terça-feira, 21 de junho de 2022
Jacob Gorender, jornalista e historiador, lutou na Itália
Eu me incorporei em Salvador como voluntário. É preciso compreender o contexto daquela época. Os submarinos alemães torpedearam navios mercantes brasileiros e centenas de brasileiros morreram nesses naufrágios. Isso gerou uma indignação muito grande e eu participei das manifestações em Salvador, onde eu residia. Manifestações contra o Eixo e pela declaração de guerra, o que acabou ocorrendo. Getúlio Vargas, presidente do Brasil, acabou declarando guerra. Aí abriu-se o voluntariado em vários lugares do Brasil. O que ocorreu, um episódio curioso, o general que comandava a região de Salvador – eu me lembro o nome dele: general Demerval Peixoto – fez o seguinte desafio: "Os estudantes que pediam guerra, declaração de guerra tem agora a oportunidade de se apresentar como voluntários". Eu considerei isso como um desafio pessoal e resolvi me apresentar. Fui ao quartel-general e me apresentei e acabei aceito. Já em Salvador fui incorporado e fui transferido para São Paulo, onde fiz algum treinamento. Depois fui transferido para a Itália.
Na época, eu já era do Partido Comunista. Ele estava meio desagregado naquela época por causa da repressão. Militei com Mário Alves – ele não foi incorporado porque não tinha condições físicas (Alves foi um importante dirigente do PCB e acabou assassinado durante o regime militar). O fato de eu ser comunista – o prestígio da União Soviética, que estava em guerra contra os nazistas – pesou na minha resolução. Quando chegamos à Itália já havia brasileiros em combate. Eu era da companhia de transmissões do 1º Regimento de Infantaria. Nosso comandante era o coronel Caiado de Castro, mais tarde chefe do gabinete militar de Getúlio Vargas. Eu era um simples soldado. Não fui mais do que isso. Era do pelotão de transmissões. Particularmente a minha tarefa e a da equipe a qual eu pertenci era de zelar pelos fios de transmissão, que, como o front estava estabilizado, eram rompidos por granadas. Às vezes éramos obrigados a sair da cama, nós estávamos na casa da camponeses italianos, para consertar o fio. Isso era uma tarefa penosa e perigosa, pois ficávamos expostos à agressividade da artilharia nazista.
O fato de ser judeu não tinha para mim nada de especial. Eu convivi como soldado igual aos outros. Não teve influência nem positiva nem negativa. Mas eu tinha uma noção de que se eu caísse nas mãos dos nazistas, eles facilmente saberiam que eu era judeu, circunciso, e eu estaria perdido. Não tinha jeito.
Morreu após um mês de internação na UTI do Hospital São Camilo, de infecção, em 11 de junho de 2013
Matéria:
Edison Veiga e Marcelo Godoy,
26 Agosto 2012.
O Estadão
segunda-feira, 13 de junho de 2022
Porta curativo individual Brasileiro.
Porta curativo individual brasileiro padrão NA onde era fixado ao cinto de combate, tivemos varios fornecedores.
Alça brasileira pressa ao cinto, para pendurar equipamentos como o cantil e etc.
A alça fez parte dos equipamentos dos uniformes da FEB antes do embarque para a Itália.
( acervo O Resgate FEB)
Desfile dos pracinhas no Rio de Janeiro em maio de 1944.
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segunda-feira, 6 de junho de 2022
Diário da Segunda Guerra Mundial por Euphosino de Almeida - F.E.B
“Brasiliano, da mandiare pra bambino, cigarete pra papa e caramelo pra mama.”
“Onde tem soldado brasileiro, as crianças não passam fome.”
segunda-feira, 30 de maio de 2022
terça-feira, 24 de maio de 2022
Artilheiro Cabo Walter Martins Costa
segunda-feira, 16 de maio de 2022
Pim de lapela da vitoria.
Interessante alfinete de lapela em comemoração ao dia da Vitória com helice de avião.
(acervo O Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)segunda-feira, 9 de maio de 2022
Homenagem ao Expedicionário Severino Gomes de Souza - F.E.B
terça-feira, 3 de maio de 2022
IV Centenário do Rio Rio de Janeiro.
Rara caixa de fosforo de propaganda em comemoração ao IV centenário do Rio de Janeiro em 1965. Com o tema o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial.
(acervo O Resgate FEB)
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terça-feira, 26 de abril de 2022
Expedicionário José Vieira.
