quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Medalha Comemorativa italiana da conquista de Nápoles.


Um lembrança da libertação de Nápoles em 1 de outubro de 1943 pelos americanos do 5º th army .Era comum os pracinhas brasileiros em suas horas de folga pelas cidades libertadas comprarem como souvenir. 

(acervo O Resgate FEB)
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Pilotos de caça Senta a Pua mortos em combate

Baixas do 1º Grupo de Aviação de Caça na Campanha da Itália.
MORTOS EM COMBATE
2º Tenente Aviador Dante Isidoro Gastaldoni - Como Aspirante ainda, foi voluntário para combater o nazi-fascismo de Hitler e Mussolini. Seguiu para o Panamá junto com os 374 homens do Ten Cel Av Nero Moura. Ali, na Base Aérea de Aguadulce, realizou seu treinamento de piloto de caça. Em um vôo de instrução, quando realizava missão de interceptação a um suposto inimigo na área de defesa da Zona do canal do Panamá, seu avião perdeu os comandos vindo a chocar-se ao solo, não lhe dando tempo a abandonar a aeronave. Foi a primeira vítima dos voluntários do 1º Grupo de Aviação de Caça.
1º Tenente Aviador John Richardson Cordeiro e Silva - Foi um dos primeiros voluntários que atendeu ao chamado da Pátria. Seguiu para o Panamá e Estados Unidos, onde realizou seu treinamento de piloto de caça. Representava para seus companheiros do 1º Grupo de Aviação de Caça um exemplo de coragem, fibra e vontade de ferro. Realizou apenas uma missão de guerra sendo abatido e morto ao atacar posições de artilharia antiaérea na cidade de Bolonha, no dia 6 de novembro de 1944.
1º Tenente Aviador Oldegard Olsen Sapucaia - Era instrutor na Escola de Aeronáutica quando se voluntariou para integrar o 1º Grupo de Aviação de Caça. Seu curso no Panamá e Estados Unidos foi um sucesso, distinguindo-se entre todos como um dos melhores. Faleceu em serviço na Zona de Combate no Teatro do Mediterrâneo quando realizava Tiro Terrestre na área vizinha a Tarquinia, no dia 7 de novembro de 1944.
1º Tenente Aviador Waldir Paulino Pequeno de Mello - Voluntário, ingressou no 1º Grupo de Aviação de Caça nos Estados Unidos. Realizou com sucesso o treinamento no P-47 "Thunderbolt", seguindo para a Itália, com o curso de caça completo. Voou apenas uma missão de Guerra, pois faleceu durante um acidente em que colidiram no ar um C-47 americano e um P-47 brasileiro, no dia 16 de novembro de 1944. O Waldir voava como passageiro do C-47 tentando fotografar uma esquadrilha, a Esquadrilha Verde comandada pelo Lagares. Recebeu a Cruz de Bravura da FAB e a Air Medal (Estados Unidos).
