Montagem de um manequim de um soldado americano da Segunda Guerra com peças do acervo originais da época da guerra, infelizmente esqueci de acrescentar a lanterna TL 122 B, coldre de couro e a bússola Lensatic presa ao cinto A calça de la do uniforme Ike jacket (1944) para compor o modelo pois não fez parte do uniforme de campanha.
(acervo o Resgate FEB)
domingo, 29 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
A Marinha do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
A Marinha do Brasil perdeu na guerra 467 homens, entre comandantes, oficiais, suboficiais e praças. Três de seus navios foram afundados – o Marcílio Dias, em 1944, por um submarino alemão; a corveta Camaquã, pelo mau tempo, em 1944, e o cruzador Bahia, destruído em 4 de julho de 1945, pouco antes do fim da guerra no Pacífico, por um explosão acidental em seu paiol de munição.
Foi no mar que o Brasil sofreu as mais pesadas perdas durante toda a guerra. Ao todo, cerca de 1.400 brasileiros morreram em consequência da ação de submarinos alemães e italianos e em outras operações de guerra.A história da Marinha brasileira durante a guerra é a menos conhecida entre as de nossas Forças Armadas – são poucos os livros que contam trabalho nos caça-ferro e caça-pau, os navios da guerra antissubmarina do Brasil no Atlântico. E, no entanto, ela foi a mais necessária de todas as forças naquela guerra – sem ela, não haveria gasolina – quase toda importada – ou comércio entre as regiões do País – as comunicações por terra entre as regiões inexistiam.
A Marinha, com seus recursos escassos – seus primeiros equipamentos contra submarinos só chegaram em setembro de 1942, um mês depois da declaração de guerra -, garantiu a continuidade do comércio no litoral brasileiro.
Em 9 de setembro daquele ano, ela organizou o primeiro dos comboios. Partiu das margens do Potengi, em Natal, e foi até o Recife, protegido por três navios de escolta. Ao todo, brasileiros e americanos – os navios da Marinha brasileira foram incorporados à 4ª Frota dos EUA – escoltaram 503 comboios durante a guerra, em que estiveram protegidos 2.914 navios. “Cada passagem de um comboio era uma vitória”, conta o almirante Hélio Leôncio Martins, de 97 anos, que comandou um caça-pau durante a guerra.
Isso foi possível, em parte, porque nossa forças navais foram reequipadas com navios americanos durante a guerra, recebendo, por exemplo, contratorpedeiros de escolta.
Na galeria que publicamos aqui, estão fotos do Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha. Elas mostram a ação dos marinheiros nos comboios e na vigilância do Atlântico, exercícios de luta antissubmarina com o lançamento de cargas de profundidade e fotos de alguns dos navios brasileiros engajados na guerra.
Em entrevista, o almirante Hélio Leôncio Martins fala sobre a participação da Marinha do Brasil no conflito.
Mais brasileiros morreram no mar (1.081) do que nos campos da Itália (466). Para manter o comércio, o Brasil não podia deixar suas águas. Durante a guerra, o almirante Hélio Leôncio Martins comandou um navio antissubmarino. É ele quem conta a atuação da Marinha do País no conflito.
A Marinha estava preparada para a guerra?
Quando começou a guerra… zero. Pode pôr zero. Zero mesmo. Não sabíamos nada de defesa antissubmarina, não tínhamos arma nem equipamento. Começamos a guerra em agosto. Os dois primeiros navios antissubmarinos caça-ferro, comprados na véspera da guerra, só chegaram em setembro.
Como foi o começo da guerra?
Minha primeira experiência foi em um destróier de 1908, sem nada. Tinha bombas de profundidade de 40 libras. Para se ter uma ideia do que era isso, depois nós usamos bombas de 300, de 600 libras. Usávamos de 40 amaradas com cabo. Não tínhamos lançador nem nada. Não tínhamos nada. Felizmente, nenhum submarino se lembrou de pôr a pique um daqueles navios. Não puseram a pique porque não quiseram. Mas tínhamos uma Marinha com mais de cem anos de existência, com tradição e história. Foi isso que permitiu que a gente fosse para o mar.
