segunda-feira, 26 de julho de 2021

Homenagem aos pracinhas Expedicionarios do Brasil

Homenagem aos pracinhas Expedicionarios do Brasil quando retornados dos campos de batalha da Europa no final da Segunda Guerra Mundial  em frente ao Tennis Club de Marília - 10 de Agosto de 1945.




 Fonte: http://marilia-forties.blogspot.com.br/
Portal FEB

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Winterhilfswerk

 Itens históricos muito Interessantes, por se tratar de ação humanitária de ajuda durante o inverno em época de guerra.O Winterhilfswerk (ajuda de Inverno ) era uma campanha anual da Nationalsozialistische Volkswohlfahrt (a Organização Nacional de Bem-Estar Popular Socialista) para ajudar a financiar obras de caridade. Seu slogan era "Ninguém morrerá de fome nem congelará". Funcionou de 1933 a 1945 e foi projetado para fornecer roupas, carvão, comida e combustível aos alemães menos afortunados durante os meses de inverno. A Juventude Hitlerista e o Bund Deutscher Mädel (associações de meninos e meninas, respectivamente) foram extremamente ativos na coleta para esta instituição de caridade. Os doadores costumavam receber pequenos presentes de gratidão. Um presente típico desse tipo era um livreto de propaganda muito pequeno, uma reminiscência dos livros em miniatura (foto). Conjunto de brinquedos de plásticos cinza-prata, como canhões de artilharias, aviões, navios, soldados da infantaria, submarinos, tanques e etc...(foto).Doadores mais generosos receberiam melhores presentes, como distintivos de lapela em uma ampla variedade de temas. 

(acervo O Resgate FEB)


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segunda-feira, 12 de julho de 2021

A bravura de um soldado da FEB.

 Jornal Diário Mercantil de 1945

Em outro artigo enviado por Sidney Dantas, uma notícia do Jornal Diário Mercantil de 1945, da cidade de Juiz de Fora em Minas Gerais. A notícia retrata o elogio ao então Primeiro Sargento Ivaldo Ribeiro Dantas (Posteriormente, Major Ivaldo), enviado pelo comandante de companhia ao Comandante do Batalhão onde Ivaldo serviu durante a campanha da FEB na Segunda Guerra Mundial.
A Notícia discorre sobre sua bravura em campo de batalha e sua indicação para promoção a Segundo Tenente.
Major Ivaldo, então, Primeiro Sargento, durante a campanha na Itália. (centro)
Elogiado Ivaldo Ribeiro Esteve à Altura das Missões que lhe Couberam
Entre os soldados que hon­raram o nome do Brasil nas lutas em solo italiano proje­ta-se o nome do primeiro sar­gento Ivaldo Ribeiro Dantas. Jovem radicado ha muitos anos em nossa cidade, residente á Avenida Getúlio Vargas, 764, Onde deixou sua esposa, Sra. Zizi (…) e três filhinhos. (…) José Carlos e Luiz Roberto, Ivaldo Dantas acaba de ser calorosamente elogiado.
Seu cunhado, Sr. Fábio Sil­va, forneceu-nos uma cópia do oficio que o comandante, da 8.a Companhia do 3.° ba­talhão do 12.° R. I., enviou ao comandante da referida uni­dade, elogiando o bravo sar­gento, o qual está assim redi­gido:
V.° Exercito — 1.a D. I. E. – 11 R. I. — IIIo Btl. — 8ª Cia. — P. C. em Casa de Chey, em 24 de março de 1945 – Do Cmt. da 8.a Cia. ao Sr. major comt. do Btl.
Tendo a 18/2 do corrente ano retornado ao exercício das funções normais o 1.° Sg. Ivaldo Ribeiro Dantas, que durante quase três meses co­mandou um dos Pelotões des­ta Cia., desempenhando sa­tisfatoriamente as funções de oficial subalterno, e que sem­pre esteve á altura das mis­sões que lhe couberam desde que esta Cia. foi empenhada, cumpre-me, separadamente louvá-lo pela atuação desen­volvida:
I — 29/11 1944 -  Nas ope­rações de combate desse dia, demonstrou muita inteligência e iniciativa extraordinária, como auxiliar precioso que foi do comando. Em face da situação critica das transmissões da Cia. que se encontravam desde o inicio do ataque com seus fios telefônicos rotos pelo bombardeio, quando verificou que o “hand-talk” deste comando deixara de funcionar, ligou-se diretamente aos comandantes de Pels. e pessoalmente ao comandante do Btl., mantendo-o informado da situação da e Cia., até serem estabelecidas as ligações telefônicas entre a Cia. e o Btl. Atendida essa imperiosa necessidade, ajudou com o mesmo ardor a acionar o remuniciamento da Cia., mantendo-o num ritmo sempre crescente. A despeito de atingido pela ação do sopro de um projétil de Artilharia D      que o levantou do solo cerca de dois metros, continuou sem esmorecimento com notável tenacidade, no desempenho de suas funções.
II — 1/12/1944 - No comando do Pelotão de Petrechos, portou-se á altura de sua missão quando o III.0 Pel. que se achava avançado do resto da Cia. em Falfare, foi ameaçado de envolvimento e obrigado a retirar-se para as posições ocupadas pelos depossue, acionando prontamen­te a tropa sob o seu comnando e quando, após energicamen­te rechaçado, o inimigo pare­cia retrair-se, avançou destemeresomente com dois ele­mentos do II.0 Pel. uns 150 metros á frente das posições, identificando pelos rastros deixados na neve a direção de retraimento possibilitando orientar-se melhor o tiro da Artilharia. Nessa noite o Sg. Ivaldo foi para a tropa de Montelouco o esteio moral da defesa.
III — Em 18/11, ao ser subs­tituído durante o período de 80 dias que comandou este Pelotão demonstrou grande amplidão para o comando, portando-se sempre á altura da responsabilidade que lhe cabia, transmitindo aos seus subordinados por atitudes enérgicas e desassombradas, calma e confiança no cumpri­mento das missões que lhes eram impostas. Por três vezes, uma em apoio a um golpe de mão tentado sobre 928, fez patrulhamentos á frente, reafirmando em todas essas ações acentuado espirito mili­tar e excelente qualidades de chefe. O entusiasmo com que as praças do Pel. de Petrechos sempre lutaram sob suas ordens bem o define. Consi­dero-o possuidor de qualida­des morais e físicas que o tor­nam apto ao oficialato. — João Manoel de Faria Filho, Cap. Comandante”.
Recorte do Jornal Diário Mercantil de 1945, Juiz de Fora - MG