2º Tenente Aviador Roland Rittmeister - Na abertura do voluntariado para o 1º Grupo de Aviação de Caça estava na Escola de Aeronáutica como instrutor. Atendeu ao Primeiro chamado da Pátria. Fez os cursos no Panamá e nos Estados Unidos com pleno êxito, distinguindo-se como oficial especializado em Informações de Guerra. Realizou uma única missão de guerra, tendo falecido na Zona de Combate em 16 de novembro de 1944, no mesmo acidente em que faleceu o 1º Ten Av Waldir.
1º Tenente Aviador João Maurício Campos de Medeiros - Foi o Tenente Medeiros uma das figuras mais populares no 1º Grupo de Aviação de Caça. Encarnou o verdadeiro piloto de guerra. Morreu em combate no dia 2 de janeiro de 1945, quando atacava uma locomotiva na estação ferroviária em Alessandria. Chegou a saltar de pára-quedas, sendo entretanto eletrocutado por fios de alta tensão, durante a queda. A história do Tenente Medeiros é um exemplo a ser seguido pela nova geração da Força Aérea Brasileira. Filho dileto do Prof. Maurício Medeiros, foi para seus companheiros do 1º Grupo de Aviação de Caça um exemplo de bravura, determinação e patriotismo.
1º Tenente Aviador Aurélio Vieira Sampaio - Servia na Base Aérea de Fortaleza quando o Maj Av Nero Moura abriu o voluntariado para o 1º Grupo de Aviação de Caça. Acompanhou o Grupo desde o treinamento no Panamá. Sua história é um exemplo de fibra e força de vontade. Cumpriu seu dever com distinção em todos os setores. Iniciou como oficial terrestre, ajudando diretamente ao comando na difícil tarefa administrativa. Quando tiveram as perdas do Cordeiro, do Oldegard e do Rittmeister, apresentou-se para o vôo imediatamente. Realizou o treinamento na Zona de Combate. Foi um verdadeiro piloto de guerra. Morreu ao sul de Milão, quando atacava fortificações inimigas. O fogo da artilharia antiaérea alemã o abateu quando cumpria sua 16ª missão de guerra, no dia 22 de janeiro de 1945. Foi condecorado com a Cruz de Bravura da FAB e com a Air Medal (Estados Unidos).
2º Tenente Aviador Frederico Gustavo dos Santos - Veio diretamente dos Estados Unidos para integrar o 1º Grupo De Aviação de Caça na Itália. Realizou 44 missões de guerra, sendo morto em combate em Spilambergo, no dia 13 de abril de 1945, quando atacava depósitos de munição. Morreu aos 19 anos em defesa da Pátria estremecida. Apesar da pouca idade e do pouco tempo no Teatro de Operações, distinguiu-se entre seus companheiros pela personalidade e bravura durante as ações de combate. Foi condecorado várias vezes.
1º Tenente Aviador Luiz Lopes Dornelles - Abatido pela artilharia antiaérea inimiga, sendo morto em combate quando atacava uma locomotiva na Estação Ferroviária de Alessandra, no dia 26 de abril de 1945. Realizou 89 missões de guerra. Sua bravura pode ser atestada pelos companheiros da Campanha da Itália e pelos filmes de combate se sua metralhadora fotográfica arquivados no Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos.
Pleno inverno italiano
Pilotos do 1º Grupo de Caças na Segunda Guerra.
Abatidos em combate

