terça-feira, 23 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Roteiro da F.E.B na campanha da Itália
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Batismo de Fogo da F.E.B
Antes muito tarde do que nunca..... No dia 16 de setembro de 1944 na Itália "O Exercito Brasileiro comemora os 70 anos do Batismo de Fogo da Força Expedicionária Brasileira (FEB).Os nossos "pracinhas"escreveram com sacrifício e valor uma das mais belas páginas da nossa história." Infelizmente homenagens tardias como esta e tantas outras que se perderam no decorrer dos 70 anos para a grande esmagadora parte da população brasileira que poderiam esta acontecendo a muitos anos em lugares públicos quando a grande maioria dos nossos pracinhas estavam vivos e com saúde para desfrutarem destas homenagens mais que merecidas. O tempo e implacável e não espera. Repito: -"De herói ao esquecimento e abandono" foi o que aconteceu com a grande maioria do contingentes de anônimos heróis da FEB.Não deixo de emocionar quando toca a "Canção do Expedicionário" e lembrar dos milhares dos pracinhas que voltaram para suas cidades de origens em total esquecimento pelo estado que os levaram para a guerra e o descaso depois na volta.
Pelo que eu sei o governo e próprio Exercito Brasileiro esqueceram ..." Você sabe da onde eu venho?"Venho do morro, do engenho, das selvas, dos cafezais, da boa terra do coco, da choupana onde um e pouco dois e bom, três é demais, Venho das praias sedosas, das montanhas alterosas, dos pampas, do seringal, das margens crespas dos rios, dos verdes mares bravios, DA MINHA TERRA NATAL......Até hoje a FEB não faz parte do currículo escolares e a minha geração e as posteriores nada sabiam ou muitos hoje desconhecem a FEB e a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.Os grandes acervos estão em não de particulares, museu do governo conta se nos dedos, salvo as associações de veteranos e ex combatentes que por méritos deles a anos quando eles próprios montaram e sobreviveram ao tempo.(bravos soldados).Pobre Brasil sem memória que não cultivam seus feitos históricos e que agora estamos vendo as consequências da falta que os verdadeiros heróis nos faz.
Hoje em Brasília uma justa homenagem e lembrança dos exatos 70 anos do Batismo de Fogo da FEB no Setor Militar Urbano, onde infelizmente apenas três pracinhas compareceram ao evento,(Tenente Coronel Nestor da Silva, Vinícius Vénus da Silva presidente ANVFEB/DF e Severino Francisco da Silva)homenagens tardias demais...Mas valeu....O publico civil era a grande minoria apesar da divulgação em uma emissora de radio pouco ouvida pela população e uma plateia exclusiva de militares e ainda num local distante e difícil acesso para quem não tem carro.Um filme bem resumido do Brasil se preparando e participando da guerra, quem conhece sabe, um filme para min não a altura da FEB. Tocaram o nosso Hino Nacional a Canção do Expedicionário com a banda de música militar e o coral dos alunos da Escola Militar e uma exposição de armas utilizadas pela FEB na Itália.Enfim.....Valeu a lembrança e fica a tristeza de lembrar dos que morreram bem antes dos seus benefícios os que não tiveram sorte e apoio de volta a terra NATAL e a certeza que este país não soube dar valor a seus verdadeiros filhos. Pelo visto começa a dar sinais tardios de reconhecimento a FEB, Santa a Púa (FAB) e Marinha de Guerra que fazia patrulhamento da costa brasileira.
