Uma das marcas de escova de dente usada pelos americanos na Segunda Guerra, a FEB saiu do Brasil com sua escova de dente, mas com o tempo de uso eram substituídas pelas americanas.
domingo, 29 de abril de 2018
segunda-feira, 16 de abril de 2018
'Patrulha era jogar com a vida'
Nasci em Caçapava, em São Paulo. Meu nome é Enéas Sá de Araújo. Eu servi no 6º Regimento de Infantaria, onde comandei um grupo de combate. Ah... vocês não sabem o que era a patrulha... A patrulha era... era jogar com a vida. Eu fiz duas patrulhas perigosíssimas e não dei nenhum tiro.Então é sorte, é sorte... é sorte, né? Não houve encontro, não houve nada. Em nosso primeiro combate chegou era um sargento muito meu amigo. Ele estava com o rosto tudo cheio de sangue e chorava dizendo que estava cego. Limpei bem os olhos dele e disse: "Você não está cego, não". Ele pegou a bala - a bala ricocheteou e pegou bem aqui de lado no rosto. Saiu muito sangue e escorreu por cima dos olhos dele.
Passei dois meses e meio na frente de combate até ser ferido em um lugar chamado Torre di Nerone (Montes Apeninos).
Entramos em combate no dia 15 de setembro de 44. Foi quando o comandante da 5ª Companhia de Fuzileiros, o capitão Manoel Inácio de Souza Junior, reuniu todos os sargentos e oficiais num lugar e mostrou a vista. "Nesta noite, nós vamos já atacar os alemães. Eles devem estar naquela altura", ele disse.
Mas quando começamos a nos deslocar, quase tudo acontecia com o primeiro pelotão, que ia na frente. Chegou um lugar lá que só passava um homem. Ficamos um atrás do outro. De repente, saímos numa estrada. Não tinha um tiro, não tinha nada, nem parecia que estava na guerra.
Ouvimos uns tiros no lado da quarta companhia. Alguma coisa devia estar acontecendo nos lados da quarta companhia. E lá fomos nós. Passamos mais de semana se deslocando. Chegávamos, abríamos o buraco e ficávamos ali, mas não havia um tiro. Não tinha nada. Assim foi até chegarmos a Fiano, quando aconteceu o primeiro combate.
Fonte O Estadão
Quem fazia a patrulha era o grupo de combate. Um pelotão, por exemplo, são trinta e tantos homens quase quarenta. Ele servia para um ataque, mas não para fazer patrulha. Patrulha eram dez homens, a facilidade de locomover e de se esconder, é muito mais fácil em uma patrulha de grupo de combate do que em um pelotão
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| Depoimento: Enéas Sá de Araújo, capitão |
Entramos em combate no dia 15 de setembro de 44. Foi quando o comandante da 5ª Companhia de Fuzileiros, o capitão Manoel Inácio de Souza Junior, reuniu todos os sargentos e oficiais num lugar e mostrou a vista. "Nesta noite, nós vamos já atacar os alemães. Eles devem estar naquela altura", ele disse.
Mas quando começamos a nos deslocar, quase tudo acontecia com o primeiro pelotão, que ia na frente. Chegou um lugar lá que só passava um homem. Ficamos um atrás do outro. De repente, saímos numa estrada. Não tinha um tiro, não tinha nada, nem parecia que estava na guerra.
Ouvimos uns tiros no lado da quarta companhia. Alguma coisa devia estar acontecendo nos lados da quarta companhia. E lá fomos nós. Passamos mais de semana se deslocando. Chegávamos, abríamos o buraco e ficávamos ali, mas não havia um tiro. Não tinha nada. Assim foi até chegarmos a Fiano, quando aconteceu o primeiro combate.