1º Tenente Aviador Ismael da Motta Paes - Herói do 1º Grupo de Aviação de Caça. Foi um dos primeiros a atender ao chamado da Pátria. Realizou 24 missões de guerra, tendo sido abatido no dia 23 de dezembro de 1944 ao norte de Parma. Foi prisioneiro de guerra em Stettim, Alemanha, tendo sido libertado pelos Russos no final da guerra. Ao regressar ao Brasil continuou na aviação, tendo sido um dos comandantes do 1º Grupo de Aviação de Caça, ensinando o que aprendera à nova geração. Chegou ao posto de Major-Brigadeiro do Ar na ativa.
1º Tenente Aviador Josino Maia de Assis - Estava na unidade aérea da Base Aérea de Recife voando patrulha de P-40, famoso caça operado pela Esquadrilha dos Tigres Voadores, quando foi aberto o voluntariado para o 1º Grupo de Aviação de Caça. Junto com seu comandante, na época o Tenente Lagares, foi um dos primeiros a colocar o nome na lista. Cumpriu com destaque o seu treinamento no Panamá e nos Estados Unidos. Foi classificado imediatamente como Líder de Esquadrilha para missões de combate. Durante a campanha da Itália cumpriu com bravura e determinação 41 missões de guerra. Foi abatido pela artilharia antiaérea inimiga ao sul de Milão, no dia 29 de janeiro de 1945. Caiu prisioneiro do inimigo quando estava praticamente nas mãos dos Partizans (guerrilheiros italianos pró-aliados). Como seu companheiro Othon Correia Netto, foi prisioneiro em Nuremberg e depois em Musberg. Regressou a Pisa depois do dia 8 de maio de 1945. Foi ferido em combate. No Brasil, foi comandante do 1º Grupo de Aviação de Caça, em Santa Cruz, em 1950. Entre diversas condecorações possui a Cruz de Sangue (Brasil), Cruz de Aviação (Brasil), Air Medal (Estados Unidos) e a Distinguished Flying Cross (Inglaterra).
Capitão Aviador Joel Miranda - Na época do voluntariado era Oficial de Gabinete do Ministro da Aeronáutica Dr Salgado Filho. Foi um dos heróis do 1º Grupo de Aviação de Caça. Sua Esquadrilha foi quase totalmente abatida pela artilharia antiaérea inimiga, em virtude do desapego à vida e bravura de seu comandante. Saltaram de pára-quedas ou foram mortos em combate. Além do próprio Joel, os Tenentes Motta Paes e Brandini foram feitos prisioneiros de guerra, Tenentes Dornelles e Medeiros mortos em ação, Tenente Danilo ficou escondido com os Partizans e o Tenente Canário saltou em "Terra de Ninguém". Quando Saltou de pára-quedas, o Capitão Joel quebrou o braço, sendo socorrido em Hospital de Sangue Alemão. Ficou escondido até o fim da guerra, tendo feito diversas incursões junto com os Partizans. Realizou 31 missões de guerra, sendo abatido no dia 4 de fevereiro de 1945.
2º Tenente Aviador Danilo Marques Moura - Irmão do Comandante do 1º Grupo de Aviação de Caça, Ten Cel Av Nero Moura, talvez tenha sido o primeiro voluntário. Serviu no Panamá e nos Estados Unidos, em funções administrativas mas, nem por isso, deixou de completar o seu curso de caça. Na Itália voou 11 missões de guerra, quando foi abatido em Castelfranco, no dia 4 de fevereiro de 1945. Escondeu-se com os Partizans por meis dúzia de horas, até conseguir uma roupa civil. Decidiu, imediatamente, regressar às linhas aliadas, enfrentando os perigos normais de burlar a vigilância dos alemães. Sua determinação, força de vontade e coragem, fizeram com que chegasse a Florença a salvo, trazendo informações preciosas das organizações de terreno feitas pelos alemães nas margens do Rio Pó. Regressou ao Brasil após o término da guerra, trocando a Força Aérea Brasileira pela PANAIR do BRASIL. Seu triunfo de fuga inspirou alguns de seus colegas do Grupo na criação de uma paródia: "A Ópera de Danilo". Esta Ópera é cantada até os dias de hoje, em todas as reuniões do dia 6 de outubro, pelos veteranos e atuais pilotos de caça da FAB.
1º Tenente Aviador Roberto Brandini - Este herói do 1º Grupo de Aviação de Caça tem uma das histórias mais fascinantes. Foi abatido em Ferrara, no dia 10 de fevereiro de 1945, pela artilharia antiaérea inimiga, quando atacava objetivo fortemente defendido naquela cidade italiana. Ao abandonar seu P-47 em pára-quedas, foi atingido na cabeça por um estilhaço de granada do famoso 88 alemão. Desceu desacordado, tendo sido dado como morto pelo Líder da Esquadrilha, o bravo Tenente Dornelles, que viria a morrer no dia 26 de abril. Quando recobrou os sentidos, 48 horas depois, já estava operado e com o troféu que o cirurgião lhe tirou do crânio, na mesa de cabeceira do Hospital de Sangue. Depois de recuperado, foi internado no Campo de Concentração de Bolzano, na Itália. Realizou 28 missões de guerra. Regressou ao Brasil, onde esteve na ativa até 1960. Foi várias vezes condecorado pelos Estados Unidos e pelo Brasil.
