segunda-feira, 18 de julho de 2022
Capitão Flávio Franco Ferreira - 1º Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado da F.E.B
“Lembro muito bem daquele dia, era janeiro de 1945 e minha mãe havia recebido uma carta vinda do 7º Hospital de Campanha, na Itália, onde dizia: “Prepare um arroz de camarão para o dia 16.” Era uma mensagem do meu pai que estava na Itália, pedindo seu prato preferido para comemorar sua volta no dia 16 de fevereiro daquele ano. No dia em que ele voltou para a casa foi uma festa! A varanda no sobrado do nosso casarão, passou a ser o ponto de observação para os amigos e familiares. Eu estava ali entre eles, quando vi um comboio com dois veículos militares. Talvez esta seja a lembrança mais antiga em minha memória: um jipe e uma caminhonete contornando um meandro da rua sinuosa. As viaturas pararam em frente de casa.
De cada uma desembarcaram dois homens fardados. O meu Velho deu um passo a frente e eu o vi. Havia um alarido infernal. Os motoristas tomaram posição de guarda, um para cada lado da rua Oriente. Em casa, todos corriam para a escadaria para abraçar meu pai que retornava vivo e inteiro de uma das guerras mais cruéis da história. Tinha três anos, era muito pequeno para acompanhar aquela multidão. Fiquei paralisado no alto da escadaria e até hoje minhas irmãs dizem que eu chorava copiosamente, pedindo que me ajudassem a descer. Percebia que era uma situação de felicidade, mesmo se não entendia o significado da flâmula exposta na porta de entrada da casa da pensão e sem saber ao certo de onde meu pai estava voltando. Depois de algum tempo entendi que ele havia combatido com a FEB na Itália, durante dois anos liderando o 1º Esq. Rec. Mec., denominado Esquadrão “Tenente Amaro”, a única unidade brasileira da arma de Cavalaria, nos contrafortes dos Apeninos.
Mas na realidade, meu Velho não tinha se afastado completamente da sua família e nem de mim, pois em cima do camiseiro do nosso quarto havia um porta-retratos de dupla face. Numa delas, nosso pai estava feliz e sorridente; na outra face, ele estava zangado. A segunda servia para limitar as nossas travessuras, minhas e do meu irmão Flavinho. Nos tínhamos medo! Foi ideia dele e funcionou enquanto ele estava longe.Uma das histórias curiosas que ele me contou sobre a guerra, foi de uma brincadeira que ele e seus companheiros de guerra fizeram antes de embarcar para a guerra. Todos os oficiais do esquadrão visitaram uma cartomante. Ao meu pai ela previra duas datas perigosas, segundo ele ela tinha acertado, pois na primeira data durante um bombardeio de artilharia inimiga, explodiu um petardo ao lado da trincheira onde ele estava e na segunda uma granada cortou a árvore na altura do pescoço, onde ele e seus companheiros se repousavam à sombra.
O flanco em Monte Castello, seu esquadrão permaneceu durante o rigoroso inverno de 1944/45, Ficaram ali por trinta e oito dias, período em que ocorreram as duas primeiras tentativas de assalto ao morro antes do Natal de 1944. O frio alpino cobrou um preço ao meu pai com uma chaga enorme na canela esquerda, alcançado o tornozelo e o pé. Certamente, também, afetou-lhe a função cardíaca, muito depois encontrada sempre com irregularidades. Em 25 de novembro de 1970, meu pai faleceu e com ele se apagou uma fonte inesgotável de caráter, de fidalguia, de hombridade, de respeito e de consideração, sempre acompanhados de indispensável firmeza e clara definição dos princípios
de seus objetivos colimados.”
Matéria de Gustavo Adolfo Franco Ferreira filho de Flávio Franco Ferreira.
O Aliado Esquecido
terça-feira, 12 de julho de 2022
Lembrança do Monumento Nacional aos Mortos na Segunda Guerra Mundial.
segunda-feira, 4 de julho de 2022
SD. SEBASTIÃO RIBEIRO - F.E.B
Natural de PONTA PORÃ-MS, filho de Jango Ribeiro e de D. Maria dos Prazeres. Faleceu em ação, no dia 31 de outubro de 1944, em Molazzano. Agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 1ª Classe. No decreto de concessão desta última, lê-se:
"Em um golpe de mão realizado sobre o ponto 747 e Lepore, desempenhou-se em arrojo e coragem. Além de grande iniciativa, pois, rastejando até uma pequena dobra do terreno, juntamente com mais dois companheiros, abateu três alemães que guarneciam uma peça de morteiro de pequeno calibre, aproximando-se depois de uma casamata, lançaram no interior da mesma várias granadas de mão e despejaram as cargas de suas armas automáticas, até receberem ordem para regressarem com o restante do grupo". Seus restos mortais repousam no Monumento aos morto do Brasil na 2 ª Guerra Mundial no Rio de Janeiro.
