quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Uniformes usados pela F.E.B na Itália.


As fotos a cores dão prosseguimento a divulgação dos primeiros resultados da pesquisa básica Memória da FEB de 1985 realizada pelo professor Octávio Sérgio Coelho,visando ao levantamento iconográfico de todo material usado pela FEB.Apresenta alguns uniformes usados pela FEB na campanha da Itália.O material cedido pelo Museu Casa da FEB (Ruas das Marecas, Rio de Janeiro).
Uniforme com a qual a FEB embarcou para a Itália.Carinhosamente chamado de Zé Carioca, em alusão ao personagem de Walt Disney.
Uniforme de inverno (oficial) 
Uniforme para operações na neve.(praça)
Uniforme do pracinha , já na Itália 
Uniforme eram usadas as iniciais MP (Military Police)  pelo enquadramento no V Exército norte americano.
Uniforme de padioleiro, nota se a Field Jacket , peça do uniforme  americano distribuído aos brasileiros,  largamente usada pela FEB.

Uniforme de trânsito de Oficial Enfermeira. 
Uniforme de serviço de Oficial Enfermeira. 
Pesquisa Revista do Exército Brasileiro, nº2 de 1985. (Rio de Janeiro )
Diretoria de Assuntos Culturais, Educação Física e Desportos (DACED)
Biblioteca do Exército
.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Terras Italianas da campanha da F,E.B

Não podia faltar no acervo um pouco das terras italianas por onde pisaram e lutaram os pracinhas da FEB.Um pressente do amigo Carlos Eduardo Machado quando esteve visitando os monumentos, cidades e campos de batalhas  na Itália.
Os frascos com as terras italianas.
Terra de Monte Castelo da trincheira da FEB.

Terra do cemitério de Pistoia
Terra de Montese.
(clique na foto para ampliar)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Tenente Vinício Prata da Força Expedicionária Brasileira.


O Tenente Vinício Prata nasceu em Belo Horizonte (Minas Gerais) em 29/07/1916.
Era filho do Farmacêutico Augusto Prata e da imigrante italiana Elisetta Pieruccetti Prata .
Aluno do tradicional Colégio Arnaldo , terminou o ensino médio , ingressou na Universidade
de Minas Gerais “Faculdade de Medicina” colando grau em 08/12/1941. Simultaneamente
fazia o Curso Preparatório de Oficiais da Reserva (CPOR) Foi nomeado Segundo Tenente,
em 12 de agosto de 1941 tendo seu diploma assinado pelo Ministro da Guerra GAL. Eurico
Gaspar Dutra e pelo Presidente Getúlio Vargas. Com a entrada do Brasil na Segunda
Guerra Mundial , Vinício Prata foi convocado para a FEB sendo mandado para o Depósito da
FEB no Rio de Janeiro. Segundo narrativa de meu próprio pai , apesar de ser formado em
medicina , foi enviado como segundo Tenente de Infantaria , pois lhe foi avisado que não
havia vagas no quadro de Oficiais médicos (QOM) .
Por não gostar de comentar fatos da sua estada na Itália , pois tal assunto sempre o levava
ás lágrimas , apenas falava de Monte Cassino e Monte Castelo sem detalhar nada , mas
contava que ao retornar da Itália ficou por um ano como CMT de CIA em Fernando de
Noronha (art. 80 E.B) primeiro tenente com posto de capitão, sendo posteriormente enviado
para Recife “sede da sétima região militar” onde ficou algum tempo se tornando amigo e
companheiro de jogos de Xadrez do Sr. Capitão Humberto de Alencar Castelo Branco que
muitos anos depois seria presidente do Brasil.
Tenente Vinício Prata

Matéria gentilmente cedida pelo filho do Tenente Vinício Prata, Marco Túlio Prata.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Poster da F.E.B - Cassino da Urca

Poster original e raríssimo, feita de papel.Contribuição do Cassino da Urca  (Rio de Janeiro) para os familiares que tinham  pracinhas lutando na Segunda Guerra Mundial. 
(acervo O Resgate FEB)
Está e a Cobra Fumando dos estúdios de Walt Disney em homenagem a FEB.
(clique na foto para ampliar)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Souvenir italiano da Segunda Guerra Mundial.