2º Tenente Aviador Raymundo da Costa Canário - Veio diretamente dos Estados Unidos para o 1º Grupo de Aviação de Caça, na época sediado em Pisa. Como seus companheiros da Reserva Convocada, Santos, Menezes, Tormim, Morgado e Poucinhas, foi também voluntário na luta contra o nazi-facismo. Com apenas 18 anos, tornou-se figura popular entre o pessoal do grupo. Era o piloto mais jovem do Grupo. Foi abatido pela artilharia antiaérea em 15 de fevereiro de 1945, tendo com extraordinária habilidade, conduzido seu avião até as linhas aliadas. Saltou de pára-quedas segundos antes de seu P-47 explodir no ar. Caiu na "Terra de Ninguém", sendo recolhido por uma patrulha do 11º Regimento da Força Expedicionária Brasileira. No dia seguinte estava de volta, combatendo com a mesma disposição. Ao regressar ao Brasil, ingressou na aviação comercial, tornando-se comandante respeitadíssimo entre seus pares na antiga Real Linhas Aérea e na VARIG. Realizou 51 missões de guerra.
Capitão Aviador Theobaldo Antonio Kopp - Voluntariou-se entre os primeiros para o 1º Grupo de Aviação de Caça, sendo escolhido como um dos homens-chave do Ten Cel Av Nero Moura para fazer o Curso de Tática Aérea em Orlando - Flórida. Seguiu para o Teatro de Guerra do Mediterrâneo, mesmo sabendo que sua mãe e irmã se encontravam em Milão. Isto implicava em dizer que se os nazistas tomassem conhecimento desse detalhe, sua família sofreria as conseqüências em Milão. O Tenente Kopp, de Curitiba, preferiu afrontar mais esse perigo. Lutou bravamente e, ao completar sua 58º missão de guerra, foi abatido em Suzara, no dia 7 de março de 1945, pela artilharia antiaérea alemã. Demonstrando coragem e sangue frio, conseguiu evadir-se, escondendo-se mais tarde com a rede de Partizans local. Como Joel Miranda e Danilo Moura, teve várias e interessantes aventuras, junto com os Partizans. Regressou ao Brasil onde permaneceu por longo período na Aviação de Caça em Santa Cruz. Foi condecorado pelos Governos Brasileiro, Americano e Francês com medalhas de combate e bravura.
1º Tenente Aviador Othon Corrêa Netto - Foi voluntário para integrar o 1º Grupo de Aviação de Caça, vindo diretamente do Corpo de Instrutores da Escola de Aeronáutica. Iniciou suas missões de guerra no dia 6 de novembro de 1944, decolando como ala de uma esquadrilha do 347th Fighter Squadron. Experimentou de perto o fogo alemão, pois sua missão foi a de atacar posições de artilharia antiaérea. Saiu-se bem. No dia 26 de março de 1945, foi abatido em Casarsa, sendo obrigado a saltar de pára-quedas. Foi prisioneiro nos campos de concentração de Nuremberg e Müsberg. Portou-se em todos os interrogatórios como um perfeito soldado. Cumpriu 58 missões de guerra.
2º Tenente Aviador Marcos Eduardo Coelho de Magalhães - Era instrutor da Escola de Aeronáutica quando se voluntariou para integrar o 1º Grupo de Aviação de Caça. Durante a Campanha da Itália realizou 85 missões de guerra, quando foi abatido no dia 22 de abril de 1945, nas proximidades de Sassuolo. Ao saltar de pára-quedas foi metralhado por um oficial e um soldado fascista, fazendo com que o mesmo afunilasse, tendo o Tenente Coelho caído sobre o telhado de uma casa e quebrado as duas pernas. Foi esbofeteado e cuspido pelos militares fascistas, só não sendo assassinado pela intervenção de um cabo alemão. Foi prisioneiro em um Hospital de Sangue em Regio - Itália. Regressou ao Brasil e ingressou na Aviação de Transporte da Força Aérea Brasileira.
2º Tenente Aviador Renato Goulart Pereira - Era instrutor da Escola de Aeronáutica quando foi aberto o voluntariado para o 1º Grupo de Aviação de Caça. Não vacilou, sendo um dos primeiros a assinar o nome na lista de voluntários. Sua popularidade era grande, em virtude de ter sido membro da Seleção Brasileira de Basquete. Foi capitão do time do XXIII Comando Aerotático na Itália. Durante a campanha foi abatido quando atacava objetivos inimigos. Saltou de pára-quedas sobre as linhas aliadas no dia 30 de abril de 1945, demonstrando sua habilidade de vôo, quando seu avião com incêndio a bordo, permaneceu ainda voando por 15 minutos. Realizou 93 missões de guerra.
Pequeno resumo

