sexta-feira, 29 de novembro de 2013

IKE JACKET do 5º Exército USA

A nomenclatura oficial chama de "Casaco de Campanha de Lã, OD M-1944", mas é conhecido como o"IKE Jacket". Este casaco era parte do novo uniforme desenhado pelo exército dos EUA em 1944. Ele foi feito para ser usado como uma roupa de campanha.O IKE foi também usado como um excelente substituto para o uniforme de serviço e foi usado por muitos como uniforme classe A. Este IKE Jacket de lâ para o inverno usado pelo 5º exército americano em excelente estado de conservação com a calça e o casaco com o distintivo do 5 Th Army que junto com a F.E.B lutaram na campanha da Itália.
(acervo O Resgate FEB)
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Tenente Coronel NESTOR SILVA - F.E.B

Nasceu em 13 de junho de 1917. Foi praça voluntário em 1938, no 10º Regimento de infantaria em Belo Horizonte (MG), onde realizou o curso de Sargento.Após ser transferido para o 11º Batalhão de Infantaria (11 Bi) em São João Del Rei (MG), unidade que integrou a Força Expedicionária Brasileira (FEB), foi promovido à graduação de 3º Sargento e, posteriormente, à de 2º Sargento.
Embarcou para Itália em setembro de 1944. ao desembarcar em Nápoles, 15 dias depois, seguiu para a cidade de Pizza, onde recebeu armamento, fardamento e treinamento americano.Tomou parte em quatro ataques e comandou 18 patrulhas nas linhas inimigas.
No ataque á cidade de Montese, considerada a batalha mais importante da FEB, foi promovido ao posto de 2º Tenente - "Por ter se conduzido de maneira excepcional em todas as ações de combate que tomou parte, e revelado elevada capacidade de comando, promovo ao posto de 2º Tenente o 2º Sargento Nestor da Silva". Estas foram as palavras do General Mascarenhas de Morais - Comandante da FEB na Itália.
Terminada a 2º Grande Guerra Mundial. ao regressar para o Brasil, em fevereiro de 1946, foi matriculado na Escola Militar de Resende para frequentar o Curso de Oficiais da Reserva "COR", equivalente ao da Escola Militar, que foi concluído em maio de 1949.
Outros cursos:
- ESAO em 1961;
- Curso Básico de Paraquedista em 1964;
- Curso de Mestre de Salto em 1966.
Serviu sete anos consecutivos na Brigada Paraquedista e, em 1971, como Tenente Coronel, foi transferido para o Estado-Maior do Exército.No ano de 1972, solicitou transferência para a reserva renumerada.

Eu e Tenente Coronel Nestor numa homenagem a conquista de Monte Castelo em 2018.
Brasília-DF
Video da minha autoria em 2017, na ANVFEB/DF.
https://photos.app.goo.gl/JNfu9v5uQYS1ozRH7

Foi agraciado com as Medalhas:
- Medalha Cruz de Combate 1º Classe (destaque individual em combate);
-Medalha Sangue do Brasil
- Medalha de Campanha;
- Medalha de Guerra;
- Medalha do Pacificador;
- Medalha da Ordem do Mérito militar;
- Medalha de Mérito Paraquedista;
- Medalha Marechal Mascarenhas de Mora
is e
- Medalha de Ouro - 30 anos de serviço.
Em 1972, também concluiu a Faculdade de Adiministração.
É casado com Sra Niva da Silva e possui cinco filhos, dez netos e quatro bisnetos.
Atualmente, encontra-se vinculado à SIP 11 em Brasília (DF)
Fonte;
Verde-Oliva (Exército Brasileiro)
Brasília - DF Ano XLI Nº 220 (Especial) Junho 2013
Centro de Comunicação Social do Exército
Blog o Resgate FEB