Fonte: Jornal Diário Mercantil, de Juiz de Fora /MG. Ano 1945
Material gentilmente enviado pelo Sr. Sidney Dantas de Souza, neto do Maj Ivaldo Ribeiro
Pesquisa: Ecos da Segunda Guerra .

domingo, 27 de junho de 2021

FLÂMULA DA 1ª CIA LEVE DE MANUTENÇÃO – FEB

 Antiga e rara flamula da 1ª Cia Leve de Manutenção que fez parte da FEB. 

(acervo O Resgate FEB)

Deflagrada a Segunda Guerra Mundial, ficou patente a necessidade de maior apoio de material bélico em razão da crescente motorização e do aumento do potencial de fogo da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na campanha da Itália, contava com a 1ª Companhia Leve de Manutenção, comandada pelo Capitão Gilberto Pessanha e conhecida pela elevada eficiência e abnegação.Formadas por militares da várias Unidades e da "Tropa Especial", organizado à base da mobilização de policiais da Guarda Civil de São Paulo.


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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Sd Mário Couto, Ex-Combatente da 2ª Guerra Mundial, 11° RI - Regimento de Infantaria -





"O 1° pelotão da 6ª Cia do 11° RI recebeu a missão de fazer uma patrulha de combate na localidade de nome Vale, localizada logo depois de Abetaia, nas proximidades de Monte Castelo. Ao chegarmos lá, uma parte do pelotão foi vistoriar a primeira casa [...]. Fomos para o 2° andar da segunda casa, onde encontramos inúmeras armadilhas que tivemos muito cuidado para não tocá-las. Quando estávamos saindo ouvimos uma grande explosão na parte inferior, que causou o desmoronamento de parte da casa. Entrei nela e avistei sentado no chão, a minha esquerda, o sargento Fontes e a minha frente o sargento Otton soterrado pelos escombros, somente sua cabeça estava descoberta. Iniciei o trabalho para salvar o companheiro, removendo as pedras, tijolos e terra que o cobriam.
Pedi socorro e o colega José Antônio dos Santos prontamente atendeu ao meu pedido e começamos a retirada do sargento Otton.
[...]Lembro-me quando o tenente pediu ao sargento para não gritar ou reclamar e o sargento Otton calou-se. Os alemães ainda estavam por perto, por isso o tenente havia feito o estranho pedido ao ferido. Voltei ao trabalho para retirar os demais colegas.
Depois de algumas horas fui à igreja em Bombiana onde estavam os mortos e também o sargento Otton, gravemente ferido, horas depois foi levado para o hospital de Livorno."
Sd Mário Couto, Ex-Combatente da 2ª Guerra Mundial, 11° RI - Regimento de Infantaria - Regimento Tiradentes, São João del-Rei - MG
 — 

