segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Ary Rauen e Max Wolff Filho: “Nomes gravados na história sob o calor da Segunda Guerra Mundial”

Segundo Tenente Ary Rauen, Comandante de pelotão do 1º Batalhão, posto à disposição deste Batalhão, cumpriu todas as missões que lhes foram impostas com exatidão e presteza, durante o ataque da Unidade vizinha, ressaltando as qualidades demonstradas de firmeza de ação e sadio espírito de colaboração e cumprimento do dever”. “...durante o ataque de sua Unidade em Bombiana, Itália, o sargento Wolff demonstrou grande intrepidez de elevado espírito ofensivo. Tendo conhecimento que vários de seus camaradas jaziam feridos na “terra de ninguém”, conseguiu com dificuldade carregar os feridos para as nossas linhas. Muitas vezes o Sgt Wolff agindo como voluntário tem cumprido perigosíssimas missões no comando de patrulhas, tendo sido sempre bem sucedido.”
2º Tenente Ary Rauen
O 3º Sargento Max Wolff Filho“Rei dos Patrulheiros”
Com feitos marcantes pela Força Expedicionária Brasileira – FEB durante a campanha da Itália, os Riomafrenses Max Wolff Filho e Ary Rauen gravaram seus nomes na história do país durante a 2ª Guerra Mundial, responsáveis por ações memoráveis, mereceram grande destaque á época, revelando a essência do soldado brasileiro.
Impossível andar pelas ruas de Riomafra sem notar a presença dos nomes em logradouros públicos ou mesmo ler obras sobre a participação brasileira na 2ª Guerra Mundial, que não relatem os feitos de dois ilustres riomafrenses, o “Tenente Ary Rauen” e o “Sargento Max Wolff Filho”.Esses dois personagens, cujos nomes denominam ruas, praças, escolas, museus e até unidades militares do Exército como o 5º Regimento de Carros de Combate (Regimento Tenente Ary Rauen), em Rio Negro e o 20º Batalhão de Infantaria Blindado (Batalhão Sargento Max Wolff Filho), em Curitiba, tanto nesta região como Brasil à fora, tem, além da conterraneidade, inúmeras outras semelhanças e coincidências que os fazem figurar entre os vultos de nossa história, tanto local como nacional.A rigidez do Tenente e a flexibilidade do Sargento, dono de um notável tato com seus companheiros de farda, parecem uma das poucas diferenças de personalidade e postura profissional entre esses dois militares, integrantes do 11º Regimento de Infantaria (11º RI), cujas semelhanças, principalmente no que se refere à coragem demonstrada em combate, fazem de seus nomes presença obrigatória em qualquer obra que trate da participação brasileira na 2ª Guerra Mundial.
Ação, entusiasmo, juventude, energia e coragem”, a frase do General Meira Mattos define como nenhuma outra, a atuação do 2º Tenente Ary Rauen na Campanha da Itália. O jovem oficial de 22 anos, que estudou no Grupo Escolar “Duque de Caxias” (que funcionou nas instalações que atualmente abrigam a Guarnição Especial de Polícia Militar de Mafra), formou-se no centro de Preparação de Oficiais da Reserva de Curitiba, tendo por diversas ocasiões, sua atuação em combate destacada pelo Comando do 11º RI, como o ocorrido na permanência em posição durante o retraimento desordenado de seu Batalhão diante de um ataque alemão ou mesmo a iniciativa ofensiva adotada no ataque à vila de Montese.
O 3º Sargento Max Wolff Filho, aqui nascido e onde chegou a trabalhar no transporte de erva mate realizado à barco pelo rio Negro, recebeu o título de “Rei dos Patrulheiros”, um reconhecimento da mídia da época e dos próprios companheiros a quem era uma unanimidade entre a tropa brasileira. Assediado pela imprensa, o Sargento Wolff comandava um pelotão especial, responsável por missões altamente arriscadas, de incursões ao território inimigo ao resgate de feridos na “Terra de Ninguém”. Bem-humorado, voluntarioso e altamente eficiente, sua fama se espalhou pelos campos de batalha, sendo condecorado inclusive pelo exército Norte Americano.
Assim como a existência de semelhanças positivas entre Max e Ary, o fator trágico  também foi comum aos dois, “Heróis” por suas ações ou por seus ideais, esses riomafrenses não voltaram a ver esta terra. Como algo comum aos bravos, que são bravos porque realizam feitos não comuns aos demais, porque tem coragem, porque lutam e superam seus medos e, por conseqüência se expõe mais do que os outros, arriscando-se, não por ignorância ou imprudência, mas pelo sentimento do dever, um dever que extrapola a simples condição de soldado e que reflete a personalidade de homens fortes, o dever para consigo e tudo aquilo que amam e acreditam, a eles se reservam honrosos lugares em nossa História.
Andando pelas ruas de Riomafra é fácil perceber a presença de nomes como o do Tenente Ary Rauen e do Sargento Max Wolff Filho em diversos logradouros públicos, seja em uma das principais avenidas de Mafra, em praça central de Rio Negro.