Matéria :
Museu da FEB BH - ANVFEB BH
terça-feira, 28 de junho de 2022
Pin de lapela da Medalha de Serviços de Guerra da Marinha.
Miniatura da barreta da Medalha de Serviços de Guerra da Marinha com uma (1) estrela, Segunda Guerra Mundial, instituída pelo decreto lei nº 6095, de 13 de dezembro 1943; Em metal esmaltado.
(acervo O Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)
terça-feira, 21 de junho de 2022
Jacob Gorender, jornalista e historiador, lutou na Itália
Eu me incorporei em Salvador como voluntário. É preciso compreender o contexto daquela época. Os submarinos alemães torpedearam navios mercantes brasileiros e centenas de brasileiros morreram nesses naufrágios. Isso gerou uma indignação muito grande e eu participei das manifestações em Salvador, onde eu residia. Manifestações contra o Eixo e pela declaração de guerra, o que acabou ocorrendo. Getúlio Vargas, presidente do Brasil, acabou declarando guerra. Aí abriu-se o voluntariado em vários lugares do Brasil. O que ocorreu, um episódio curioso, o general que comandava a região de Salvador – eu me lembro o nome dele: general Demerval Peixoto – fez o seguinte desafio: "Os estudantes que pediam guerra, declaração de guerra tem agora a oportunidade de se apresentar como voluntários". Eu considerei isso como um desafio pessoal e resolvi me apresentar. Fui ao quartel-general e me apresentei e acabei aceito. Já em Salvador fui incorporado e fui transferido para São Paulo, onde fiz algum treinamento. Depois fui transferido para a Itália.
Na época, eu já era do Partido Comunista. Ele estava meio desagregado naquela época por causa da repressão. Militei com Mário Alves – ele não foi incorporado porque não tinha condições físicas (Alves foi um importante dirigente do PCB e acabou assassinado durante o regime militar). O fato de eu ser comunista – o prestígio da União Soviética, que estava em guerra contra os nazistas – pesou na minha resolução. Quando chegamos à Itália já havia brasileiros em combate. Eu era da companhia de transmissões do 1º Regimento de Infantaria. Nosso comandante era o coronel Caiado de Castro, mais tarde chefe do gabinete militar de Getúlio Vargas. Eu era um simples soldado. Não fui mais do que isso. Era do pelotão de transmissões. Particularmente a minha tarefa e a da equipe a qual eu pertenci era de zelar pelos fios de transmissão, que, como o front estava estabilizado, eram rompidos por granadas. Às vezes éramos obrigados a sair da cama, nós estávamos na casa da camponeses italianos, para consertar o fio. Isso era uma tarefa penosa e perigosa, pois ficávamos expostos à agressividade da artilharia nazista.
O fato de ser judeu não tinha para mim nada de especial. Eu convivi como soldado igual aos outros. Não teve influência nem positiva nem negativa. Mas eu tinha uma noção de que se eu caísse nas mãos dos nazistas, eles facilmente saberiam que eu era judeu, circunciso, e eu estaria perdido. Não tinha jeito.
Morreu após um mês de internação na UTI do Hospital São Camilo, de infecção, em 11 de junho de 2013
Matéria:
Edison Veiga e Marcelo Godoy,
26 Agosto 2012.
O Estadão
segunda-feira, 13 de junho de 2022
Porta curativo individual Brasileiro.
Porta curativo individual brasileiro padrão NA onde era fixado ao cinto de combate, tivemos varios fornecedores.
Alça brasileira pressa ao cinto, para pendurar equipamentos como o cantil e etc.
A alça fez parte dos equipamentos dos uniformes da FEB antes do embarque para a Itália.
( acervo O Resgate FEB)
Desfile dos pracinhas no Rio de Janeiro em maio de 1944.
(Clique na foto para ampliar)
segunda-feira, 6 de junho de 2022
Diário da Segunda Guerra Mundial por Euphosino de Almeida - F.E.B
“Brasiliano, da mandiare pra bambino, cigarete pra papa e caramelo pra mama.”
“Onde tem soldado brasileiro, as crianças não passam fome.”
segunda-feira, 30 de maio de 2022
terça-feira, 24 de maio de 2022
Artilheiro Cabo Walter Martins Costa
segunda-feira, 16 de maio de 2022
Pim de lapela da vitoria.
Interessante alfinete de lapela em comemoração ao dia da Vitória com helice de avião.
(acervo O Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)segunda-feira, 9 de maio de 2022
Homenagem ao Expedicionário Severino Gomes de Souza - F.E.B
terça-feira, 3 de maio de 2022
IV Centenário do Rio Rio de Janeiro.
Rara caixa de fosforo de propaganda em comemoração ao IV centenário do Rio de Janeiro em 1965. Com o tema o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial.
(acervo O Resgate FEB)
(clicle na foto para ampliar)


























