sexta-feira, 29 de julho de 2011

Catalão (GO) na Segunda Guerra Mundial. F.E.B




As 3 fotografias acima seriam o registro da presença de pracinhas catalanos na campanha da FEB, na Itália, durante a II Guerra Mundial. Infelizmente, eu recebi as fotografias sem a devida indentificação e para tal conto com colaboração de vocês. De qualquer forma, na fotografia do meio chama a atenção os buracos de bala na parede do edifício logo atrás dos soldados dentro do Jeep "FLOCO"
O combatente ALDEMAR FERNANDES FERRUGEM morto em combate na campanha na Itália nascido em Catalão (GO).

Para complementar :Aldemar Fernandes Ferrugem pertenceu a unidade 6ºRi, posto de soldado,identidade 1G-109.332, data de falecimento 12/12/1944,local Marano(Itália),morto em combate ,agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate 2ª classe.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Plinio Pitaluga - F.E.B

GENERAL PLINIO  PITALUGA
General Plínio Pitaluga, natural da cidade de Cuiabá, Mato Grosso,
pertence à turma de 1934 da Escola Militar de Realengo, exerceu, na
guerra, as funções de Sub comandante e Comandante do 1º Esquadrão de
Reconhecimento Mecanizado (Esquadrão Tenente Amaro). Foi promovido a
Capitão em dezembro de 1944, na Itália. No período de 1952 a 1954, foi
instrutor da Escola de Comando e Estado-maior do Exército. Em 1961,
assumiu o comando do 13º Regimento de Cavalaria, em Jaguarão (RS). Em
1963, foi promovido ao posto de Coronel e, de abril de 1964 a abril de
1966, comandou o Regimento de Reconhecimento Mecanizado - R Rec Mec -
no Rio de Janeiro. Em 1966, serviu no Gabinete do Ministro do
Exército. Entre 1967 e 1969, exerceu a função de Adido Militar na
Argentina e, 1968, foi promovido ao posto de General-de-Brigada. De
1969 a 1972, comandou a 4ª Divisão de Cavalaria (atual 4ª Brigada de
Cavalaria Mecanizada - Brigada Guaicurus), sediada em Mato Grosso do
Sul, passando em seguida para a reserva. Recebeu as seguintes medalhas
e condecorações pela sua participação na Segunda Guerra Mundial: Cruz
de Combate 1ª Classe, por ato de bravura individual; Medalha de
Campanha; Medalha de Guerra; Estrela de Bronze (Estados Unidos); Cruz
de Guerra com Palma (França); e Cruz ao Valor Militar (Itália). Foi
reeleito várias vezes, para Presidente do Conselho Nacional das Associações dos Ex-Combatentes, função que exerceu até seu falecimento.
Peça única e rara da delegação do General Plinio Pitaluga, para o Congresso de Veteranos  de Guerra de 1953 em Curitiba (PR) .
(acervo O Resgate FEB)
Cap Pitaluga em Framcolise - Itália. M 8 Greyhound ao fundo.                                                                                                                                                                  

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Museu de Valença - RJ. Capitão Pitaluga.F.E.B