O senhor chegou a enfrentar os submarinos alemães?
Nós estávamos na altura da Venezuela, em um comboio americano. O único navio-patrulha éramos nós quando um petroleiro de avião foi bombardeado. Foi um fogaréu enorme. Aí nós tivemos um contato. Depois, eu tive mais uns dois contatos. Um deles foi com uma baleia. A baleia estava andando devagar, parecia um submarino. Foi destruída.
Qual foi a principal tarefa da Marinha brasileira na guerra?
Na guerra inteira a nossa função era passiva, defender comboio. Os americanos faziam caça e destruição. A nossa função era fazer passar o comboio. Cada passagem do comboio era uma vitória. Não era uma coisa que se contasse por destruição do inimigo, ou tomada de uma ilha. A nossa vitória era a passagem de um comboio.
Medalha de Serviços de Guerra
Criada por Dec-Lei 6095, de 13 dez 1943; 6774, de 7 ago 1944 e 1638, de 16 ago 1944. Destinou-se a ser conferida aos militares das Marinhas de Guerra Nacional e Aliadas, da ativa, da reserva ou reformados, e aos oficiais tripulantes dos navios mercantes nacionais e aliados, que tenham prestado valiosos serviços de guerra, que a bordo dos navios, quer em comissões em terra.
Fotos:Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.
Medalha: forum Supremacy.
Autor :Marcelo Godoy
Fonte:O Estadão
Blog:Tok de História
O Resgate FEB
Foi no mar que o Brasil sofreu as mais pesadas perdas durante toda a guerra. Ao todo, cerca de 1.400 brasileiros morreram em consequência da ação de submarinos alemães e italianos e em outras operações de guerra.A história da Marinha brasileira durante a guerra é a menos conhecida entre as de nossas Forças Armadas – são poucos os livros que contam trabalho nos caça-ferro e caça-pau, os navios da guerra antissubmarina do Brasil no Atlântico. E, no entanto, ela foi a mais necessária de todas as forças naquela guerra – sem ela, não haveria gasolina – quase toda importada – ou comércio entre as regiões do País – as comunicações por terra entre as regiões inexistiam.
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| Lançamento de cargas de profundidade no oceano Atlântico. Essas bombas eram uma das principais armas contra submarinos . |
Em 9 de setembro daquele ano, ela organizou o primeiro dos comboios. Partiu das margens do Potengi, em Natal, e foi até o Recife, protegido por três navios de escolta. Ao todo, brasileiros e americanos – os navios da Marinha brasileira foram incorporados à 4ª Frota dos EUA – escoltaram 503 comboios durante a guerra, em que estiveram protegidos 2.914 navios. “Cada passagem de um comboio era uma vitória”, conta o almirante Hélio Leôncio Martins, de 97 anos, que comandou um caça-pau durante a guerra.
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| Carga de profundidade é disparada por um navio brasileiro durante exercício de guerra antisubmarina na Segunda Guerra Mundial |
Na galeria que publicamos aqui, estão fotos do Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha. Elas mostram a ação dos marinheiros nos comboios e na vigilância do Atlântico, exercícios de luta antissubmarina com o lançamento de cargas de profundidade e fotos de alguns dos navios brasileiros engajados na guerra.
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| O encouraçado Minas Gerais em Salvador em 1942. |
Mais brasileiros morreram no mar (1.081) do que nos campos da Itália (466). Para manter o comércio, o Brasil não podia deixar suas águas. Durante a guerra, o almirante Hélio Leôncio Martins comandou um navio antissubmarino. É ele quem conta a atuação da Marinha do País no conflito.
A Marinha estava preparada para a guerra?