Abraço a todos
Henrique Moura
| A esquerda Severino Francisco da Silva, centro de boina Vinícius Vénus Gomes da Silva Presidente da ANVFEB/DF e a direita de boina tenente Coronel Nestor da Silva. |
| Capacete alemão |
| MG 42 "Lurdinha" cal 8 mm apelido dado pelos pracinhas |
| M1 Carabine cal 30 e Fuzil KAR 98 Kg |
| Browing 1918 -cal 30.06 |
Blog O Resgate FEB
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
3º Sargento Dermeval de Souza Gil herói da F.E.B
Fez parte do 1º Regimento de Infantária da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial o 3º Sargento Dermeval de Souza Gil, servia no 3º RI em São Gonçalo/RJ, veio do interior do estado (roça) e era de família muito humilde, um dos filhos mais velhos do Sr Justino de Souza Gil, morando no morro da usina SG, próximo ao quartel, descia todo fim de tarde depois do trabalho diurno numa loja no Largo do Marrom em Niterói/RJ, para aproveitar a iluminação de um consultório dentário ou a de um dos raros postes de iluminação pública que ficava a beira da rua principal para poder estudar e ingressar como sargento do exército brasileiro, pelo que logrou êxito, sendo motivo de muito orgulho para o pai Justino que mau sabia o trágico destino aguardava o ilustre filho.Em 29 de maio de 1945 e enviado ao seu pai Sr Justino um papel da Secretária Geral do Ministério da Guerra comunicando do falecimento em consequencia de afogamento quando praticava exercícios a margem norte do Rio do Pó no dia 16 de maio de 1945. O 3º Sargento Dermeval de Souza Gil demostrou nos campos de batalhas bravura e nobres virtudes morais e foi condecorado pós morte com a Medalha de Campanha da Força Expedicionária Brasileira por ter participado no teatro de operações na Itália.
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| Certidão de óbito do Sargento Dermeval de Souza Gil |
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| Comunicado de falecimento na Itália ao pai Sr Justino de Souza Gil do seu filho o Sargento Dermeval de Souza Gil. (Clique na foto para ampliar) Blog o Resgate F.E.B |
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Patch da Cobra Fumando modelo 1949
domingo, 7 de setembro de 2014
Relação nominal das enfermeiras da Força Expedicionária Brasileira
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| Quadro das enfermeiras brasileiras na Segunda Guerra exposto no Museu ANVFEB de Valença -RJ. |
A) 32nd Field Hospital – Platton “B” – Valdibura – Itália
1 – Altamira Pereira Valadares
2 – Juracy França Xavier
3 – Carmem Bebiano
4 – Jacyra de Souza Goes
5 – Neuza de Mello Gonçalves
B) 16th Evacuation Hospital – Pistoia
6 – Bertha de Moraes
7 – Antonieta Ferreira
8 – Elza Cansação Medeiros
9 – Virginia Maria de Niemeyer Portocarrero
10- Silvia de Souza Barros
11- Maria do Carmo Correia e Castro
12- Maria Belém Landi
13- Maria José Aguiar
14- Jurgleide Doris de Castro
15- Sylvia Pereira Marques
16 -Novembrina Augusta Cavallero
17 -Elita Marinho
18 -Elza Miranda da Silva
19 -Ondina Miranda de Souza
20 -Helena Ramos
21 -Wanda Sofia Magewsky
C) 7th Station Hospital – Livorno
22 – Olímpia de Araújo Camerino
23 – Maria Aparecida França
24 – Ignácia de Mello Braga
25 – Fausta Nice Carvalhal
26 – Lindaura Galvão
27 – Haidée Rodrigues Costa
28 – Acácia Cruz
29 – Alice Neves
30 – Aracy Arnaud Sampaio
31 – Amarina Franco Moura
32 – Elza Ferreira Vianna
33 – Hilda Ribeiro
34 – Ilza Meira Alkmin
35 – Jacy Chaves
36 – Lygia Fonseca
36 – Nícia de Moraes Samapio
37 – Nilza Candida da Rocha
38 – Virginia Leite
D) Finalmente em Nápoles
“S.H.B.” anexa ao 182th – General Hospital sob a chefia do Cel. Médico Dr. Augusto Sette Ramalho.
“S.H.B.” anexa ao 35th General Hospital HEADQUAR-TER BUILDING, sob a chefia do Major Médico Dr. Azais de Freitas Duarte.
“S.H.B.” anexa ao 35th FIELD HOSPITAL, sob a chefia do Cap. Médico: Dr. Édson Hypólito da Silva, em SPARANISE, anexa ao DEPÓSITO DO PESSOAL.