domingo, 24 de novembro de 2013

1º BATALHÃO DE SAÚDE - F.E.B

1º BATALHÃO DE SAÚDE
21º Batalhão Logístico
O 1º Batalhão de Saúde foi criado em 1943 e, em 24 de janeiro de 1944, foi instalado e organizado na cidade de Valença – RJ. Em maio do mesmo ano, deslocou-se para a cidade do Rio de Janeiro, de onde embarcaria para o Teatro de Operações Europeu.
O 1º Batalhão de Saúde apoiou os combatentes no Vale do Rio Serchio-Pocada, em Monte Castelo, no Vale do Marano, em Della SerraCastelnuevoMontese,Collecchio e em Fornovo di Taro. Desde a chagada à Europa até o dia 2 de maio de 1945, quando cessaram as hostilidades em solo italiano, foram atendidos 6.189 homens, sendo 3.839 doentes e 2.350 feridos.
Por sua destacada atuação na Itália, o 1º Batalhão de Saúde fez jus a honrosa citação de combate, concedida pelo Marechal Mascarenhas de Moraes, comandante da Força Expedicionária Brasileira. Terminada a guerra, o Batalhão concretizou o seu retorno ao Brasil em 22 de agosto de 1945.
Em 1963, foi criado o Estandarte Histórico para o 1º Batalhão de Saúde, denominando-o Batalhão Oswaldo Cruz, em justa homenagem ao ilustre médico e sanitarista, exaltando, ainda, as principais batalhas onde o batalhão atuou na campanha da Itália: Castelnuevo, Montese, Monte Castelo e Fornovo.
Em 1965, o 1º Batalhão de Saúde prestou relevantes serviços ao Batalhão da Força Interamericana de Paz que operou em São Domingos – República Dominicana, particularmente com pessoal, material e apoio sanitário, fato ressaltado pelo então Comandante do Grupamento de Unidades-Escola.

Jipe Ambulância da FEB 
Em 1969, o 1º Batalhão de Saúde foi transformado em 1º Companhia de Saúde, conservando a denominação de “Batalhão Oswaldo Cruz”, e recebendo a autorização para guardar e portar o estandarte histórico do 1º Batalhão de Saúde.
Em 1972, foram criadas as primeiras Unidades Logísticas, surgindo, assim, a 07 de novembro do mesmo ano, o 21167 Batalhão Logístico, que ocupou as instalações onde atualmente se encontra o QG do GUEs/9º Brigada de Infantaria Motorizada.
No dia 09 de abril de 1973, o 21º Batalhão Logístico foi transferido para as instalações anteriormente ocupadas, sucessivamente, pela 1º Cia de Comunicações e peloEsquadrão Mecanizado, “Esquadrão Tenente Amaro“, na estrada Marechal Mallet, nº 1283, em Magalhães Bastos, onde se encontra até hoje.
1ª Formação Sanitária em Valença/RJ, o qual deu origem ao Batalhão de Saúde.
1º Esquadrão de Cavalaria Leve – Esquadrão Tenente Amaro – Valença, RJ  

À frente da ambulância Dodge WC-54 da FEB, está o Tenente Médico Lázaro Rubim
FONTE:
Noticiário do Exército
Acervo Roberto R. Graciani (Material gentilmente enviado pelo ST Romano, Encarregado do Museu Militar Cap Pitaluga)


Raras flâmulas  da lembrança da reunião do 1º Batalhão de Saúde,fabricado pelo Rei das Flâmulas (Rua Senador Dantas 73 - Rio de Janeiro .
( Acervo O Resgate FEB )
Lembrança da 15ª Reunião 1º Batalhão de Saúde de julho de 1960.

Lembrança da 10ª Reunião dos Veteranos do 1º Batalhão de Saúde em julho de 1955
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ração K - DINNER UNIT - US.

A Ração Field, tipo K foi adotado para uso em 1942. Ele foi desenvolvido a pedido da Força Aérea do Exército dos EUA e usado pela primeira vez por pára-quedistas. Tal como acontece com a ração C, os componentes dos ração K evoluído ao longo do curso da guerra de oferecer uma maior variedade mantendo ainda a necessidade do tamanho compacto e nutrição equilibrada. Enquanto os ração K foram projetados para uso apenas por alguns dias sob condições de assalto e demandas da guerra significava que os soldados muitas vezes comeram por dias ou semanas a fio, as queixas naturalmente se seguiram. No auge da guerra em 1944 mais de 105 milhões destas rações foram produzidas. As caixas das primeiras foram de cartolina marrom liso (foto). A embalagem mudou para um conjunto de projetos de cores distintas ("K Ração Moral") para tornar mais fácil para os soldados para selecionar rapidamente a refeição "direito": marrom café da manhã,verde para a ceia e azul para o jantar.



