quarta-feira, 11 de julho de 2012

Souvenir dos Aliados - Entrada em Roma.

Souvenir feito na Itália como lembrança da entrada dos aliados em Roma em 4 de junho de 1944.
(acervo O Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Acampamento da F.E.B na Itália.


Nos primeiros contatos com a terra italiana, os integrantes da FEB foram presenciando a destruição das cidades e vilas e tinham a primeira impressão sobre aquele povo que sofria as conseqüências da derrota e havia caído num verdadeiro caos político, ideológico e econômico.Não se notava entre o povo nenhum ressentimento contra os aliados. Ou porque respeitassem e temessem as tropas, ou porque vissem com a sua chegada o fim do domínio alemão e fascista e portanto o fim da guerra, o fato é que eram bem recebidos.

Além do mais, as tropas aliadas levaram muitas coisas boas, tão desejadas e que havia tanto tempo não tinham – chocolate, cigarros, açúcar, sabão, etc. Pelas estradas por onde passavam, iam encontrando crianças, velhos, mulheres e mesmo homens fortes e moços, pedindo: “Cigarette! Ciocolate!” E os soldados da FEB iam atirando cigarros e chocolate, entre gritos e risos, achando aquilo muito interessante.As tropas chegaram na “Staging Area nº 3″, situada nas proximidades de Pisa, na “Tenuta de San Rossore”, vasta propriedade dos reis da Itália. Eles que iam preparados para o pior, tiveram uma sensação de alívio, quando encontraram o acampamento organizado, com as barracas armadas, as cozinhas funcionando, as instalações higiênicas prontas, graças ao pessoal do Primeiro Escalão.

Começaram então a receber o material de acampamento – cama de campanha, mosquiteiro, velas, fósforos, etc. e foram se ajeitando. Em cada barraca ficavam em média dois a quatro oficiais. O acampamento se estendia por um campo retangular, ao longo de uma estrada, ladeada de pinheiros.À entrada se localizou o QG da Artilharia Divisionária, com as barracas do General Cordeiro de Faria e seu Estado Maior. Depois seguiam as unidades do QG, os Grupos de Artilharia e as unidades de Infantaria. Os soldados armaram suas barracas, de dois em dois, recobertas pelos mosquiteiros.

No meio do acampamento foram instalados os chuveiros, com água aquecida. As refeições, em número de três, obedeciam ao seguinte horário: café às 8 horas; almoço as 11 e jantar às 17 horas, horário esse que foi religiosamente seguido, desde o primeiro ao último dia da permanência na Itália, com as chuvas do Outono, as neves do Inverno e o calor do Verão.

É um fato notável na organização do Serviço de Intendência, pois nunca houve uma falha ou atraso no fornecimento de gêneros alimentícios ou no preparo das refeições, quer nas unidades de frente, quer nas da retaguarda. Foi um funcionamento matemático, perfeito.Viram e aprenderam os hábitos estadunidenses de acampamento, que já conheciam do Brasil, no período de treinamento. As refeições eram servidas em fila, que passava diante da cozinha. Vinha com os pratos de alumínio e caneca, recebendo os alimentos, café, chá ou suco de frutas, pão, etc. Comia-se sentado no chão, na capota de algum jipe, num banco improvisado. Terminada a refeição, outra fila se formava, diante dos três camburões de água fervente, para lavar a “louça”, que era mergulhada sucessivamente na água com sabão, água com desinfetante e água limpa.
Acampamento perto de Pisa (Itália) em 16/10 /1944.
Os pratos, talheres e caneca eram em seguida abanados ao ar, para secar. Esse processo era rápido e higiênico.Próximo à cozinha havia grandes latas para os restos, que eram removidos pelo serviço de lixo. Ao lado de cada barraca havia um caixote para lixo e os comandantes de subunidades eram responsáveis pela absoluta limpeza da área de sua tropa.
Soldados e oficiais eram obrigados a se barbearem diariamente. Pasta e escova de dentes, laminas, sabão de barba, sabonetes, enfim todo material de higiene pessoal era distribuído periódica e fartamente. A guerra não devia interferir com os bons e sadios hábitos de asseio corporal. Pela manhã se via todo pessoal de cara ensaboada, diante dos espelhos dependurados na porta ou nos cantos das barracas, fazendo a barba. Os chuveiros tinham uma concorrência permanente e os barbeiros das unidades tosavam os pracinhas sem cessar.
Pesquisa: Ecos da Segunda Guerra
Fotos Francisco Miranda blog