Quando começou a guerra… zero. Pode pôr zero. Zero mesmo. Não sabíamos nada de defesa antissubmarina, não tínhamos arma nem equipamento. Começamos a guerra em agosto. Os dois primeiros navios antissubmarinos caça-ferro, comprados na véspera da guerra, só chegaram em setembro.
Como foi o começo da guerra?
Minha primeira experiência foi em um destróier de 1908, sem nada. Tinha bombas de profundidade de 40 libras. Para se ter uma ideia do que era isso, depois nós usamos bombas de 300, de 600 libras. Usávamos de 40 amaradas com cabo. Não tínhamos lançador nem nada. Não tínhamos nada. Felizmente, nenhum submarino se lembrou de pôr a pique um daqueles navios. Não puseram a pique porque não quiseram. Mas tínhamos uma Marinha com mais de cem anos de existência, com tradição e história. Foi isso que permitiu que a gente fosse para o mar.
O senhor chegou a enfrentar os submarinos alemães?
Nós estávamos na altura da Venezuela, em um comboio americano. O único navio-patrulha éramos nós quando um petroleiro de avião foi bombardeado. Foi um fogaréu enorme. Aí nós tivemos um contato. Depois, eu tive mais uns dois contatos. Um deles foi com uma baleia. A baleia estava andando devagar, parecia um submarino. Foi destruída.
Qual foi a principal tarefa da Marinha brasileira na guerra?
Na guerra inteira a nossa função era passiva, defender comboio. Os americanos faziam caça e destruição. A nossa função era fazer passar o comboio. Cada passagem do comboio era uma vitória. Não era uma coisa que se contasse por destruição do inimigo, ou tomada de uma ilha. A nossa vitória era a passagem de um comboio.
Medalha de Serviços de Guerra
Criada por Dec-Lei 6095, de 13 dez 1943; 6774, de 7 ago 1944 e 1638, de 16 ago 1944. Destinou-se a ser conferida aos militares das Marinhas de Guerra Nacional e Aliadas, da ativa, da reserva ou reformados, e aos oficiais tripulantes dos navios mercantes nacionais e aliados, que tenham prestado valiosos serviços de guerra, que a bordo dos navios, quer em comissões em terra.
Fotos:Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.
Medalha: forum Supremacy.
Autor :Marcelo Godoy
Fonte:O Estadão
Blog:Tok de História
O Resgate FEB
domingo, 8 de março de 2015
Artilharia Divisionária F.E.B (1ª Divisão de Exército)
| Antigo pin da artilharia da FEB. (acervo O Resgate FEB) |
Criada em 23 de fevereiro de 1915 com a denominação de 3ª Brigada de Artilharia, englobava o QG, o 1º RAM, o 6º RAM e o 3º GO (3º Gp Art Pesada), todos no Rio de Janeiro. Em 1919, a 3ª Brigada de Artilharia passou a denominar-se 1ª Brigada de Artilharia, englobando novas OM.
Na década de 1930, ocorreu a substituição da 1ª Brigada de Artilharia pela Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Infantaria. Em 1943, com a criação da 1ºDivisão de Infantária Expedicionária, constituiu o núcleo da Artilharia Divisionária da 1ª DIE, sendo responsável pelo apoio de fogo que tornou possível as vitórias da Força Expedicionária Brasileira nos campos da Itália
A Artilharia de Campanha é o principal meio de apoio de fogo da força terrestre. Suas unidades e subunidades podem ser dotadas de canhões, obuses e foguetes.
Suas características são a precisão e a rapidez, para destruir ou neutralizar as instalações, os equipamentos e as tropas inimigas localizadas em profundidade no campo de batalha.
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| Emblema pintado pelos pracinhas na Itália no trator M 5 Foto O Resgate F.E.B |
Blog o Resgate FEB
terça-feira, 3 de março de 2015
A Estrada 47
Esperado longa A Estrada 47 chega as telonas do Brasil no dia 7 de maio para contar a história de cinco brasileiros na segunda guerra.
