segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
domingo, 22 de dezembro de 2013
Mensagem de Natal do Expedicionário da mãe do soldado
Um raro complemento do Jornal E a cobra fumou ! editado e impresso na Itália com a mensagem de natal de 1944 aos expedicionário do Brasil contendo uma poesia dando a benção e demostrando a saudade, angustia e sofrimento das mães dos pracinhas e a certeza de breve regresso ao lar.
(acervo O Resgate FEB)
(acervo O Resgate FEB)
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
O SILÊNCIO EM PISTOIA
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Banda de Música da F.E.B
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| Banda de Música da Campanha do quartel general em Alexandria |
"A atividade musical está sempre ligado, às atividades militares destacando-se a músicas chamadas marcial, tocada por bandas pertencentes às unidades e as entoadas pelos soldados, desde canções populares as músicas evocativas, compostas para determinadas épocas ou acontecimentos.Há ainda os hinos oficiais de cada pais. Os planejadores da FEB não esqueceram uma banda de música para a 1º Divisão Expedicionária. A FEB levou para Itália a música popular brasileira e lá recebeu influência de músicas e canções de outras nacionalidades, como ocorreu com as demais tropas, porque afinal a música não tem fronteiras.Na obra de Gracio Barbalho sobre música popular brasileira encontra-se referencia às primeiras músicas que traziam a influencia dos acontecimentos ligados a guerra. segundo esta obra uma das primeiras músicas foi o 'Brasil Pandeiro' de Ataulfo Alves e Amur Valentes em outubro de 1941. Em dezembro de 1942, Haroldo Lobo e David Nasser compuseram 'Alô Tio Sam' que continha a seguinte estrofe; "Se precisar de min, pode chamar que eu vou".
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| Banda de Música da 1ª Divisão de Infantaria desfilando na Itália. |
"Com a entrada do Brasil na guerra, foi lançada a música de autoria de Benedito Lacerda e Haroldo Lobo, denominado "A Cobra esta Fumando".Em 1943 foi promovido em São Paulo o concurso de música sendo escolhido para ser a canção expedicionária uma obra com partitura musical composta por Spártaco Rossi e letra de Guilherme de Almeida. Esta música foi oficializada como "Canção do Expedicionário" sendo hoje tocada em solenidades relacionadas a acontecimentos da FEB.Antes de embarcar a tropa foi exaustivamente treinada para cantar uma canção americana em voga "Deus Salve America", e por ocasião do desembarque dos brasileiros na Itália ela foi cantada causando espanto e satisfação aos americanos".
" A Banda de Música regida pelo maestro Tenente Franklin de Carvalho Júnior, era a alma das diversões, através de seu repertório de peças brasileiras, mitigávamos as saudades da pátria.Nunca poderiamos imaginar que a Banda representasse sua inclusão na Força Expedicionária Brasileira achando ser ela orgão supérfluo.a verdade porém, é que a Banda foi de valor inestimável na vida dos acampamentos e dos quarteis, dando a nota ao mesmo tempo marcial e pitoresca nas formaturas, nas recepções das altas autoridades brasileiras e aliadas.Sentíamos necessidade da música nacional, que para nós tinha uma siginificação toda peculiar".
"Um aspecto importante da presença de uma Banda brasileira na Itália foi a propaganda cultural do nosso país, na terra da música.Em muitas cidades houve concertos públicos, em que eram executadas, além das peças populares, trechos de operas de compositores nossos, especialmente Carlos Gomes, e muitos aplaudidos pelos italianos".
Pesquisa e matéria:
Joaquim Xavier da Silveira
'A Epopeia dos Apeninos'
José de Almeida Ramos
Blog Mauxhonepage
Blog O Resgate FEB
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Flamula do Regimento Sampaio
O 1º Batalhão de Infantaria Motorizada (Escola) (1º B I Mtz (Es), também conhecido como Regimento Sampaio, denominação essa recebida em 1940,é uma unidade do Exército Brasileiro, localizada, no estado do Rio de Janeiro e vinculada ao Grupamento 9ºInfantaria Motorizada, sediado na mesma cidade. Seu nome histórico evoca ao Brigadeiro Antônio Sampaio, patrono da arma de infantaria no Brasil, pois o regimento fez parte da Divisão Encouraçada durante a Guerra da Tríplice Aliança, do qual Sampaio era comandante.
