segunda-feira, 28 de julho de 2014

Distintivo antigo do Regimento Sampaio - F.E.B

Antigo distintivo da década de 60 do Regimento Sampaio.
(acervo O Resgate FEB)
Breve Histórico

O 1º Batalhão de Infantaria Motorizada (1º B I Mtz ), também conhecido como Regimento Sampaio, denominação essa recebida em 1940, é uma unidade do Exército Brasileiro, localizada, no estado do Rio de Janeiro e vinculada ao Grupamento 9º Infantaria Motorizada, sediado na mesma cidade. Seu nome histórico evoca ao Brigadeiro Antônio Sampaio, patrono da arma de infantaria no Brasil, pois o regimento fez parte da Divisão Encouraçada durante a Guerra da Tríplice Aliança, do qual Sampaio era comandante.
O Regimento Sampaio viria a participar dos combates da Segunda Guerra Mundial, entre 1944 a 1945, participando das batalhas de Monte Castelo e Fornovo di Taro.
Na Segunda Guerra Mundial, quando a Medalha Sangue do Brasil foi instituída para condecorar os feridos em ação, a saga de Sampaio também foi lembrada. Na comenda, três estrelas esmaltadas em vermelho representam os três ferimentos recebidos pelo brigadeiro durante a Batalha de Tuiuti.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Embalagem de cigarro alusiva ao Brasil na Segunda Guerra

Era comum as marcas de cigarros homenagear episódios históricos de grande repercussão e ídolos esportivos de grande destaque da época em suas embalagens.
Rara e antiga embalagem da marca SELECTA  alusiva a Segunda Guerra Mundial e mostra as bandeiras dos aliados Reino Unido, Estados Unidos e Brasil com o emblema do V da Vitória com a faixa  Unidos Vencerão. 
O número 44, possivelmente faz referência ao ano em que o Brasil entrou definitivamente na guerra com a Força Expedicionária Brasileira (FEB) e Senta a Pua. A mesma adotou como lema "A Cobra está Fumando," bem sugestivo para um fabricante de cigarro.

(clique na foto para ampliar)
Pesquisa e foto:
Blog  Embalagens de cigarros antigas

sábado, 12 de julho de 2014

O "onze "ma Segunda Guerra Mundial - 11º Regimento de Infantaria

Raro e antigo distintivo de braço pós guerra da década de 50, bordado a mão do 11º Regimento de Infantaria de Montanha de São João del Rei.
(acervo o Resgate FEB)

(Clique na foto para ampliar)
Histórico
A unidade remonta a 1888, criada em Rio Pardo, na então Província do Rio Grande do Sul, como 28º Batalhão de Infantaria.
A época da Republica Velha, serviu na campanha dos Canudos, no sertão da Bahia, tendo sido transferida, ao retornar, para São João Del Rei em 1897.
Em 1909, passou a ser denominada como 51º Batalhão de Caçadores e, em 1920, recebendo o reforço do 54º Batalhão de Caçadores, se estruturou como 11º Regimento de Infantaria.
Do passado remoto e recente do 11º BI Mth tem episódios marcantes, entre os quais se destacam: Participação efetiva na Campanha de Canudos, na Guerra dos Contestados, nas Revoluções de 1924, 1930, 1932, Segunda Guerra Mundial e Golpe Militar de 1964.
Cabe ressaltar a sua recente participação em Missão de Paz da ONU, com uma expressiva representação de 147 militares, que integraram o Batalhão de Força de Paz em Angola, no período de fevereiro a agosto de 1996.Atualmente, o "Onze" é a referência do montanhismo militar no Exército Brasileiro única unidade a desenvolver as técnicas e as táticas do combate em terreno montanhoso.