Durante a Segunda Guerra Mundial, no sopé de uma montanha na Itália, uma esquadra de caçadores de minas da Força Expedicionária Brasileira sofre um ataque de pânico e acaba se perdendo em plena “terra de ninguém”. Desesperados, com frio, fome e sede, os despreparados pracinhas têm de optar por enfrentar a Corte Marcial ou encarar novamente o inimigo. É então que os remanescentes do grupo decidem rumar para outro ousado objetivo militar: desarmar o campo minado mais temido da Itália. No caminho, acabam encontrando outros desertores: um fascista arrependido e um oficial alemão cansado da guerra. Com a inesperada ajuda dos inimigos, os pracinhas conseguem realizar uma das mais impossíveis façanhas já imaginadas em todo o conflito.
Filipe Rosenbrock @jedielsonck
Mais de 25 mil homens partiram do Brasil com um destino incerto no Sul da Itália para lutar contra as forças de Aldof Hitler: assim nascia a Força Expedicionária Brasileira (FEB). Mais de 70 anos depois, o diretor Vicente Ferraz presenteia o público com A Estrada 47, um longa que conta parte desta história.
Uma esquadra formada por caçadores de minas da FEB acaba se perdendo no meio da guerra e tem que decidir entre encarar a Corte Marcial e o Combate. Mesmo despreparados e sem mantimentos, a escolha de Guimarães (Daniel de Oliveira), Tenente (Júlio Andrade), Piauí (Francisco Gaspar) e Laurindo (Thogum) é desarmar um temido campo minado.
Durante o caminho eles conhecem Roberto (Sérgio Rubini), um desertor fascista italiano arrependido e um oficial alemão cansado da guerra, Coronel Mayer (Richard Sammel). Com a ajuda dos novos amigos, os pracinhas conseguem realizar uma das mais impossíveis façanhas já imaginadas.
Assista o trailer do filme A Estrada 47:
Uma esquadra formada por caçadores de minas da FEB acaba se perdendo no meio da guerra e tem que decidir entre encarar a Corte Marcial e o Combate. Mesmo despreparados e sem mantimentos, a escolha de Guimarães (Daniel de Oliveira), Tenente (Júlio Andrade), Piauí (Francisco Gaspar) e Laurindo (Thogum) é desarmar um temido campo minado.
Durante o caminho eles conhecem Roberto (Sérgio Rubini), um desertor fascista italiano arrependido e um oficial alemão cansado da guerra, Coronel Mayer (Richard Sammel). Com a ajuda dos novos amigos, os pracinhas conseguem realizar uma das mais impossíveis façanhas já imaginadas.
Assista o trailer do filme A Estrada 47:
Filipe Rosenbrock @jedielsonck
segunda-feira, 2 de março de 2015
Cabo Geraldo Santana: Uma carta de pai para filho
"Este ano, coloquei-me na missão de pesquisar a respeito do meu único conterrâneo a morrer em combate na Segunda Guerra Mundial, Cabo Geraldo Martins Santana, que neste 2013 faria 90 anos de idade. Seu irmão caçula foi bastante gentil comigo, cedendo uma grande quantidade de documentação, que hoje está no arquivo da Sala de Guerra.
Entre a documentação que recebi, uma carta me chamou a atenção. Emocionei-me muito da primeira vez que passei os olhos sobre este documento, perdido há quase 70 anos. As palavras nele contidas são as angústias sinceras de um pai entregando a vida do filho à nobre causa da defesa da Pátria – fato que o destino consumou apenas 13 dias depois.
Geraldo Santana morreu em combate em 9 de novembro de 1944, sem nunca ter recebido esta carta; e é muita sorte que uma cópia tenha sobrevivido até nossos dias. Todos a quem mostrei este documento são unânimes em dizer que jamais viram algo semelhante sobre FEB. É um testemunho de abnegação e dever patriótico que vai acima do amor familiar – quando o Sr. Antônio Santana despede-se do filho e pede-lhe para não sentir medo da morte.