O Regimento Sampaio viria a participar dos combates da Segunda Guerra Mundial, entre 1944 a 1945, participando das batalhas de Monte Castelo e Fornovo di Taro.
Na Segunda Guerra Mundial, quando a Medalha Sangue do Brasil foi instituída para condecorar os feridos em ação, a saga de Sampaio também foi lembrada. Na comenda, três estrelas esmaltadas em vermelho representam os três ferimentos recebidos pelo brigadeiro durante a Batalha de Tuiuti.Flamula do Regimento Sampaio da década de 1950 onde esta estampada o Brasão e suas conquistas inclusive com a FEB ma campanha da Itália na Segunda Guerra.
(Acervo O Resgate FEB)
| O Brasão Clique na foto para ampliar |
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
1º RI - REGIMENTO DE INFANTARIA REGIMENTO SAMPAIO - F.E.B
O 1º Batalhão de Infantaria Motorizado (Es) (1º BIMtz-Es) – REGIMENTO SAMPAIO, é uma das unidades mais gloriosas do Exército Brasileiro, que teve em seus quadros Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, Patrono da Instituição.
Em 1908, recebe a denominação de 1º Regimento de Infantaria e ocupa seu atual aquartelamento na Guarnição da Vila Militar, no Rio de Janeiro. Participou da Revolução de 1930 e combateu ao lado das tropas legalistas na Revolução Constitucionalista de 1932 e na Intentona Comunista de 1935.O Regimento Sampaio viria a participar dos combates da segunda Guerra Mundial, entre 1944 e 1945, participando das batalhas de Monte Castello e Fornovo di Taro.
Pesquisa: Revista Verde Oliva nº 157
anvfeb
Um livro da Biblioteca do Exército,de Janeiro de 1953 do Ten Cel.Nelson Rodrigues de Carvalho contanto todo a história do Regimento Sampaio desde a época do seu Patrono Brigadeiro Antônio Sampaio(24/5/1819 a 5/7/1866) a campanha na Segunda Guerra e a heróica conquista de Monte Castelo. Com vários mapas e fotos.Um bela leitura sobre a FEB.
(acervo O Resgate FEB)
Sua origem remonta ao "Terço-Velho", criado pelo Governo Geral de Mem de Sá, com o objetivo de expulsar o invasor francês da cidade do Rio de Janeiro. Do século XVI aos nossos dias, a trajetória do Regimento Sampaio e de seus elementos formadores se confunde com a história da Força Terrestre.
No século XVII, participou da 1ª expedição extra-continental de uma tropa brasileira, atuando junto com o exército português em Angola. No século XVIII, marcou sua presença na demarcação das nossas fronteiras. Já no século seguinte, escreveu páginas memoráveis integrando a "Divisão Encouraçada" do Brigadeiro Antônio de Sampaio, na Guerra da Tríplice Aliança. Naquela ocasião, fruto do seu adestramento e de sua experiência em combate, participou da Batalha Naval do Riachuelo e lutou em Tuiuti, a maior batalha campal da América do Sul. Ainda foi protagonista de uma das páginas mais estóicas de nosso Exército: a Retirada da Laguna. Já no final do século passado, esteve presente na Proclamação da República, formando entre as tropas que emolduraram tão importante fato da história brasileira.
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| 1º RI - REGIMENTO DE INFANTARIA - REGIMENTO SAMPAIO1º Batalhão de Infantaria Motorizado (Es) - (1ºBIMtz-Es) Av. Duque de Caxias, 1672 - Vila Militar - Rio de Janeiro, RJ - CEP: 21615-220 |
Mais recentemente, em 1966, participou da Terceira Missão de Verificação das Nações Unidas em Angola Em 2005, compôs a força brasileira da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti.