O "onze"ma Segunda Guerra Mundial
Na Segunda Guerra Mundial o 11º RI com sede em São João Del-Rei, Minas Gerais, seu primeiro comandante do 11º RI foi o Coronel Ernesto Carlos Cezar.O 11º RI tem uma página brilhante na história do Brasil, por suas atuações destacadas na campanha na Itália. É tido como um dos mais disciplinados Corpos de todo o Exército e da fama de seu nome e tradição, resultou ter sido escolhido para lutar ao lado das nações amigas como Unidade Expedicionária.O General Delmiro Pereira de Andrade, então Coronel, comandou o 11º Regimento de Infantaria Expedicionário na Segunda Guerra Mundial, conduzindo heroicamente, de São João Del-Rei, desta tranquila terra mineira, até os campos da luta, na bela e sofrida Itália. Foi o organizador do Regimento, passando de acordo com as instruções recebidas, ao efetivo tipo americano.A participação do "ONZE" na Segunda Guerra Mundial foi, sem dúvida, o capítulo mais importante em sua rica história. Nos campos gelados da Itália, apesar de sua participação ativa em todas as campanhas da 1.ª Divisão de Infantaria Expedicionária – 1.ª DIE, da Força Expedicionária Brasileira, queremos destacar a conquista da localidade de MONTESE, situada em terreno montanhoso e fortemente defendida pelos alemães como último baluarte a barrar o avanço das tropas aliadas na direção do Vale do Pó. No dia 14 de abril de 1945, o Maciço de Montese transformou-se no palco da mais árdua e sangrenta batalha das armas brasileiras na Itália, no dizer do próprio Cmt da FEB, Marechal mascarenhas de Morais. Tendo o "ONZE" como esforço principal do ataque combatendo em densos campos de minas e sob o fogo cerrado das temíveis metralhadoras alemãs, o 11.º RI consagrou-se para sempre ao conquistar heroicamente Montese.A tenacidade, o ardor combativo e as qualidades morais e profissionais dos brasileiros foi demonstrando quando um pelotão do "ONZE" foi o primeiro a entrar na cidade de Montese, avançando com raro espírito ofensivo, infiltrou-se nas linhas inimigas, penetrando no objetivo, sob os fogos da Infantaria e Artilharia do Inimigo, transpondo caminhos desenfiados, neutralizando campos minados, assegurando, posteriormente, para a Divisão Brasileira, a posse definitiva dessa importante posição alemã dentro do contexto da guerra. Neste combate houve uma homenagem prestada pelos alemães a três soldados do "ONZE", em missão de patrulha, quando se depararam com uma Companhia do Exército Alemão, com cerca de 100 homens, e receberam ordem para se renderem. Aqueles pracinhas atiraram-se ao chão e abriram fogo contra os inimigos, até acabar a munição. Não satisfeitos, armaram suas baionetas e avançaram contra o inimigo, sendo obviamente, mortos por eles. Como reconhecimento à bravura e à coragem daqueles soldados, os alemães os enterraram em covas rasas e, junto às sepulturas, colocaram uma tosca cruz com a inscrição"DREI BRASILIANISCHEN HELDEN"(Três Heróis Brasileiros). Desconhece-se homenagem como esta, feita pelo alemão ao inimigo. Em homenagem a eles: ARLINDO LÚCIO DA SILVA, GERALDO BAETA DA CRUZ E GERALDO RODRIGUES DE SOUZA, existe no pátio de formatura do Batalhão um monumento que os reverencia. Combatendo ao lado da 10º Divisão de Montanha americana, iniciava ali, em pleno fragor do combate, a estreitar os primeiros laços com a atividade de montanhismo.
Foto tirada após a conquista de Montese – Soldados do 11ºRI
Elogio do Gen Crittenberger – Cmt do IV Corpo de Exército após a Batalha de Montese:
“Na jornada de ontem, só os brasileiros mereceram as minhas irrestritas congratulações; com o brilho de seu feito e seu espírito ofensivo, a Divisão Brasileira está em condições de ensinar às outras como se conquista uma cidade”.
 General Delmiro Pereira de Andrade
Pesquisa:
Portal FEB/Série Heróis Esquecidos
wikipédia
Brasil em Defesa -Tudo pelo Brasil.
Site ANVFEB.

domingo, 6 de julho de 2014

Pin da Vitória - F.E.B e Senta a Pua.

Antigo pin da Vitória usado logo após o termino da guerra pelos ex combatentes da FEB e Senta a  Pua.Feito de metal e esmaltado.
(acervo O Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Homenagens de times de futebol a F.E.B

Uma interessante pesquisa sobre times de futebol espalhados pelo Brasil onde a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial foi o motivo de sua fundação onde seus fundadores e atletas fizeram parte da Força Expedicionária Brasileira.
Quem souber de times que foram fundados em homenagens a FEB por gentileza comunicar.
obrigado
Grêmio Sargento Expedicionário Geraldo Santana - Porto Alegre - RS
Origem
A origem, o ponto de partida do Grêmio Sargento Expedicionário Geraldo Santana remonta, pode-se dizer, a algum tempo antes de sua fundação. Segundo relato do tenente Orestes Garcia Antonelli, funcionava em Porto Alegre, na década de 40, o Centro de Instrução de Transmissões Regional, o CITR,
Era o início, embora não-oficial, de um grêmio esportivo que tinha por finalidade reunir os radiotelegrafistas do Exército, sediados em Porto Alegre, bem como cabos e sargentos que integravam os cursos B1 e B2 do CITR.
Mais tarde, em 12 de fevereiro de 1947, reunidos em Assembléia Geral numa sala cedida pela chefia, alguns desses militares que serviam no Serviço de Transmissões Regional/3, hoje extinto, fundariam a agremiação denominada Grêmio Esportivo S. T. R. que viria, posteriormente, a se constituir na sólida organização que é hoje o Grêmio Sargento Expedicionário Geraldo Santana. 
O Patrono
Geraldo Sant'Ana nasceu em Piranga, no estado de Minas Gerais, no dia 16 de agosto de 1918. Era filho de Jeremias Valeriano Sant' Ana e de Maria Braz Sant'Ana.
Não há registro oficial a respeito de sua incorporação ao Exército Brasileiro. Na graduação de cabo e servindo no 10° Batalhão de Caçadores
14 de setembro de 1943, foi incluído no Quadro de Radiotelegrafistas do Exército - QRE, sendo classificado na Escola de Transmissões do Exército, onde já se encontrava. Foi designado como monitor da referida Escola.
Em 16 de março de 1944, aos 25 anos de idade, casou-se com Eliza Cruz
artilharia inimiga encerrar para sempre a carreira do seu pai. O sargento Geraldo Sant'Ana morreu à zero hora do dia 2 de março de 1945, quando exercia suas funções de radiotelegrafista no Quartel General Avançado da 1ª DIE, vítima do desabamento do prédio onde se encontrava e que foi atingido pelas bombas inimigas.
Morreu em Porreta Terme, nas operações de guerra do vale do Rio Reno, na Itália, no cumprimento do dever, conforme comunicação oficial enviada à sua esposa pelo General João Batista Mascarenhas de Morais, Comandante do 1° Escalão da FEB e da lª Divisão de Infantaria Expedicionária. Foi o primeiro radiotelegrafista brasileiro a tombar nos campos de batalha italianos. Foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro em Pistóia, na Itália, na Quadra "A", fileira n° 2, sepultura n° 142, Lenho Provisório.
No Brasil e depositados no Mausoléu do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra, no aterro da Glória, no Rio de Janeiro. Ã Geraldo Sant'Ana coube o jazigo n° 39, na Quadra "L".
Geraldo Sant'Ana recebeu as seguintes condecorações, todas "post-mortem" :
MEDALHA DE GUERRA: Por ter cooperado no esforço de guerra do Brasil.
MEDALHA DE CAMPANHA: Por ter, como integrante da Força Expedicionária Brasileira, participado de operações de guerra na Itália.
CRUZ DE COMBATE: Em razão de sua morte durante ação de feito excepcional na Campanha da Itália.
MEDALHA SANGUE DO BRASIL: Por ter sido ferido e morto, na localidade de Porreta-Terme, na Itália, no dia 2 de março de 1945.
Pesquisa: "Geraldo Santana - Sua história e sua gente" Eni Melero e José Melero
Clube Atlético Montese - São Miguel D`Oeste-SC