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Lanterna T L 122 B - US


Lanterna TL 122 B de fabricação americana marca GITS.Não era comum entre os pracinhas.Foi utilizado pela FEB.
(acervo O Resgate FEB)
Na Segunda Guerra Mundial a lanterna padrão do exército americano foi a TL-122, com uma cabeça de ângulo de 90 graus. Havia quatro versões, TL-122 A, B, C e D.
  • TL 122 A. Lanterna de bronze de fabricação anterior à Segunda Guerra Mundial. Pintada de verde oliva com tampas metálicas enegrecidas, parafuso sobre a lente e a base e encaixava em suporte para veículo blindado.
  • TL-122 B A primeira de plástico, fabricada em setembro de 1943 na cor verde oliva. Problemas com a formulação do plástico que cheirava mal.
  • TL-122 C.O plástico melhora, design à prova de umidade, fabricado em abril de 1944.
  • TL-122 D. De base estendida contendo lente no bulbo azul / vermelho / claro. Fabricado no final de 1944.
  • O número do modelo foi carimbado em um círculo.Marcado na base com um dos quatro fabricantes: EUA Lite (Estados Unidos Elétrica Mfg Corp of New York), Estrela Brilhante, Moldagem GITS Co. e Micro Lite.Contém clip de cinto nas costas e um anel na base.Interruptor de metal do lado a lanterna com um botão para o código morse. A luz é alimentada por duas pilhas.
A lanterna em plena batalha.
General Zenóbio supervisionando o interrogatório de prisioneiros de guerra alemaês sob a custódia dos Military Police( MP) da FEB.Repare a lanterna.
(clique na foto para ampliar)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

CABO CLARINDO, PADIOLEIRO DA F.E.B.


A história desse bravo pracinha está ligada diretamente à queda de Capella IL Monte a 13
de março de 1945. É fato que ler ou ouvir relatos de técnicas de combate, estratégias ou
até mesmo a visão do conflito de algum militar mais graduado é muito interessante, mas
nada mais emocionante que ler ou ouvir fatos de quem viu a cara da guerra, que na linha
de frente, sentiu o incômodo do barulho e o estrago infernal de tiros da artilharia inimiga,
do som terrível das metralhadoras que feriam e ceifavam a vida de companheiros que até o
minuto anterior estava tão vivo quanto ele e que agora não passa de uma semente que vai
ser plantada no cemitério militar. A história desse bravo guerreiro mais uma vez prova que
realmente nossos pracinhas viram a guerra bem de perto com todos seus horrores. E assim,
atentemos para o relato do Cabo Clarindo:

Um pouco sem jeito no meio de Coronéis, Majores, Capitães, Tenentes e a imprensa, com
um sorriso tímido, o Cabo padioleiro Clarindo Batista dos Santos, um pernambucano de Bom
Conselho que fez parte do exército da borracha antes de ser chamado às armas, começa a sua
história:
Chamado pelo comandante do Batalhão, o Major Uzeda, para contar um dos feitos mais
empolgantes vivido pelos pracinhas brasileiros na guerra da Itália: Uma patrulha avançada do
1º RI percorria uma área próxima à Valpiana, quando, sem que sem membros esperassem,
vieram ao seu encontro três alemães que queriam se entregar. E assim foi feito. Levados ao
posto de comando, revelaram a posição de uma pequena fortaleza localizada em Capella IL
Monte e deram indicações suficientes, o que permitiu que a artilharia concentrar tiros de
canhão e morteiros na posição inimiga.Seis desse tiros atingiram o alvo em cheio. A patrulha
aguardava o desenrolar dos fatos que não se tardaram a acontecer e de maneira rápida. Em
meio aos escombros fumegantes da pequena fortaleza, foram vistas duas bandeiras: Uma
branca em sinal de rendição e a da Cruz Vermelha que indicava a existência de feridos.
Imediatamente o fogo foi suspenso. Nesse instante é que se inicia história do Cabo Clarindo:
O capitão Farah pediu que um voluntário se apresentasse pra ir ao encontro dos nazistas que
continuavam a acenar as bandeiras. Prontamente, apresentou-se o nosso protagonista. Muitos
outros também se ofereceram , mas era o tipo de trabalho que exigia o empenho de um
homem só. Seguem agora, as palavras do próprio Cabo:

“ Eu parei a poucos metros dos tijolos e arames farpados. Um graduado veio até a cerca e
disse que ele tinha dois mortos e um ferido por consequência do bombardeio brasileiro. Por
meio de gestos e falando um pouco de italiano, perguntei quantos homens havia lá dentro
para se entregaram. Compreendendo o que eu quis dizer, foi consultar seus companheiros.
Vi no canto de uma das casas três tedescos cavavam a terra para dali, retirarem os mortos.
Peguei uma pá e comecei a cavar também só para despistar. Não demorou muito, vi que um
oficial também estava no meio daqueles homens e assim que me viu veio a passos lentos em
minha direção e falou em italiano : ‘Onde está seu chefe?’. Respondi: ‘Logo ali’, apontando
para atrás de uma pequena colina. O Tenente perfilou-se e fez a saudação hitlerista e me
estendeu a mão, que cautelosamente, eu apertei. Logo após percorri outras casamatas afim de
levar mais algumas informações ao meu capitão para que levássemos logo aqueles alemães dali.
O mais importante da história foi quando me aproximei da maior construção do lugar, a
Capella IL Monte, onde deitados ou sentados havia cerca de 15 inimigos que se assustaram de
pronto quando viram que eu era um pracinha brasileiro.
Vi então, que a coisa ali era mais séria que eu pensava e resolvi sair dali o mais rápido possível,
para trazer reforço e dominar aquele grupo de tedescos. Confesso que a a principio fiquei
com medo que eles me segurassem e não me deixassem voltar, mas quando comecei a voltar
para onde estavam meus companheiros, eles não esboçaram nenhuma reação de hostilidade.
Eles pareciam estar completamente desorientados e sentindo que o fim da luta estava
próximo. Covenhamos também, que eles não tiveram tempo de raciocinar pois tudo isso não
levou mais de dez minutos ! Foi com alegria que depois de dar alguns passos, vi aparecer
em uma curva três homens do Corpo de Saúde e dois metralhadores. Voltamos correndo e
ainda encontramos os alemães na mesma situação de desespero. Quando viram que mais
gente chegava , ainda tentaram pegar suas armas, mas nosso pessoal foi mais rápido e em
um minuto, fuzis, granadas, sabres e punhais foram recolhidos. Então, eu e outro padioleiro
resolvemos cavar, juntamente com os alemães, para retirar os mortos dos escombros.
Alguns alemães escaparam da nossa vista e conseguiram chegar a um canto do barranco.
Parecia que eles não concordavam em se renderem e resolveram nos pregar uma peça. O
pracinha metralhador correu e encontrou pouco adiante, os dois nazistas que tentavam
municiar sua “lurdinha”, mas quando viram o metralhador em posição de taque. Levantaram-
se e juntaram-se aos outros. Resolvi tomar o comando devido à situação que se apresentava
e ordenei que os alemães fossem postos a caminhar em direção às nossas linhas. Outra
situação difícil que enfrentamos, foi quando dois SS apareceram esbravejando, levantando os
punhos e se dirigiram ao Tenente que resmungava de modo inconsolável. Ficaram discutindo por
alguns instantes até que eu os empurrei com o cano de uma metralhadora que eu havia pego
das mãos de um tedesco, com isso, eles compreenderam que eu seria capaz de matá-los ali
mesmo caso não se decidissem! Caminharam devagar até onde estava a maioria sob a guarda
dos metralhadores e padioleiros. Acomodamos um ferido que encontramos semi soterrado
pelo desabamento da casamata; este estava inconsciente, completamente alheio ao que se
passava ao seu redor.