A viagem começa pela Rodovia Lúcia Meira, principal acesso à cidade. Ao chegar ao Centro de Valença, basta olhar para o casario para perceber que a cidade é uma aula de história em forma de arquitetura. Valença ainda reserva outros atrativos, como o Museu Capitão Pitaluga.
Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, o Tenente de Cavalaria Plínio Pitaluga partiu para os campos de batalha do 1º Esquadrão de Reconhecimento da Força Expedicionária Brasileira. Lá foi promovido a capitão e teve grande importância durante a guerra. Reconhecimento que pode ser visto no museu em Valença que recebeu o nome dele.
Inaugurado no dia 13 de novembro de 2002, o Museu Militar Capitão Pitaluga reúne peças originais e réplicas que guardam lembranças dos ex-combatentes. Na parede um mapa mostra o roteiro da campanha dos soldados desde a partida até o retorno. O museu, aberto à visitação, também faz uma homenagem aos 432 brasileiros que morreram durante a batalha. As dificuldades que os pracinhas enfrentaram e os precários armamentos que dispunham.
No local há uma sala apenas com os pertences do General Pitaluga, que chegou a ser presidente da Associação Nacional dos Ex-Combatentes. Em algumas fotos imagens que chocam, como a de um cemitério com incontáveis cruzes dos mortos na guerra.
Uma bandeira original da Alemanha, com a suástica – símbolo do nazismo –, encontrada por soldados em um museu do Rio de Janeiro e levada para Valença. Até medicamentos e uniformes da época foram guardados. Do lado de fora os visitantes podem conhecer alguns veículos utilizados durante a guerra.
Documentos históricos que enriquecem o conhecimento e merecem ser preservados. Um acervo que está a disposição de moradores e turistas.
O museu fica à Rua Comendador Antônio Jannuzzi, nº 415 – Bairro Belo Horizonte. A entrada é de graça.
  Nas dependências do Quartel do 1º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado – Esquadrão Tenente Amaro, na cidade de Valença, RJ, para abrigar a história da FEB e em particular a do 1º Esquadrão de Reconhecimento, única unidade de cavalaria brasileira participante da Campanha da Itália em 1944/1945 em plena Segunda Guerra Mundial, este museu já nasceu grande.Foram doados acervos importantes e únicos que retratam experiência única, vivida ao longo do maior conflito, já ocorrido na história humana.
          O acervo originário já pertencia ao Esquadrão Tenente Amaro que se somou ao da Capitã Enfermeira Bertha Moraes Nereci, em abril último. Esta atuou como Primeiro Tenente junto aos Hospitais de Campanha da FEB. Na guerra reuniu interessante acervo daquele período.No mês de junho, foi doado ao Museu todo o acervo do General de Brigada Plínio Pitaluga, na guerra, como Capitão comandou o 1º Esquadrão de Reconhecimento da FEB. Este valioso acervo cobre toda a sua vida desde o tempo do Colégio Militar até o seu último comando na 4ª Divisão de Cavalaria no atual estado do Mato Grosso do Sul, então Mato Grosso, nos anos 70. Além de todo este material o Museu abriga peças de fardamentos, medalhas, material aprisionado, documentos históricos, fotografias, armamentos, cartas topográficas, viaturas militares, duas delas em pleno funcionamento e uma grande biblioteca sobre temas militares.O 1º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado (Esquadrão Tenente Amaro), foi criado em 06 de dezembro de 1943, originário do 2º Regimento Moto-Mecanizado de Campinho, RJ, onde tinha a denominação de 3º Esquadrão de Reconhecimento e Descoberta.
          Posteriormente, passou a chamar-se 1º Esquadrão de Reconhecimento e a partir de 1º de Janeiro de 1973 sua denominação ficou como 1º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado.
          Tão logo foi criado, transferiu-se para a Vila Militar, ocupando um conjunto de barracões onde se encontrava a 1ª Cia PE (Polícia do Exército), mudando-se logo em seguida para a Colina do Capistrano, de onde saiu para os campos da Itália, retornando em 1945 e permanecendo ali até o início de Março de 1973, quando foi transferido para a cidade de Valença, RJ onde permanece até os dias de hoje.
          Seu patrono é o 2º Tenente Cavalaria R/2 Amaro Felicíssimo da Silveira, morto pelos alemães na Itália, durante a realização de uma patrulha de reconhecimento quando integrava a Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Campanha da Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
          A Unidade, teve na mesma Campanha mais três baixas, o 2º Sargento Pedro Krinski, o Cabo Benedito Alves e o Soldado Bernardino da Silva.O Esquadrão atuou na região conhecida como Vale do Rio Pó e Serchio, principalmente na região de Gaggio Montano, Marano Sull Panaro, Collechio, Fornovo e Montese.
Atualmente, além de ser uma unidade ativa do Exército Brasileiro, mantém viva sua memória e tradição para as gerações futuras.
         Vale uma visita não só às suas dependências como a este belo Museu, fruto do trabalho de abnegados voluntários que o tornaram realidade .
         Como curiosidade o M-8 Greyhound 6x6 exposto como monumento estático junto ao prédio que abriga o Museu Capitão Pitaluga, com pintura e marcações da Campanha da Itália. Foi um dos quinze veículos que lá estiveram, um árduo trabalho de restauração elaborado pela própria unidade com auxílio de alguns especialistas que conseguiram dar vida nova a um veículo que estava prestes a terminar sua deterioração abandonado num pátio de sucatas, mas salvo a tempo.Desfilando, em ocasiões especiais, é possível ver outro M-8 totalmente operacional além de uma Half-Track M-5 em perfeitas condições de marcha, ambos fabricados entre 1942 e 1944 de origem norte-americana. Adentrando-se no museu é possível fazer uma viagem no tempo, voltando aos anos 40, vendo de perto todo o sacrifício e desenvolvimento de uma geração nos mais distantes pontos do planeta que de certa forma nos deixou um legado importante para ser compreendido nos tempos atuais.
         Conhecendo o passado, aprendendo com ele, compreende-se o presente e desta forma pode-se vislumbrar um futuro melhor...
  FONTE:
* TV Rio Sul.
* Expedito Carlos Stephani Bastos
Pesquisador  de Assuntos Militares da Universidade Federal de Juiz de Fora -MG.