Criado em 1953, o nome Clube Atlético Montese foi em homenagem aos expedicionários brasileiros, pelos feitos em campo de batalha na Europa, durante a Segunda Grande Guerra.
Repare a cobra enrolada na letra A
Pesquisa : História do Futebol- Final
Senta a Pua Futebol Clube - Castelo - ES
O Senta a Pua Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Castelo, no Espírito Santo.Não tenho outras informações sobre o time capixaba.
Pesquisa:História do Futebol-Final.
 Expedicionário Futebol Clube - Minas Gerais
Terminada a II Guerra Mundial, o Antônio Argamim de Freitas(Totonho do Sobico), que fora sargento na guerra, funda, em maio de 1946, o Expedicionário Futebol Clube (“Expedicionário”, assim mesmo, no singular), cujo escudo era uma “cobra fumando”, emblema da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
O primeiro jogo do Expedicionário foi contra um time de São João del-Rei, tendo o Expedicionário vencido por 6x1. A formação do Expedicionário nessa partida foi a seguinte: Geraldo Jaguaré, Ari Freitas e Basílio (trio final); Zé Tiana, Totonho do Sobico e Geraldinho Jacaré (trio médio) e no ataque, Geraldo Chaves, Zé Campos, Godô do Elizeu, Zé Antônio Rocha Coelho e Aderson (o “São” do Chico Canela).Em seus primeiros anos de vida o Expedicionário nunca teve uma diretoria, pelo menos até a transferência para Belo Horizonte do Totonho do Sobico, nosso querido Antônio Argamim de Freitas, seu fundador e líder.Ativo ate hoje.
Pesquisa:Jornal das Lajes.
Montese (futsal) - Santa Rosa-RS
O excelente desempenho dos pracinhas da FEB na tomada de Montese na Itália, deu nome ao clube dos sargentos de Santa Rosa.Penso ter sido no 1º Regimento de Cavalaria Motorizado, numa quadra improvisada, de terra, revestida de cascalho, que era varrido para os jogos, aconteceram as primeiras partidas de futebol de salão na nossa terra.
Montese  - Luiz Augusto Pereira – Presidente, Airton, Saul Liberalli,
Juarez, Soares, Orlando e  Alberto Volkmar Christensen (Técnico). Cleo Palmeira, Pydd, Romalino e Júlio.
Pesquisa: blog Juventus Atlético Clube
Clube Atlético Expedicionarios - Franco da Rocha - SP
Fundado em 24 de julho de 1942
O escudo com A Cobra Fumando da FEB
Pesquisa:História do Futebol
Grêmio Desportivo dos Combatentes - Belém - PA
Nome anterior:Ex Combatentes
História:
Foi fundado em 24 de fevereiro de 1959 e sucedeu a Associação dos Ex Combatentes do Brasil (fundada em 1951), o Combatentes disputou o campeonato Paraense de Futebol Profissional a partir de 1951 até a temporada de 1973,Em 1988 encerrou o campeonato em terceiro lugar,Tudo indica continua ativo.Tem o apelido de Carcará e tinha o nome anterior de EX COMBATENTES.
Pesquisa:blog Futebol Nacional
Associação dos Ex-Combatentes do Brasil


Em 1945, após a 2a Guerra Mundial, os nossos soldados-heróis da FEB / Força Expedicionária Brasileira, que retornaram vitoriosos a nossa Pátria, em torno de 25 mil soldados sobreviventes, sentiram a necessidade de unirem forças e se organizarem para amparar e representar perante o governo e a sociedade, e assim fundaram a Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, com secções estaduais, sendo seus sócios oriundos do Exercito, Marinha e Aeronáutica.
Na Secção do Pará, “Os Pracinhas” organizaram um time de futebol profissional competitivo, que disputou o campeonato paraense da 1a divisão de 1951 a 1958, como o nome da própria Associação dos Ex-Combatentes do Brasil.