Sentindo-me no dever de compartilhar esta carta com todos vocês, faço dela, finalmente, imortal:"
Montes Claros, 28 de outubro de 1944
Querido filho Geraldo:
Saudades…
Recebi do Quartel-General do Rio de Janeiro comunicação que foste incorporado à Força Expedicionária Brasileira.
Não foi pra mim nenhuma surpresa, porque o soldado está sempre sob as ordens dos seus superiores e deve acatar essas ordens com todo o respeito.
Foste incorporado porque era necessário que a Pátria insultada respondesse à agressão dos corsários Nazistas que agiram debaixo de espesso nevoeiro, matando nossos irmãos.
Aqui, em casa, todos receberam com imenso orgulho essa notícia. Filho, jamais surja em teu cérebro o pensamento de um homem covarde. Seja firme no cumprimento do dever, principalmente quando a nossa Pátria foi traiçoeiramente atacada pelos vilões de além-mar.
Não importa que o intenso inverno dificulte a nossa marcha ou que o sol abrasador faça demorar o avanço, o certo é que precisamos chegar até o fim do nosso itinerário ombro a ombro com as FORÇAS ALIADAS.
Ainda me recordo daquela bela poesia que diz em uma de suas estrofes:
Para a frente que importa a invernada,
Temporal, inclemência de sois.
Quem for fraco, que fique na estrada,
Que a vanguarda é o lugar dos heróis.
Pedimos a Deus para conservar tua pessoa ilesa das balas assassinas dos Nazistas; porém, se for do agrado do Altíssimo que o teu corpo tombe no campo de batalha, para que muitos outros vivam, seja feita a vontade de Deus.
O ataque deve ser repelido embora sucumbam alguns dos nossos. Que papel faríamos se permanecêssemos de mãos cruzadas quando o inimigo comum tentou ultrajar a nossa soberania?
Seremos por ventura alguma estátua onde o sangue não circula?
É legal trair nossa tradição?
Não, isto não.
Dos túmulos de Caxias, do Tenente Antônio João, de Camisão e outros mais, ouviríamos o grito da dor do insultado dizendo-nos:
Irmãos, hoje mais do que nunca o Brasil precisa vingar os seus filhos.
Levai em resposta à agressão a esses Nazistas o brilho de uma baioneta empunhada para que os nossos sejam vingados.
E, assim, acalmarão as ondas tempestuosas do mar furioso, e a bonança reinará para todos os povos do mundo, que foram vítimas dos sutis ataques do Eixo.
Portanto, filho, não queiras ter maus pensamentos e jamais haja em tua pessoa o desespero.
Seja também calmo. Porque todos nós temos que morrer um dia; logo, é desnecessário e mesmo indecente o desespero.
Muitos se enganam com a morte.
Ela não causa assombro a ninguém, porém enobrece a muitos. Se for preciso, morre em honra da Pátria e viverás eternamente. A tua lembrança ficará sempre conosco.
Um conselho: conserve sempre a tua fé em Deus e jamais a deixe seduzir por outrem. Todos nós estamos indo bem graças a Deus.
O que sentimos são saudades tuas, mas esperança de que em breve estarás aqui em Montes Claros conosco.
Terminando, pedimos a Deus por tua pessoa e pela honra e glória do Brasil e o cabal êxito da FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA.
Queira aceitar a benção de teu pai e os abraços que teus irmãos, tias e cunhados lhe mandam.
Teu pai,
Antônio Martins de Santana Primo
O túmulo de Geraldo Santana no Cemitério Militar Brasileiro de Pistoia, que abrigou seus corpo entre 1945 e 1959.