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| Oficiais do Regimento Sampaio, a bordo do General Meigs, usando as suas bóias “Mae West” Foto escaneada do livro “Eu estava lá” – Elza Cansanção |
anvfeb
Um livro da Biblioteca do Exército,de Janeiro de 1953 do Ten Cel.Nelson Rodrigues de Carvalho contanto todo a história do Regimento Sampaio desde a época do seu Patrono Brigadeiro Antônio Sampaio(24/5/1819 a 5/7/1866) a campanha na Segunda Guerra e a heróica conquista de Monte Castelo. Com vários mapas e fotos.Um bela leitura sobre a FEB.
(acervo O Resgate FEB)
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
IKE JACKET do 5º Exército USA
A nomenclatura oficial chama de "Casaco de Campanha de Lã, OD M-1944", mas é conhecido como o"IKE Jacket". Este casaco era parte do novo uniforme desenhado pelo exército dos EUA em 1944. Ele foi feito para ser usado como uma roupa de campanha.O IKE foi também usado como um excelente substituto para o uniforme de serviço e foi usado por muitos como uniforme classe A. Este IKE Jacket de lâ para o inverno usado pelo 5º exército americano em excelente estado de conservação com a calça e o casaco com o distintivo do 5 Th Army que junto com a F.E.B lutaram na campanha da Itália.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Tenente Coronel NESTOR SILVA - F.E.B
Nasceu em 13 de junho de 1917. Foi praça voluntário em 1938, no 10º Regimento de infantaria em Belo Horizonte (MG), onde realizou o curso de Sargento.Após ser transferido para o 11º Batalhão de Infantaria (11 Bi) em São João Del Rei (MG), unidade que integrou a Força Expedicionária Brasileira (FEB), foi promovido à graduação de 3º Sargento e, posteriormente, à de 2º Sargento.
Embarcou para Itália em setembro de 1944. ao desembarcar em Nápoles, 15 dias depois, seguiu para a cidade de Pizza, onde recebeu armamento, fardamento e treinamento americano.Tomou parte em quatro ataques e comandou 18 patrulhas nas linhas inimigas.
No ataque á cidade de Montese, considerada a batalha mais importante da FEB, foi promovido ao posto de 2º Tenente - "Por ter se conduzido de maneira excepcional em todas as ações de combate que tomou parte, e revelado elevada capacidade de comando, promovo ao posto de 2º Tenente o 2º Sargento Nestor da Silva". Estas foram as palavras do General Mascarenhas de Morais - Comandante da FEB na Itália.
Terminada a 2º Grande Guerra Mundial. ao regressar para o Brasil, em fevereiro de 1946, foi matriculado na Escola Militar de Resende para frequentar o Curso de Oficiais da Reserva "COR", equivalente ao da Escola Militar, que foi concluído em maio de 1949.
Outros cursos:
- ESAO em 1961;
- Curso Básico de Paraquedista em 1964;
- Curso de Mestre de Salto em 1966.
Serviu sete anos consecutivos na Brigada Paraquedista e, em 1971, como Tenente Coronel, foi transferido para o Estado-Maior do Exército.No ano de 1972, solicitou transferência para a reserva renumerada.
Video da minha autoria em 2017, na ANVFEB/DF.
https://photos.app.goo.gl/ JNfu9v5uQYS1ozRH7
Foi agraciado com as Medalhas:
- Medalha Cruz de Combate 1º Classe (destaque individual em combate);
-Medalha Sangue do Brasil
- Medalha de Campanha;
- Medalha de Guerra;
- Medalha do Pacificador;
- Medalha da Ordem do Mérito militar;
- Medalha de Mérito Paraquedista;
- Medalha Marechal Mascarenhas de Morais e
- Medalha de Ouro - 30 anos de serviço.
Em 1972, também concluiu a Faculdade de Adiministração.
É casado com Sra Niva da Silva e possui cinco filhos, dez netos e quatro bisnetos.