Contribuição: César Ataíde Figueira Torres.
Time de futebol dos Veteranos – Bairro Caiçara (Belo Horizonte)
"Ainda pesquisando"
Matéria O Resgate FEB

quarta-feira, 2 de julho de 2014

A "Copa do Mundo" e a Segunda Guerra

"As circunstâncias da guerra colocaram as preocupações com o futebol em segundo plano na América do Sul. A participação, ainda que indireta, dos países do continente no conflito que se desenvolvia do outro lado do Atlântico levou a Conmebol a suspender as competições anuais. Com isso, ao longo de 1943 e 1944 tanto argentinos como brasileiros somente puderam desfrutar do futebol no âmbito local, com seus respectivos campeonatos regionais. Na verdade, a Seleção Brasileira chegou a disputar duas partidas amistosas em 1944, ambas contra o Uruguai, no Rio de Janeiro. A CBD (Confederação Brasileira de Deporto) resolvera homenagear a Força Expedicionária Brasileira, que iria combater na Itália, e que teria em suas fileiras os jogadores Perácio do Flamengo, Bidon, do Madureira, China do Figueirense, de Florianópolis, Juvêncio, do Força e Luz de Porto Alegre e os atletas do Botafogo Geninho, Valter, Mato Grosso e Dunga. Foram duas vitórias brasileiras (6 a 1 e 4 a 0), sendo que o segundo jogo foi marcado por muita violência em campo".(Luiz)
Guerra e futebol
    A guerra bateu no esporte brasileiro com uma vara controladora e disciplinadora. Aqueles clubes efusivamente criados nas décadas anteriores por imigrantes e seus descendentes, dentro de estruturas elitistas ou operárias e que mantinham um caráter fortemente étnico, foram atingidos de várias maneiras em todo o território nacional.
    A desconfiança dos governantes nacionais com os novos cidadãos, em sua maioria, imigrantes italianos e alemães e seus descendentes, levou a uma ação de controle do Estado em várias esferas, e a esportiva não ficaria de fora disso. Assim, a partir de 1941, especialmente após a entrada do Brasil na Guerra, o Conselho Nacional de Desportos (CND) baixou uma série de regulamentações para o esporte, afinando-o a um projeto nacionalista do regime do Estado Novo (1937-1945).
    Assim sendo, os clubes de futebol foram obrigados a expulsar dirigentes e associados estrangeiros, principalmente os ligados aos países do Eixo, ou seja, Japão, Itália e Alemanha.
    Alguns casos clássicos da história futebolística brasileira atingida pela política do Estado Novo foram o Palestra Itália em São Paulo (Palmeiras) e Belo Horizonte (Cruzeiro), o próprio Corinthians Paulista, alguns clubes no Paraná (Novo Hamburgo).
Uma ‘Copa’ durante a Guerra
O historiador Luciano Dias Pires relembra que, em 1939, ainda durante a Segunda Grande Guerra, a imprensa brasileira noticiava que a Fifa iria enviar ao Brasil uma comitiva para avaliar as possibilidades do país sediar a Copa programada para 1942, pois acreditava-se que o conflito mundial não se estenderia como ocorreu até 1945. A entidade máxima do futebol suspendeu a visita ao Brasil e, como se sabe, o mundo ficou sem os Mundiais de 1942 e 1946.
No início de 1945, os exércitos dos Aliados dispersavam o que restou das forças militares do ditador alemão Adolf Hitler. Os generais norte-americanos, ingleses, russos, franceses e de outros exércitos, para o entreterimento dos soldados, resolveram realizar uma pequena “Copa do Mundo”, formando selecionados com os soldados de diferentes exércitos.
Pires explica que o torneio foi vencido pelo 5º Exército Americano reforçado por quatros militares brasileiros, integrantes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e jogadores profissionais no Brasil. O lateral do São Cristóvão, Bidon, o meia Perácio, da Seleção Brasileira de 1938, o ponta esquerda do Corinthians, Walter e um goleiro que ficou na reserva (seu nome é desconhecido). Assim, em plena Segunda Grande Guerra, uma espécie de Copa do Mundo aconteceu e quatro soldados brasileiros colaboraram pela conquista do título.
A F.E.B e o 5º exercito americanos juntos no Futebol
A seleção do 5º Exercito americano com jogadores FEB na Itália.
"Este foi o que mais me chamou a atenção. Na fase final do combate, entre o fim de 1944 e o início de 1945, quando a guerra estava praticamente definida e já não havia tantas batalhas com as quais se preocupar, os comandos dos exércitos Aliados (Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética), que lutavam contra a Alemanha nazista, se juntaram para bater bola, organizando um campeonato entre os países do grupo. A Força Expedicionária Brasileira (FEB), integrante do 5º Exército Americano, não ficou de fora, cedendo soldados jogadores ao time.
Destacou-se o lateral Bidon, que tinha sido titular do São Cristóvão, time carioca da Primeira Divisão, que disputava na época o título com os grandes Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo. Foi também convocado o meia-esquerda Perácio, um dos maiores ídolos da história do Botafogo (RJ), que havia sido titular da Seleção Brasileira na Copa de 1938, na França. Walter, ponta-esquerda da categoria de base do Corinthians, também teve a chance de participar do campeonato. Há registros de que o goleiro reserva do time também tinha sangue brasileiro. O time do 5ª Exército Americano reforçado foi o campeão."(Marcelo Duarte)
JOGO HISTÓRICO – FORÇA EXPEDIONÁRIA BRASILEIRA  X COMANDO BRITÂNICO
Após o término da Segunda Guerra Mundial, foi organizada uma partida amistosa entre o Força Expedicionária Brasileira e uma equipe formada pelo Comando Britânico da cidade de Florença. O grande nome da partida foi Bidon, antigo defensor do Madureira.
 Dados desta partida:
FORÇA EXPEDIONÁRIA BRASILEIRA 6 a 2 COMANDO BRITÃNICO
Data: 01 de abril de 1945
Local: Florença – Itália
Gols: Bidon (4), Perácio, Valter Guimarães / Williams (2)
Força Expedicionária Brasileira: Bráulio de Almeida; Emertio e Dunga; Labatut, Juvencio e Angelo Pesqueira; Valter Guimarães, Geninho, Bidon, Perácio e Walter Fazzoni.
Comando Britânico: não disponível
O Escrete da FEB
"Pelo menos estava bem acompanhado, num navio recheado de craques" – Léo Christiano.
E com tantas feras reunidas, lógico, rolou pelada! Eram vários profissionais, o meia Geninho e o zagueiro Walter Fazzoni, ambos do Botafogo, o goleiro Bráulio, do Atlético (MG), Bidon, centroavante do Madureira, Careca do Fluminense, e Alvanilo, da Ponte Preta, além dos amadores Dunga e Mato Grosso, do Botafogo, Labatut, do Olaria, Juvencio, do Cocotá, Walter, do Ideal, Timbira, do Bonsucesso, Pasquera, do Parque da Mooca, D´Avila e Soares. Juntos, formaram o imbatível time da Quinta Artilharia, sempre mesclado com um francês e quatro americanos, do exército aliado. Juntos, participaram de várias peladas e do Campeonato do Mediterrâneo. Esses jogos tinham grande destaque no jornal
E a penúltima edição do Cruzeiro do Sul foi histórica! Além de noticiar as mortes de Adolf Hitler e Benito Mussolini, também destacou o jogo de Perácio & Cia contra o combinado inglês, RAF (Real Força Aérea) e Marinha. O primeiro tempo terminou 1 x 1, gol de Geninho, mas no segundo Perácio guardou dois e Bidon e Walter fecharam o placar em 5 x 3. Perácio não pode comemorar no Café Nice e na Assirio, como fazia após os títulos do Mengão.
Esse jogo foi praticamente uma comemoração pelo fim da guerra.