40 – Lúcia Osório
41 – Nair Paulo de Melo
42 – Maria Luiza Vilela Henry
43 – Zilda Nogueira Rodrigues
44 – Jandyra Faria de Almeida
45 – Carlota Mello
46 – Edith Fanha
47 – Izabel Novaes Feitosa
48 – Maria Conceição Suarez
49 – Roselys Belém Teixeira
50 – Maria Hilda de Mello
E) EVACUADAS – Via USA ou BRASIL
51 – Graziela Affonso de Carvalho do 38 th Evac. Hospital PISA
52 – Olga Mendes do 16 th Evac. Hospital PISTOIA
53 – Heloisa Cecília Villar do 7 th Station Hospital LIVORNO
54 – Lilia Pereira da Silva do 300 th General Hospital NÁPOLES
55 – Maria de Lourdes Mercês do 16 Evacuation Hospital PISTOIA
56 – Guilhermina Rodrigues Gomes do 7 th Station Hospital LIVORNO
57 – Maria Celeste Fernandes do 16 th Evacuation Hospital PISTOIA
58 – Mathilde Alencar Guimarães do 7 th Station Hospital LIVORNO
59 – Orminda Célia Barroso do 16 th Evacuation Hospital PISTOIA
60 – Jandira Bessa de Meirelles do 7 th Station Hospital LIVORNO
61 – Gema Imaculata Ottolograno do 16 th Evacuation Hospital PISTOIA
F) SERVIÇO DE EVACUAÇÃO DE FERIDOS – Via Aérea Nápoles ao Brasil
62 – Maria José Vassimon de Freitas
63 – Dirce Ribeiro da Costa Leite
64 – Joana Simões de Araujo
65 – Lenalda Lima Campos
66 – Sara de Castro
67 – Semiramis de Queiroz Montenegro
G) As Enfermeiras da “ANA NERY” que serviram junto ao I GRUPO DE CAÇA AÉREO
68 – Isaura Barbosa Lima
69 – Judith Arêas
70 – Antonina de Hollanda Martins
71 – Ocimara Moura Ribeiro
72 – Regina Cordeiro Bordallo
73 – Maria Diva Campos
Perfazendo um total geral de setenta e três (73) Enfermeiras Brasileiras que atuaram oficialmente fora do País na Segunda Grande Guerra Mundial.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Santinho da União Católica dos Militares de 1945.
Rara lembrança da União Católica dos Militares da XXII Pascoa dos Militares de 1945 onde onde se pede pela vitoria dos pracinhas da FEB na Segunda Guerra, por um pais unido e forte e paz mundial justa e cristã.Com a imagem do Santo São Sebastião o Patrono das Tropas de Guarda.
(acervo O Resgate FEB)
(acervo O Resgate FEB)
| clique na foto para ampliar |
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Anos de Formação 1938-1948. Celso Furtado
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| A capa do livro Anos de Formação |
As referências do livro são:
Anos de Formação 1938-1948. O Jornalismo, o serviço público, a guerra, o doutorado de Celso Furtado. Org: Rosa Freire d’Aguiar. RJ, Contraponto/Centro Celso Furtado, 2014. 403 p. ISBN: 978-85-7866-103-8
Na parte Segunda Guerra incluí:
Notas de um Diário; Correspondência (enviada da Itália para família e alguns amigos próximos); textos dele sobre: Na Vila Militar, A Apresentação; A Chegada a Nápoles; O tenente na Paraíba.
No texto de introdutório de Rosa Freire d’Aguiar, também chamado “Anos de Formação”, faz referências mais longas à ida para a guerra, à permanência por lá, a como a experiência o marcou etc.
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| Foto de Celso Furtado a esquerda na Riviera Italiana em 1945 durante a Segunda Guerra. (Foto apenas para uso do blog O Resgate FEB) |
Agradeço a Rosa Freire d’Aguiar pela gentileza em enviar a matéria e a honra de divulgar uma parte importante da nossa história.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Sentimento de Impotência:Não podíamos fazer nada.
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| Relato do Veterano Joaquim F. Amaro. (in memoriam) |
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Fonte: O Veterano – Ano 1 – Nº2 – Informativo da ANVFEB – Seção Regional de São Bernardo do Campo
Ecos da Segunda Guerra
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Bornal de padioleiro da F.E.B
Raro bornal de padioleiro da FEB entregue na Itália pelos americanos.Primeiros socorros são procedimentos de emergência que devem ser aplicados a um soldado ferido, até chegar um atendimento médico especializado.Mela continha tudo para um atendimento emergencial no campo de batalha.Montei com o que tenho para dar uma noção de como eram equipadas as sacolas; dentre muitos itens por eles utilizados como ataduras, curativos, morfina, tesoura, pinça, soro e gazes. A braçadeira de padioleiro e a mesma usado por eles na Segunda Guerra.