Ex-combatente da Segunda Guerra Mundial 1945 Itália. Um menino do interior na Segunda Guerra Mundial José Vieira, filho de João Vieira e de Ester de Almeida Vieira, nascido em 6 de julho de 1923 na pequena cidade do interior, do Estado de São Paulo, Pereiras. Foi incorporado no 5º batalhão de caçadores, na primeira companhia como voluntário ( soldado) em 1941, na cidade de Itapetininga São Paulo, em maio do mesmo ano foi promovido a cabo número 949, pelo esforço desenvolvido nas Instruções e diversos Méritos conseguidos. Em outubro foi elogiado pelo Capitão Orestes Cavalcante, por destacar na instruções de tiro, alcançando a classificação de primeira classe. Em 1943 Foi transferido para o 6º Regimento de infantaria, e foi promovido para Terceiro Sargento número 1258. Depois de um ano foi transferido para Santos 14 de janeiro de 1944. Em março deslocou-se ao 9º batalhão fluente, em composição especial do E.F.C.B Da cidade de Pindamonhangaba para capital fazendo parte das forças expedicionárias brasileiras. Em Julho foi embarcado R.I , Navio de transportation servisse, O mesmo foi deslocado para o Rio de Janeiro, dia 2 de julho de 1944, fazendo parte da FEB, 27 dezembro desembarcou em Nápoles na Itália Lutou e perseguiu os inimigos nas vizinhanças, passando por Monte Castelo, 21 de Fevereiro 1945, Montese 14/04/1945. Com seus comandantes e Generais e coronéis em contato das tropas brasileiras com os inimigos Alemães na Itália. O dia da vitória foi 8 de maio de 1945. O retorno para o Brasil foi no navio General M.C Meikes, chegando em 18 de julho, no Porto do Rio de Janeiro, com desfile na chegada indo em seguida para Vila Militar, composição especial EFCB no quartel. Dia 28 seguiu para São Paulo para sua formatura e regressar para Caçapava SP. Embarcaram para São Paulo na estação da Luz no dia 30 de agosto. A Guerra Começou no dia primeiro de setembro de 1939 e terminou dia 8 de maio de 1945 Dia da Vitória. 1964 depois que ficou um período morando em São Paulo retornou para Laranjal Paulista reformado e aposentado 1º Tenente do exército brasileiro foi casado e teve três filhas. O seu falecimento foi em 2 de março de 2001 com 78 anos na cidade de Laranjal Paulista interior de São Paulo. Texto escrito por seu sobrinho Carlos Vieira Júnior As datas marcadas acima são do livros de guerra que ele marcou. Uma de suas histórias de guerra que deixou marcado, pelo seu tempo de quartel fez uma grande amizade, em uma noite de muito frio na Itália, Se encontrava deitado,em uma trincheira para se esquentar do frio, quando chamou o seu melhor amigo, para estar junto ao seu lado, depois de passar algumas horas o seu amigo Resolveu retornar o seu posto,quando o mesmo foi atingido por uma granada e veio a Falecer. Com Lágrimas nos olhos ele sempre contou a história que perdeu um grande amigo na Segunda Guerra Mundial.
terça-feira, 19 de abril de 2022
Flamula Regimento Ipiranga
Antiga flamula do Regimento Ipiranga.
Provavemente da cidade de Mogi das Cruzes (SP)
(Acervo o Resgate FEB)
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terça-feira, 12 de abril de 2022
Assinatura do contrato do Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra.
A foto dos arquitetos na ocasião da assinatura do contrato com Ten Cel Valmiki Erichsen no gabinete do Mal Mascarenhas de Morais em 27 de novembro de 1957 no Rio de Janeiro.
O Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, popularmente conhecido como Monumento aos Pracinhas, localiza-se no Aterro do Flamengo, na cidade do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.
O monumento foi projetado pelos arquitetos Marcos Konder Neto e Hélio Ribas, vencedores de um concurso nacional, tendo sido inaugurado em 1960.
Abriga e homenageia os restos mortais dos militares brasileiros que haviam sido depositados no Cemitério de Pistoia, na Itália durante o conflito.
Foto Henrique Moura
terça-feira, 5 de abril de 2022
Medalhas antigas de associações.
Duas antigas medalhas da FEB, Brasil Expedicionário e Associação Nacional dos Ex Combatentes seção São Paulo.
(acervo O Resgate FEB)
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