Uniforme usado pela FEB.
Vitrine com material alemão capturado.
Armamentos usado pela FEB na Itália.
Peças de fardamentos usados pela FEB
Fúsis usado pela FEB na Segunda Guerra.
Lembrança a memória dos quatros integrantes do 1ºEsquadrão de Reconhecimento que tombaram na Itália.
Material de saúde usados nos hospitais pelas enfermeiras e médicos da FEB.
M 8 GREYHOUND restaurado um veterano nos campos de batalhas.
HALF - TRACK M 5 - Itália 1944/1945.

GENERAL PLINIO PITALUGA
General Plínio Pitaluga, natural da cidade de Cuiabá, Mato Grosso,
pertence à turma de 1934 da Escola Militar de Realengo, exerceu, na
guerra, as funções de Sub comandante e Comandante do 1º Esquadrão de
Reconhecimento Mecanizado (Esquadrão Tenente Amaro). Foi promovido a
Capitão em dezembro de 1944, na Itália. No período de 1952 a 1954, foi
instrutor da Escola de Comando e Estado-maior do Exército. Em 1961,
assumiu o comando do 13º Regimento de Cavalaria, em Jaguarão (RS). Em
1963, foi promovido ao posto de Coronel e, de abril de 1964 a abril de
1966, comandou o Regimento de Reconhecimento Mecanizado - R Rec Mec -
no Rio de Janeiro. Em 1966, serviu no Gabinete do Ministro do
Exército. Entre 1967 e 1969, exerceu a função de Adido Militar na
Argentina e, 1968, foi promovido ao posto de General-de-Brigada. De
1969 a 1972, comandou a 4ª Divisão de Cavalaria (atual 4ª Brigada de
Cavalaria Mecanizada - Brigada Guaicurus), sediada em Mato Grosso do
Sul, passando em seguida para a reserva. Recebeu as seguintes medalhas
e condecorações pela sua participação na Segunda Guerra Mundial: Cruz
de Combate 1ª Classe, por ato de bravura individual; Medalha de
Campanha; Medalha de Guerra; Estrela de Bronze (Estados Unidos); Cruz
de Guerra com Palma (França); e Cruz ao Valor Militar (Itália). Foi
reeleito várias vezes, para Presidente do Conselho Nacional das
Associações dos Ex-Combatentes, função que exerceu até seu
falecimento.

Em 11.7.2009 às 16:47, Octavio Pitaluga Neto disse:
"Tive a honra e o privilégio de inaugurar o Museu Capitão Pitaluga, justa homenagem a memória de meu saudoso pai e de todos os seus bravos comandados."
























quinta-feira, 14 de julho de 2011

CEROULA DA F.E.B.

Uma das peças mais raras da FEB, ceroula de fabricação americana usadas no inverno italiano pelos pracinhas, foi entregue no front.
(acervo O Resgate FEB)
                                                                    (clique na foto para ampliar)                                                 

domingo, 10 de julho de 2011

Padioleiros da F.E.B. BRAÇADEIRA.

O soldados a serviço da saúde estão entre os menos lembrados.Para os expedicionários eles nunca serão esquecidos.Eram soldados que combatiam sem armas, e que tinham a missão de resgatar, atender, transportar feridos para a segurança da retaguarda e muitas vezes sob fogo inimigo.Os padioleiros atendiam feridos brasileiros, americanos, civis italianos e ate mesmo soldados alemães.Padioleiros é aquele que no campo de batalha procura cuidar dos feridos.A FEB perdeu oito padioleiros mortos na Segunda Guerra.