Dentro destas caixas coloridas a alimentação estava contido numa caixa clara, e foram duas vezes mergulhados em cera, depois os conteúdos eram inseridos na caixa e selada a fim de manter o conteúdo impermeável.As especificações que regulam a composição da ração de D foram apenas ligeiramente mudado durante toda a vida útil da ração. Os ingredientes chocolate, açúcar, leite em pó, cacau gordura, farinha de aveia  forneciam 600 calorias por barra. Algumas mudanças nos requisitos de embalagem foram necessárias por escassez de material e de sugestões de melhoria.

Esta caixa vazia de ração K (DINNER UNIT) rara do auge da guerra. Manufaturada pela B e S Food Products Floresvilie, Texas. A ração de guerra tiveram vários fornecedores.A F.E.B usou no começo de sua preparação e participação na Segunda Guerra. 
(acervo O Resgate F.E.B)
CONTEÚDO
1 Pacote biscoito sortido -  1 Bara de chocolate militar
1 pacote de suco de limão em pó -  4 Tabletes de açúcar
1 Enlatado para o almoço de carne de porco 1 Goma de mascar
cigarros,fósforos e papel higiênico
.
                         


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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Edmundo Trench, membro da Companhia de Petrechos Pesados da FEB

 " Edmundo Trench, membro da Companhia de Petrechos Pesados - CPPI-, que se encarregava do uso de metralhadoras pesadas, de calibre 50 e morteiros M1 de 81 milímetros. 1º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria, sob o comando do Cel. de Infantaria Delmiro Pereira de Andrade, Força Expedicionária Brasileira, Itália, Segunda Guerra Mundial.
       Meu pai, Edmundo Trench, filho de José Trench e de dona Olympia de Sousa Nogueira Trench, nasceu em Avaré, estado de São Paulo, em 06 de fevereiro de 1919.
      Em 1941, aos 22 anos de idade, após alistamento para o serviço militar, foi convocado pelo Exército Brasileiro, e , em dezembro do mesmo ano, incorporado ao 3º Batalhão do 4º Regimento de Infantaria, 2ª Divisão do Exército,no Parque D.Pedro II,em São Paulo. Em julho de 1943, esse grupamento teve sua denominação alterada para 3º Batalhão de Caçadores.
       Em setembro de 1944, foi incorporado à FEB e transferido para o depósito da mesma, na Vila Militar no Rio de Janeiro, ficando à disposição para o envio à Itália. Seu embarque ocorreu em 23 de novembro de 1944, no porto do Rio de Janeiro, no navio-transporte, o transatlântico USS General M. C. Meigs, comboiado por três belonaves (dois destroyers e um caça-minas ) e um dirigível, compondo o 4º escalão da FEB, que fazia parte da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ªDIE), com um efetivo de 25.334 militares, sob o comando do general de divisão João Batista Mascarenhas de Moraes; Estado-maior da DIE, general de brigada Olímpio Falconière da Cunha; Comandante de artilharia, general de brigada Cordeiro de Farias, tão bem lembrados pelo meu pai.  A 1ª DIE incorporava o 4º Corpo de Exército Americano, um dos braços do V Exército, sob o comando do General Mark Clark e seus subordinados, Willys Dale Crittenberger (Comandante do 4º Corpo de Exército Americano) e Lucian Truscott ( que em dezembro de 1944 assumiria o comando  do V Exército Americano).
     O desembarque ocorreu, depois de 14 dias de viagem,no mês de dezembro, no porto de Nápoles, de onde seguiu para o Vale do rio Reno (italiano, não o alemão), ao norte de Pistóia, na Cordilheira Apenina, em pleno inverno europeu, com temperaturas abaixo de 20 graus, passando por Livorno , Pisa e Silla, para treinamentos operacionais. 
      Nos quase 8 meses de guerra, a 1ª DIE - FEB- lutou em duas frentes nessa região: a primeira, a do rio Serchio, durante o outono de 1944; a segunda, da qual meu  pai participou, muito mais ingrata, a do rio Reno. O ponto de partida foi o QG avançado de Porreta-Terme, a 30 km. da linha de frente.
Certificado de Reservista
      No degelo no início de fevereiro de 45, o comando aliado retomou o projeto de alcançar Bolonha e as ricas cidades do vale do rio Pó, como Milão e Turim, o mais rápido possível. Para isso foi montada a Operação "Encore" (Retomada), uma ação conjunta de todas as forças disponíveis na península italiana para asfixiar as unidades nazi-fascistas. A FEB tinha novamente a incumbência de tomar o traumático Monte Castello, pois nas três tentativas do ano anterior, suas ações  foram abortadas, como contava meu pai, por causa das nevascas que atolavam os tanques e deixavam intransponíveis as estradas, até para a infantaria.