Fonte: Fábio Reimão de Mello (Professor e historiador) 
blog: Guia Riomafra

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Coração do Brasil

Peça histórica e marcante é o "Coração do Brasil" distintivo em tecido e bordado, usado antes do embarque e durante a guerra. 
(acervo O Resgate FEB)

Pracinha de Curvelo (MG), uniforme antes do primeiro embarque para Itália.
Repare na foto do General Mascarenhas de Morais (direita) com o Coração do Brasil no uniforme quando sua passagem por uma cidade italiana.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Montese já conquistada.


Soldados brasileiros na cidade de Montese já conquistada.
Fotos dos livros “Battaglie sul Crinale”, de Walter Bellisi com auxílio Marília Cioni e de “Fratelli Sulla montagna” de Daniele Amicarella e Giovanni Sulla.

Matéria: V de Vitória
Soldados perto da enfermaria na Via Augusto Righi
Entrada dos brasileiros na via Augusto Righi

Soldado Sérgio Gomes Pereira em 16 de abril na Via Augusto Rghi
Notem a cidade ao fundo, atrás deles, mais perto, passam jipes e há carros de combate estacionados.

General Zenóbio na Via Augusto Righi com a cidade já em poder dos brasileiros 
(clique na foto para ampliar)

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

XIX Encontro Nacional da FEB

Medalha da Associação Nacional dos Veteranos da FEB - Seção Curitiba.
XIX Encontro Nacional de 7 a 10 de novembro de 2007

(acervo O Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Rendição da 148a Divisão de Infantaria Alemã

Grupo de alemães chegando para se entregar os brasileiros.
 Rendição Alemã em Collecchio/Fornovo, fotos clássicas e novas do evento, que se deu em 29 de abril de 1945. Os brasileiros cercaram e obrigaram a se render quase 15 mil alemães de uma só vez. 
Fotos dos livros “Battaglie sul Crinale”, de Walter Bellisi com auxílio Marília Cioni e de “Fratelli Sulla montagna” de Daniele Amicarella e Giovanni Sulla.
V de Vitória
Viaturas alemães entregues pelos alemães, inclusive com carroças. Só cavalos entregues foram quatro mil.

Prisioneiro alemão chega ferido na rendição e é atendido por brasileiros.Tem um médico ou enfermeiro alemão aqui no canto direito para acompanhar.

General Mascarenhas de Morais e General Zenóbio da Costa
Brasileiro vigia prisioneiros alemães que descansam em um pasto onde deixaram os cavalos que usavam nos Apeninos
Soldados alemães se apresentam no posto de recebimento de prisioneiros do Brasil
Chegada do General Otto Fretter-Pico, da 148a Divisão de Infantaria Alemã, para se entregar ao General Olympio Falconiére da Cunha. Pico fez-se acompanhar por 31 oficiais do seu Estado Maior e foi o último a se entregar.


Prisioneiros alemães sendo levados dos campos brasileiros para os campos americanos. 

(clique na foto para ampliar)


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Fotos F.E.B


Algumas fotografias originais da FEB, durante a guerra e pós guerra no Brasil.
1ª da esquerda : Mascarenhas de Morais, Zenóbio da Costa e Cordeiro de Farias.
2º da direita:Desfile da FEB na Avenida Rio Branco em 1945 no Rio de Janeiro.
As demais o cotidiano dos soldados brasileiros na Itália.
(O Resgate FEB)
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domingo, 30 de setembro de 2018

Fotos inéditas do sapador Leonardo De Léo na Itália


Leonardo De Leo, nasceu em Curvelo (MG) em 24 de abril de 1920, deixando ainda adolescente a cidade natal, para viver em Belo Horizonte.
Convocado pelo exército para participar no teatro de operações da Itália na Segunda Guerra.Tendo a missão de desarmar e retirar as minas terrestres, indo a frente do batalhão.Função que exigia coragem, determinação e sangue frio.

Fotos exclusivas  para O Resgate FEB, enviada pela sua filha Míriam De Leo.
(clique na foto para ampliar)