Senta a Pua! é o simbolo e grito de guerra do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira, tendo suas origens na Segunda  Guerra Mundial.
Depois de treinamento nos Estados Unidos na Escola Tática Aérea em Orlando (Flórida)  e Albrook Field (Panamá) finalizado com louvor, 350 homens incluindo 43 pilotos e pessoal de apoio estavam aptos a entrar em ação, foi enviado o 1° Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (1° GAvCa) à Itália, com a missão de integrar o 350th Fighter Group da então Força Aérea do Exército dos Estados Unidos (USAAF) para combater as forças do Eixo.  
Entre outubro de 1944 e maio de 1945, o 1° Grupo de Aviação de Caça voou 445 missões de guerra, tendo dezesseis caças Republic P-47D "Thunderbolt" abatidos pela artilharia antiaérea alemã.
Blog O Resgate FEB
Henrique Moura

Fontes:
http://www.aer.mil.br/aeronaves/htm/gavca.htm
http://daulog.com/main2.htm
http://www.jambock.com.br/jambock/v2/docs/pes_esq_red.asp
www.sentapua.com.br

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Livreto sobre a participação da F.E.B na Itália.

Este livreto é um resumo histórico da participação da FEB no Teatro de Operações na Itália. Foi organizado pela Sec Esp Cmd da FEB. Sua capa foi uma gentileza do jornal "O GLOBO EXPEDICIONÁRIO", que tem como figura o desenho da Cobra Fumando, estilizado nada menos do que o já consagrado Walt Disney.
Esta notícia foi escrita para servir de subsídio histórico do 5º Exército. Posteriormente, ficou resolvida a sua distribuição aos nossos expedicionários. Foi redigida em prazo limitado e a luz de documentação ainda em coordenação (Alessandria - Itália). Ou seja, produzida e impressa ainda na Itália. Acabou se tornando a primeira fonte de informações impressa sobre a atuação da FEB.Impresso pela Seção de Divulgação e Conhecimentos Gerais, do T.O. do Mediterrâneo (MTOUSA), não apresenta acentos da grafia portuguesa, pois os mesmos não existem na grafia em inglês.
(acervo O Resgate FEB)
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Pesquisa Blog Museu Virtual FEB.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Acidente no translado dos restos mortais dos pracinhas da FEB para o Brasil


Em meados de 1960 aconteceu um fato que não temos muito conhecimento referente os restos mortais de nossos heróis da Força Expedicionária Brasileira, tombados nos campos de batalha da Itália na Segunda Guerra Mundial. Na verdade é normal o fato não ter conhecimento já que nossos pracinhas até hoje, quase 70 anos do final da guerra, nossos pracinhas não tem o reconhecimento histórico pelos seus feitos.
Avião ao qual o General Cordeiro de Farias viajava apos o acidente.
Esse caso aconteceu como já disse em meados de 1960 quando uma comissão liderada pelo General Cordeiro de Farias para repatriar os restos mortais de nossos pracinhas então enterrados no cemitério de Pistóia – Itália. Na viagem para o Brasil seria feito uma escala em Lisboa-Portugal, mas um grave acidente com um dos três aviões fez com que a comissão tivesse um atraso. Esse acidente foi justamente no avião onde estava o viajando o General Cordeiro de Farias.Segundo relatos do General o piloto errou ao pousar, o avião derrapou pela pista rodando pela pista, perdeu uma asa e incendiou, o General estava na avião com mais dois soldados, ele se lembra de ter muita fumaça no interior da aeronave e algumas explosões em seu interior e do lado de fora também, relata o General que em instinto de se salvar, viu uma clareira na parte de traz do avião, para chegar a única alternativa era passar por cima das urnas onde estavam os restos mortais dos pracinhas, ele o fez rastejando até chegar ao outro lado e saindo da aeronave, conta também no relato que não lembra de como desceu das e nem onde estava os amigos que o acompanhavam. Quando chegou fora o General viu seu amigo Edmundo da Costa Neves que já tinha saído, já o outro pracinha já estava no hospital.O General teve que entrar em contato com o governo brasileiro para pedir um novo avião para terminar a viagem e seguir com os corpos para o Brasil onde foi feita solenidade no dia 22 de dezembro de 1960.
Essa uma história muito interessante que mostra que mesmo depois da guerra os pracinhas ainda tiveram dificuldade para voltar para casa.
Fonte:
 Meio Século de Combate – Diálogo com Cordeiro de Farias – Aspásia Camargo / Walder de Góes
Trinta Anos Depois da Volta – Octávio Costa
Matéria do blog Ecos da Segunda Guerra

