidade Federal de Juiz de Fora -MG.

Uniforme usado pela FEB.
Vitrine com material alemão capturado.
Armamentos usado pela FEB na Itália.
Peças de fardamentos usados pela FEB
Fúsis usado pela FEB na Segunda Guerra.
Lembrança a memória dos quatros integrantes do 1ºEsquadrão de Reconhecimento que tombaram na Itália.
Material de saúde usados nos hospitais pelas enfermeiras e médicos da FEB.
M 8 GREYHOUND restaurado um veterano nos campos de batalhas.
HALF - TRACK M 5 - Itália 1944/1945.

GENERAL PLINIO PITALUGA
General Plínio Pitaluga, natural da cidade de Cuiabá, Mato Grosso,
pertence à turma de 1934 da Escola Militar de Realengo, exerceu, na
guerra, as funções de Sub comandante e Comandante do 1º Esquadrão de
Reconhecimento Mecanizado (Esquadrão Tenente Amaro). Foi promovido a
Capitão em dezembro de 1944, na Itália. No período de 1952 a 1954, foi
instrutor da Escola de Comando e Estado-maior do Exército. Em 1961,
assumiu o comando do 13º Regimento de Cavalaria, em Jaguarão (RS). Em
1963, foi promovido ao posto de Coronel e, de abril de 1964 a abril de
1966, comandou o Regimento de Reconhecimento Mecanizado - R Rec Mec -
no Rio de Janeiro. Em 1966, serviu no Gabinete do Ministro do
Exército. Entre 1967 e 1969, exerceu a função de Adido Militar na
Argentina e, 1968, foi promovido ao posto de General-de-Brigada. De
1969 a 1972, comandou a 4ª Divisão de Cavalaria (atual 4ª Brigada de
Cavalaria Mecanizada - Brigada Guaicurus), sediada em Mato Grosso do
Sul, passando em seguida para a reserva. Recebeu as seguintes medalhas
e condecorações pela sua participação na Segunda Guerra Mundial: Cruz
de Combate 1ª Classe, por ato de bravura individual; Medalha de
Campanha; Medalha de Guerra; Estrela de Bronze (Estados Unidos); Cruz
de Guerra com Palma (França); e Cruz ao Valor Militar (Itália). Foi
reeleito várias vezes, para Presidente do Conselho Nacional das
Associações dos Ex-Combatentes, função que exerceu até seu
falecimento.

Em 11.7.2009 às 16:47, Octavio Pitaluga Neto disse:
"Tive a honra e o privilégio de inaugurar o Museu Capitão Pitaluga, justa homenagem a memória de meu saudoso pai e de todos os seus bravos comandados."