domingo, 13 de junho de 2021

Combat Infantry Badge

 Você tinha que ser um bom atirador para receber este distintivo de Soldado da Infantaria de Combate (Combat Infantry Badge), um prêmio militar do Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra. O distintivo é concedido a soldados de infantaria e das Forças Especiais que lutaram em combates terrestres.Está marcado pelo fabricante STERLING, original da Segunda Guerra Mundial. 

(Acervo O Resgate FEB)

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domingo, 6 de junho de 2021

Desfile dos pracinhas na Itália

Soldados brasileiros desfilam em homenagem à visita do general Mark W. Clark, comandante do V Exército dos Estados Unidos do qual os brasileiros faziam parte.
Fotos, V da Vitória
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domingo, 30 de maio de 2021

Garrafa da Coca Cola de 1944.

 Garrafa verde da Coca Cola de 1944, fabricada em Oakland (Califórnia), ver no fundo da garrafa. A data na frente da garrafa, oriunda da região da Normandia (França).(Acervo O Resgate FEB) Antes da Segunda Guerra Mundial, a venda de Coca-Cola já atingia todos os estados norte-americanos. Seu sucesso era tão grande, que o novo elixir identificou-se com o espírito norte-americano. Quando, em razão do conflito mundial, o açúcar foi racionado no país, as autoridades decretaram que as fábricas de Coca-Cola não sofreriam nenhum corte, pois ela se incluía entre os produtos vitais da guerra. Era enviada aos soldados americanos lutando na Europa, a fim de fazê-los sentir-se em casa. Setores do exército consideravam a entrega de Coca-Cola tão importante quanto a assistência mecânica de manutenção de aviões e carros de combate. Entre as fileiras de soldados, o pessoal da Coca-Cola gozava do status especial de observadores técnicos. Eram conhecidos como coronéis coca-cola. A Coca-Cola era vendida a US$ 0,05 para todo combatente norte-americano onde quer que esteja, em qualquer parte do mundo! Não importando o quanto isso custe à empresa. Durante a guerra os europeus experimentam a bebida. Como chegou ao Brasil! No início da década de 1940, o Brasil entrou no cenário da Segunda Guerra Mundial em 1941 o governo brasileiro autorizou os norte-americanos a utilizarem bases aéreas e navais no país, uma delas a de Parnamirim (Natal/Rio Grande do Norte) era a maior base da Força Aérea norte-americana em território estrangeiro.Desta forma, aviões militares americanos passaram a chegar ao Brasil com maior freqüência, reforçando as bases estratégicas estabelecidas no país. Neste momento, a Coca-Cola chega ao Brasil, trazida pelos próprios soldados americanos e posteriormente, produzida em pequenas fábricas móveis que passaram a acompanhar as tropas. A população de Natal foi a primeira a consumir Coca-Cola na América do Sul. Em 1942, com a chegada das tropas aliadas trouxe de carona a quarta fábrica da Coca-Cola no mundo.




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domingo, 23 de maio de 2021

Expedicionário Protásio dos Anjos Müller

Protásio dos Anjos Müller, filho de pai descendente de austríacos e mãe brasileira, nasceu no dia 14/11/1920  na localidade de Porteirinha hoje município de Unistalda, interior do Rio Grande do Sul. Trabalhou na agricultura de subsistência juntamente com seus pais, até o ano de 1944, quando foi recrutado em casa com dois de seus irmãos, para o teatro de operações da Itália.Protásio dos Anjos Müller, filho de pai descendente de austríacos e mãe brasileira, nasceu no dia 14/11/1920  na localidade de Porteirinha hoje município de Unistalda, interior do Rio Grande do Sul. Trabalhou na agricultura de subsistência juntamente com seus pais, até o ano de 1944, quando foi recrutado em casa com dois de seus irmãos, para o teatro de operações da Itália.Partiu do Rio Grande do Sul rumo ao Rio de Janeiro no dia 4/12/44, chegando lá após um treinamento básico embarcou no navio para Itália no dia  6/2/1945, chegando na Itália, no dia 22/2/1945, enfrentou a guerra propriamente dita, presenciando mortes e salvando companheiros.