sábado, 12 de janeiro de 2013

Parka reversível - Camuflagem de neve usado pela F.E.B

Parka modelo 1942, americana reversível camuflagem de neve, tipico da F.E.B na campanha italiana,verde oliva de um lado e branco para camuflagem na neve com bolsos e capuz.Esta parka em bom estado esteve em combate e pertenceu a um pracinha de Juiz de Fora (MG)
(acervo O Resgate FEB)
Parka do lado branco para ser usado na neve
Acervo do Museu do Expedicionário de Curitiba

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O pracinhas com suas parkas camuflados na neve no rigoroso inverno italiano

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Braçadeira de ex combatente da F.E.B

Braçadeira de ex combatente da FEB da Segunda Guerra.
(acervo O Resgate FEB)
Ex combatentes sendo homenageados em Brasília.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Charges brasileiras sobre a Segunda Guerra Mundial.


A palavra charge vem do francês e significa carga. No jornalismo se refere a uma carga contra um adversário. A charge ou caricatura- se preferirmos usar o termo em português- é uma crítica bem humorada, onde o autor critica ou ataca pessoas, instituições e situações da vida social e política. Para conseguir o efeito desejado, ou seja, fazer rir, o chargista faz questão de representar seus personagens com feições e características físicas exageradas, tendendo ao ridículo.
José  Carlos de Brito e Cunha
 José Carlos de Brito e Cunha, conhecido como José Carlos, (Rio de Janeiro, 18 de junho de 1884 — Rio de Janeiro, 2 de outubro de 1950) foi um chargista, ilustrador e designer gráfico. J. Carlos também fez esculturas, foi autor de teatro de revista, letrista de samba.
Algumas das charges do chargista J Carlos sobre a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.                                      
Esta charge de J Carlos publicada na revista CARETA em dezembro de 1944, quando a FEB lutava nos campos da Itália contra as forças nazistas. demostrando como os nossos pracinhas ao lado da sua bravura conservavam aquele espírito humano algo ingênuo , tipicamente brasileiro sempre ligado  as emoções do futebol.
A charge de J Carlos na capa da revista CARETA representando a ofensiva dos aliados, em junho de 1944 que determinou o desfecho da Segunda Guerra Mundial.
Belmonte na Segunda Guerra Mundial.
Belmonte, pseudônimo de Benedito Bastos Barreto (1896-1947), foi caricaturista, cartunista, ilustrador, cronista, romancista e, inclusive, pesquisador da história de São Paulo. Seus trabalhos foram publicados nos jornais Folha da Noite e Folha da Manhã, e nas revistas Careta, Fon-Fon! e O Cruzeiro. Benedito Carneiro Bastos Barreto nasceu em São Paulo, no ano de 1896. De família pobre, Belmonte tinha desde pequeno um talento que acabou por colocá-lo indubitavelmente no rol dos grandes desenhistas do Brasil em todos os tempos. Apesar de atuar em diversas áreas, como a pintura, jornalismo, crônica e ilustrações (entre outras) acabou mesmo tendo sua imagem associada à caricatura. Foi assim que criticou o Estado Novo de Vargas e acabou censurado pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), e foi assim, também, que sua obra correu o mundo, em especial na época da Segunda Guerra Mundial.As charges referentes à Segunda Guerra Mundial foram reunidas no livro Caricatura dos Tempos publicado após o falecimento de Belmonte em consequência de tuberculose. A obra foi republicada pela Editora Melhoramentos em 1982.
As críticas de Belmonte ao nazismo mereceram atém mesmo críticas inflamadas de Goebbels em suas transmissões radiofônicas, que alegava contundentemente que o brasileiro estava sendo pago por ingleses e norte-americanos. Certamente a maior reconhecimento que poderia acontecer. Abaixo uma super postagem com algumas caricaturas de Belmonte na tendo em foca a Segunda Guerra Mundial.


