quarta-feira, 20 de julho de 2016

Boina e braçadeira da ANVFEB

Belo lote que pertenceu a um expedicionário, era usadas em desfiles, homenagens e reuniões.A boina bem antiga da marca Prada, repare o distintivo da Cobra Fumando e bem antigo e a braçadeira da Associação Nacional dos Veteranos da FEB.
(acervo O Resgate FEB)
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Eurico Gaspar Dutra por ocasião da visita e inspeção às tropas da FEB na Itália


Eurico Gaspar Dutra por ocasião da visita e inspeção às tropas da FEB na Itália entre setembro e outubro de 1944 (fotos tiradas em regiões de Florença, Nápoles e Pisa).
Fotos: Agência Nacional (Brasil) e Bureau of Public Relations War Department.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Barreta de um oficial da F.E.B


Belo barrete de um ex combatente da FEB, condecorado com a Medalha Sangue do Brasil (Ferido em combate), Medalha de Campanha da FEB, Medalha de Guerra e muitas outras nacionais e internacionais. Esta barreta fabricada pela Randal na década de 50,  eram usadas nos uniformes de passeio.
(acervo O Resgate FEB)
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domingo, 26 de junho de 2016

Lembrança da Convenção dos Ex Combatentes.

Belo caneco de porcelana de lembrança da XIV Convenção Nacional dos Ex Combatentes do Brasil em Caxias do Sul - RS,  nos dias 2 a 7 de 1972.
(acervo O Resgate FEB)

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segunda-feira, 20 de junho de 2016

1º Tenente Apollo Miguel Rezk 1º RI - Regimento de Infantaria Regimento Sampaio - RJ