     Em 06 de fevereiro de 45, meu pai teve seu" batismo de fogo": era dia de seu aniversário, portanto, inesquecível, no Monte Castello, açoitado pelo frio e sob a constante artilharia das tropas alemãs, que dominavam o Monte della Torraccia,, Soprassossa  e Belvedere. Os nazistas dificultavam a subida do brasileiros. Meu pai contava que foram decisivas para a conquista as atuações da FAB (Força Aérea Brasileira) com seus bombardeios, da infantaria dos regimentos, com o apoio de 10ª Divisão de Montanha Americana, que atuou lado a lado com os brasileiros. Mascarenhas de Moraes empregou todas as unidades que tinha à sua disposição para o ataque ao Castello. As armas mais pesadas da infantaria, a CPPI, onde meu pai atuava, agiam juntas para impedir uma represália alemã. Com um ataque simultâneo às várias elevações vizinhas, às 18 horas do dia 21 de fevereiro de 45, um pelotão brasileiro chegava ao topo do Monte Castello, na batalha que tivera a longa duração de três longos e terríveis meses, mas concluída em pouco mais de 12 horas nesse dia de fevereiro.
     Com a chegada da primavera, abril de 45, a FEB iniciou a maior de todas as suas batalhas: a tomada de Montese, com um dos mais pesados bombardeios de toda a campanha brasileira. Ali a FEB experimentou a luta em área urbana. Meu pai contava que Montese foi arrasada pelos sucessivos bombardeios, tanto de aliados como de alemães.
Em um combate épico, os brasileiros venceram os nazistas, numa batalha em que ficaram feridos e mortos muitos de nossos combatentes. 
      Após a sangrenta batalha de Montese, gradativamente, a FEB começou a descer os Apeninos. A missão agora era impedir que os alemães cruzassem o rio Pó e pudessem se reorganizar nos Alpes. Mas as forças brasileiras conseguiram chegar a Parma, Colecchio e Fornovo, e no dia 30 de abril de 45, O general Otto Fretter Pico, comandante da 148ª  Divisão  Alemã, remanescentes de uma divisão italiana (a Divisão Bersaglieri) e as forças blindadas do Afrika Korps, os Panzer Grenadier, acompanhados de seu Estado- Maior, chegaram em rendição às linhas brasileiras, sendo recebidos pessoalmente pelo General Mascarenhas de Moraes.
        Depois da rendição incondicional alemã no dia 02 de maio de 45, parte das tropas brasileiras ainda ficaram baseadas na Itália, segundo relatava meu pai, à espera de um possível envio para a frente de luta no Pacífico, onde a guerra ainda não havia terminado. Nesse período, de maio a setembro de 45, meu pai conheceu toda a tragédia de um país arrasado pela guerra, a miséria e a fome da população italiana. Conheceu particularmente os"partigiani", que pertenciam à Resistência italiana. Após a rendição do Japão, em 02 de sembro de 45, meu pai e as tropas brasileiras remanescentes na Itália retornaram à pátria, o que aconteceu em 17 de setembro de 45, trazidos pelo navio-transporte General Meigs.
        Com a desmobilização da FEB, meu pai retornou à cidade natal, onde dedicou-se a cuidar das terras que lhe couberam como herança na Fazenda Água da Onça. Conheceu minha mãe, a professora Zilda Nogueira de Freitas Trench, com quem se casou em dezembro de 46. Mais tarde, trabalhou no entreposto da Cagesp, depois Ceagesp, em Avaré, onde se aposentou em cargo de chefia. Teve duas filhas, eu e minha irmã-gêmea Maria Olympia de Freitas Trench Sestari,  três netas e três bisnetos. Com certeza, outros bisnetos ainda virão. Nunca dependeu de proventos ou aposentadoria do Exército. Faleceu em 13 de junho de 2011, aos 92 anos de idade. Recebeu , durante seu velório e sepultamento, homenagens militares do Tiro de Guerra da cidade. A bandeira nacional que cobriu seu esquife, guardo-a como única homenagem do país, que sempre esqueceu os "pracinhas".Ele foi agraciado com a Medalha de Campanha, pela participação nos combates no Teatro de Operações na Itália, Segunda Guerra Mundial."
Carta endereçada a sua irmã Gizelda Trench
      Depoimento  de Maria Olívia de Freitas Trench Espíndola, filha de Edmundo Trench, em Avaré, 10 de novembro de 2013.
(O Resgate F.E.B)