Atualmente, encontra-se vinculado à SIP 11 em Brasília (DF)
Fonte;
Verde-Oliva (Exército Brasileiro)
Brasília - DF Ano XLI Nº 220 (Especial) Junho 2013
Centro de Comunicação Social do Exército
Blog o Resgate FEB
Embarcou para Itália em setembro de 1944. ao desembarcar em Nápoles, 15 dias depois, seguiu para a cidade de Pizza, onde recebeu armamento, fardamento e treinamento americano.Tomou parte em quatro ataques e comandou 18 patrulhas nas linhas inimigas.
No ataque á cidade de Montese, considerada a batalha mais importante da FEB, foi promovido ao posto de 2º Tenente - "Por ter se conduzido de maneira excepcional em todas as ações de combate que tomou parte, e revelado elevada capacidade de comando, promovo ao posto de 2º Tenente o 2º Sargento Nestor da Silva". Estas foram as palavras do General Mascarenhas de Morais - Comandante da FEB na Itália.
Terminada a 2º Grande Guerra Mundial. ao regressar para o Brasil, em fevereiro de 1946, foi matriculado na Escola Militar de Resende para frequentar o Curso de Oficiais da Reserva "COR", equivalente ao da Escola Militar, que foi concluído em maio de 1949.
Outros cursos:
- ESAO em 1961;
- Curso Básico de Paraquedista em 1964;
- Curso de Mestre de Salto em 1966.
Serviu sete anos consecutivos na Brigada Paraquedista e, em 1971, como Tenente Coronel, foi transferido para o Estado-Maior do Exército.No ano de 1972, solicitou transferência para a reserva renumerada.
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| Eu e Tenente Coronel Nestor numa homenagem a conquista de Monte Castelo em 2018. Brasília-DF |
https://photos.app.goo.gl/
Foi agraciado com as Medalhas:
- Medalha Cruz de Combate 1º Classe (destaque individual em combate);
-Medalha Sangue do Brasil
- Medalha de Campanha;
- Medalha de Guerra;
- Medalha do Pacificador;
- Medalha da Ordem do Mérito militar;
- Medalha de Mérito Paraquedista;
- Medalha Marechal Mascarenhas de Morais e
- Medalha de Ouro - 30 anos de serviço.
Em 1972, também concluiu a Faculdade de Adiministração.
É casado com Sra Niva da Silva e possui cinco filhos, dez netos e quatro bisnetos.
Atualmente, encontra-se vinculado à SIP 11 em Brasília (DF)
Fonte;
Verde-Oliva (Exército Brasileiro)
Brasília - DF Ano XLI Nº 220 (Especial) Junho 2013
Centro de Comunicação Social do Exército
Blog o Resgate FEB
domingo, 24 de novembro de 2013
1º BATALHÃO DE SAÚDE - F.E.B
1º BATALHÃO DE SAÚDE
21º Batalhão Logístico
O 1º Batalhão de Saúde foi criado em 1943 e, em 24 de janeiro de 1944, foi instalado e organizado na cidade de Valença – RJ. Em maio do mesmo ano, deslocou-se para a cidade do Rio de Janeiro, de onde embarcaria para o Teatro de Operações Europeu.21º Batalhão Logístico
O 1º Batalhão de Saúde apoiou os combatentes no Vale do Rio Serchio-Pocada, em Monte Castelo, no Vale do Marano, em Della Serra, Castelnuevo, Montese,Co llecchio e em Fornovo di Taro. Desde a chagada à Europa até o dia 2 de maio de 1945, quando cessaram as hostilidades em solo italiano, foram atendidos 6.189 homens, sendo 3.839 doentes e 2.350 feridos.
Por sua destacada atuação na Itália, o 1º Batalhão de Saúde fez jus a honrosa citação de combate, concedida pelo Marechal Mascarenhas de Moraes, comandante da Força Expedicionária Brasileira. Terminada a guerra, o Batalhão concretizou o seu retorno ao Brasil em 22 de agosto de 1945.
Em 1963, foi criado o Estandarte Histórico para o 1º Batalhão de Saúde, denominando-o “Batalhão Oswaldo Cruz“, em justa homenagem ao ilustre médico e sanitarista, exaltando, ainda, as principais batalhas onde o batalhão atuou na campanha da Itália: Castelnuevo, Montese, Monte Castelo e Fornovo.
