segunda-feira, 4 de julho de 2022

SD. SEBASTIÃO RIBEIRO - F.E.B



Natural de PONTA PORÃ-MS, filho de Jango Ribeiro e de D. Maria dos Prazeres. Faleceu em ação, no dia 31 de outubro de 1944, em Molazzano. Agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 1ª Classe. No decreto de concessão desta última, lê-se:

"Em um golpe de mão realizado sobre o ponto 747 e Lepore, desempenhou-se em arrojo e coragem. Além de grande iniciativa, pois, rastejando até uma pequena dobra do terreno, juntamente com mais dois companheiros, abateu três alemães que guarneciam uma peça de morteiro de pequeno calibre, aproximando-se depois de uma casamata, lançaram no interior da mesma várias granadas de mão e despejaram as cargas de suas armas automáticas, até receberem ordem para regressarem com o restante do grupo". Seus restos mortais repousam no Monumento aos morto do Brasil na 2 ª Guerra Mundial no Rio de Janeiro.


Matéria :
Museu da FEB BH - ANVFEB BH

terça-feira, 28 de junho de 2022

Pin de lapela da Medalha de Serviços de Guerra da Marinha.

 Miniatura da barreta da Medalha de Serviços de Guerra da Marinha com uma (1) estrela, Segunda Guerra Mundial, instituída pelo decreto lei nº 6095, de 13 de dezembro 1943; Em metal esmaltado.

(acervo O Resgate FEB)




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terça-feira, 21 de junho de 2022

Jacob Gorender, jornalista e historiador, lutou na Itália

Meu pai era um homem muito pobre e minha mãe também. Eles se uniram já um tanto idosos, com 33 anos e tiveram cinco filhos. Hoje são vivos eu e um segundo. Os outros três faleceram... Meu pai era um homem muito pobre e, apesar de judeu, não sabia fazer dinheiro. Eu passei uma situação muito difícil na infância e na adolescência. Foi difícil estudar. Eu não tinha roupa para frequentar o ginásio. Usava um tênis de última qualidade, furado às vezes. Eu botava um papelão em cima do buraco para poder andar. Comecei a me estabilizar quando me tornei jornalista e passei a ganhar algum dinheiro. Com isso a minha situação começou a ficar estável, pois eu já não dependia da família. Eu devia ter então uns 17 anos. Eu estava no ginásio da Bahia, depois eu sai e fui aluno da Faculdade de Direito até o quarto ano. Aí eu fui para a FEB, fui soldado da FEB e a minha vida deslanchou.
Eu me incorporei em Salvador como voluntário. É preciso compreender o contexto daquela época. Os submarinos alemães torpedearam navios mercantes brasileiros e centenas de brasileiros morreram nesses naufrágios. Isso gerou uma indignação muito grande e eu participei das manifestações em Salvador, onde eu residia. Manifestações contra o Eixo e pela declaração de guerra, o que acabou ocorrendo. Getúlio Vargas, presidente do Brasil, acabou declarando guerra. Aí abriu-se o voluntariado em vários lugares do Brasil. O que ocorreu, um episódio curioso, o general que comandava a região de Salvador – eu me lembro o nome dele: general Demerval Peixoto – fez o seguinte desafio: "Os estudantes que pediam guerra, declaração de guerra tem agora a oportunidade de se apresentar como voluntários". Eu considerei isso como um desafio pessoal e resolvi me apresentar. Fui ao quartel-general e me apresentei e acabei aceito. Já em Salvador fui incorporado e fui transferido para São Paulo, onde fiz algum treinamento. Depois fui transferido para a Itália.
Na época, eu já era do Partido Comunista. Ele estava meio desagregado naquela época por causa da repressão. Militei com Mário Alves – ele não foi incorporado porque não tinha condições físicas (Alves foi um importante dirigente do PCB e acabou assassinado durante o regime militar). O fato de eu ser comunista – o prestígio da União Soviética, que estava em guerra contra os nazistas – pesou na minha resolução. Quando chegamos à Itália já havia brasileiros em combate. Eu era da companhia de transmissões do 1º Regimento de Infantaria. Nosso comandante era o coronel Caiado de Castro, mais tarde chefe do gabinete militar de Getúlio Vargas. Eu era um simples soldado. Não fui mais do que isso. Era do pelotão de transmissões. Particularmente a minha tarefa e a da equipe a qual eu pertenci era de zelar pelos fios de transmissão, que, como o front estava estabilizado, eram rompidos por granadas. Às vezes éramos obrigados a sair da cama, nós estávamos na casa da camponeses italianos, para consertar o fio. Isso era uma tarefa penosa e perigosa, pois ficávamos expostos à agressividade da artilharia nazista.
O fato de ser judeu não tinha para mim nada de especial. Eu convivi como soldado igual aos outros. Não teve influência nem positiva nem negativa. Mas eu tinha uma noção de que se eu caísse nas mãos dos nazistas, eles facilmente saberiam que eu era judeu, circunciso, e eu estaria perdido. Não tinha jeito.
Morreu após um mês de internação na UTI do Hospital São Camilo, de infecção, em 11 de junho de 2013
Matéria:
Edison Veiga e Marcelo Godoy,
26 Agosto 2012.
O Estadão

segunda-feira, 13 de junho de 2022

Porta curativo individual Brasileiro.