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Panfleto propaganda da FEB aos alemães em Fornovo

Raro panfleto original de abril de 1945 "Porque nós soldados brasileiros, lutamos contra os alemães?'' O panfleto foi feito em duas versões, para atingir os soldados alemães escrito em alemão e para informar aos brasileiros em português.
(acervo o Resgate FEB)
Frente
Verso
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Nos fins de abril de 1945 o 6º Regimento da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária Brasileira, comandado pelo Coronel Nelson de Melo, cercou um grupamento armado alemão nas proximidades da pequena Fornovo di Taro, no norte da Itália.
Após os primeiros contatos com o inimigo, confirmou-se de que se tratava da 148ª Divisão de Infantaria da Wehrmacht, levando consigo remanescentes de outras grandes unidades alemãs e italianas. Este numeroso grupamento armado, que ainda resistia bravamente, apesar de cercado, respondia ao General Otto Fretter - Pico, oficial detentor da Cruz do Cavaleiro, que a esta altura preocupava-se com o destino de suas tropas ante a aproximação dos vorazes grupos de  guerrilheiros italianos, que vinham matando prisioneiros rendidos em grande quantidade (vide o caso de Adriano Visconti).
Neste contexto, render-se à Força Expedicionária Brasileira era uma opção mais segura do que resistir indefinidamente até que grupos de guerrilheiros pudessem aproximar-se. O Alto-Comando brasileiro decidiu-se por tentar todos os meios para apressar a rendição de Fretter-Pico, e uma das medidas tomadas foi lançar sobre as posições alemãs panfletos propagandísticos explicando a razão pela qual brasileiros estavam lá, lutando contra eles.

No dia 27 de abril, este panfleto foi lançado sobre o inimigo cercado:

"Por que nós, soldados brasileiros, lutamos contra os alemães?
Tentamos responder a essa pergunta facilmente. Brasil se juntou às nações Aliadas contra a Alemanha Nazista por causa de duas razões mais do que convincentes:
Primeiro, porque o nosso país, basicamente, tem sido desafiado várias vezes por submarinos corsários alemães, apesar de nossas ações diplomáticas, afundando nossos navios desarmados perto da costa do Brasil, apesar de o Brasil sempre se declarar escrupulosamente neutro;
Em segundo lugar, porque o povo brasileiro quer viver em um mundo livre, onde as pessoas vivem livres e pacificamente, e não em um mundo ocupado pela tirania de Hitler! A chamada "Nova Ordem" não foi destinada apenas à Europa, porque era na verdade uma conspiração mundial, um perigo para todos os países do mundo. Intriga política com a qual os nazistas procuraram envolver todos os países da América do Sul, incluindo a invasão do nosso país, a nova ordem alemã mostrou muito claramente que o Brasil tem sido diretamente afetado e ameaçado pelo Nacional-Socialismo.
Nós soldados brasileiros lutamos na Europa, juntamente com os nossos camaradas das Nações Unidas, contra o imperialismo e o espírito de ataque nacional-socialista, para um futuro de liberdade e progresso."
As tropas sob comando de Fretter-Pico se renderam à FEB no dia 29 de abril. Foi a primeira vez que toda uma divisão inimiga se rendia de uma só vez no Teatro de Operações italiano - e a Força Expedicionária Brasileira estava lá para recebê-la.

Pesquisa
Blog  Sala de Guerra - Júlio César G. Antunes

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Os cantis usado pela F.E.B na Itália.

