segunda-feira, 21 de março de 2011

CANTIL BRASILEIRO

Dois dos vários cantis brasileiro, o da esquerda envolto em feltro era muito usado antes do conflito, a única mudança para o da direita o preferido dos pracinhas tinha o copo embutido no cantil e o estojo de lona para prender ao cinto "NA"e adequar aos padrões norte americano.
(acervo o Resgate FEB)

O cantil à direita do soldado no seu  cinto NA.
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sexta-feira, 18 de março de 2011

AMARGO REGRESSO - O GRANDE ABANDONO DOS HERÓIS DA F.E.B.

Porque?
A recepção foi eufórica, fazendo dos veteranos da FEB pessoas muito prestigiadas. Contudo, essa euforia durou pouco, e aos ex-combatentes restou uma rotina penosa de readaptação à realidade da vida civil, nem sempre possível para muitos. Traumas psicológicos de todo tipo e a rotina da luta pela sobrevivência no mercado de trabalho dificultaram o retorno de milhares de brasileiros que estiveram nos campos de batalha à vida normal. As primeiras leis de amparo aos ex-combatentes só foram aprovadas em 1947. Além disso, na ânsia de se livrarem da FEB, tida como politicamente não-confiável pelo presidente Vargas, os pracinhas foram rapidamente desmobilizados sem que tivessem se submetido a exames médicos, que mais tarde seriam fundamentais para que obtivessem pensões e auxílios no caso de doenças ou ferimentos adquiridos no front. Para provar incapacidade decorrente do serviço na linha de frente e, assim, receber as pensões, os pracinhas tiveram de se submeter a todo tipo de vexames e sacrifícios, os quais seriam dispensáveis se sua desmobilização tivesse ocorrido de forma racional e planejada. Ao longo do tempo, várias leis de apoio aos ex-combatentes foram sendo promulgadas, até chegarmos à famigerada Lei da Praia, criada nos anos 60. De acordo com essa lei, qualquer pessoa que tivesse sido enviada à "zona de guerra" teria direito aos auxílios, pensões e promoções que estavam sendo reservados para aqueles que, de fato, foram à Itália. Mas acontece que, em todo o litoral do Brasil, vias navegáveis e cidades economicamente importantes se encontravam dentro dessa "zona de guerra". Dessa forma, o sujeito que estava de sentinela num fox hole (abrigo individual) nos Montes Apeninos, suportando temperaturas subárticas e todos os riscos de morte e invalidez, estava na "zona de guerra" tanto quanto o bancário ou o PM que havia sido transferido para uma cidade litorânea do Brasil. Ou seja, se essa lei auxiliou de fato os ex-combatentes, beneficiou também um enorme conjunto de servidores públicos, civis e militares que, ainda hoje, gozam de polpudas pensões, que fazem deles autênticos "marajás" entre os aposentados do serviço público.
*O Exército fez o possível para marginalizar e desconsiderar quem esteve na linha de frente. Havia enorme preconceito e inveja daqueles que estiveram com a FEB e que, com seu sacrifício e dedicação, conquistaram numerosas glórias militares. Também o “varguismo” fez o possível para erradicar a FEB e suas memórias, justamente por causa do papel que seus membros exerceram na luta contra o nazi-fascismo. Toda experiência militar adquirida na luta contra o Eixo foi desprezada, esquecida e inutilizada, contrariando até mesmo o conselho dos EUA de que se visse a FEB como núcleo de um esforço de renovação e modernização de nosso Exército*. 
Soldado Yocovo, o maior mutilado praça da FEB.                        
                              Amargo regresso                                     
Recepção da população (RJ)

quinta-feira, 17 de março de 2011

CERTIFICADO DE RESERVISTA - F.E.B


Certificado de Reservista  do soldado André Alles, VI Regimento de Infantária, nascido em Curitiba/PR, documento emitido na Itália e impresso por A .MACCHI E C DE MILÃO, datado de junho de 1945,  em sua face frontal vê-se os selos do Estado do Paraná. Este certificado e uma prova que a FEB e os pracinhas foram rapidamente desmobilizados.
(acervo O Resgate FEB)
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quarta-feira, 16 de março de 2011

Uniformes e túnicas da Força Expedicionária Brasileira.