Apollo Miguel Rezk, nascido em 09/02/1918 no Rio de Janeiro, filho do Dr. Miguel Jorge Rezk, médico, Dentista e farmacêutico, e da Sra. Suraya Mussalli Rezk, ambos imigrantes, ele do Líbano e ela da Síria. Estudou no Colégio Pedro II, onde bacharelou-se em 1935. Seu ideal era a carreira militar, mas o sonho frustou-se ao ser reprovado no exame de saúde para a escola Militar do Realengo. Ingressou, então, na escola Superior de comércio, onde formou-se Perito-Contador. Posteriormente, concluiu o curso de Ciências Econômicas. Em 1939, foi declarado Aspirante-a-oficial da Arma de Infantaria , pelo CPOR/RJ.
Com a entrada do Brasil na II Guerra Mundial, o Ten Apollo foi convocado para o serviço ativo embarcando para a Itália, incorporado ao Regimento Sampaio, no 2º Escalão da FEB, agora como 1º Tenente.Em 12/12/1944 em Monte Castelo, comandando seu pelotão, o Ten Apollo conquistou importante posição alemã, após violenta batalha. Pela bravura demonstrada nessa ação, o Ten Apollo foi agraciado com a Medalha “Silver Star”, pelo alto comando americano. Entretanto, o Ten Apollo viria a demonstrar, novamente, sua coragem, determinação e desprendimento quando em 24/2/1945, conquistou La Serra, à frente de seu pelotão, atravessando extenso campo minado e sob pesada resistência inimiga.
Ferido e em posição vulnerável, conseguiu suportar os contra-ataques dos alemães e, apesar do poder de fogo inimigo, logrou repeli-los e ainda infligir-lhes severas baixas. Por essa magnífica atuação, o Ten Apollo, já no hospital de campanha, ouviu pela rádio BBC de Londres a seguinte notícia: ” O Comando Aliado na Itália resolveu louvar um Oficial da Força Expedicionária Brasileira pelos seguintes motivos: cada ação em combate é um pretexto para evidenciar suas belas qualidades de soldado e sua excelência no comando do pelotão, conduzindo a sua tropa ao objetivo com o exemplo da sua própria coragem.
Conquistou La Serra, em cujas ruínas se manteve até ser evacuado algumas horas depois de gravemente ferido,lutando ainda. Sua posição estava cercada de metralhadoras inimigas, a esquerda, à frente e a direita, seis ao todo, as mais próximas distavam cerca de 15 metros do objetivo alcançado e as mais afastadas, 80 metros.Suportou contra-ataques e esteve cercado durante quase toda a primeira noite. Fez cinco prisioneiros. Ferido em combate às 23 horas do dia 23, só pôde ser evacuado na manhã seguinte, às 10 horas, devido ao intenso bombardeio da artilharia e morteiros a que estava sujeita a posição.
Sua audácia em marchar para o objetivo fixado, que sabia fortemente defendido, completou-se com a decisão de manter o objetivo conquistado. Mesmo ferido, contra-atacado e cercado, em momento algum pensou em retrair. Revelou bravura, firmeza e acerto de decisão, excepcional calma em presença do inimigo, exata noção dos seus deveres em combate, a par de elevado sentimento de honra militar e superior capacidade de sacrifício”.
Foi condecorado com a Medalha de Campanha, Cruz de Combate de 1º classe, Medalha de Sangue do Brasil e Medalha de Guerra, do Governo Brasileiro.
Em virtude de sua destacada ação na batalha de La Serra, o Ten Apollo recebeu do Governo dos Estados Unidos a Medalha “Cruz de Serviços Notáveis”, considerada uma das mais importantes condecorações americanas. O nosso homenageado o maior herói da FEB, na condição de Oficial R/2, foi um dos poucos combatentes, em todo o mundo, distinguido com tão importante condecoração.pós o término da Guerra, o Ten Apollo prosseguiu em sua carreira militar, sendo promovido a Capitão em 3/9/1951. Casou-se com a Sra. Ivette Antunes Rezk, de cuja união teve dois filhos: Nelson e Nádia. Além do Regimento Sampaio, serviu no Batalhão de Guardas, quando, por ocasião da inauguração do Panteon de Caxias, em 1949, apresentou a Guarda do então Ministério da Guerra ao Presidente da República, Gen Eurico Gaspar Dutra. Serviu, também, em Curitiba, como Ajudante-de-ordens do Gen Mário Perdigão. Em 1957, foi reformado no posto de Major.
O General Lucian Truscott (USA) condecorando o Tenente Apollo com a Medalha Silver Star.
Em 19/05/1945 o Tenente Apollo único  brasileiro agraciado com a Cruz de Serviços Notáveis dos EUA e condecorado pelo General LucianTruscott em Alexandria (Itália).
CITAÇÕES