Após a guerra radicou-se na cidade de Santiago, interior do Rio Grande do Sul. Trabalhou na viação férrea do estado do Rio Grande do Sul (VRFGS), na função de “tuco”(servidor geral), sendo depois promovido para imediato e se aposentando como mestre de linha no ano de 1975. No ano de 1984, foi aposentado pelo exército brasileiro com a patente de 2° Sargento, devido aos serviços prestados na FEB, sempre desfilou nos dias 7 de setembro com muito orgulho de ser veterano. Casou-se no ano de 1953, com dona Eva Rodrigues, com quem viveu até seus últimos dias, no ano de 2003, quando após um problema pulmonar grave, faleceu no dia 21/05/2003. Teve 13 filhos, 21 netos e 6 bisnetos. Sempre foi um grande fã incondicional de Brisola e Getúlio Vargas. Gozou de uma vida pacata sempre criando muitos bichos em casa e jogando bocha, seu esporte favorito. Lembrava-se constantemente das emoções vividas na guerra, e tinha uma mágoa muito grande com o não reconhecimento que os veteranos sempre enfrentaram.

 Gabriel Camargo Müller (Portal FEB)

domingo, 16 de maio de 2021

Cruz de Honra das Mães Alemãs

 ADVERTÊNCIA: Esse blog pode conter a suástica em algumas peças aqui mostradas, no entanto, são itens de coleção genuínas e são expostas como artefatos históricos - NÃO SE TRATANDO DE APOLOGIA AO NAZISMO OU À IDEOLOGIA DO III REICH. 

 Cruz de Honra das Mães Alemãs (alemào: Ehrenkreuz der deutschen Mutter ou Mutterkreuz) foi uma condecoração da alemanha nazista criada em 16 de dezembro de 1938 por iniciativa de Adolfo Hitler após indicação do médico Gerhard Wagner, chefe da Seção de Saúde Pública do Partido Nazista. O prêmio era destinado às mães consideradas racialmente arianas puras e possuidoras de no mínimo quatro filhos. Uma mãe poderia receber a condecoração nas classes de bronze (foto), prata ou ouro, dependendo da quantidade de filhos que gerara. Mulheres das regiões anexadas pelo terceiro Reich (como a Áustria e Danzigue) também eram elegíveis à premiação.O prêmio fazia parte de uma fase de preparação para a guerra e retomada do crescimento populacional alemão, e entre os pré-requisitos da condecoração estava o arianismo.A data não podia ser mais apropriada, o Dia das Mães de 1939.No reverso a assinatura de Hitler.O prêmio era dividido em três classes: Cruz de Ouro, elegível para mães com no mínimo oito filhos;Cruz de Prata, elegível para mães com no mínimo seis filhos;Cruz de Bronze, elegível para mães com no mínimo quatro filhos. (acervo O Resgate FEB)

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segunda-feira, 10 de maio de 2021

BANDEIRA NAZISTA APREENDIDA PELO 9º BATALHÃO DE ENGENHARIA DA FEB. 

 BANDEIRA NAZISTA APREENDIDA PELO 9º BATALHÃO DE ENGENHARIA DA FEB. 29 de abril de 1945: Rendição da 148ª divisão de infantaria nazista à Força Expedicionária Brasileira. No dia 28 de abril de 2008, a Bandeira Nazista capturada pelas tropas brasileiras da FEB, na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial foi entregue ao 9º Batalhão de Engenharia e Combate em Aquidauana/MS . A bandeira estava no Estado do Paraná e por solicitação do 9º BEC (Batalhão de Engenharia e Combate) da cidade Aquidauana/Mato Grosso do Sul, a mesma retornou a cidade a qual é natural o Sargento Meroveu, o combatente que capturou a bandeira Nazista em 29 de abril de 1945.

 (Fotos: acervo Museu do Expedicionário; reprodução Hugo Harada/GP)



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domingo, 2 de maio de 2021

Paladinos da Liberdade

Belíssima Medalha "Paladinos da Liberdade " da Associação Nacional dos Veteranos da FEB, seção Niterói (RJ).
(acervo O Resgate FEB)
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