(acervo O Resgate FEB)
Padioleiro
"O soldados a serviço da saúde estão entre os menos lembrados. Para os expedicionários eles nunca serão esquecidos.Eram soldados que combatiam sem armas, e que tinham a missão de resgatar, atender, transportar feridos para a segurança da retaguarda e muitas vezes sob fogo inimigo. Os padioleiros atendiam feridos brasileiros, americanos , civis italianos e ate mesmo soldados alemães.Padioleiros é aquele que no campo de batalha procura cuidar dos feridos.A FEB perdeu oito padioleiros mortos na Segunda Guerra"
(acervo O Resgate FEB)
Padioleiro
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| Padioleiros da F.E.B, repare o bornal de primeiros socorros |
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Benedito Moreira - Herói da Segunda Guerra Mundial
Benedito Moreira ( * 01/08/1920 | + 07/01/2001 ) foi um pracinha da FEB (Força Expedicionária Brasileira) que lutou e combateu durante a Segunda Guerra Mundial no teatro de operações na Itália.
Natural de Natividade da Serra, Benedito Moreira nasceu no dia 01 de agosto de 1920 no bairro Sete Pinheiros. Era filho do casal Luiz Moreira e Cândida Portes.
Foi para o Exército no ano de 1939 quando tinha ainda 18 anos e quando atravessou os portões do 6º RI – Regimento de Infantaria (Regimento Ipiranga) de Caçapava-SP, executou os primeiros movimentos de ordem unida, deu os primeiros tiros e recebeu a boina. Não passava pela cabeça desse jovem nativense, tranquilo e trabalhador que cerca de 4 anos mais tarde estaria sendo convocado para os campos da 2ª Guerra Mundial na Itália.
Muitos soldados passavam anos desejando internamente que um conflito acontecesse para que eles pudessem aplicar o que aprenderam na teoria e nos exercícios simulados. Mas, a guerra é caprichosa e não acontece para qualquer um. Para Benedido Moreira ela resolveu acontecer e mesmo se houvesse uma tentativa de fugir, não teria mais jeito.
Na época, havia muitos setores da nossa sociedade que acreditavam que as tropas não embarcariam. Apesar da euforia vivida, alguns jornais, políticos e até chefes militares acreditavam que toda a campanha cívica pela entrada na guerra não passava de uma jogada política de Vargas. Muitos diziam que era mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil enviar tropas para a guerra. Para surpresa dos cépticos a cobra fumou.
No seu último ano no Exército, Benedido Moreira foi integrado ao primeiro escalão da FEB e juntamente com aproximadamente outros 5 mil homens sob o comando do general de divisão Mascarenhas de Morais passou por um intenso treinamento dado as tropas que deveriam compor a Força Expedicionária e embarcou no navio americano General Mann com destino ao porto de Nápoles no sul da Itália no dia 02 de julho de 1944. Tudo foi mantido no mais absoluto sigilo, pois se temia que submarinos alemães pudessem interceptar as comunicações e torpedear o navio. No dia 16 de julho de 1944, Benedido Moreira e toda a tripulação chegam em segurança no porto de Nápoles.
Dentre trantos problemas, fatos tristes e horríveis que marcaram sua experiência de combatente, Benedito Moreira recordava a morte de um amigo que estava ao seu lado quando foi atingido por uma granada na cabeça, tirando-lhe a vida, e ele, impedido de se mover pra não atrair a atenção dos alemães, viu o amigo morrer em seus braços, cena essa que ficou pra sempre gravada em sua memória.
Benedito Moreira mostrou sua bravura e tenacidade, nivelando-se aos mais corajosos e experientes soldados americanos. Não obstante as chuvas que não paravam de cair e o inverno rigoroso que enfrentavam, Benedito Moreira juntamente com todo efetivo avançaram em direção ao alvo proposto, participando da conquista pequenos pontos até a grande conquista do Monte Castelo e Castelnuovo, a noroeste do Monte Castelo.