Citação de Combate–Medalha “Distinguished Service Cross” (Cruz por Serviços Notáveis) APOLLO MIGUEL REZK (1G – 153466) – Primeiro Tenente, de Infantaria, da Força Expedicionária Brasileira. Por heroísmo extraordinário na ação de vinte e quatro de fevereiro de mil novecentos e quarenta e cinco, em La Serra, Itália. Foi confiada ao Primeiro Tenente Rezk a missão de comandar o seu Pelotão no ataque e ocupação de La Serra, na frente de determinada resistência inimiga. À despeito de campos de minas desconhecidos, terreno excessivamente difícil e forte oposição, o Primeiro Tenente Rezk conduziu galhardamente os seus homens através uma cortina de fogo de metralhadoras, morteiros e artilharia para assaltar e arrebatar o objetivo inimigo. Embora gravemente ferido quando dirigia o ataque, o Primeiro Tenente Rezk nunca hesitou; pelo contrário, continuando firmemente o avanço. Depois de colocar o seu Pelotão em posição, repeliu três fortes contra-ataques, inflingindo pesadas perdas aos alemães pela sua habilidade na direção do tiro. Depois, embora em posição vulnerável ao fogo das casamatas do inimigo circundante e a despeito das bombas que caíam e da gravidade dos seus ferimentos, o Primeiro Tenente Rezk defendeu resolutamente La Serra, contra todas as tentativas fanáticas dos alemães para retomar a posição. Pelo seu heroísmo, comando inspirado e persistente coragem, o Primeiro Tenente Rezk praticou feitos que refletem as mais altas tradições do Serviço Militar. Prestou o serviço militar vindo do Rio de Janeiro. Quartel General do V Exército – Oficial.
Citação de Combate – Medalha “Silver Star” (Estrela de Prata) – APOLLO MIGUEL REZK (1G – 153466), Primeiro Tenente, Infantaria, Força Expedicionária Brasileira. Por bravura em ação, em 12 de dezembro de 1944, em Monte Castelo, Itália. Comandando o seu Pelotão, através de intenso fogo de metralhadoras e morteiros, o Tenente APOLLO chegou até uma posição alemã, assaltou-a e continuou o seu avanço. Chegando a Fornelo, seu Pelotão recebeu intenso fogo de frente, de flanco e da retaguarda, porém o Ten APOLLO tenazmente manteve a posição até ser forçado a se retrair, em virtude de pesadas perdas. O seu bravo comando no combate reflete as elevadas tradições dos Exércitos aliados. Entrou para o serviço militar no Rio de Janeiro, Brasil. (Tradução feita pela Seção Especial do Comando da F.E.B.).
Citação de Combate – Primeiro Tenente de Infantaria APOLLO MIGUEL REZK – 1O R.I. – “em 23-II-1945:- O seu Pelotão integrava a 6a Cia. No ataque à Linha La Serra – Cota 958, e, no conjunto da Subunidade, cabia-lhe apossar-se de La Serra. Na primeira parte da noite se lança na ação. Não obstante o violento bombardeio de artilharia e de morteiros que cai sobre o terreno, o Pelotão progride: alcança o objetivo, investe contra a posição e nela se instala sumariamente. Não terminou, porém, o esforço do Pelotão do Tenente APOLLO. Imediatamente – os alemães contra-atacam, sem resultado, porém, uma vez que a resistência dos brasileiros é forte e tenaz. O Tenente APOLLO é ferido, e só na manhã seguinte pôde ser evacuado por causa dos constantes bombardeios e dos contra-ataques inimigos. A personalidade forte, o espírito de sacrifício, a combatividade, a tenacidade, o destemor do Tenente APOLLO constituem belos exemplos dignos da tropa brasileira”. Gen Div J.B. Mascarenhas de Moraes – Cmt do 1o Esc. da FEB e da 1a D.I.E.
DEPOIMENTOS
“… esta magnífica ação, das mais expressivas e brilhantes da campanha da FEB , transcorreu na noite de 23 para 24 de fevereiro, a partir de 21:15 horas… cerca de 24 horas, era a vez de La Serra, onde o bravo e excepcional Ten Apollo chegara de surpresa a assaltava a posição…” (Marechal Floriano de Lima Brayner, ex-Chefe do Estado-Maior da FEB).
“A promoção se justifica, sobretudo, em virtude da conduta excepcional desse oficial no teatro de operações na Itália, onde, entre diversas condecorações recebidas por bravura, lhe foi conferida a medalha “Distinguished-Service Cross” do Exército americano, por heroísmo extraordinário em ação, distinção máxima somente concedida a este combatente brasileiro”. (Gen Newton Estillac Leal, Ministro da Guerra – 1951).
“…é um bravo, conceituado e admirado por todos, tendo se destacado em todas as ações da Unidade. Disciplinado, muito bem educado, dedicado e capaz. Pode servir de modelo pela sua bravura e exata noção do cumprimento do dever”. (Gen Aguinaldo Caiado de Castro, ex-Comandante do 1o R I, na Itália).
“… por se tratar de oficial de ilibada conduta moral e de valor profissional fartamente evidenciado e reconhecido na paz como na guerra… como também pelo evidente imperativo de zelar por valioso patrimônio moral, que longe de ser exclusivamente pessoal, deve pertencer ao Exército e por ele cultuado”. (Cel Silvino Castor da Nóbrega, ex-Comandante do Batalhão de Guardas).
“… mesmo ferido, contra-atacado e cercado, em momento algum pensou em retrair. Revelou bravura, firmeza e acerto de decisão, excepcional calma em presença do inimigo, exata noção de seus deveres em combate, a par de elevado sentimento de honra militar e superior capacidade de sacrifício…” (Cap Wolfango Teixeira de Mendonça, Comandante da 6a Cia/II Btl/1o R I – 1945).
“Todavia um dos seus pelotões bateu o recorde do ataque: o do tenente Apollo… que foi de todos o que mais se adentrou pelo dispositivo inimigo. E foi verdadeiramente agressiva a atuação do seu comandante”. (Ten Cel Nelson Rodrigues de Carvalho, ex-Febiano).