Blog Sala de Guerra
Foto: Mario Pereira.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Quepe de enfermeira da F.E.B
Raro quepe de enfermeira da FEB pós guerra, já que um total geral de setenta e três (73) enfermeiras brasileiras que atuaram oficialmente fora do país na Segunda Guerra Mundial. Quepe do uniforme de passeio.
(acervo O Resgate FEB)
(acervo O Resgate FEB)
| (clique na foto para ampliar) |
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| Durante a visita ao Museu da FEB de Belo Horizonte uma fotografia histórica. A Vet. Enfermeira Ten Carlota Mello ao lado do manequim trajando a farda usada por ela. |
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
O veterano que pediu emprego a JK
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O ex-combatente Wilson Garcia de Lima, morador de Castro, nos Campos Gerais, queria um novo emprego. Era caminhoneiro, mas o desgaste das viagens o desanimava. Viajou ao Rio de Janeiro uma vez para pedir emprego aos contatos que tinha feito no Exército durante a guerra. Nada conseguiu. Voltou pela segunda vez. Encontrou um ex-comandante que o levou para uma salinha. Lá, encontrou o então presidente Juscelino Kubitschek (JK) sentado atrás de uma mesa. Pediu emprego. “Era um homem muito agradável”, diz o pracinha sobre o político que governou o país entre 1956 e 1961. Quando voltou de viagem, contou a façanha aos amigos. “Eu dizia: estou empregado, mas eles faziam pouco caso de mim”, afirma. Uma semana depois, saiu um ofício que o designava como gerente da agência dos Correios, em Castro. Ficou na função até a aposentadoria. Wilson não gostou do que viu na guerra e, por isso, não quis continuar no Exército. No retorno, muitos pracinhas não tiveram apoio. Ele se juntou a uns 15 ex-combatentes na estação do Rio e bradou: “Não vamos pagar passagem”, disse. Nenhum funcionário da estação barrou o grupo. De volta a Ponta Grossa, virou vendedor de sapatos
Josué Teixeira/Gazeta do Povo
Josué Teixeira/Gazeta do Povo
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
FACA MK 2 USN
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Museu Histórico do Exército do Forte de Copacabana.
Uma belo passeio pelo Forte de Copacabana no posto 6 (Rio de Janeiro).Vista incrível da praia de Copacabana a Confeitaria Colombo, onde você pode saborear petiscos, tomar um cerveja gelada ou um bom café. Com um enorme acervo sobre a História do Exercito Brasileiro em várias passagens de sua história.Concentrei mais na FEB onde tem uma parte em memória a conquista de Montese com acervo e grandes mostruários encenando a batalha.Na parte externa canhões adquirido pela FEB como troféu de guerra e por eles utilizados na Itália.
Uma visita obrigatória.
Canhão de campanha SKODA
Calibre:100mm
Modelo:14/19
Origem:Antiga Tchecoslovaquia
Fabricado pela Ugoslavia em 1936, capturado pelos italianos entre 1940 e 1942.Chegou ao Brasil com troféu de guerra conquistado pela FEB.
Canhão anticarro Bofors
Calibre:57mm
Origem:Estados Unidos
Fabricado em 1945 e adquirido pelo Brasil e recebido pela FEB durante a Segunda Guerra na Itália, para três regimentos da 1ºDivisão de Infantaria Expedicionária.
Encenação da Tomada de Montese
Calibre:57mm
Origem:Estados Unidos
Fabricado em 1945 e adquirido pelo Brasil e recebido pela FEB durante a Segunda Guerra na Itália, para três regimentos da 1ºDivisão de Infantaria Expedicionária.
| Peças do museu. |
| Capacete alemão |
Fotos O Resgate FEB
(clique na foto para ampliar)
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Miniatura da Medalha de Guerra.
Difícil de achar a miniatura da Medalha de Guerra original de época. Condecoração concedida aos militares brasileiros, de nações aliadas, ou civis que tenham prestado serviços relevantes em tempos de guerra ou em missões especiais do governo. Foi criada pelo Decreto-Lei nº 6.795, de 17 de agosto de 1944.