Os dois cantis utilizados pela FEB na Itália o da esquerda cantil de tampa de rosca com a caneca, de fabricação americana de 1942, repare a marca US na lona.A direita o brasileiro de tampa de rolha com a caneca o preferido dos pracinhas.Eles eram presos ao cinto NA.(acervo O Resgate FEB)


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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Pin da Vitória - F.E.B

Pin antigo do “V” da Vitória usado após o término da Segunda Guerra Mundial pela FEB.Em metal esmaltado, pertenceu ao pracinha FRANCISCO L.CABRAl.
(acervo O Resgate FEB)
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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sabato 2 novembre a Pistoia commemorazione dei caduti brasiliani al monumento di San Rocco


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PISTOIA  2 novembre - Avrà luogo presso il Monumento Brasiliano di S. Rocco l’annuale cerimonia per onorare i caduti brasiliani della Seconda Guerra Mondiale.
All’evento in programma per le ore 11:15 saranno presenti le massime cariche cittadine, tra cui il Prefetto, il Sindaco ed il Presidente della Provincia, oltre ai rappresentanti delle Forze dell’Ordine.
A fare gli onori di casa il il nuovo Ambasciatore del Brasile in Italia Ricardo Neiva Taveres, insieme ai rappresentanti delle Forze Armate brasiliane.
L’Ambasciatore Neiva Tavares arriva in Italia proseguendo una carriera diplomatica che lo ha portato in vari angoli del globo e negli ultimi cinque anni è stato Ambasciatore presso la Comunità Europea.
Anche i quadri di rappresentanza delle Forze Armate brasiliane registrano l’arrivo del nuovo Addetto dell’Esercito, il Colonnello Mario Felizardo Medina.
Il programma delle celebrazioni prevede, dopo l’alzabandiera al suono dell’Inno Nazionale Brasiliano, l’ingresso del Gonfalone della F.E.B. ed a seguire la deposizione di corone da parte delle Istituzioni italiane, della rappresentanza diplomatica e delle Forze Armate del Brasile, e di molte Associazioni che intendono rendere omaggio al valore della partecipazione della Forza di Spedizione Brasiliana alla seconda guerra mondiale.
Saranno consegnate alcune onorificenze che arrivano dal Brasile a persone che si sono distinte nel ruolo di divulgatori e preservatori della memoria della F.E.B..Seguirà la Santa Messa, officiata da S.E. Monsignor Mansueto Bianchi, la preghiera dei Caduti di tutte le Guerre.
Sarà inoltre possibile visitare il nuovo Museo creato all’interno dello Spazio Miguel Pereira, l’ufficio-museo da poco creato presso il Monumento.
La popolazione, ed in particolare le nuove generazioni, sono invitate a partecipare per conoscere questa significativa parte di storia locale, legata alla storia internazionale ed al contributo dei Paesi che hanno restituito all’Italia la Libertà e la Democrazia.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Memórias de Soldados: a História da Força Expedicionária Brasileira - LIVRO

"Caros amigos, hoje estou publicando diretamente na internet,(www.clubedeautores.com.br) pelo clube de autores, meu livro sobre a Força Expedicionária Brasileira. Este trabalho é fruto de meu mestrado em história e de 10 anos de pesquisa sobre esse tema. Aqueles que puderem divulgar, meu muito obrigado."

Sinopse


Em "Memórias de Soldados: a História da Força Expedicionária Brasileira", Marcos Antonio Costa apresenta uma face mais humana da campanha brasileira na Segunda Guerra Mundial, pois centra suas análises nos homens que formaram a FEB. O autor parte da concepção política da participação do Brasil naquele conflito, passando pela decisão em enviar uma Força Expedicionária e os reflexos dessa decisão. A convocação, seleção de pessoal, treinamento, batalhas na Itália, o dia a dia na Guerra e o retorno ao Brasil são apresentados de uma forma narrativa, muito explicativa, mas com todo o cuidado científico e metodológico que são exigidos em um livro de História. Ao final da leitura, o leitor terá a certeza que conheceu o soldado brasileiro que lutou na maior das Guerras da Humanidade.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