CONDECORAÇÔES  RECEBIDAS
BRASIL
Cruz de Combate 1ºClasse
Medalha Sangue do Brasil
Medalha de Guerra
Medalha de Campanha da FEB
USA
Medalha Silver Star
Medalha “Distinguished Service Cross” (Cruz por Serviços Notáveis)
DADOS BIOGRÁFICOS
INFORMAÇÕES GERAIS

Nome: Apollo Miguel Rezk.
Nascimento: 09 de fevereiro de 1918, Rio de Janeiro.
Filiação: Miguel Jorge Rezk e Suraia Miguel Rezk.
Estado civil: Viúvo. Foi casado com Ivette Antunes Rezk. Teve dois filhos: Nelson e Nádia. Formação militar: CPOR/RJ.
Formação civil: Ciências e Letras, Colégio Pedro II; Perito-Contador, Escola Superior de Comércio do Rio de Janeiro; Economista, Faculdade de Economia e Finanças;
Diretor-Tesoureiro da Cia. de Empreendimentos Comercial e Industrial São Leopoldo (1958/1966);
Assistente da Divisão de Estudos e Pesquisas da Sunab (1967/1976);
Diabético, perdeu a visão no final dos anos 80.
Apollo Miguel Rezk, veio a falecer no ano de 1999, , aos 81 anos, sendo que o governo dos Estados Unidos enviou um representante, um oficial da Marinha, em função de o Major Rezk ter sido o combatente mais condecorado pelo governo americano dentre todos os pracinhas brasileiros. O governo brasileiro não enviou representantes ao seu funeral. O oficial da marinha dos EUA, confidenciou a um dos familiares do Major Apollo: “Não entendo vocês brasileiros. Na minha terra, alguém com as importantes condecorações de guerra do Major Apollo, te
ria recebido, ao longo de sua vida, as homenagens, o respeito e a gratidão do seu povo.”
O Brasil não trata bem os seus herói. Bravos que doam ao país o seu sangue, e até mesmo suas vidas  são esquecidos pela sociedade.
Fonte:
Sr. Luiz Mergulhão, Presidente da
Associação dos Oficiais da Reserva do Exército
Ten Sérgio Pinto Monteiro
2o Ten R/2 de Artilharia, Turma 1961 do CPOR/RJ, presidente do Conselho Nacional de Oficiais R/2 e ex-presidente
da Associação dos Oficiais da Reserva do Exército/Rio de Janeiro
ANFEB

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Marmita FEB


Marmita utilizada pela FEB na Segunda Guerra, dois fabricantes na época forneceram para a FEB, a ITA e ROCHEDO.Na tampa encontra gravado a marca do fabricante justamente com o numero de identificação para o soldado.No fundo da marmita tem as letras gravadas EUB (Estados Unidos do Brasil) dentro de um circulo.As nossas marmitas eram nos mesmos padrões das americanas.
(acervo O Resgate FEB)

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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Antigo distintivo do Regimento Ipiranga - F.E.B

Antigo distintivo do 6º RI, Regimento Ipiranga em metal esmaltado com curvatura para ser preso na manga do uniforme.
(acervo o Resgate FEB)

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quarta-feira, 25 de maio de 2016