Uniformes e túnicas de oficiais e praças usados pela FEB  antes do embarque para Itália e uniformes de campanha e jaquetas que vestiram os soldados brasileiros na  Segunda Guerra e na volta para o Brasil.Os uniformes de campanha eram os mesmos usados pelo exército americano.Repare as divisas de pano da Cobra Fumando e Coração do Brasil e 5º Exército Americano em suas mangas.(Imagens cedidas gentilmente por Carlos Eduardo Santos Machado do Rio de Janeiro do seu acervo particular)

                                                          (clique a cada dois quadros para ampliar)

sexta-feira, 4 de março de 2011

MOCHILA F.E.B.

Mochila brasileira adotada em 1944,  copia do modelo americano, usada pela FEB na Segunda Guerra Mundial. Nela eram colocadas marmita, pá, rações e tudo que um soldado utilizava no seu dia a dia numa batalha ou patrulha.
(acervo O Resgate FEB)
                                                                 Pracinhas combatendo 
                        Reparem a mochila nas costas dos soldados da FEB numa patrulha na Itália.(Montese)
Desfile da FEB no Rio de Janeiro em maio de 1945.
(clique na foto para ampliar)
                                                            

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

RAÇÂO K e C. USA/F.E.B

Em situações extremas, os soldados da FEB consumiam dois tipos de ração: a ração “K” e a ração“C”.
A ração “K” era embalada em uma pequena caixa de cartolina, no formato de uma rapadura, impermeabilizada com cera. Continha em seu interior uma barra reforçada de chocolate, bolachas, balas, um rolinho de papel higiênico, cigarro e fósforo. Era muito gostosa e disputadíssima pela nossa tropa.
Quanto à ração “C”, estas eram constituídas por latinhas (conhecidas por SCATOLETAS). Continham feijão e carne, devendo ser aquecidas para o consumo. Quando consumida por dias seguidos, tornava-se enjoativa. Havia um tipo de carne em conserva, avermelhada , de nome "corned beef", que os soldados apelidaram de carne de tedesco e supunham ser de cavalo.
Nos dias normais, o consumo era de ração quente (comida normal), cuja confecção acontecia na própria cozinha dos destacamentos, onde o cardápio era farto e variado. Do general ao último soldado, o menu era o mesmo. “Fosse por mera coincidência, ou pelo que fosse, os soldados associaram a carne de peru a um ataque. Quando a previsão era de carne de peru para o dia seguinte, os soldados previam um ataque e ficavam logo todos preocupados.” 

Caixa de transporte da ração  K
Cigarros Phillip Morris que vinha na ração K                                                  
                                 Goma de mascar americana da Segunda Guerra que vinha na raçáo K.
  Pesquisa: Cássio Abranches Viotti: Crônicas de Guerra-Força Expedicionária Brasileira na Itália-2001.                                                                 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Cinto de combate - FEB


Cinto "NA" de combate brasileiro utilizado pela FEB na campanha na Itália. 
Era usado em combate e nele eram colocados coldre, cantil, porta-curativo individuais, porta-munição, baionetas, etc.
(acervo O Resgate FEB)
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Repare o cinto do pracinha
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A Cobra Fumando - Walt Disney - F.E.B