OVERSEAS BAR da Força Expedicionária Brasileira

Exibidas na manga direita (overseas bar/ tempo de serviço) do uniforme que indica que o soldado serviu em zona de combate.Na Força Expedicionária Brasileira: barreta horizontal, com 45 mm de comprimento e 5 mm de largura, bordada na cor cinza-escuro, indicando, cada barreta, um período de quatro meses em ação. A fração superior a dois meses deve ser considerada como um período. Modelo brasileiro de brim usado pelos expedicionários na Segunda Guerra Mundial.
(acervo O Resgate FEB)
Repare no quadro o  overseas da direita e o modelo brasileiro.Este quadro pertence ao Tenente Pedro Rodrigues (Curvelo -MG) veterano da FEB.
Repare na manga direita do General Mascarenhas de Morais 
(clique na foto para ampliar)
HISTÓRICO
O tempo de serviço  (Overseas bar) é um reconhecimento  do Exército dos Estados Unidos que e exibido como uma barra bordada dourada na posição horizontal na manga direita do uniforme de primeira classe.O conceito original  de um barra no exterior começou na Primeira Guerra Mundial, com que ficou conhecido  como uma CHEVRON OVERSEAS.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Comandei Um Pelotão de Fuzileiros (LIVRO)

O Ten-Cel Ref Tulio Carvalho Campello de Souza 
O Ten-Cel Ref Tulio Carvalho Campello de Souza (1920-2008) foi formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Largo de São Francisco, na turma de 1943. Sua formação militar acorreu no curso de infantaria do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) de São Paulo, onde se formou oficial em setembro de 1941. Apresentou-se como voluntário para a Força Expedicionária Brasileira (FEB) tendo sido convocado para o serviço ativo em 1943, integrando o 6o Regimento de Infantaria de Caçapava, São Paulo, como comandante do 2o Pelotão da 8a Companhia do 3o Batalhão.
Partiu para a Itália no primeiro escalão da FEB, em 2 de julho de 1944.
Chegou a Nápoles em 16 de julho e frequentou o curso de treinamento de combate e liderança do 5o Exército Norte-Americano em Sant’Agatha Dei Gotti, Província de Caserta. Seu “batismo de fogo” acorreu em 16 de setembro de 1944 na região de Lago Massaciucolli.
Lutou em Vecchiano, Borgo a Mozzano e Vale do Rio Serchio, na cidade de Barga. Continuou combatendo na região da Rota 64, no Vale do Rio Reno nos Apeninos, Porretta Therme e outras localidades.
Participou dos três primeiros ataques ao Monte Castelo, em 24, 25 e 29 de novembro de 1944 e na defensiva do inverno em 1944 e 1945. No ataque a Castelnuovo – Soprassasso, em março de 1945, foi ferido por explosão de mina antipessoal, com amputação traumática da perna esquerda. Gravemente ferido foi internado nos seguintes hospitais da Itália: 32o Hospital de Sangue e 10o Hospital de Evacuação, em Pistóia; 7o Hospital em Livorno e 45o Hospital Geral em Nápoles.
Finalmente foi evacuado por via aérea para hospitais dos Estados Unidos da América: Hospital Bushnell General, em Brigham City, Utah e Hospital Fitzsimons General, em Denver, Colorado, no período de abril de 1945 a agosto de 1946. Foi agraciado com a Medalha Sangue do Brasil; Cruz de Combate de Primeira Classe; Medalha de Campanha; Medalha de Guerra; e Cruz de Guerra com Palma, do Governo Francês.
Foi reformado pelo Exército Brasileiro no ano de 1947. Na vida civil advogou desde 1950. Foi um dos fundadores e diretores da Companhia Telefônica de Pindamonhangaba, de 1963 a 1976. Foi vereador e presidente da Câmera Municipal de Pindamonhangaba. Foi um dos fundadores da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, seção de Pindamonhangaba, em 1947. O livro “Comandei Um Pelotão de Fuzileiros” é fruto da entrevista do autor, Eros José Sanches (militar do Exército Brasileiro), com o Ten-Cel Ref Tulio, realizada por carta no período de 2000 e 2001. O material colhido nessas entrevistas de história oral resultou em 67 respostas, coligidas e complementadas com notas amparadas na bibliografia da FEB. O autor buscou uma aproximação mais humanizada com o entrevistado, trazendo luz sobre a questão psicológica do homem em combate e a experiência dos brasileiros internados nos hospitais dos EUA. Tulio Carvalho Campello de Souza contribuiu genuinamente para esse desiderato.


Para quem deseja o seu exemplar, por favor envie pedido para o e-mail: erosanches@hotmail.com