O Herói Esquecido da F.E.B

'Edgard Silveira Nunes, nasceu em Tupanciretã, no Rio Grande do Sul,no dia 12 de setembro de 1926. Foi abandonado pelo pai e a situação complicou quando sua mãe morreu quando ele tinha cinco anos de idade. Adotado pelo tio materno e cansado dos maus tratamentos, fugiu de casa aos 12 anos para o Rio de Janeiro, na esperança de uma vida melhor. Aos 16 anos, se alistou como voluntario na II Guerra Mundial, no 6° Regimento de Artilharia Montada, partindo para a Itália no 5º Escalão, no dia 8 de fevereiro de 1945, a bordo do navio General Meigs e desembarcando em Nápoles, no dia 22 de fevereiro.“ Lembro que naquele dia estávamos em um treinamento dentro do navio americano, em alto mar, depois de algum tempo fomos avisados que não era um treinamento, mas que estávamos partindo para a guerra. Começamos a passar mal," contou ele.
Edgard Silveira Nunes
"Não sabemos com exatidão em que batalha nosso pai combateu. Tampouco sabemos ao certo como conseguiu as marcas de balas que tinha no corpo. O pouco que sabemos eram frases curtas, que saíam como se tivessem escapado, sem intenção. “Sem detectores de minas, mas precisando passar por determinada área, estava em um jeep com um amigo tenente, fomos vitimas de uma mina que explodiu e o tenente morreu mutilado. Eu sai ferido na cabeça.”
As únicas evidências da sua passagem no palco de operações na Itália são o diploma da medalha da Cruz de Malta, a bênção do Papa João XXIII, as fotos com amigos e uma profunda tristeza que o acompanharia até a sua morte em 2001. Pesadelos, dores de cabeça, alucinações, insônia, agressividade e comportamento auto-destrutivo. E neste “front” não se esperam homenagens, desfiles e medalhas, mas somente um grande vazio, sofrimento e recordações difíceis de esquecer.
Mas as pessoas querem fatos históricos. Quando éramos crianças também queríamos que ele nos enchesse de histórias sobre a campanha na Itália. Mas nosso pai era prisioneiro de suas recordações e segredos dos campos de batalha. Por que ele não desfilava junto aos outros pracinhas durante a semana da Pátria? A resposta se mantém clara na nossa memória: “Não tenho nada para me orgulhar. Se existem heróis, esses estão entre a população civil”. Desde então, nunca mais foi possível observar essa e outras histórias sem que pensasse em pessoas. Muito além de estratégias, deslocamentos de pelotões, tecnologias empregadas, número de baixas. As vezes achamos que nosso pai também foi vitima de incompreensão social, pois para ele retornar a vida “normal” depois de uma experiência deste tipo, ele precisou continuar se sacrificando, sozinho com as suas dificuldades para voltar à vida civil.
A história do nosso pai é interessante por revelar uma face humana diante do que foi a campanha da Força Expedicionária Brasileira - FEB na Itália, para além das estratégias e planos de combate. A sua grandeza está na capacidade de nos lembrar que é preciso haver espaço para as diferentes experiências vividas naquele momento. Uma história sobre essa expedição que não dê voz àqueles que recorreram ao silêncio como forma de amenizar o sofrimento não será uma história justa'."
Créditos: Márcia e Magda Villanova Nunes / FEB: O Herói Esquecido

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Pracinha Antônio Milioli

Carteira de sócio da Associação Nacional dos Veteranos da FEB, seção regional de Florianópolis/SC, do pracinha Antônio Milioli que participou da Segunda Guerra
Doação do amigo Rodrigo Ronzoni de Criciúma para o acervo O Resgate FEB.


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segunda-feira, 9 de maio de 2016

O pracinha de Montese

Muito interessante esta matéria do amigo Ricardo Moojen Nácul publicado no facebook: História Militar e Militaria Brasileira (HMMB).

"Achei na internet uma imagem do momento que foram retirados os ossos do último soldado brasileiro da FEB localizado na Itália. O soldado de pé e testemunha deste ato era o Subten/R1 Miguel Pereira, nosso eterno guardião de Pistóia. Este soldado, que não foi possível identificar, esta enterrado no santuário Monumento Votivo Militare Brasiliano di Pistoia com o título de”Soldado Desconhecido”.
Pesquisei mais a fundo e achei um trabalho - A “magia” do soldado desconhecido: rituais fúnebres militares - de Adriane Piovezan que explica tudo, e agora divido com vocês"(Ricardo Moojen Nácul )