Braçadeira de padioleiro usado pela FEB. 
(acervo O Resgate FEB)



Padioleiro da FEB, Ercilio Santini do 6º Regimento de Infantaria na Itália.
Padioleiros da FEB prestando socorro.
(clique na foto para ampliar)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Monumento dos Ex- Combatentes da F.E.B - Belo Horizonte- MG.

O monumento é constituído por uma estátua de bronze representando um pracinha em plena progressão sobre pedestal de marmóre.Iniciativa particular com a cooperação dos poderes públicos estadual e municipal.Desenho sugerido pelo 2º tenente reformado Ottom Arruda e executado pelo desenhista Rodolfo.Inscrição:¨Sejam os vivos, dignos dos mortos que, tendo a guiá-los a imagem da Pátria distante, lutaram até o fim pela tradição dos nossos antepassados, a honra da nação  e o ideal de liberdade ¨Localizado na Praça Rio Branco, OBS: atualmente encontra na praça Afonso Arinos.O ato inaugural foi em 15 de novembro de 1949. Realizaram imponentes solenidades cívicas. Cerca de 9 horas, iniciou a primeira parte das solenidades como o toque de sentido dado aos militares ali reunidos.Em seguida foi feita a chamada dos mortos respondida pelos ex-combatentes da FEB.Deu-se então a palavra ao ex-pracinha Antônio Nascimento cujo discurso foi muito aplaudido.Logo depois falou o Capitão Heber Wike Presidente da Associação do EX- combatentes. Procedeu o desvendamento do bronze ao som do Hino Nacional, enfim colocados flores ao pé do monumento ato que tocou profundamente o espirito de todos quando presenciaram.A segunda parte a comemoração constou o ato de entrega de condecorações ao ex-combatentes.Tanto o ato de entrega condecorações quanto as demais solenidades foram presenciados por autoridades civis, militares e religiosas, tendo formado no local um contingente do 10º Regimento de Infantaria.
                                                                Logo após a inauguração
                                                                         
                                                                  Convite de inauguração.
Desde 2012  o monumento restaurado encontra em frente ao Museu da FEB em Belo Horizonte. MUSEU DA FORCA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA . LOCALIZADO NO BAIRRO FLORESTA, NA AV. FRANCISCO SALES 199. ACERVO REFERENTE A PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA NA II GUERRA MUNDIAL.
Foto João Miranda


Atualização


Foi reaberto em novo endereço o museu da FEB em Belo Horizonte, parte da memória brasileira na Segunda Guerra, desde de 2019. Onde agora a estatua em homenagem aos pracinhas fica exposta a visitas.
Rua dos Tupis, 723- Centro.
 PESQUISA: Associação Nacional do Ex- Combatentes da FEB.

domingo, 3 de julho de 2011

Luva de gatilho - F.E.B.


Uma das luvas de fabricação americana, Luva de gatilho amplamente usada por tropas de montanha e pela FEB, durante a Segunda Guerra. Feita de lã grossa com encaixe do dedo polegar e indicador.
(acervo O Resgate FEB)
                                                                 (clique na foto para ampliar)


                                                                              

sábado, 25 de junho de 2011

PROPAGANDA DE GUERRA - F.E.B.