Foi então que os teimosos SS negaram-se a nos acompanhar e fui obrigado a encostar a
metralhadora no ouvidos deles, fazendo com que desistissem de qualquer tipo de resistência.
Tomamos o caminho do nosso PC com 23 prisioneiros e dali em diante, eles não esboçaram
qualquer tipo de atitude suspeita porque sabiam que estariam em maus lençóis! E então,
fomos andando ouvindo ainda os gritos do Tenente que também não parava de gesticular a
cada passo dado. A impressão que tive , é que ele não queria parecer desmoralizado perante
seus homens. Confesso que fiquei com pena quando começaram a chorar, lamentando o
fracasso da missão a eles confiada. Agora, estavam a caminho das linhas inimigas como
prisioneiros de guerra.
Braçadeira de padioleiro da FEB.
acervo O Resgate FEB
Desde a minha chegada a Capella IL Monte até o momento de voltar com os prisioneiros,
decorreram exatamente 40 minutos. mas esses minutos pereceu-me dias inteiros ! Por fim
chegamos ao PC onde nossos companheiros nos aguardavam. Passados uns poucos minutos,
eles ocupavam Capella IL Monte. Eu tinha ido observar, mas achei melhor ver a coisa de perto.
Foi isso que aconteceu! Porém, devo confessar que senti um frio percorrer todo meu corpo
quando percebi que não saberia manejar a metralhadora alemã caso fosse necessário! Se os
tedescos soubessem .....”
Esta foi a aventura dramática do Cabo Clarindo.
Os 23 prisioneiros não devem ter compreendido como um homem só, que chega
completamente desarmado às suas posições e consegue terminar com a guerra em Capella IL
Monte.
É verdade que a bandeira branca tinha sido içada, porém, nem todos estavam dispostos a se
renderem, portanto, grande risco correu o nosso herói !

Matéria do colaborador do blog Hélio Guerrero
Adaptado do texto "Capella IL Monte ocupada" do livro A LUTA DOS PRACINHAS, Joel Silveira e Thassilo Mitke, Editora Record

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Capa de chuva usada pela F.E.B

 Rara capa de chuva (raincoat) usada durante a Segunda Guerra pelo febiano, Luiz Luciano da Fonseca motorista de caminhão da artilharia da FEB.Feita de borracha sintética e tecido.
(acervo O Resgate FEB)
A capa de chuva com um praça da FEB.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cigarro distribuído a F.E.B na Segunda Guerra Mundial

Uma das marcas de cigarros distribuído pelos americano usado pela FEB e aliados na campanha da Itália na Segunda Guerra era da marca CHESTERFIELD.O cigarro também faziam parte da ração diária dos soldados.Trecho de um diário de um pracinha do primeiro escalão na travessia do Atlântico no navio de transporte General Man quando foi distribuído cigarros aos soldados brasileiros da marca CHESTERFIELD no dia da Independência dos Estados Unidos.
(acervo O Resgate FEB)
Trecho do diário em que nara a distribuição do cigarro Chesterfield a FEB.
(clique na foto para ampliar)

terça-feira, 5 de junho de 2012

Soldado desconhecido do cemitério de Pistóia


A dois de dezembro de 1946, a Secretaria Geral do Ministério da Guerra através do Boletim
Especial do Exército, tornou pública a relação dos pracinhas que tombaram nos campos de
batalha da Itália.
O Depósito de Pessoal da FEB era uma unidade de recompletamento da tropa, mas não se tem
uma fonte para onde os mortos que vieram dessa unidade foram engajados daí aparecer em
seus nomes, o nome dessa unidade e não algum dos Regimentos ou algo do gênero.
O total de mortos da Força Expedicionária Brasileira no Cemitério e de 454, dos quias 14
permanecem com suas identidades desconhecidas , havendo ainda dois corpos que não foram
recolhidos àquele Cemitério até 1967 quando foi encontrado em Montese um esqueleto
plenamente provado que era de um pracinha brasileiro, Veja o texto :
Soldado desconhecido do Cemitério de Pistóia