"De acordo com os relatos consultados, sua origem remonta à inauguração do Monumento Votivo em 7 de junho de 1966.Na ocasião da inauguração do Monumento, o prefeito fez saber às autoridades brasileiras da existência de uma antiga sepultura próxima ao centro da cidade de Montese, na qual civis italianos teriam enterrado um soldado brasileiro, morto no decorrer da batalha pela posse daquela localidade em meados de abril de 1945.
A Embaixada Brasileira em Roma organizou então as atividades de exumação e recuperação do corpo, provavelmente usando seu próprio pessoal, além de meios materiais e humanos contratados. Tratava-se de um contexto no qual havia tempos não eram mais encontrados corpos de brasileiros. Os que foram localizados, já haviam há anos sido transferidos para o Cemitério Militar Brasileiro em Pistoia e, de lá, transladados em 1960 ao Rio de Janeiro, a fim de serem reunidos no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial naquela cidade. Seria de se esperar que esse corpo tivesse o mesmo destino, uma vez que com a conversão do antigo Cemitério em Monumento o local já não exercia qualquer função cemiterial. Contudo, a destinação final do corpo deveria ser, necessariamente, precedida pela sua identificação.
Os trabalhos se iniciaram a 3 de maio de 1967, com a remoção de árvores e de uma camada de terra de cinco metros de profundidade, a qual cobria o túmulo. Todo processo foi acompanhado por um grande número de moradores locais que a tudo assistiam.
No Cemitério de Montese, o Subtenente Miguel Pereira, da 
reserva do Exército, identifica e recolhe à urna os restos mortais do “pracinha”, que permaneceu sepultado 22 anos numa ribanceira na orla de Montese. Os “velhos” da cidade, que assistiram ao combate de 14/04/1945, guardaram silenciosamente a sua sepultura, até entrega-lo ao Brasil em 23 de maio de 1965. Foi a Força Expedicionária Brasileira (I/11 RI – Batalhão Carvalho Lisboa) que libertou a Cidade de Montese, naquela jornada, de quatro anos de ocupação alemã.
É de se notar que a legenda (foto em enxo) estabelece uma ligação entre aquele morto e a população da cidade ao afirmar que os “velhos” da cidade, que assistiram ao combate de 14/04/1945, “guardaram silenciosamente” a sua sepultura, até entrega-lo ao Brasil em 23 de maio de 1965. O que se percebe claramente é a forma pela qual o enterramento desse soldado 
pelos civis italianos à época da guerra é descrito. Não foi uma solução de emergência, face às contingências impostas por uma época de extensos e violentos combates. Mas sim o resultado da relação estabelecida entre o combatente brasileiro e aqueles a quem – com o sacrifico da própria vida – ele enfim, libertou do jugo nazista. Também não se considera que se tratava de uma iniciativa isolada ou desprovida de sentido.
 O que um conjunto de moradores daquele local buscou – a tomar ao pé da letra essa legenda – foi dar sepultura ao mesmo tempo segura e apropriada (“guardaram silenciosamente”) até que o corpo pudesse ser entregue à Pátria de origem (“até entregalo ao Brasil”). Finalmente, o sentido último da presença dos brasileiros na Campanha da Itália durante a Segunda Guerra Mundial – a libertação da Itália do jugo nazista – é lembrada: “libertou a Cidade de Montese, naquela jornada, de quatro anos de ocupação alemã”.
"No Cemitério de Montese, onde se encontravam recolhidos a uma urna, os restos mortais do “Pracinha de Montese”, desde a exumação em 23/05/1967, realiza-se a entrega ao representante da Embaixada do Brasil, pelo prefeito da Cidade, depois de reconhecida, pelas autoridades italianas a nacionalidade brasileira. A urna, em madeira de lei, com alças de bronze, foi oferecida pelos marceneiros e artífices de Pistoia. Foi transportada para Pistoia, onde foi recebida pelo General Floriano de Lima Brayner, autorizado pelo Presidente da República e pelo Embaixador Dr. Alamo Louzada, para o definitivo sepultamento. Montese e Pistoia, 05/06/1967."
"Na ausência de qualquer identificação, os restos mortais passaram a ser conhecidos como o do “Pracinha de Montese”. É de se notar que, desde a época da guerra, os membros da FEB eram carinhosamente referidos pela população civil brasileira como os “pracinhas”, isto é, o diminutivo de praça, que é a palavra que designa os militares de mais baixa patente, por exclusão, aqueles que não são membros do oficialato. A batalha de Montese foi a mais cara e a mais difícil das travadas pela FEB.
Ao identificar o corpo como associado à localidade, se evoca o sacrifício suportado por todos brasileiros na libertação daquela cidade da ocupação alemã."
"Depois de um ano de pesquisa, o Guardião do Monumento, Miguel Pereira, conseguiu localizar os restos exatamente no local indicado, achando provas que não deixavam dúvidas quanto à nacionalidade dos restos e sim sobre a identidade certa de quem podia ser o corpo, entre os ainda 15 desaparecidos. A decisão de deixá-lo repousar no Monumento, enquanto Desconhecido, e então representando todos os irmãos tombados no cumprimento