Diariamente, duas estações de rádio eram ouvidas pelos soldados da FEB na Itália..A Rádio de Milão a chamada¨Voz da República Fascista¨e a Rádio de Berlim. A primeira, a rádio Auriverde, irradiava todos os dias das 13 às 13:45, dirigindo-se aos soldados brasileiros tentando minar o espirito, abater a moral e combatividade, concitando a passarem para o lado adversário.Na propaganda contra o Brasil eram em geral empregados expressões pejorativas.A guerra brasileira, as mentiras e afirmativas de que os pracinhas seriam mortos em pouco tempo caso não passassem para o lado do inimigo.A Rádio de Berlim dirigia-se ao soldado brasileiro das 13 ás 14 horas, irradiava notícias do Brasil, músicas brasileiras,etc.Nessas transmições de um modo geral, os nazi-fascistas procuravam despertar a simpatia para a Alemanha Nazista e a República Socialista Italiana de Mussolini.Rádio clandestina.Margarida Hirschaman, espiã que fazia as transmições em português incitando os pracinhas da FEB a se renderem.Na foto o momento de sua prisão após a rendição dos alemães.
A atividade de propaganda das organizações inimigas não se limitava ao rádio, ao seu lado estava distribuição de boletins, cartazes, jornais e filmes.
 Primeira página do jornal fascista¨La Stampa¨ em sua edição dominical de 3 de setembro de 1944, com o artigo bastante injurioso sobre a FEB na Itália, sob o título ¨Mercenários sobre os Alpinimos¨
Propaganda de guerra feito em boletins  lançados pela artilharia alemã nas linhas da FEB.Um boletim apresenta num lado uma moça em frente a um altar fazendo uma prece a Deus para que seu noivo, um soldado brasileiro, volte com vida para casa.No verso, resumindo um suposto noivo o soldado Aristides José da Silva, morto durante a campanha cujo contéudo consiste para uma deserção.
Muitos dos folhetos de propaganda nazista lançados nas linhas de frente brasileiras tinham o português do Brasil  e não de Portugal.                   
 Alguns folhetos de Guerra
Contra-espionagem.
Agente José Pessato Sobrinho, morto em ação em serviço de patrulhamento.Foi considerado o melhor agente do Serviço de contra-espionagem brasileiro na Itália.
Carteira de livre trânsito do agente Geraldo Batista de Araújo do Serviço contra-espionagem brasileiro na Itália
                PESQUISA
               Blog mauxhonepage FEB
               Fotos do arquivo do General Tácito Theôphilo Gaspar Oliveira
               Livros:Rádio Auriverde de Sylvio Back.
               Caçando espiões de Geraldo batista Araújo
               Eu estava lá de Elza Cansanção
               Ilustração: Henrique Moura.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Medalha de Tempo de Serviço.

Com o advento da constituição republicana de 1891, que extinguiu a Ordem Honorífica de Aviz, verifica-se a necessidade de se criar uma medalha para distinguir bons serviços prestados por militares do exército, da marinha, e, a partir de 1941, também da aeronáutica.
Assim, pelo Decreto n° 4.328, de 15 de novembro de 1901, foi criada a Medalha Militar por tempo de serviço, regulamentada pelo Decreto n.39.207, de 22 de maio de 1958.
Assim, destina-se a comenda a recompensar os bons serviços prestados pelos militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, em serviço ativo, assim como pelos oficiais professores do Magistério Militar.
É concedida pelo Presidente da República aos que, satisfeitas as condições estipuladas no respectivo regulamento, tenham completado dez, vinte, trinta, quarenta e cinqüenta anos de bons serviços, sem nota desabonadora.
Características:
Estrela maçanetada com dístico central orlada por dois ramos, um de fumo e outro de café, todos do emblema de Armas da República. No reverso a inscrição Decreto de 15 de novembro de 1901 com setas apontando para fora em cada braço da estrela.
A fita é de gorgorão de seda chamalotada, com largura 24mm, composta de três listras verticais, de igual largura, nas cores nacionais.
Amarelo-ouro a do centro e verde-bandeira as duas listras das extremidades.
As medalhas trarão no corpo da fita um passador, com uma, duas ou três estrelas, representando cada década de serviços prestados.
A medalha é de platina com passador de platina para cinqüenta anos de serviços, no passador há a quantidade respectiva de estrelas, sendo cada estrela equivalente a dez anos.Em ouro com passador e barreta de platina para quarenta anos de serviço.
De ouro, também com passador e barreta em ouro para trinta anos de serviço.
Em prata com passador e barreta de prata para vinte anos.
Em bronze com passador e barreta em bronze para dez anos de serviço.
A medalha e o respectivo barrete devem ser usados do lado esquerdo do peito.


 Esta Medalha de Tempo de Serviço de 20 anos(prata) prestados ao Exército, pertenceu a um pracinha  da Segunda Guerra Mundial.
(acervo O Resgate FEB)                                                                              
                                                             (clique na foto para ampliar)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Trator M 5 na Força Expedicionária Brasileira


Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, em 1942, o Exército Brasileiro passou a receber equipamentos motomecanizados,  modernos,  oriundo dos Estados Unidos para equipar dentre outras as unidades de artilharia, dando-lhes uma nova dimensão, seja em termos de mobilidade e capacidade de poder de fogo.
Com a criação da Força Expedicionária Brasileira – FEB, em 1943 e seu envio para o teatro de operações na Itália em 1944/45, coube ao 1º Grupo do 1º Regimento de Artilharia Pesada Curta – I/1ºRAPC a primazia na utilização do então moderno TRATOR M-5 de 13 toneladas e alta velocidade, uma grande novidade entre nós