Mais um souvenir feito na Itália da vitoria das tropas aliadas em junho de 1944 pela libertação da Itália. Lembrança que alguns praças da FEB traziam como recordação.
(acervo O Resgate FEB)
clique na foto para ampliar

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

FRANCISCO CONCEIÇÃO LEAL (CABO LEAL)

                                        
Nasceu na cidade de Valença no Estado do Rio. Alistou-se no “Tiro de Guerra 551”, que logo foi extinto, por isso permaneceu nele poucos dias.
Com a extinção do Tiro de Guerra, foi transferido para o Batalhão de Saúde Expedicionário, que anteriormente chamava-se 1a Formação Sanitária, também não ficando por muito tempo, pois já estava completo todo o contingente necessário. O Batalhão de Saúde Expedicionário se organizou na sede municipal e foi lutar na Segunda Guerra Mundial em 1944, fazendo parte da Força Expedicionária Brasileira, nos campos da Itália.
Com as mudanças, foi transferido para o Regimento Andrade Neves, na Vila Militar na Cidade do Rio de Janeiro, onde fez o curso de Cabo. Foi nesse regimento que recebeu a convocação para participar da Segunda Guerra Mundial.
Embarcou no dia 22 de setembro de 1944, com 23 anos, no 3º Escalão, no navio de transporte de tropas da Marinha Norte Americana, General Meigs, sob o comando do General Olímpyo Falconière da Cunha. Formando um comboio com o 2o Escalão, que embarcou no navio General Mann sob o comando do General Oswaldo Cordeiro de Farias, chegou a Nápoles no dia 6 de outubro de 1944, com um efetivo de 5.239 homens, inclusive 318 oficiais, sendo que contando com o 2o Escalão, formava um comboio de 10.375 homens.
O 3o Escalão era composto do 11o Regimento de Infantaria (RI), I/1oRegimento de Obuses Auto-Rebocados (ROAuR), I/1o Regimento de Artilharia Pesada Curta (RAPC), 9o Batalhão de Engenharia (BE) (Comando e Cia. de Serviço, Destacamento de Saúde e 3a Cia.), Esquadra de Ligação e Observação, 1o Batalhão de Saúde (Destacamento de Comando, Pelotão de Tratamentos e 3a Cia. de Evacuação), Elementos da1a Cia. de Intendência, Quartel-General da 1a DIE e Cia. do QG, Depósito de Intendência, Banda de Música, 1o Grupo Suplementar Brasileiro.
Sua atuação foi na linha de frente na Artilharia Divisionária.
Chegando lá, depois que passou pelo Depósito de Pessoal, foi designado para o Depósito de Intendência, por um pequeno período, para substituição na função de motorista. Em seguida, foi para o Elemento não Divisionário no 1oBatalhão, na 4a Companhia, passando pelo 2º Batalhão na 5a e 7a Companhia. E finalmente foi designado para a Artilharia Divisionária no III Grupo 105 no 1/2o Regimento de Obuses Auto-Rebocado permanecendo até o fim da guerra. Fez parte na Ligação Telefônica entre a linha de frente e a retaguarda e grupos de reconhecimentos e patrulhas.
O 1o do 2o Regimento de Obuses 105 Auto-Rebocado (1o/2o RO105 AuR– ”III Grupo da Força Expedicionária Brasileira – Grupo Souza Carvalho”, atualmente 20o Grupo de Artilharia de Campanha Leve.
No dia 11 de agosto de 1945, entrou no navio norte americano S.S.Mariposa, comemorando duas datas de grande significado em sua vida, seu aniversário e a volta para a sua pátria, tendo como comandante o Gen.Cordeiro de Faria.
Foto de estúdio
Foto na Torre de Pisa
Diploma da Medalha de Campanha
Capa da revista Noite Ilustrada onde aparece em destaque no convés do Navio Mariposa no regresso ao Brasil.
Colaboração para o blog O Resgate FEB da Maria Isalete de Britto Leal filha do Cabo Leal.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sargento Zeferino Crepaldi da F.E.B