Pesquisa:
blog do curioso (Marcelo Duarte)
O Futebol e a Segunda Guerra Mundial(Luciano Dias Pires)
Blog do Rodrigo, .com (O esporte catarinense em destaque)
O Globo - A Pelada como ela é.
Jornal A Tribuna de Santos/SP
site do Sport Club Novo Hamburgo (Paraná)
Matéria :O Resgate FEB

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Poesia a um expedicionário. F.E.B

Foto tirada no Monumento Nacional  aos Mortos na Segunda Guerra no Rio de Janeiro
Clique na foto para ampliar.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Flamula do Centro de Assistência Social dos Ex-Combatentes

Flamula rara e antiga da colaboração com o Centro de Assistência dos Ex-Combatentes de Salvador (BA) em Itapuã.Feita pela Brinsilk (Marques de Sto Amaro 22)
 (acervo O Resgate FEB)  
clique na foto para ampliar

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Jogadores de futebol do Brasil na Segunda Guerra Mundial

Em período de Copa do Mundo nada melhor que lembrar a paixão dos brasileiros pelo futebol e de uma geração de jogadores que lutaram pelo Brasil com o único compromisso de honrar a pátria e lutar pela liberdade, os verdadeiros heróis que serviram a Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial.Um levantamento de jogadores de futebol do passado que largaram sua profissão para honrar o Brasil nos campos de batalhas com suas vidas minha homenagens e gratidão a estes verdadeiros homens.
Adelino Gonçalves Torres - CRUZEIRO E.C
Ceci,(centro) Adelino, (esquerda) e Didico (direita) no Cruzeiro
O médio direito Adelino Gonçalves Torres, desembarcou em Belo Horizonte em 21 de setembro de 1945.O jogador desfalcou o Cruzeiro nas temporadas de 1944 e 1945 por ter sido convocado pelo exército brasileiro para lutar na Segunda Guerra Mundial. Ele integrou a Military Police (MP) da Força Expedicionária Brasileira-FEB nos campos de batalha em Livorno e Monte Castelo, na Itália.
Cruzeiro final dos anos 40 - Em pé a partir da esq.Ceci, Adelino, Vicente, Oldack, Geraldo II e Duque . Agachados : Helvecio, Guerino, Nonô, Paulo Florencio e Sabu.
Adelino Gonçalves Torres fez parte da Seleção Mineira na disputa do Campeonato Brasileiro de Seleções entre outubro e dezembro de 1946.
Nome: Adelino Gonçalves Torres
430 jogos
Posição: Lateral
Gols: 2 gols
Data de nascimento: 17 de fevereiro de 1921
Naturalidade: Pedro Leopoldo - MG
Período no Cruzeiro: 1943 – 1959
O Hall da Fama tem como critério os jogadores que disputaram no mínimo 400 jogos pelo Clube, ou que marcaram pelo menos 100 gols com a camisa estrelada. Adelino Gonçalves Torres  foi homenageado na Toca da Raposa II.
Curiosidade:
Em 1942, com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, um decreto de lei do governo federal proibiu o uso de termos que remetem à Itália em entidades, instituições e estabelecimentos no Brasil. Com isso, o Clube precisou ser renomeado e o nome escolhido foi Cruzeiro Esporte Clube, em homenagem ao símbolo maior da pátria brasileira.Assim como o nome, o uniforme também sofreu mudanças. Antes verde e vermelho, em homenagem à bandeira italiana, o Clube adotou o azul e branco, inspirado pela seleção da Itália.
José Perácio Berjun- Flamengo
José Perácio, o grande atacante Perácio do Flamengo, Vila Nova de Minas Gerais, Botafogo-RJ e Seleção Brasileira, nasceu em Nova Lima (MG) em 02 de novembro de 1917 e faleceu no Rio de Janeiro 10 de março de 1977. Foi um dos principais jogadores brasileiros nas décadas de 1930 e 1940, destacando-se pela força de seu chute tanto com o pé direito quanto com o esquerdo. O técnico Flávio Costa dizia que tinha um coice nos pés.
Em 1944, teve que interromper a carreira para defender o Brasil na Segunda Guerra Mundial. Foi um dos 25 mil pracinhas da Força Expedicionária Brasileira que combateram na Europa. Como motorista do marechal Cordeiro de Farias, acompanhou de perto a histórica tomada de Monte Castelo, em fevereiro de 1945, posição então administrada pelos alemães. Ao retornar ao Brasil, seguiu jogando futebol.