Estes tratores eram viaturas militares sobre lagartas para tração pesada, destinada principalmente a rebocar obuseiros de 105 e 155mm e neste caso eles tracionavam as 18 peças de 155mm, sendo uma para cada trator, e todos receberam a matrícula      FEB 440-C, que indicava pertencer à 3ª Bateria do IV Grupo do I/1º R.A.P.C. e o respectivo número do veículo de dois dígitos como 81, 77, 78, 79, 80, etc, e alguns chegaram a possuir nomes como VERA, que representava uma forma carinhosa de manter viva a saudade sobre a pessoa amada que aguardava a volta  do combatente ao solo brasileiro.

De aparência estranha se comparado com os outros veículos empregados naquele teatro de operações, ele desenvolvia uma velocidade de 48km/h que podia numa emergência chegar a 56km/h. Dispunha de compartimentos apropriados para pessoal, 9 homens sentados, munições (30 granadas de 155mm), ferramental, sobressalentes e outros equipamentos necessários ao seu uso, podendo ser usado nas configurações aberto e fechado com uma capota de lona que lhe dava um ar mais sóbrio onde ostentava força e robustez.
Trator M 5 exposto no  Museu Militar Conde de Linhares
Foto de Demisom de Oliveira.
Era impulsionado por uma motor a gasolina Continental modelo R 6 572, de seis cilindros em linha, quatro ciclos, refrigerado a água, válvula na cabeça, com dois carburadores e potência máxima de 235 HP. Sua embreagem era do tipo pesada com reduzida de baixa e alta velocidade, acionada a ar comprimido por meio de um pedal de serviço e em situação de emergência, na falta de ar, existia um outro pedal que funcionava mecanicamente. A transmissão era do tipo helicoidal de passe constante, com quatro velocidades à frente e uma a ré, que combinando a transmissão com a redução de embreagem, obtêm-se oito velocidades e duas marchas a ré.
A versão M-5 era dotada de lagartas de aço T36E6 ou T55E1 com garras integrais, de 24cm de largura, padronizada para carros de combate leves, podendo ainda empregar lagartas de borrachas amovíveis modelo T16, o que lhe proporcionava uma grande mobilidade em terrenos lamacentos e íngremes e boa velocidade em estradas.
Sua aparência ficava ainda mais estranha em razão de existir na sua parte frontal um compartimento onde se alojava um guincho com capacidade de 6,8 toneladas.
Dispunha ainda de controles e conexões para acionar no reboque freios elétricos ou pneumáticos, existindo na sua parte traseira tomadas para ambos os tipos.
Trator M 5 da FEB.
Foto de Tomek Basarabowicz.
Foi um grande avanço para este novo conceito de artilharia que se vislumbrava com a segunda guerra mundial, fator determinante na modernização dos meios até então utilizados no Brasil, quando o mais moderno era a artilharia hipomóvel e auto-rebocável, certo é que eles prestaram um grande apoio às demais unidades da FEB envolvidas nos combates com unidades alemãs e italianas e após a guerra os 18 tratores M-5 foram enviados para o Brasil e incorporados no Exército Brasileiro que já recebia diversos outros iguais e modelos similares que foram empregados com sucesso até os anos 80.
Um veterano de guerra M 5 em Brasília com o emblema da Artilharia Pesada da FEB.
Nome: Tractor M-5, 13 Ton, High-Speed
Comprimento: 4,851m
Largura: 2,540m
Altura total: 2,642m
Suspensão: Mola voluta vertical
Peso em ordem de combate: 12.958kg
Pressão sobre o solo: 0,502m
Guarnição: 9 homens
Armamento: uma metralhadora .50
Motor: Continental R 6 572, seis cilindros, quatro ciclos, 235HP, a gasolina, refrigerado a água
Sistema elétrico: 12 volts
Capacidade do tanque de combustível: 378,6 litros de gasolina de 70/72 a 80 octanas sendo 189,3 em cada um dos dois tanques
Raio de ação: 240km
Rampa máxima sem reboque: 72%
Rampa máxima com reboque: 50%
Vau máximo: 1,35m
Fosso transponível: 1,68m
Raio de volta mínima: 6,10m
Carga máxima de reboque: 9.205kg
Pesquisa:
Expedito Carlos Stephani Bastos.
Pesquisador de Assuntos Militares da Universidade Federal de Juiz de Fora