 HONRAS MERECIDAS.
O sargento Crepaldi a direita com a Medalha Silver Star
O general Mark Clark condecorando o sargento da FEB.
O Sargento Zeferino Crepaldi, um paulista de Itapira, foi condecorado com a Silver Star pelo
próprio General Mark Clark, comandante do 15º Grupo de Exército devido a prova dada de
autêntica bravura em uma das patrulhas que participara. Vamos aos fatos
Em 23 de março de 1945, a noite, partiu uma patrulha da qual fazia parte o Terceiro
Sargento Crepaldi. Quando chegou próximo ao destino, a referida patrulha foi por tiros de
metralhadoras e granadas de mão, ficando sob ameaça de ser envolvida! Ao ver seis dos
seus homens feridos e seu grupo correndo um risco muito alto. O Sargento Crepaldi não
pensou em abandonar a posição: socorrendo aos feridos , atraiu para si o fogo inimigo e com
a ajuda de um cabo e dois soldados, protegeu a retirada dos feridos. Apesar da forte barragem
que o inimigo formava, conseguiu abrigar-se com os homens que restaram e atravessaram
essa barreira em um momento oportuno ; o bravo sargento guiou seus comanados até vê-
los a salvo. Mas Crepaldi notou a falta do Cabo, negou-se a regressar ; permaneceu até a
madrugada na terra de ninguém, muito próximo ás posições inimigas, vasculhando cada
centímetro do terreno á busca do companheiro desaparecido. Apesar de seus esforços,
Crepaldi não conseguiu encontrar o Cabo, então, retornou às suas linhas.

Medalha Estrela de Prata dos Estados Unidos da América.
Terceira medalha em valor, concedida a combatentes.
“Por ter, no comando da patrulha, apesar de ser ameaçado de envolvimento, ter feito 3
prisioneiros de uma unidade até então desconhecida nesse frente de luta, localizado as
posições inimigas demonstrando assim bravura, sangue frio, iniciativa, espírito de sacrifício e
elevada noção de responsabilidade no cumprimento do dever, faz jus a essa distinção”
( Palavras do General Mark Clark)
Materia do colaborador do blogr Hélio Guerrero

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

FILME OS HERÓIS - O Brasil na Segunda Guerra.

Filme do diretor Guto Aeraphe conta a história de três heróis mineiros que perderam a vida na 2ª Guerra Mundial
O cenário são as colinas da região da Emília-Romanha, na Itália. Data: 14 e 15 de abril de 1945, quando a cidade de Montese foi palco de confronto entre combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e soldados alemães durante a Segunda Guerra Mundial. O objetivo era conquistar a cidade italiana, então tomada pelas forças nazistas. O sucesso da missão, que contribuiu para o fim do conflito, deve-se à bravura dos brasileiros, abrilhantada pela heróica atuação de três mineiros que até então jamais haviam pegado em armas.
Filme em cinco episódios:

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Luvas usadas no inverno pela F.E.B.

Duas das luvas utilizadas pelos pracinhas da FEB no rigoroso inverno Italiano de fabricação americana.
Luva de fabricação americana para temperaturas abaixo de zero no rigoroso inverno de 1944 usadas pela FEB.O nome oficial deste modelo é wool / leather gloves palm ou seja luvas de lã com palmas de couro.
(acervo O Resgate FEB)

(clique na foto para ampliar)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PATACH 5º EXERCITO US - inacabado.

Patach do 5º Exercito Americano feito na Itália, inacabado.(raro)
¨No mercado de numismática, para quem coleciona provas e erros de cunho, as peças inacabadas são consideradas mais valiosas, face a sua raridade.¨(Brenoz HMMB)


(acervo O Resgate FEB) 
Clique na foto para ampliar
HISTÓRICO
O Quinto Exército dos Estados Unidos foi uma das principais formações do exército USA no Mediterrâneo durante a Segunda Guerra mundial. Foi ativado em 5 de janeiro de 1943 em Qujida, Marrocos Francês e responsável pela defesa da Argélia e Marrocos. Também foi dada a responsabilidade pelo planejamento da parte americana da invasão do continente Italiano. Era comandado pelo Tenente General Mark W. Clark. O Quinto Exército não só se tornou  o primeiro exército americano para iniciar a luta no continente europeu na Segunda Guerra , mas também e o primeiro a ganhar uma batalha  no continente  e os primeiros a libertar uma capital européia.A chegada dos brasileiros foi uma boa notícia para o General Mark Clark que precisava de reforços na Itália. A FEB se junta ao Quinto Exército ao qual estaria subordinada e ao 8º Exército Britânico que em suas fileiras reunia canadenses, sul africanos e indianos .Ao lado desses , também estavam membros da Resistência francesa, marroquinos e os partisans italianos (guerrilheiros antifacistas). Assim os brasileiros se juntavam aos exércitos de diferentes nações no esforço de guerra contra o nazismo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Half TracK - F.E.B