Fonte O Estadão
domingo, 8 de abril de 2018
Embalagem de café encontrada em Monte Castelo
domingo, 1 de abril de 2018
Desfile dos pracinhas em 1945
domingo, 25 de março de 2018
Vigilia da Saudade
domingo, 18 de março de 2018
Adir Jorge o pracinha riomafrense
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| Adir Jorge: o pracinha riomafrense cuja história ganhou as telas de TV |
Foi através da carta da qual extrairam-se as frases acima, datada de 05 de junho de 1945 e assinada pelo general de Brigada Canrobert Pereira da Costa, secretário Geral do Ministério da Guerra, que o senhor Felipe Jorge e a senhora Durvalina Torquato Jorge foram informados oficialmente do falecimento de seu filho Adir, em meio aos combates da 2ª Guerra Mundial.
Membro do 6° Regimento de Infantaria, embarcado para a Itália em 30 de junho de 1944, o jovem rionegrense nascido em 1921 participou diretamente dos combates travados por seu batalhão entre 1944 e 1945, tendo seu destino selado durante o ataque brasileiro à cidade de Montese, mesmo combate no qual o conterrâneo Tenente Ary Rauen foi morto. Foi em Montese, a 15 de abril de 1945, que Adir foi ferido de tal forma que, mesmo os cuidados médicos que lhe foram dedicados no 16° Hospital de Evacuação, não foram suficientes para evitar seu falecimento dias depois, em 22 de abril.
Assim, tendo tombado em combate a exemplo de outros três rionegrenses (o sargento Max Wolff Filho e os soldados Gumercindo da Silva e Luiz Stoebl Filho), Adir Jorge foi sepultado no Cemitério Militar de Pistóia, na Itália, sendo postumamente condecorado com a Medalha de Campanha, Medalha Sangue do Brasil e Medalha Cruz de Combate de 2ª Classe.
Condecorações cuja concessão atribui-se a “ação de feito excepcional na campanha da Itália”, que passaram a ser carregadas nas solenidades oficiais, como forma de homenagem, respeito e orgulho, pelo Pai, o senhor Felipe Jorge e, que fizeram parte do acervo de objetos pessoais conservado em um relicário na residência da família, localizada na rua que hoje leva o seu nome no centro de Rio Negro.
Essa história, que pode até parecer comum à de outros tantos conterrâneos (cerca de 40), que fizeram parte da tropa brasileira que lutou naquele conflito, por suas claras marcas de coragem, de bravura, de tristeza e de orgulho, não se limitou apenas às páginas dos livros de história e materializou-se recentemente em versão para televisão.
Adir Jorge ganhou as telas de TV em 2010, por meio de um curta-metragem, intitulado “O Pracinha de Rio Negro”, produção escrita por Camilla Mageski, dirigido por Anderson Jader e Priscilla Miquilussi e exibido no quadro “Casos e Causos” do programa “Revista RPC” em 24 de outubro e em 02 de janeiro de 2011.
Com elenco formado, entre outros, pelos atores Luthero de Almeida, Endrigo Monte Serrat e Daniel Jorge, o curta, que empregou a técnica de imagens em preto e branco e foi filmado Curitiba e, é claro, em Rio Negro, ganhou o “Prêmio RPC TV Melhores em Cena – edição 2011” na categoria “Melhor Produção”.
Fonte: Fábio Reimão de Mello (Professor e historiador)
Blog Guia Riomafra
segunda-feira, 12 de março de 2018
Estampas Inglesas sobre a FEB
segunda-feira, 5 de março de 2018
Cigarros para a FEB
Campanha de arrecadação de cigarros para a FEB no Rio de Janeiro. Começou e terminou no Palácio Tiradentes e pedia que as pessoas fossem colocando os maços de cigarro dentro de um lençol aberto que os participantes seguravam. Alguns soldados do Exército também participaram. Foi durante a guerra.
Fotos:V de Vitória
Fotos:V de Vitória
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| (clique na foto para ampliar) |
domingo, 25 de fevereiro de 2018
Cartucho 2 cm alemão da Segunda Guerra.
Cartucho 2 cm da Segunda Guerra Mundial da artilharia anti aérea alemã.O cartucho feito de bronze, foi encontrado na Normandia, uma relíquia histórica.
Flak é o termo alemão para artilharia anti aérea alemã.
(acervo O Resgate FEB)
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Reencontro com as famílias
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