do Dever, transformou o local – de fato – num Sacrário."
QUEM ERA:
"E, aos cinco metros de profundidade foi encontrado sob as vistas de inúmeras pessoas, e farta documentação fotográfica.
Reunidos os restos mortais num caixote, foram levados para o Cemitério de Montese, onde eu os revistei minuciosamente, não encontrando a placa de identificação. Na arcada dentária dos maxilares superior e inferior faltavam alguns dentes. No hemitorax esquerdo havia uma ogiva de morteiro, 60 alemão. Através pequenos objetos; botões, fio, foi por mim reconhecido
como brasileiro, ficando a identidade para ser apurada mais tarde. [...] ao mesmo tempo que envidavam-se esforços para se obter a identificação do “Pracinha Desconhecido de Montese”, através das unidades em que servia[...] Dois outros, do III Bat. do 11º R.I., foram encontrados em sepulturas fora dessa área e levados para o Cemitério de Pistoia, devidamente identificados. Um deles, Rubens Galvão, tinha a placa de identidade no pescoço; outro, não a possuía, mas, na mesma sepultura ao lado do corpo estava uma garrafa, e dentro dela um papel em que se lia o nome, Júlio Nicolau o número e a unidade daquele combatente. Quem escreveu nunca se ficou sabendo, pois o autor deve ter ficado com a placa. O terceiro extraviado, publicado no Boletim da Unidade de 16 de abril de 1945, chamava-se Fredolino Chimango, natural de Passo Fundo, Rio Grande do Sul."
"Vinte e dois anos depois, outubro de 1967, 11 horas de uma manhã rebrilhante de sol, na cidade de São João del Rey, na caserna do 11º. RI, na sua praça d´armas, o Regimento todo reunido, em posição de sentido, erético, emocionado, preparava-se para ouvir a evocação do Combate de Montese e, em seguida receber das mãos do antigo Chefe de Estado Maior (Lima Brayner), da Divisão na guerra, uma bela caixa contendo terra de Montese, colhida no local em que esteve inhumado durante 22 anos o Cabo Fredolino Chimango, e que lhe fora enviada pela 
população da cidade sempre agradecida à unidade brasileira que a libertara dos seus tirânicos ocupantes. Ali estava, presidindo a cerimônia, o Comandante do I Exército. Cabelos grisalhos, pele já apresentando as primeiras marcas da idade, o General de Exército Manoel A. Carvalho Lisboa, o bravo conquistador de Montese. Suportou com serenidade, os olhos embaciados de lágrimas, o impacto da saudade. Os jovens soldados, rígidos e traumatizados, em forma, ouviram as ordens de combate, as manobras e aflições dos pequenos comandos contados pelo célebre Tenente Iporan que foi o primeiro a entrar em Montese, hoje coronel reformado. Ali estava em traje civil, o peito coberto de medalhas. Dois jovens soldados, em meio às emoções, caíram desmaiados. (BRAYNER, 1973: 114)"
"Fora de qualquer dúvida é que o reconhecimento do corpo foi realizado, e embora jamais tenha sido contestado ou refutado, segue sem ser formalizado pela instituição militar. Na ausência de mera autorização, o único corpo ainda sepultado no Monumento Votivo de Pistoia segue cultuado como sendo do Soldado Desconhecido. Correspondentemente à essa linha de ação, o corpo do Cabo Fredolino Chimango segue sendo dado como “não-identificado”, “desaparecido” ou “extraviado”. É o que se lê na inscrição de mármore no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial no Rio de Janeiro (RJ), como pude constatar em diferentes visitas que fiz ao local no 
decorrer dessa pesquisa. Lima Brayner é bastante enfático ao denunciar esse procedimento, que considera injusto. Segundo ele: Um dia Fredolino voltará, também, para ficar, a sua linda urna, homenagem da cidade de Pistoia, ao lado das outras que já se encontram no Flamengo. E naquele mármore do Salão da Urnas se apagará, para sempre, a triste palavra – “Extraviado” – (sic) que tanto pode significar “desertor” como “prisioneiro”. Ele que todos viram lutando leoninamente... A ele que promoveram por bravura e condecoraram “post mortem” chamaram de “extraviado” só porque não viram onde ele caiu, com um estilhaço de granada no peito? – É uma injustiça. (BRAYNER, 1973:115)".

Fonte: http://www.snh2015.anpuh.org/…/1441910406_ARQUIVO_adriane.p…

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Talheres utilizados pela F.E.B

Raros talheres utilizados pela FEB na Segunda Guerra, fabricado pela Wolff e CBAM fundada em 1941, hoje pertente ao Grupo Votorantim.Tem a inscrição EUB. Infelizmente esta faltando a colher.
(acervo O Resgate FEB)
Talheres do Museu da FEB de Belo Horizonte (MG)
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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Pin de lapela FEB

Pin italiano de lapela bem antigo da "cobra fumando", esmaltado e no verso tem o nome do fabricante mas pela pátina fica difícil a leitura.
(acervo O Resgate FEB)
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