Na Segunda Guerra Mundial os Estados Unidos precisavam dos meia largata para preencher várias funções, tais como transporte de tropas, mantimentos, veículo de reconhecimento, veículo de comando de comunicações, juntamente com a de defesa antiaérea. Alguns também foram utilizados como ambulâncias de campo da Cruz Vermelha.
Em 1940, White Motor Company iniciou a produção do half-track. Os Estados Unidos e Forças Armadas estavam a procura de um veículo que não teria nenhum problema em passar pelo terreno difícil, ainda tendo a mobilidade de um carro. O Half Track tinha um motor poderoso, um AX 160, 6 cilindros, 4 tempos a gasolina. Seu peso total  de combate de 10 toneladas. Sua blindagem varia de espessura, de meia polegada para uma polegada de espessura. Sua velocidade máxima era de 45 quilômetros por hora, com um alcance de 200 milhas com um tanque cheio de gasolina. Seu armamento era geralmente um metralhadora calibre 2,50, junto com uma metralhadora calibre M -19,30. Outras formas de armamento poderiam ser adicionados.
Vista da fachada do Museu Cap Pitaluga com Half Track usado pela FEB na Itália.
Monumento Praça Força Expedicionária Brasileira do 1º Regimento de Cavalaria Mecanizado (Itaqui RS)
Half Track a direita e M 8 veteranos da FEB.
Half Track de um colecionador de Brasília
Half Track usado pela FEB



O M-3 era capaz de transportar um total de 13 passageiros, incluindo o motorista.A FEB na Segunda Guerra operou cinco M 3 meia largata nos modelos M3 e M3A1 usado no transporte de cargas e soldados.O Half Track se carateriza por possuir rodas com peneus na sua parte dianteira e largata na parte traseira por isto o nome meia largata.
O M 3 Half Track FEB  em ação na Itália.
Em combate o M 3 tinha uma proteção razoável com armamentos de pequenas armas de fogo. Mecanicamente era simples de trabalhar, juntamente com grande confiabilidade.Possuía uma carroceria mais larga uma porta traseira central, um suporte fixo logo atrás dos dois bancos para a metralhadora 50 e cinco assentos para a tropa em cada lateral e atrás alem dos tanques de combustíveis diversas porta fuzis uma caracteristica é  que sua lateral e totalmente lisa.
Com a criação do Corpo Expedicionário que iria lutar ao lado dos aliados na campanha na Itália em 1944/1945 com o nome de Força Expedicionária Brasileira o 1º Regimento de Reconhecimento irá operar cinco destes veículos  modelos  M 3 é M 3 A1, usados no transporte de carga e pessoal recebidos lá e sem dúvida uma grande novidade. Sendo que apenas três se mantiveram operacionais ao longo da guerra (dois M 3 e um M3 A1) designados Transporte de Rolamento Misto 1/2 largata.

Pesquisa: Expedito Carlos Stephani Bastos.(UFJF-MG)
Ilustração Henrique Moura

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Faca de Trincheira M 3 . US /F.E.B.

Rara e cobiçada faca de trincheira M 3 americana.A FEB utilizou na campanha da Itália na Segunda Guerra.Esta é uma faca M-3 de combate, fabricado durante a Segunda Guerra Mundial pela empresa CASE.Em bom estado.O punho é constituído por um disco de metal é uma série de discos de couro.As marcações são encontrados na copa. A bainha é feita de fibra de vidro verde e um pedaço de metal com as marcação US M8A1 ( VP.CO.)
(acervo O Resgate FEB)
 (clique na foto para ampliar)

HISTÓRICO
Conhecida como faca de Trincheira.A faca de combate M 3 era uma faca de combate militar americana fabricado pela primeira vez em 1943. Foi entregue para os soldados que carregavam armas que não possuem baionetas.Os primeiros modelos foram emitidos com uma bainha de couro que tinha uma placa de metal no fundo.Modelos posteriores foram fabricados com uma bainha de fibra de vidro que mais tarde foi usado em muitos outros modelos. A concepção do M 3 foi utilizado para a baioneta M 4 para a carabina M 1.