Em 1965, o 1º Batalhão de Saúde prestou relevantes serviços ao Batalhão da Força Interamericana de Paz que operou em São Domingos – República Dominicana, particularmente com pessoal, material e apoio sanitário, fato ressaltado pelo então Comandante do Grupamento de Unidades-Escola.
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| Jipe Ambulância da FEB |
Em 1969, o 1º Batalhão de Saúde foi transformado em 1º Companhia de Saúde, conservando a denominação de “Batalhão Oswaldo Cruz”, e recebendo a autorização para guardar e portar o estandarte histórico do 1º Batalhão de Saúde.
Em 1972, foram criadas as primeiras Unidades Logísticas, surgindo, assim, a 07 de novembro do mesmo ano, o 21167 Batalhão Logístico, que ocupou as instalações onde atualmente se encontra o QG do GUEs/9º Brigada de Infantaria Motorizada.
No dia 09 de abril de 1973, o 21º Batalhão Logístico foi transferido para as instalações anteriormente ocupadas, sucessivamente, pela 1º Cia de Comunicações e pelo1º Esquadrão Mecanizado, “Esquadrão Tenente Amaro“, na estrada Marechal Mallet, nº 1283, em Magalhães Bastos, onde se encontra até hoje.
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| 1ª Formação Sanitária em Valença/RJ, o qual deu origem ao Batalhão de 1ºSaúde. |
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| 1º Esquadrão de Cavalaria Leve – Esquadrão Tenente Amaro – Valença, RJ |
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| À frente da ambulância Dodge WC-54 da FEB, está o Tenente Médico Lázaro Rubim |
FONTE:
Noticiário do Exército
Acervo Roberto R. Graciani (Material gentilmente enviado pelo ST Romano, Encarregado do Museu Militar Cap Pitaluga)
Lembrança da 10ª Reunião dos Veteranos do 1º Batalhão de Saúde em julho de 1955
clique na foto para ampliar
Noticiário do Exército
Acervo Roberto R. Graciani (Material gentilmente enviado pelo ST Romano, Encarregado do Museu Militar Cap Pitaluga)
Raras flâmulas da lembrança da reunião do 1º Batalhão de Saúde,fabricado pelo Rei das Flâmulas (Rua Senador Dantas 73 - Rio de Janeiro .
( Acervo O Resgate FEB )| Lembrança da 15ª Reunião 1º Batalhão de Saúde de julho de 1960. |
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Ração K - DINNER UNIT - US.
Dentro destas caixas coloridas a alimentação estava contido numa caixa clara, e foram duas vezes mergulhados em cera, depois os conteúdos eram inseridos na caixa e selada a fim de manter o conteúdo impermeável.As especificações que regulam a composição da ração de D foram apenas ligeiramente mudado durante toda a vida útil da ração. Os ingredientes chocolate, açúcar, leite em pó, cacau gordura, farinha de aveia forneciam 600 calorias por barra. Algumas mudanças nos requisitos de embalagem foram necessárias por escassez de material e de sugestões de melhoria.
(acervo O Resgate F.E.B)
CONTEÚDO
1 Pacote biscoito sortido - 1 Bara de chocolate militar
1 pacote de suco de limão em pó - 4 Tabletes de açúcar
1 Enlatado para o almoço de carne de porco 1 Goma de mascar
cigarros,fósforos e papel higiênico.
1 Pacote biscoito sortido - 1 Bara de chocolate militar
1 pacote de suco de limão em pó - 4 Tabletes de açúcar
1 Enlatado para o almoço de carne de porco 1 Goma de mascar
cigarros,fósforos e papel higiênico.
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Edmundo Trench, membro da Companhia de Petrechos Pesados da FEB
" Edmundo Trench, membro da Companhia de Petrechos Pesados - CPPI-, que se encarregava do uso de metralhadoras pesadas, de calibre 50 e morteiros M1 de 81 milímetros. 1º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria, sob o comando do Cel. de Infantaria Delmiro Pereira de Andrade, Força Expedicionária Brasileira, Itália, Segunda Guerra Mundial.