Começou no Vila Nova, clube pelo qual sagrou-se tricampeão mineiro em 1933, 34 e 35. Passou depois pelo Botafogo, Flamengo, onde conquistou os títulos cariocas em 1942, 43 e 44, Fluminense e Canto do Rio, clube no qual encerrou a carreira.

Disputou a Copa do Mundo de 1938, na França, com grande destaque. Marcou dois gols na estréia contra a Polônia, vencida pelo Brasil por 6 a 5, e mais um na decisão do terceiro lugar contra a Suécia, que o Brasil ganhou por 4 a 2. No total vestiu a camisa da Seleção Brasileira em seis ocasiões com três vitórias, dois empates, uma derrota e quatro gols marcados.
Segundo o Almanaque do Flamengo, de Roberto Assaf e Clóvis Martins, fez 119 jogos pelo clube com 71 vitórias, 25 empates, 23 derrotas e 98 gols marcados.

Walter Fazzoni - Henrique Fernandes Torquato (DUNGA) - Emérito Fernandes dos Reis (Mato Grosso) 
Caricatura do argentino Lorenzo Molas (Globo Esportivo) dos atletas do Botafogo que participaram da Segunda Guerra Mundial
Walter Fazzoni-(O primeiro de cima a direita)Ex-jogador do Corinthians (entre 42 e 50) Botafogo do Rio e Comercial de São Paulo. Como soldado da heróica FEB, Fazzoni também lutou na Segunda Guerra Mundial em terras da Itália.Ponta esquerdo vindo do Corinthians em 1944, o qual estreou no Botafogo em 16/4/1944 em partida pelo Torneio Municipal quando derrotaram o Bangu por 6x o tendo Walter Fazzoni feito dois gols Antes do embarque para Itália o atleta também marcou um gol na partida de 10/9 /1944 quando derrotaram o Flamengo por 5x2.Retornando da batalha Walter reapareceu a 23/9/1945 na equipe principal do Botafogo em que perderam por 1xo do Bonsucesso.Pelo Corinthians entrou definitivamente para a história do clube como "Jogador Soldado", foram 43 jogos e 23 gols.
Emérito Fernandes dos Reis (MATO GROSSO) 
(O primeiro da coluna de baixo a direita)
Zagueiro e campeão dos quadros amadores de 1942 lutou na Segunda Guerra na Itália.

Henrique Fernandes Torquato (DUNGA) - O primeiro a esquerda da coluna debaixo.

DUNGA
Zagueiro  esquerdo nascido no Rio de Janeiro o qual foi tri campeão  carioca dos primeiros quadros amadores do Botafogo, 1942/1943/1943. foi expedicionário na Segunda Guerra pelo Brasil.