Porta curativo individual brasileiro padrão NA onde era fixado ao cinto de combate, tivemos varios fornecedores.

Alça brasileira pressa ao cinto, para pendurar equipamentos como o cantil e etc.

A alça fez parte dos equipamentos dos uniformes da FEB antes do embarque para a Itália. 

( acervo O Resgate FEB)






Desfile dos pracinhas no Rio de Janeiro em maio de 1944.

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segunda-feira, 6 de junho de 2022

Diário da Segunda Guerra Mundial por Euphosino de Almeida - F.E.B

“Saudades dos bambinos , quer dizer das crianças da Itália.”
Lembranças e recordações das montanhas da Itália, dos Bosques e das florestas.
Recordações das cidades da Itália.
Nós, soldados brasileiros, quando participamos da II Grande Guerra Mundial, passamos pelas seguintes cidades:  Nápoles, e Pompéia, que naquela época tinham 5.500 anos, passamos também em Monte Casino, Roma, Livorno, Pizza, Lucca e Pistóia, cidade onde fica o cemitério em que foram enterrados os soldados brasileiros mortos em combate. Passamos também por Florença, Estáfules, Galeno,Torino, Gênova, Milão, Laspezia, cidade de Pádua, Bolonha e Veneza, cidade quetem uma parte dentro d’água.
Nós, os soldados brasileiros , quando não estávamos no ”front”,tivemos o grande prazer com muito orgulho e respeito, em repartirmos a nossa refeição, o nosso almoço com as crianças da Itália.
Na hora que nós íamos almoçar apareciam cerca de 100 a 150 crianças pedindo comida, eles diziam:
“Brasiliano, da mandiare pra bambino, cigarete pra papa e caramelo pra mama.”
Nós, soldados brasileiros tivemos o grande prazer de partir. Eles almoçavam conosco, depois enchíamos um caldeirão de comida que eles levavam para o papai e a mamãe.
Nós, soldados brasileiros, no Vaticano em Roma, fomos homenageados e abençoados pelo Papa.
O Papa falou assim:
“Onde tem soldado brasileiro, as crianças não passam fome.”
Eu já tinha dito anteriormente da cidade de Pompéia:  Pompéia antiga foi destruída pelo vulcão Vesúvio . A cidade de Pompéia fica retirada 45km de Nápoles. O povo de Pompéia antiga era um povo muito perverso. Existe a Pompéia antiga e a Pompéia nova que está habitada.
Esta é a história de um soldado brasileiro na II Grande Guerra. A guerra não é vantagem nenhuma. É o maior sofrimento, o maior sacrifício para o homem, para todos os seres humanos e viventes.
Euphosino de Almeida.
II Tenente da Força Expedicionária Brasileira
Créditos ao neto Samora Machel Messias Almeida
Portal FEB

segunda-feira, 30 de maio de 2022

 Linda caneca do 49 aniversário da Associação dos Ex Combatentes da FEB, seção São Paulo. 

(Acervo O Resgate FEB)

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terça-feira, 24 de maio de 2022

Artilheiro Cabo Walter Martins Costa

Cabo Walter Martins Costa pertenceu ao II/1R.OAu.R (Primeiro Regimento de Obuses Auto Rebocados) no teatro de operações na Itália durante a Segunda Guerra. 
Identificação !G.259.306, embarcou em 8 de dezembro de 1944 e retornou 6 de julho de 1945.
Matéria no Jornal sobre sua participação como expedicionário.
Diploma  da Medalha de Campanha
Certificado de Reservista de veterano da FEB.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Pim de lapela da vitoria.

Interessante alfinete de lapela em comemoração ao dia da Vitória com helice de avião.

(acervo O Resgate FEB)

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segunda-feira, 9 de maio de 2022

Homenagem ao Expedicionário Severino Gomes de Souza - F.E.B

"Severino Gomes de Souza nasceu aos 5 de agosto de 1924 no município de Baixa Verde (atual João Câmara) – estado do Rio Grande do Norte.  Depois de um breve período em Macaíba, mudou-se para Natal e estudou no tradicional colégio Atheneu. Curiosamente o Atheneu ficava vizinho a um batalhão do exército onde, segundo ele, “fez somente pular o muro e se apresentou às forças armadas” no ano de 1941. Logo promovido à cabo e subsequentemente à terceiro sargento, acompanhou bem de perto o frisson do desenrolar na Guerra na cidade que possuía Parnamirim Field – maior base aérea militar americana fora dos Estados Unidos. Souza pôde patrulhar algumas praias natalenses quando veio o rompimento das relações do Brasil com os países do Eixo. Souza voluntariou-se à fazer parte da Força Expedicionária Brasileira com veemência patriótica. Nascia ali um dos grandes combatentes que a FEB pode assistir."