O rei Carol - Não avance! Saiba que estamos sob a proteção das grandes democracias!
Hitler - Não tem importância. Eu também estou... 
Crítica direta a política de anexação de territórios levada a cabo por Hitler e que irá culminar com a invasão da Polônia, dando início a Segunda Guerra Mundial. Repare na ironia à Política de Apaziguamento, onde as potências européias relutavam em enfrentar a ameaça nazista.

A imagem, publicada antes de Hitler invadir a Polônia já antecipava os possíveis acontecimentos. Dantzig, outrora cidade alemã, foi incorporada ao território Polonês no final da Primeira Guerra Mundial. Hitler, contudo, achava que por direito, a cidade pertencia a Alemanha, fazendo parte do propagada "espaço vital alemão".
- Há muito tempo que o Sr. está aí incomodando minha afilhada! Falemos claro: as suas intenções são boas?
- Não senhos!
- Ah! Bom! Pensei que as suas intenções não eram boas...
Outra referência a política de não-enfrentamento, principalmente por parte dos franceses e ingleses, que evitam e fazem concessões absurdas para tentar aplacar a voracidade nazista. 

"Estejam sob que mãos estiverem, a Alemanha tem direito a todas as suas antigas colônias".
Ainda em 1938, Belmonte já sinalizava para um desfecho nada positivo em relação a expansão nazista. É possível que as potências aliadas ainda tivessem a sonho de um enfrentamento entre nazistas e socialistas, o que não se efetivou.

Matéria sobre Belmonte na Segunda Guerra Mundial - Blog Inago História.
Mais charges de Belmonte
A hora do banquete
  Para esta charge Belmonte encontrou inspiração no romance a Viagens de Gulliver, nela aparecem um Hitler gigantesco (Gulliver) deitado sobre o mapa da Europa (Liliput), referência ao lugar povoado por habitantes minúsculos que Gulliver conseguiu alcançar a nado depois de naufragar.Ao analizar esta charge preste atenção no local onde esta o calcanhar de Hitler.
 Facinação de Belmonte
Pacto de não agressão e Invasão da Polônia

         Charge publicada na revista "Vamos ler ", de 1942.  
Charge politica de Getúlio Vargas
(Segunda Guerra Mundial) 
      
 Charge internacional onde a FEB combateu
Uma charge (internacional) onde a FEB atuou onde a população estava dividida e acuada pelos alemães.
Eu sou eu minha circunstância(Blog)
História Profº Tiago Vidal (Blog)
Francisco Miranda (Blog)
Portal FEB (facebook)
blog Jornal do Porão
Ensinando História(Joelza Ester Domingues)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Capuz Field Jacket M 43 USA/F.E.B

Capuz da jaqueta M 43 de fabricação americana e afixada por botões. Apesar de não fazer parte do uniforme oficial da FEB mas com aproximação com os americanos do 5º Exercito alguns febianos como os do Deposito de Pessoal, oficiais e correspondentes de guerra brasileiros  usaram está jaqueta.
(acervo O Resgate FEB)
Field Jacket M 1943
Acervo o Resgate FEB.
(clique na foto para ampliar)