Ephigênio de Freitas Bahiense - Botafogo
Ephigênio de Freitas Bahiense, craque botafoguense que ficou conhecido como Geninho. 
Mineiro de Belo Horizonte nasceu em 10 de setembro de 1918, onde iniciou a carreira no Palestra Itália, atual Cruzeiro, acabou eternizado no Rio de Janeiro como "Arquiteto", apelido que recebeu no Botafogo pela facilidade com que projetava as jogadas no meio-campo. Talento que mostrou diante dos italianos durante a guerra, em jogo que relatou por carta ao presidente do Botafogo na época, Adhemar Bebiano.
Efigênio de Freitas Bahiense, o Geninho, embarcou para a Itália em setembro de 1944. Ele e outro três jogadores do Glorioso estavam entre os 25 mil pracinhas que lutaram na Segunda Guerra. O jogador retornou e pôde dar continuidade à carreira, mas nem todos tiveram a mesma sorte. O filho lembra uma das histórias, recheada de tristeza.
Fotografia registra retorno de Geninho e outros pracinhas ao Brasil após a guerra.
A questão de ele estar sentado com um grupo, levantar e se dirigir para um outro grupo. Ele deu dez passos, veio uma bomba e matou todo mundo que tava sentado... ele falou, por que Deus me tirou daqui?! Os caras falaram, você está vivo, você está vivo... não sobrou ninguém de onde ele estava - disse. A volta para casa foi emocionante. Em casa, Geninho pôde voltar a vestir as cores do Botafogo e, no futebol, também venceu: fez parte do ataque campeão carioca de 1948, que quebrou um jejum alvinegro de 13 anos sem títulos.
    Florisval Lanzoni - Curitiba Futebol Clube - PR
    Nome Completo: Florisval Lanzoni
      Apelido: NENO
    Clube:Curitiba Futebol Clube, foi fundado em 12 de outubro de 1909 por descendentes de alemães.
    Posição: Centroavante
    Jogou de: 1941 a 1947 e 1951 a 1953
    Títulos: Paranaense (1941/1942/1946/1947/1951/1952)
        Quem foi:Ídolo do clube herói da pátria. O futebol de décadas passadas não admitia um time sem um avante rompedor. Tinha que ser o dono da área, de bom porte físico para enfrentar as fortes zagas adversárias. Em 1941, o Curitiba apareceu com Neno, que logo despontou como grande artilheiro. Era um tanque, sem grande estatura, mas encorpado. Ficou cinco anos no Curitiba, foi à Itália integrando a FEB, e logo que retornou transferiu-se para o Palmeiras.Voltou para o Curitiba, saiu, andou por outros times, mas em 51 estava no Clube que lhe deu tantas glórias para encerrar a carreira ganhando o título e marcando o gol da vitória sobre o Ferroviário (2×1), na Vila Capanema.
        Artilheiro: 1941 com 10 gols
                            1942 com 24 gols
                            1943 com 19 gols
                            1949 com 18 gols
        Altevir João Stella, o “Bazuca”           
      Perciliano Afonso Emerenciano - Chinês - Figueirense F.C - SC
      1- Doly, 2-Chinez, 3-Garcia, 4-Romeu, 5-Enguiça (que veio do Fluminense), 6-Geraldo, 7-Morace, 8-Betinho, 9- Bráulio, 10-Gil e 11- Meirelles.
      Álbum de Figurinhas do Campeonato Catarinense de 1950
      Foto:Marcelo de Paula Dieguez
Zagueiro Chinês, do Figueirense, combateu na Segunda Guerra Mundial. Retornando ao Brasil, ele permaneceu jogando no Alvinegro, tendo sido um dos maiores jogadores da história do clube
Perciliano Afonso Emerenciano, conhecido como Chinês, ex-zagueiro do Figueirense Futebol Clube nos anos 40/50, foi um dos mais de 25 mil soldados do Exército Brasileiro enviados para integrar as Forças Aliadas contra o Nazi-Fascismo na Segunda Guerra Mundial nos campos de batalha da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália.
Chinês, na época um jovem zagueiro do time Alvinegro e que serviu o Exército Nacional no 14º BC, no Estreito, em Florianópolis-SC, foi recrutado para participar da Guerra.
Terminada a Guerra, Chinês retornou como herói. Ao voltar do "front italiano", ele reingressou ao time Alvinegro onde permaneceu até o ano de 1951.
Em 31 de setembro de 1945, a diretoria do Figueirense Futebol Clube homenageou o jogador Perciliano Afonso Emerenciano (Chinês) numa solenidade que contou com a presença de autoridades civis e militares. O atleta recebeu do clube uma medalha de ouro, a qual expressou bem os sentimentos dos desportistas para o bravo soldado.
FICHA DO JOGADOR
Perciliano Afonso Emerenciano - Chinês
Posição: Zagueiro
Natural: Florianópolis-SC
Clubes: Clube Atlético Catarinense de Florianópolis-SC, Paula Ramos de Florianópolis-SC, Tiradentes de Tijucas-SC, Bocaiúva de Florianópolis-SC e Figueirense (1943 a 1951)
Foi técnico do Marcílio Dias de Itajaí-SC em 1957.

Bidon - Madureira Futebol clube
Lateral pelo Madureira (tricolor suburbano) foi convocado em 1944 para Segunda Guerra para lutar na Itália.
Alguns relatos da  participação de Bidon da FEB  nas horas de folga como jogador de futebol.
Formaram times de pracinhas que jogaram futebol contra equipes inglesas e italianas durante a guerra, formando uma seleção por jogadores do 5º Exercito Americano e vários expedicionários  entre eles Bidon do Madureira. 
O  correspondente de Guerra Joel da Silveira que era o "repórter esportivo".Após a Vitória  dos craques da FEB  Futebol Clube  sobre os ingleses; Bidon aproveitou e deixou um recado para o Madureira, amigos e parentes:-"Escrevam sempre e muito.Vou passando bem".
Nas proximidades da cidade de Pisa, numa folga dos treinamentos foram a cidade de Lucca, onde se realizaria uma partida de futebol entre duas equipes do 5º e do 8º Exercito Americano.
Combinado de jogadores brasileiros misturados com os americanos (estes pernas de pau) como todos pracinhas tivesse torcendo pela seleção brasileira, aplaudindo as boas jogadas com alegria e brigava com os “pernas de pau” e as vezes, com o juiz. Era evidentemente uma partida monótona entre o combinado 8º Exercito que contava com alguns elementos de times da Inglaterra e o combinado do 5º Exército que dispunha dos brasileiros Perácio, Geninho e BIDON e, com uma infinidade de “pernas de pau”.
Participaram também de um torneio, e foi vencido pelo 5º Exército Americano reforçado por quatros pracinhas brasileiros, integrantes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e jogadores profissionais no Brasil. O lateral  Bidon, o meia Perácio, da Seleção Brasileira de 1938, o ponta esquerda do Corinthians Walter e um goleiro que ficou na reserva (Bráulio). Assim em plena Segunda Grande Guerra, uma espécie de Copa do Mundo aconteceu e quatro soldados brasileiros colaboraram pela conquista do título.