Meu pai, Edmundo Trench, filho de José Trench e de dona Olympia de Sousa Nogueira Trench, nasceu em Avaré, estado de São Paulo, em 06 de fevereiro de 1919.
Em 1941, aos 22 anos de idade, após alistamento para o serviço militar, foi convocado pelo Exército Brasileiro, e , em dezembro do mesmo ano, incorporado ao 3º Batalhão do 4º Regimento de Infantaria, 2ª Divisão do Exército,no Parque D.Pedro II,em São Paulo. Em julho de 1943, esse grupamento teve sua denominação alterada para 3º Batalhão de Caçadores.
Em setembro de 1944, foi incorporado à FEB e transferido para o depósito da mesma, na Vila Militar no Rio de Janeiro, ficando à disposição para o envio à Itália. Seu embarque ocorreu em 23 de novembro de 1944, no porto do Rio de Janeiro, no navio-transporte, o transatlântico USS General M. C. Meigs, comboiado por três belonaves (dois destroyers e um caça-minas ) e um dirigível, compondo o 4º escalão da FEB, que fazia parte da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ªDIE), com um efetivo de 25.334 militares, sob o comando do general de divisão João Batista Mascarenhas de Moraes; Estado-maior da DIE, general de brigada Olímpio Falconière da Cunha; Comandante de artilharia, general de brigada Cordeiro de Farias, tão bem lembrados pelo meu pai. A 1ª DIE incorporava o 4º Corpo de Exército Americano, um dos braços do V Exército, sob o comando do General Mark Clark e seus subordinados, Willys Dale Crittenberger (Comandante do 4º Corpo de Exército Americano) e Lucian Truscott ( que em dezembro de 1944 assumiria o comando do V Exército Americano).
O desembarque ocorreu, depois de 14 dias de viagem,no mês de dezembro, no porto de Nápoles, de onde seguiu para o Vale do rio Reno (italiano, não o alemão), ao norte de Pistóia, na Cordilheira Apenina, em pleno inverno europeu, com temperaturas abaixo de 20 graus, passando por Livorno , Pisa e Silla, para treinamentos operacionais.
Nos quase 8 meses de guerra, a 1ª DIE - FEB- lutou em duas frentes nessa região: a primeira, a do rio Serchio, durante o outono de 1944; a segunda, da qual meu pai participou, muito mais ingrata, a do rio Reno. O ponto de partida foi o QG avançado de Porreta-Terme, a 30 km. da linha de frente.
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| Certificado de Reservista |
No degelo no início de fevereiro de 45, o comando aliado retomou o projeto de alcançar Bolonha e as ricas cidades do vale do rio Pó, como Milão e Turim, o mais rápido possível. Para isso foi montada a Operação "Encore" (Retomada), uma ação conjunta de todas as forças disponíveis na península italiana para asfixiar as unidades nazi-fascistas. A FEB tinha novamente a incumbência de tomar o traumático Monte Castello, pois nas três tentativas do ano anterior, suas ações foram abortadas, como contava meu pai, por causa das nevascas que atolavam os tanques e deixavam intransponíveis as estradas, até para a infantaria.
Em 06 de fevereiro de 45, meu pai teve seu" batismo de fogo": era dia de seu aniversário, portanto, inesquecível, no Monte Castello, açoitado pelo frio e sob a constante artilharia das tropas alemãs, que dominavam o Monte della Torraccia,, Soprassossa e Belvedere. Os nazistas dificultavam a subida do brasileiros. Meu pai contava que foram decisivas para a conquista as atuações da FAB (Força Aérea Brasileira) com seus bombardeios, da infantaria dos regimentos, com o apoio de 10ª Divisão de Montanha Americana, que atuou lado a lado com os brasileiros. Mascarenhas de Moraes empregou todas as unidades que tinha à sua disposição para o ataque ao Castello. As armas mais pesadas da infantaria, a CPPI, onde meu pai atuava, agiam juntas para impedir uma represália alemã. Com um ataque simultâneo às várias elevações vizinhas, às 18 horas do dia 21 de fevereiro de 45, um pelotão brasileiro chegava ao topo do Monte Castello, na batalha que tivera a longa duração de três longos e terríveis meses, mas concluída em pouco mais de 12 horas nesse dia de fevereiro.