Nossos soldados que tombaram no cumprimento do dever, foram sepultados no
Cemitério Votivo Militar de Pistóia – Itália, sendo guardados e velados pelo Ex-
Combatente Sub Ten / R1 MIGUEL PEREIRA até 2002, quando este veio a falecer.
No início da década de 60, todos os restos mortais de nossos heróis foram
transladados para o Monumento aos Mortos da 2ª Guerra, erguido na cidade do
Rio de Janeiro, conforme o desejo do então Marechal Mascarenhas de Moraes,
Cmt da FEB. Durante o discurso proferido pelo Marechal na cerimônia, este deixou
claro que era seu desejo trazer todos que tombaram de volta ao solo pátrio. Todos,
menos um.
Foto Henrique Moura
O que pouca gente conhece é que existe, até hoje, um soldado da FEB enterrado
em Pistóia. Trata-se dos restos mortais de um militar que foi encontrado na região
de Montese, no dia 08 de junho de 1967, sete anos após o translado dos restos
mortais dos pracinhas para o Brasil. O corpo foi identificado como sendo de um
brasileiro devido aos seguintes itens com ele encontrados: um relógio de pulso
de fabricação brasileira, um par de botas que era de uso das tropas febianas, e,
o principal, um pedaço da farda com o símbolo da cobra fumando. Este militar
foi enterrado no Cemitério de Pistóia, no local onde se encontra erguido um
monumento, e, como não foi possível identificar o corpo, recebeu a alcunha de  
O SOLDADO DESCONHECIDO.
Houve apenas um caso de deserção nas fileiras da FEB; a do soldado B.L que não
foi mais reintregado á tropa! Esse cidadão acabou suicidando-se no Acampamento
de Lucky Strike, em Saint Valery – França.
Foto Henrique Moura
Cruz da sepultura do soldado desconhecido do Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia (Itália) que acompanhou o translado dos restos mortais dos pracinhas para o Monumento Nacional aos Mortos na Segunda Guerra Mundial no Rio de Janeiro (RJ)em 1960
Suspeita-se que o o soldado desconhecido de Pistóia, seja o cabo  do 11 RI Fredolino Chimango de Passo RS. Faz algum sentido porque a data do seu desaparecimento, consta 16 de abril de 1945.

Colaboração do Sr Hélio Guerrero

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pin Libertação de Nápoles e pin do 5º exército americano.

Pin do 5º exército americano de fabricação italiana em comemoração a libertação de Nápoles em 1 de outubro de 1943, que junto com a FEB lutaram na Itália.
(acervo O Resgate FEB)
Este pin do 5º exército americano muito trazido pelos pracinhas brasileiros feito na época do conflito.
(acervo O Resgate FEB)

(CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR)

domingo, 27 de maio de 2012

Homenagem a F.E.B em Belo Horizonte - MG

Monumento à Força Expedicionária emociona pracinhas em BH.Peça de artilharia usada na Segunda Guerra foi instalada na Zona Leste da capital.
Armamento utilizado na Segunda Guerra pela FEB
A inauguração de dois monumentos chamou atenção de quem passou pela Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte, na manhã deste domingo. Trata-se de um obuseiro e uma estátua de soldado, em homenagem à Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutou na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Os dois monumentos foram instalado no jardim central da avenida Fracisco Sales, em frente ao Museu da FEB. O destaque é um obuseiro, uma espécie de canhão utilizado para atingir pontos aleatórios de determinada área durante ação militar. A peça é original da Segunda Guerra, fabricada em 1944, com calibre de 155 mm. 

A inauguração reuniu militares, entusiastas de viaturas militares, veteranos do Batalhão Suez e da Segunda Guerra, os famosos pracinhas. Jeeps e outros carros utilizados no confronto despertaram interesse de quem passava pelo local. A homenagem emocionou quem viveu na pela os horrores da guerra.
"A gente fica triste ao lembrar daquele tempo. Lembro de colegas que morreram com rajadas de metralhadora, gritando para que continuássemos em frente pela pátria, enquanto hojes muitos nem ligam. Mas fico feliz em saber que somos lembrados, já que são poucos agora da nossa geração", comenta o pracinha João Batista Moreira, de 91 anos.
Thiago Ventura - Estado de Minas

Publicação: 27/05/2012 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Baioneta F.E.B / US. Garand baionet M1 10"

Baioneta original do M1 Garand  Rifle de 10",marca do fabricante AFH/US (American Fork Hoe) utilizada pela FEB na Segunda Guerra Mundial. Bainha em fibra.
(acervo O Resgate FEB)

Baioneta exposta na Casa da FEB (RJ)