Alguns críticos diziam que seria mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na Guerra. Pois o Brasil entrou na Segunda Guerra e a Força Expedicionária Brasileira escolheu "A Cobra Fumando" como símbolo.
(clique na foto para ampliar)
                   Está cobra fumando é dos estúdios de Walt Disney em homenagem a FEB.
                       P0ster em homenagem a FEB do Clube Militar as famílias dos pracinhas.
                      (acervo O Resgate FEB)
Walt Disney, atendendo gentilmente a um apelo de O GLOBO, e rendendo, assim uma homenagem a todos os combatentes da FEB, interpretou especialmente para eles, na concepção magistral que a gravura reproduz, a já hoje histórica legenda com que os soldados do Brasil chegaram à frente italiana:"A cobra está fumando".
Nesta última criação do artista de fama universal, temos uma Cobra realmente belicosa, em atitude correspondente ao sentido da frase. O seu cachimbo não é o cachimbo da paz, dado a fumar ao estrangeiro na taba de Arakem. A cobra fuma de raiva, o bote armado, despejando contra o nazista toda a carga de peçonha dos seus dois Colts, que disparam simultâneamente.
E, na expressão decidida de mais essa personagem do elenco de Walt Disney, o mesmo sabor do grito de guerra do "pracinha": "A cobra está fumando!"
O humor intraduzível dessa epigrama que vem do mais profundo da alma do povo e ganha foros de lema para o combate.
Um grito de guerra sem jactância, a modéstia irônica dos nossos bravos rapazes camuflando o seu próprio denodo. Com o dito espirituoso eles disfarçam o sentido heróico dos feitos que as crônicas registram e as ordens do dia do comando superior consagram em repetidos louvores.
Walt Disney, que em sua passagem rápida pelo Rio de Janeiro colheu o estupendo flagrante de "Zé Carioca", lavra novo tento com essa perfeita representação gráfica da "verve" do Expedicionário, no símbolo de sua Cobra do desacato.
Autografada por Walt Disney
    Pesquisa :ANVFEB.                                                               

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Diploma e Medalha de Guerra do Brasil - F.E.B.


Decreto nº 6.795, de 17 de agosto de 1944, regulamentado pelo Decreto nº 16.821, de 13 de outubro de 1944.
Finalidade: premiar os oficiais da ativa, da reserva e reformados, e civis que tenham prestado serviços relevantes de qualquer natureza, referentes ao esforço de guerra, preparo de tropa, ou desempenhado missões especiais confiadas pelo Governo, dentro ou fora do País. Foi também outorgada a militares dos Exércitos das Nações Amigas ou Aliadas que colaboraram no esforço de guerra nacional.
Características:
Anverso: é uma cruz do templo com um dístico central onde se encontra o Cruzeiro do Sul (das Armas Nacionais). A cruz se acha sobreposta numa coroa de louro e de carvalho (símbolo do valor militar e do valor cívico).
Reverso: em alto-relevo, está gravada a data de 22-VIII-1942, que é a data da Declaração de Guerra do Brasil;
fita: de seda chamalotada, de cor amarela, com bordadura de cor verde nos lados. 


Diploma da Medalha de Guerra entregue ao 2º Sargento Gastão Schefer por ter participado no esforço de guerra do Brasil. O Sargento Gastão Schefer participou da campanha na Itália.

Medalha de Guerra do Brasil
Acervo O Resgate FEB
acervo O Resgate FEB

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

DIPLOMA DA CRUZ DE COMBATE - F.E.B



Tumulo de João Maria no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial (Rio de Janeiro) 
(clique na foto para ampliar) 
João Maria da Silveira Marques, faleceu em combate em 26 de Novembro de 1944 em Porreta, Itália e foi sepultado no Cemitério Militar de Pistoia na Quadra C Fileira numero 8 Sepultura 89 .Foi agraciado com a Medalha de Campanha ,Sangue do Brasil e Cruz de Combate (foto) 2ª classe.A dois tipos de CC, a primeira quando o ato foi por bravura é o militar sobreviveu a ação e a segunda quando o militar foi morto em ação,  foram ortogados mais de 1 ano depois após o regresso para o Brasil da FEB.
(acervo O Resgate FEB)
Fotos Henrique Moura                                                                                                                    

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ESTRADA DAS LÁGRIMAS - F.E.B.

Gostaria que os moradores da Estrada das Lágrimas no bairro de São João Clímaco no Município de São Paulo,segundo comentários, soubessem o porquê do nome dado a ela, ou seja, a história da referida Estrada.
Em 1944, os Pracinhas partiam de uma árvore que até hoje existe no início da Via Anchieta (SP), As mães deses Pracinhas ficam ao longo da Estradas das Lágrimas pa ase despedirem de seus filhos e, naturalmente, não podiam conter as lágrimas, daí o nome ESTRADA DAS LÁGRIMAS, trecho a uma outra estrada que ia até o início da Estrada Velha de Santos - SP
PESQUISA: Blog Comentando a Hisória.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Coldre de lona - F.E.B

Coldre brasileiro da pistola Colt 45.ACP semi-automático usado durante toda a campanha na Itália, feito de lona.
(acervo O Resgate FEB)
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