No dia 3 de maio de 1945, as forças do Eixo na Itália renderam-se ao comando aliado. O General Mascarenhas de Morais dirige aos combatentes brasileiros a seguinte Ordem do Dia: "A ordem de cessar fogo acaba de ser dada a todas as tropas que combatem na Itália. Glória a Deus nas alturas e paz entre os homens de boa vontade na Terra". Assim findava a participação de Benedito Moreira no maior conflito da humanidade.
Após os desfechos da guerra em 8 de maio de 1945, o mundo respirou aliviado e esse jovem nativense, carregando consigo as marcas indeléveis da guerra, trouxe no peito o orgulho de um dever cumprido e a liberdade conquistada. Natividade da Serra e sua família estavam esperando por seu herói de braços abertos quando na manhã de 18 de julho de 1945 ele desembarcou no Rio de Janeiro.
Durante a sua vida viveu sempre em Natividade da Serra onde foi trabalhador braçal, faxineiro dos Correios e Carteiro.
Casou-se com 31 anos de idade, no dia 21 de janeiro de 1951 com Vicentina de Oliveira Santos com quem teve 11 filhos: Sebastião dos Santos, Maria de Oliveira Paulino, Ana de Oliveira Moreira Rezende, Isabel Moreira Lima, Tereza Aparecida Moreira Conceição, Antonia Goretti Moreira Rabelo da Silva, Vicente de Paulo Moreira, José Benedito Moreira, Terezinha de Fátima Moreira, Franciso Daniel Moreira e Joaquim Rafael Moreira.
Sua esposa o definia como um homem leal consigo mesmo e com os outros. Seus filhos o definiam como um ótimo pai.
O ex-combatente da FEB, Benedito Moreira, veio a falecer com 81 anos, no dia 07 de janeiro de 2001. Foi sepuldado no Cemitério Municipal de Natividade da Serra, levando sobre o caixão a bandeira nacional brasileira e a boina usada por ele durante a guerra. Uma chuva fina veio pra despedir e render honras a um homem franzino, humilde mas que lutou com bravura em defesa da liberdade.
Informações prestadas pelo seu filho José Benedito Moreira que lembra intensamente das palavras de seu pai quando pronunciava sua frase predileta: “A paciência é o caminho do céu”.
Soldado Benedito Moreira
Ex-combatente da Segunda Guerra Mundial
6º RI - Regimento de Infantaria - Regimento Ipiranga
Caçapava-SP
Natural de Natividade da Serra - SP
UNIDADE:
6º Regimento de Infantaria
POSTO OU GRADUAÇÃO:
Soldado
CONDECORAÇÕES:
Medalhas de Campanha
Matéria:
Natividade da Serra.com
Biografia escrita pela professora e pesquisadora Leninha Ribeiro
Natural de Natividade da Serra, Benedito Moreira nasceu no dia 01 de agosto de 1920 no bairro Sete Pinheiros. Era filho do casal Luiz Moreira e Cândida Portes.
Foi para o Exército no ano de 1939 quando tinha ainda 18 anos e quando atravessou os portões do 6º RI – Regimento de Infantaria (Regimento Ipiranga) de Caçapava-SP, executou os primeiros movimentos de ordem unida, deu os primeiros tiros e recebeu a boina. Não passava pela cabeça desse jovem nativense, tranquilo e trabalhador que cerca de 4 anos mais tarde estaria sendo convocado para os campos da 2ª Guerra Mundial na Itália.
Muitos soldados passavam anos desejando internamente que um conflito acontecesse para que eles pudessem aplicar o que aprenderam na teoria e nos exercícios simulados. Mas, a guerra é caprichosa e não acontece para qualquer um. Para Benedido Moreira ela resolveu acontecer e mesmo se houvesse uma tentativa de fugir, não teria mais jeito.
Na época, havia muitos setores da nossa sociedade que acreditavam que as tropas não embarcariam. Apesar da euforia vivida, alguns jornais, políticos e até chefes militares acreditavam que toda a campanha cívica pela entrada na guerra não passava de uma jogada política de Vargas. Muitos diziam que era mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil enviar tropas para a guerra. Para surpresa dos cépticos a cobra fumou.