Com a chegada da primavera, abril de 45, a FEB iniciou a maior de todas as suas batalhas: a tomada de Montese, com um dos mais pesados bombardeios de toda a campanha brasileira. Ali a FEB experimentou a luta em área urbana. Meu pai contava que Montese foi arrasada pelos sucessivos bombardeios, tanto de aliados como de alemães.
Em um combate épico, os brasileiros venceram os nazistas, numa batalha em que ficaram feridos e mortos muitos de nossos combatentes.
Após a sangrenta batalha de Montese, gradativamente, a FEB começou a descer os Apeninos. A missão agora era impedir que os alemães cruzassem o rio Pó e pudessem se reorganizar nos Alpes. Mas as forças brasileiras conseguiram chegar a Parma, Colecchio e Fornovo, e no dia 30 de abril de 45, O general Otto Fretter Pico, comandante da 148ª Divisão Alemã, remanescentes de uma divisão italiana (a Divisão Bersaglieri) e as forças blindadas do Afrika Korps, os Panzer Grenadier, acompanhados de seu Estado- Maior, chegaram em rendição às linhas brasileiras, sendo recebidos pessoalmente pelo General Mascarenhas de Moraes.
Depois da rendição incondicional alemã no dia 02 de maio de 45, parte das tropas brasileiras ainda ficaram baseadas na Itália, segundo relatava meu pai, à espera de um possível envio para a frente de luta no Pacífico, onde a guerra ainda não havia terminado. Nesse período, de maio a setembro de 45, meu pai conheceu toda a tragédia de um país arrasado pela guerra, a miséria e a fome da população italiana. Conheceu particularmente os"partigiani", que pertenciam à Resistência italiana. Após a rendição do Japão, em 02 de sembro de 45, meu pai e as tropas brasileiras remanescentes na Itália retornaram à pátria, o que aconteceu em 17 de setembro de 45, trazidos pelo navio-transporte General Meigs.
Com a desmobilização da FEB, meu pai retornou à cidade natal, onde dedicou-se a cuidar das terras que lhe couberam como herança na Fazenda Água da Onça. Conheceu minha mãe, a professora Zilda Nogueira de Freitas Trench, com quem se casou em dezembro de 46. Mais tarde, trabalhou no entreposto da Cagesp, depois Ceagesp, em Avaré, onde se aposentou em cargo de chefia. Teve duas filhas, eu e minha irmã-gêmea Maria Olympia de Freitas Trench Sestari, três netas e três bisnetos. Com certeza, outros bisnetos ainda virão. Nunca dependeu de proventos ou aposentadoria do Exército. Faleceu em 13 de junho de 2011, aos 92 anos de idade. Recebeu , durante seu velório e sepultamento, homenagens militares do Tiro de Guerra da cidade. A bandeira nacional que cobriu seu esquife, guardo-a como única homenagem do país, que sempre esqueceu os "pracinhas".Ele foi agraciado com a Medalha de Campanha, pela participação nos combates no Teatro de Operações na Itália, Segunda Guerra Mundial."
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| Carta endereçada a sua irmã Gizelda Trench |
Depoimento de Maria Olívia de Freitas Trench Espíndola, filha de Edmundo Trench, em Avaré, 10 de novembro de 2013.
(O Resgate F.E.B)
(O Resgate F.E.B)
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Panfleto propaganda da FEB aos alemães em Fornovo
Raro panfleto original de abril de 1945 "Porque nós soldados brasileiros, lutamos contra os alemães?'' O panfleto foi feito em duas versões, para atingir os soldados alemães escrito em alemão e para informar aos brasileiros em português.
(acervo o Resgate FEB)
Nos fins de abril de 1945 o 6º Regimento da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária Brasileira, comandado pelo Coronel Nelson de Melo, cercou um grupamento armado alemão nas proximidades da pequena Fornovo di Taro, no norte da Itália.