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

NATAL DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA


Digamos que a Força Expedicionária Brasileira (FEB), uma das maiores contribuições brasileiras à luta contra o fascismo, também não era uma instituição natalina. Mas, ainda assim, o país que lhe deu origem era já naquele tempo, uma nação de católicos, onde o Catolicismo era uma espécie de religião oficial informal. Assim, a tropa brasileira foi para a guerra levando sua religiosidade junto com o equipamento. Melhor seria dizer que a religiosidade era parte do equipamento…
A Força Expedicionária Brasileira passou um Natal na Itália, o de 1944, debaixo de um frio infernal, visto que aquele inverno foi o pior registrado no continente europeu, em muitos anos. Ainda assim, os soldados brasileiros não deixaram de comemorar, e esse Natal quase sempre aparece nas recordações dos expedicionários ainda vivos. A maioria deles fala na saudade da família e dos amigos. Também comentam sobre a neve “que não era tão branquinha quanto aparecia nas gravuras natalinas que circulavam, naquela época” (como ainda hoje) pelo Brasil. O frio extremo (em alguns pontos dos Apeninos alcançou 20 graus negativos) interrompeu as operações, pois tornava o terreno montanhoso, já extremamente difícil para ações militares, impraticável. Os combatentes de ambos os lados se escondiam onde podiam. O soldado Aribides Pereira, da Bateria de Comando da Artilharia Divisionária, então com 24 anos, procedente de Santa Maria, no Rio Grande, recorda ter passado o Natal num casario nas proximidades de Porreta. Não deixou de ter festa: os soldados brasileiros arrumaram carne de carneiro fresca junto aos italianos. A festa deu direito, inclusive, a uma ou duas doses de grappa, uma aguardente italiana fortíssima, e que muitos dos que estiveram lá consideram a única forma eficaz de espantar o frio. O lugar tinha até árvore de Natal. Por sinal, são muitos os testemunhos que declaram que esse símbolo da festa cristã se espalhava apor toda a frente. Segundo o correspondente de guerra Joel Silveira, se viam árvores de Natal “nas estradas, nas vitrines das cidades, nos hospitais e no abrigo das patrulhas avançadas”. O depoimento de Joel, que foi correspondente dos “Diários Associados”  junto a FEB, sintetiza o que, com certeza, era o sentimento de todos os combatentes, em todas as frentes (talvez até entre os soviéticos, mas é suposição…): “Aqui no nosso quartel, o correspondente Bagley já levantou sua árvore e nela dependurou esferas iluminadas e pequenas velas de todas as cores. É um grande prazer, à noite, quando o frio é total lá fora, olhar aqueles verdes e tão retos ramos de pinheiro, distrair os olhos no mundo brilhante da árvore e pensar nos amigos e pessoas queridas que estão muito longe.”
Matéria do Blog Causa::
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Raríssimo santinho dado aos soldados da Força Expedicionária Brasileira no rigoroso inverno do natal de 1944 desejando  boas festas  e breve retorno aos seus lares. Impresso na  Itália.
(acervo O Resgate FEB)

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Curiosidade:Terceiro ataque da FEB ao Monte Castelo


Só pra rebater a numerologia: hoje completa 68 anos do 3º. ataque da FEB ao Monte Castelo. Em 12/12/1944 os brasileiros tentaram pela 3ª. vez tomar o morro, sendo repelidos pelos defensores alemães com pesadas baixas: 145 entre mortos e feridos. Quem mais sofreu foi o I/1º. RI. No ataque anterior do dia 29/11 já havia perdido 159 mortos e feridos. No dia 12/12 teve outras 112 baixas. Enormes sacrifícios a troco de nada, sequer de experiência, porque esse ataque foi mera repetição dos erros cometidos anteriormente.
Crédito da imagem: "Monte Castelo" de Arthur Nisio (1945). Óleo sobre tela Museu Oscar Niemeyer (Curitiba/PR).

Matéria de Demison de Oliveira.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Bússola F.E.B / US.


A bússola Lensatic se tornou a bússola padrão durante a Segunda Guerra Mundial e o instrumento mais comum para medir a direção militar. Como o sucessor do M-1938 Compass Prismatic, a bússola Lensatic era mais simples e mais barato de fabricar. No exército dos EUA, ele também substituiu todas as bússolas tipo relógio de bolso antes do final da Segunda Guerra Mundial.A inscrição diz: "Corpo de Engenheiros Exército dos EUA" acima da ranhura e " fabricado pela Superior Magneto Corp. / Licity NY.USA".De uso individual no estojo para ser preso ao cinto MA, foi utilizada pela FEB na Itália.
(acervo O Resgate FEB)

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Bússola  exposta no Museu Casa da FEB (Rio de Janeiro)