Embarcou para a Itália no dia 22 de setembro de 1944. Tais como são os relatos de outros febianos, a imagem que viu o assombrou no porto de Nápoles, mas algo dentro daquele jovem o movia mais forte que a “paura” que invadia. Esteve presente na tentativa frustrada ao ataque de Monte Castelo dia 29/11/1944 na ocasião de seu batismo de fogo. Dia este que guarda histórias incrivelmente traumáticas. Atuou firmemente na linha de frente de infantaria no dia da grande vitória da FEB, a tomada de Monte Castelo em 21/02/1945.

Tendo passado breve período no Rio Grande do Sul, transferiu-se para o Recife onde passara mais de cinquenta anos, quando enfim retornara para o Rio Grande do Norte, onde vive atualmente como capitão reformado do exército. Desde muito menino demonstrou grande interesse pelos livros e incrível habilidade na articulação das palavras, sendo posteriormente exímio palestrante no âmbito militar e civil.
Colaborador: Luiz Gustavo – Baixista e vocalista da Banda Mr.Music; estudante de História Licenciatura.
Portal FEB

terça-feira, 3 de maio de 2022

IV Centenário do Rio Rio de Janeiro.

 Rara caixa de fosforo de propaganda em comemoração ao IV centenário do Rio de Janeiro em 1965. Com o tema o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial. 

(acervo O Resgate FEB)




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terça-feira, 26 de abril de 2022

Expedicionário José Vieira.

 Ex-combatente da Segunda Guerra Mundial 1945 Itália. Um menino do interior na Segunda Guerra Mundial José Vieira, filho de João Vieira e de Ester de Almeida Vieira, nascido em 6 de julho de 1923 na pequena cidade do interior, do Estado de São Paulo, Pereiras. Foi incorporado no 5º batalhão de caçadores, na primeira companhia como voluntário ( soldado) em 1941, na cidade de Itapetininga São Paulo, em maio do mesmo ano foi promovido a cabo número 949, pelo esforço desenvolvido nas Instruções e diversos Méritos conseguidos. Em outubro foi elogiado pelo Capitão Orestes Cavalcante, por destacar na instruções de tiro, alcançando a classificação de primeira classe. Em 1943 Foi transferido para o 6º Regimento de infantaria, e foi promovido para Terceiro Sargento número 1258. Depois de um ano foi transferido para Santos 14 de janeiro de 1944. Em março deslocou-se ao 9º batalhão fluente, em composição especial do E.F.C.B Da cidade de Pindamonhangaba para capital fazendo parte das forças expedicionárias brasileiras. Em Julho foi embarcado R.I , Navio de transportation servisse, O mesmo foi deslocado para o Rio de Janeiro, dia 2 de julho de 1944, fazendo parte da FEB, 27 dezembro desembarcou em Nápoles na Itália Lutou e perseguiu os inimigos nas vizinhanças, passando por Monte Castelo, 21 de Fevereiro 1945, Montese 14/04/1945. Com seus comandantes e Generais e coronéis em contato das tropas brasileiras com os inimigos Alemães na Itália. O dia da vitória foi 8 de maio de 1945. O retorno para o Brasil foi no navio General M.C Meikes, chegando em 18 de julho, no Porto do Rio de Janeiro, com desfile na chegada indo em seguida para Vila Militar, composição especial EFCB no quartel. Dia 28 seguiu para São Paulo para sua formatura e regressar para Caçapava SP. Embarcaram para São Paulo na estação da Luz no dia 30 de agosto. A Guerra Começou no dia primeiro de setembro de 1939 e terminou dia 8 de maio de 1945 Dia da Vitória. 1964 depois que ficou um período morando em São Paulo retornou para Laranjal Paulista reformado e aposentado 1º Tenente do exército brasileiro foi casado e teve três filhas. O seu falecimento foi em 2 de março de 2001 com 78 anos na cidade de Laranjal Paulista interior de São Paulo. Texto escrito por seu sobrinho Carlos Vieira Júnior As datas marcadas acima são do livros de guerra que ele marcou. Uma de suas histórias de guerra que deixou marcado, pelo seu tempo de quartel fez uma grande amizade, em uma noite de muito frio na Itália, Se encontrava deitado,em uma trincheira para se esquentar do frio, quando chamou o seu melhor amigo, para estar junto ao seu lado, depois de passar algumas horas o seu amigo Resolveu retornar o seu posto,quando o mesmo foi atingido por uma granada e veio a Falecer. Com Lágrimas nos olhos ele sempre contou a história que perdeu um grande amigo na Segunda Guerra Mundial.






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terça-feira, 19 de abril de 2022

Flamula Regimento Ipiranga

Antiga flamula do Regimento Ipiranga.

Provavemente da cidade de Mogi das Cruzes (SP)

(Acervo o Resgate FEB)


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