(acervo o Resgate FEB)
| Frente |
| Verso Clique na foto para ampliar |
Após os primeiros contatos com o inimigo, confirmou-se de que se tratava da 148ª Divisão de Infantaria da Wehrmacht, levando consigo remanescentes de outras grandes unidades alemãs e italianas. Este numeroso grupamento armado, que ainda resistia bravamente, apesar de cercado, respondia ao General Otto Fretter - Pico, oficial detentor da Cruz do Cavaleiro, que a esta altura preocupava-se com o destino de suas tropas ante a aproximação dos vorazes grupos de guerrilheiros italianos, que vinham matando prisioneiros rendidos em grande quantidade (vide o caso de Adriano Visconti).
Neste contexto, render-se à Força Expedicionária Brasileira era uma opção mais segura do que resistir indefinidamente até que grupos de guerrilheiros pudessem aproximar-se. O Alto-Comando brasileiro decidiu-se por tentar todos os meios para apressar a rendição de Fretter-Pico, e uma das medidas tomadas foi lançar sobre as posições alemãs panfletos propagandísticos explicando a razão pela qual brasileiros estavam lá, lutando contra eles.
No dia 27 de abril, este panfleto foi lançado sobre o inimigo cercado:
"Por que nós, soldados brasileiros, lutamos contra os alemães?
Tentamos responder a essa pergunta facilmente. Brasil se juntou às nações Aliadas contra a Alemanha Nazista por causa de duas razões mais do que convincentes:
Primeiro, porque o nosso país, basicamente, tem sido desafiado várias vezes por submarinos corsários alemães, apesar de nossas ações diplomáticas, afundando nossos navios desarmados perto da costa do Brasil, apesar de o Brasil sempre se declarar escrupulosamente neutro;
Em segundo lugar, porque o povo brasileiro quer viver em um mundo livre, onde as pessoas vivem livres e pacificamente, e não em um mundo ocupado pela tirania de Hitler! A chamada "Nova Ordem" não foi destinada apenas à Europa, porque era na verdade uma conspiração mundial, um perigo para todos os países do mundo. Intriga política com a qual os nazistas procuraram envolver todos os países da América do Sul, incluindo a invasão do nosso país, a nova ordem alemã mostrou muito claramente que o Brasil tem sido diretamente afetado e ameaçado pelo Nacional-Socialismo.
Nós soldados brasileiros lutamos na Europa, juntamente com os nossos camaradas das Nações Unidas, contra o imperialismo e o espírito de ataque nacional-socialista, para um futuro de liberdade e progresso."
Tentamos responder a essa pergunta facilmente. Brasil se juntou às nações Aliadas contra a Alemanha Nazista por causa de duas razões mais do que convincentes:
Primeiro, porque o nosso país, basicamente, tem sido desafiado várias vezes por submarinos corsários alemães, apesar de nossas ações diplomáticas, afundando nossos navios desarmados perto da costa do Brasil, apesar de o Brasil sempre se declarar escrupulosamente neutro;
Em segundo lugar, porque o povo brasileiro quer viver em um mundo livre, onde as pessoas vivem livres e pacificamente, e não em um mundo ocupado pela tirania de Hitler! A chamada "Nova Ordem" não foi destinada apenas à Europa, porque era na verdade uma conspiração mundial, um perigo para todos os países do mundo. Intriga política com a qual os nazistas procuraram envolver todos os países da América do Sul, incluindo a invasão do nosso país, a nova ordem alemã mostrou muito claramente que o Brasil tem sido diretamente afetado e ameaçado pelo Nacional-Socialismo.
Nós soldados brasileiros lutamos na Europa, juntamente com os nossos camaradas das Nações Unidas, contra o imperialismo e o espírito de ataque nacional-socialista, para um futuro de liberdade e progresso."
As tropas sob comando de Fretter-Pico se renderam à FEB no dia 29 de abril. Foi a primeira vez que toda uma divisão inimiga se rendia de uma só vez no Teatro de Operações italiano - e a Força Expedicionária Brasileira estava lá para recebê-la.
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Blog Sala de Guerra - Júlio César G. Antunes
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