(acervo o Resgate FEB)
As medalhas em miniatura servem como réplicas de medalhas em tamanho original. Usadas para ocasiões formais, as medalhas em miniatura são da metade do tamanho das suas homólogas.
Secretaria Geral do Exercito
CAPÍTULO VII
Das Condecorações
VII - miniatura: redução da medalha para ser usada no uniforme 1º B e nos trajes civis de gala (casaca) e rigor (smoking)
| (clique na foto para ampliar) |
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Walter Weiss herói da F.E.B
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| Walter Weiss chegou a se passar por soldado alemão para espionar o inimigo. |
Descendente de alemães, o lapeano atuou como interlocutor nas fronteiras inimigas. Um fato curioso também marcaria essa história: Walter teve de usar o uniforme dos países do Eixo. O motivo? A roupa fornecida pelos norte-americanos não servia para homem “corpulento”. Essa era uma das recordações mais marcantes do pai, segundo a filha.
Gostava de atuar como um “meio-campo” na batalha. A postura equilibrada continuou depois que voltou do front. Quando era questionado sobre o que vivera durante a guerra, o ex-combatente preferia falar dos amigos que fez e das passagens mais leves – aquelas menos traumáticas. As memórias dos combates viraram livro, que escreveu aos 70 anos de idade.
O conflito terminou com a vitória dos Aliados e Walter voltou para o Brasil. Retomou os negócios da família e tocou um açougue. Também não deixou as atividades militares de lado: participava de encontros da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e aceitava todos os convites para falar em escolas e cursos sobre a experiência. Foram gerações de lapeanos aprendendo sobre História direto da fonte.
Ademais, trouxe da guerra uma boa ideia: lá, viu o transporte de bois e cavalos em caminhões. Quando voltou, tratou de ir a São Paulo e encomendou um veículo adaptado para esse tipo de transporte. O pracinha iniciou essa prática no país. “Ele era muito observador, tinha alma de inventor. Fabricava coisas e tinha muitas ideias”, lembra Hildegard.
Já na nova década, precisamente em 1950, conheceu Adélia – a futura esposa. Ela deixou o Litoral do estado para viver na Lapa e criar a família ao lado do expedicionário. A dedicação aos filhos e à família era extrema.
A vida bem vivida de Walter ultrapassou os limites da idade. Depois da aposentadoria, por influência de Adélia, o casal passou a participar de excursões e ocuparava muitos de seus dias com viagens desbravadoras, inclusive fora do país. Mas nada de avião! Walter dizia que poderia atravessar o mundo por terra ou por mar, mas voar não estava entre as ações possíveis do lapeano.
Patriota, o ex-combatente participou em setembro de seu último desfile do Dia da Independência. No fim daquele mês, o avô Walter também compareceu ao casamento de uma das netas. Para a família e conhecidos, ele deixa o legado de ter participado ativamente da história e o gosto pela vida. “A qualquer pessoa que se pergunte: todos se lembram do sorriso dele”, diz a família.
A saúde piorou em outubro. Foi internado por causa das complicações de uma pneumonia. Partiu em 15 novembro de 2014 de insuficiência cardíaca aos 94 anos em Curitiba. Recebeu todas as honras militares no enterro: cortejo, bandeira e salva de tiros. Deixa esposa, três filhos, cinco netos e um bisneto.
Gazeta do Povo (TAIANA BUBNIAK)
Foto: Agência O Globo
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Estojo da Gillette para F.E.B
Uma raridade, estojo da Gillette do Brasil fabricado com exclusividade para a Força Expedicionária Brasileira, contendo dez laminas Gillette azul e uma navalha Gillette tech.No estojo da foto duas caixas de laminas Gillette azul sendo uma caixa americana e outra brasileira com total de seis laminas e a navalha da Gillette mande USA.
(acervo O Resgate FEB)
| (clique na foto para ampliar) |
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