 Clube Atlético Paranaense (furacão)
Três jogadores atleticanos foram convocados para a Força Expedicionária Brasileira, a FEB, que participou ativamente da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Os pracinhas atleticanos foram Viana, Mozart e Evandro.
Uma das escalações do Clube Atlético Paranaense em 1951. Na foto estão Ivan, Coquemala, Wilson, Valdomiro, Mano, Guará, Cordeiro, Boluca, Villalba, Saião e Viana. Imagem: livro Clube Atlético Paranaense  

Homenagens:
Homenagem do Sport Club Corinthians Paulista a Força Expedicionária Brasileira

São Paulo F.C - Homenagem a Força Expedicionária Brasileira
Ilustração criada pelo atelier Sylvio para a Revista Arakan (então revista do SPFC nos anos 40)
Clube de Regatas Vasco da Gama
Vasco colabora com as Forças Armadas durante a Segunda Guerra
Outro capítulo pouco conhecido, mas importantíssimo na história do Vasco refere-se à existência de um órgão civil-militar no interior da sede administrativa, era a Escola de Instrução Militar no 307. Este órgão, que funcionou de 1928 a 1945, configurado em departamento pelo clube, fornecia aos formandos o título de reservista de 2º categoria, assim, os jovens sócios vascaínos poderiam cumprir o dever patriótico de servir à Nação em um local que possuíam forte identificação. Alguns desses reservistas tonaram-se cabos e sargentos, e serviram ao Brasil na Segunda Guerra Mundial por intermédio da Força Expedicionária Brasileira.
O Vasco da Gama colaborou com o Brasil até mesmo nas horas de guerra, o clube colocou São Januário a disposição das Forças Armadas Brasileiras no período da Segunda Guerra Mundial. O clube bancava a Escola de Instrução Militar, que formou cerca de 10 mil soldados. 
Nesse período, o Vasco serviu de alojamento para os soldados que vinham de outros estados a caminho da Guerra na Itália; nele realizou-se a primeira demonstração de defesa antiaérea e desfile das forças motorizadas; realizou uma partida em benefício às vítimas dos bombardeios dos nossos navios pelos submarinos alemães; e serviu como única fonte de lazer para os militares, sediando várias competições esportivas entre as marinhas do Brasil, Estados Unidos e Inglaterra. O Vasco doou à Força Aérea Brasileira dois aviões para serem utilizados na guerra.

Fluminense Futebol Clube.
O Fluminense formou uma Escola de Instrução Militar em outubro de 1937 que durante os anos de 1940 e 1941 conquistou o primeiro lugar em eficiência e disciplina de todo o então Distrito Federal (RJ) e preparou um curso de enfermagem em 1942 para auxiliar os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira que mais tarde desembarcariam na Itália, formando 85 enfermeiras, além de doar um avião para Força Aérea Brasileira.
Agradeço se tiverem mais informações de outros jogadores brasileiros que lutaram na Segunda Guerra,obrigado.
Mais Jogadores de futebol que lutaram na Segunda Guerra;
O goleiro Bráulio do Atlético (MG), Careca do Fluminense.Alvanilo da Ponte Preta, Labatut do Olaria, Juvencio do Cocotá. Walter do Ideal Timbira do Bonsucesso. Pasquera, D´Avila e Soares do Parque da Mooca.
Créditos de imagens e informações para a criação do texto: 
SPFCépedia
Diário do Nordeste
Almanaque do Cruzeiro
WWW.Futebolretro,NET
Ao Vasco Tudo
Terceiro Tempo
Revista Placar, Revista Esporte Ilustrado, Revista do Esporte, Revista O Cruzeiro datafogo.blogspot.com.br,radiobotafogo.com.brmuseudosesportes.blogspot.com.br,marretapopular.blogspot.com.br (Ronald Alzuguir),stadiumvarginhense.blogspot.com.br, Arquivo Público do Estado de São Paulo. Memória Pública – Jornal Última Hora - blog O Futebol sem as fronteiras do tempo (Tardes de Pacaembu).
Cartas Esféricas (foto Flamengo)
O Globo-A pelada como ela é
Blog do Roberto Luiz dos Santos Vieira
O Historiador por Marcelo de Paula  Dieguez
blog DataFogo
blog Supervasco 
site Semprevasco
jetnet Ricardo Santana
O Brasil e sua Guerra quase desconhecida (João Barone)
Matéria : O Resgate FEB