Repare a baioneta no cinto dos pracinhas.
(clique na foto para ampliar)
HISTÓRIA
Existiram vários tipos de baionetas usadas pelos americanos nos fuzis M1 Garand, sendo o modelo 1905 a baioneta associada ao M1. O modelo 1905 foi fabricada pela Springfield Armory and Rock Island Arsenal de 1906 a 1922. Esta baioneta possui uma lamina de 16" de comprimento, com acabamento original brilhante, devido ao polimento, azulada e parquerizada. O acabamento parkerizado não era feito em arsenal, apenas em contratos comerciais de empresas privadas (Utica Cutlery, Oneida Limited, Wilde Drop Forge and Tool, Pal Blade and Tool, American Fork and Hoe, e Union Fork and Hoe). O modelo 1905E1 era uma baioneta que originalmente possuía lamina de 16", mas que foram encurtadas para 10". Esta modificação foi feita durante a II Guerra por empresas privadas. As baionetas M1 de 10" parkerizadas foram fabricadas de 1943 a 1945 pelas empresas privadas American Fork and Hoe, Oneida Limited, Union Fork and Hoe, Pal Blade and Tool, Utica Cutlery. 
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quarta-feira, 16 de maio de 2012

OFICIAIS E SOLDADOS DA F.E.B.

Duas realidades contrastantes

A FEB deu origem a dois tipos de veteranos. Enquanto o soldado comum foi enviado de volta para casa, alguns oficiais teriam destacada atuação política

Ao desembarcar no Rio de Janeiro, no início de agosto de 1945, a FEB trouxe os embriões de dois tipos de veteranos. Os que seguiriam no Exército como oficiais, beneficiando-se de suas experiências e participando de articulações dentro e fora dos quartéis, e aqueles que simplesmente seriam rapidamente enviados de volta para casa.
Preocupados com os desdobramentos políticos da presença no País de uma tropa que havia combatido e ajudado a derrubar duas ditaduras em território europeu, os ministros militares de Getúlio Vargas ordenaram a imediata desmobilização da divisão. Aos veteranos, após os três dias de desfiles da vitória, o governo prontificou-se a pagar o soldo correspondente aos 239 dias de engajamento na Itália e a passagem de volta para casa.
Oficiais da FEB no Inverno Italiano.(acervo o Resgate FEB)
A maioria dos veteranos ficou entregue à própria sorte. A partir de 1946, as pensões foram permitidas apenas àqueles que pudessem comprovar incapacidade física decorrente da guerra, o que não era nada fácil. Somente no início dos anos 80, o governo reconheceria o direito a uma pensão para todos os expedicionários, mas muitos dos pracinhas não viveram o suficiente para usufruir desse benefício.
No outro extremo, uma oficialidade média composta por figuras como o então tenente-coronel Humberto de Alencar Castelo Branco, membro do Estado - Maior da FEB na Itália, ou o capitão Golbery do Couto e Silva, integrante do Serviço de Inteligência do Exército na divisão expedicionária, iriam se tornar exemplos dos que alavancariam suas carreiras depois da guerra. Eles traziam a convicção de que somente as Forças Armadas poderiam colocar o Brasil no caminho do progresso material. A convivência com os norte-americanos fizera também boa parte deles entusiastas dos valores anticomunistas.
Nos turbulentos anos que se seguiram ao suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, muitos desses oficiais veteranos da FEB circulariam por instituições e órgãos influentes, como o Clube Militar e a Escola Superior de Guerra. No final de 1963, quando a suposta ameaça comunista, representada pela figura do então presidente João Goulart, se fazia insustentável aos olhos do governo dos Estados Unidos, o coronel Vernon Walters, um antigo oficial de ligação entre o 5º Exército norte-americano e a FEB, seria nomeado adido militar no Brasil. De outubro daquele ano até 31 de março de 1964, Walters retomaria o contato com antigas amizades seladas na Itália. Coincidência ou não, o general Cordeiro de Farias, comandante da artilharia expedicionária durante a guerra, Castelo Branco e Golbery, todos amigos do adido militar, formariam a linha de frente do movimento que derrubaria Goulart e estabeleceria uma ditadura que duraria 21 anos. Castelo Branco iria se tornar o primeiro presidente do novo regime, enquanto Golbery fundaria o Serviço Nacional de Informações (SNI).
 TEXTO: Márcio Sampaio de Castro.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

SOLDADOS DO BRASIL - F.E.B.

Panfleto impresso na Itália em 12 de abril de 1945 pelo V Exército americano, IV Corpo do Exército americano e 1ª Divisão de Infantaria da FEB anunciando a aproximação do fim da guerra assinado pelo General de Divisão João Batista Mascarenhas de Moraes (Cmt da D.I.E).
(acervo O Resgate FEB )
(clique na foto para ampliar)