No seu último ano no Exército, Benedido Moreira foi integrado ao primeiro escalão da FEB e juntamente com aproximadamente outros 5 mil homens sob o comando do general de divisão Mascarenhas de Morais passou por um intenso treinamento dado as tropas que deveriam compor a Força Expedicionária e embarcou no navio americano General Mann com destino ao porto de Nápoles no sul da Itália no dia 02 de julho de 1944. Tudo foi mantido no mais absoluto sigilo, pois se temia que submarinos alemães pudessem interceptar as comunicações e torpedear o navio. No dia 16 de julho de 1944, Benedido Moreira e toda a tripulação chegam em segurança no porto de Nápoles.
Dentre trantos problemas, fatos tristes e horríveis que marcaram sua experiência de combatente, Benedito Moreira recordava a morte de um amigo que estava ao seu lado quando foi atingido por uma granada na cabeça, tirando-lhe a vida, e ele, impedido de se mover pra não atrair a atenção dos alemães, viu o amigo morrer em seus braços, cena essa que ficou pra sempre gravada em sua memória.
Benedito Moreira mostrou sua bravura e tenacidade, nivelando-se aos mais corajosos e experientes soldados americanos. Não obstante as chuvas que não paravam de cair e o inverno rigoroso que enfrentavam, Benedito Moreira juntamente com todo efetivo avançaram em direção ao alvo proposto, participando da conquista pequenos pontos até a grande conquista do Monte Castelo e Castelnuovo, a noroeste do Monte Castelo.
No dia 3 de maio de 1945, as forças do Eixo na Itália renderam-se ao comando aliado. O General Mascarenhas de Morais dirige aos combatentes brasileiros a seguinte Ordem do Dia: "A ordem de cessar fogo acaba de ser dada a todas as tropas que combatem na Itália. Glória a Deus nas alturas e paz entre os homens de boa vontade na Terra". Assim findava a participação de Benedito Moreira no maior conflito da humanidade.
Após os desfechos da guerra em 8 de maio de 1945, o mundo respirou aliviado e esse jovem nativense, carregando consigo as marcas indeléveis da guerra, trouxe no peito o orgulho de um dever cumprido e a liberdade conquistada. Natividade da Serra e sua família estavam esperando por seu herói de braços abertos quando na manhã de 18 de julho de 1945 ele desembarcou no Rio de Janeiro.
Durante a sua vida viveu sempre em Natividade da Serra onde foi trabalhador braçal, faxineiro dos Correios e Carteiro.
Casou-se com 31 anos de idade, no dia 21 de janeiro de 1951 com Vicentina de Oliveira Santos com quem teve 11 filhos: Sebastião dos Santos, Maria de Oliveira Paulino, Ana de Oliveira Moreira Rezende, Isabel Moreira Lima, Tereza Aparecida Moreira Conceição, Antonia Goretti Moreira Rabelo da Silva, Vicente de Paulo Moreira, José Benedito Moreira, Terezinha de Fátima Moreira, Franciso Daniel Moreira e Joaquim Rafael Moreira.
Sua esposa o definia como um homem leal consigo mesmo e com os outros. Seus filhos o definiam como um ótimo pai.
O ex-combatente da FEB, Benedito Moreira, veio a falecer com 81 anos, no dia 07 de janeiro de 2001. Foi sepuldado no Cemitério Municipal de Natividade da Serra, levando sobre o caixão a bandeira nacional brasileira e a boina usada por ele durante a guerra. Uma chuva fina veio pra despedir e render honras a um homem franzino, humilde mas que lutou com bravura em defesa da liberdade.
Informações prestadas pelo seu filho José Benedito Moreira que lembra intensamente das palavras de seu pai quando pronunciava sua frase predileta: “A paciência é o caminho do céu”.
Soldado Benedito Moreira
Ex-combatente da Segunda Guerra Mundial
6º RI - Regimento de Infantaria - Regimento Ipiranga
Caçapava-SP
Natural de Natividade da Serra - SP
UNIDADE:
6º Regimento de Infantaria
POSTO OU GRADUAÇÃO:
Soldado
CONDECORAÇÕES:
Medalhas de Campanha
Matéria:
Natividade da Serra.com
Biografia escrita pela professora e pesquisadora Leninha Ribeiro
domingo, 10 de agosto de 2014
Pin antigo da Cobra Fumando
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