domingo, 12 de agosto de 2018

A Voz Do Mundo

Jornalzinho inglês de 1944, "A Voz Do Mundo",  impresso no Brasil pela Editora Leammert Limitada.Esta edição traz na capa a foto do primeiro escalão da FEB ao desembarcar em Nápoles em 1944.
(acervo O Resgate FEB) 
(clique na foto para ampliar)

domingo, 5 de agosto de 2018

Fredolino Chimango o soldado desconhecido !

Nascido em Passo Fundo, RS, no dia 19/04/1921, filho de Edmundo Chimango e Gabriela Francisca da Silva Chimango, Fredolino foi um dos heróis brasileiros mortos em combate durante a Segunda Guerra Mundial. Integrando a Força Expedicionária Brasileira, Fredolino Chimango teve sua vida tirada na Batalha de Montese, a mais sangrenta travada pelos nossos pracinhas.
Fredolino era da região do Rio do Peixe, onde hoje é Tapejara, na época fazendo parte da cidade de Passo Fundo. Foi um dos tantos passofundenses a lutar contra o totalitarismo do Nazi-Fascismo na Itália.
Mesmo não tendo idade suficiente para o serviço militar, Fredolino se apresentou no Quartel do 8º RI (8º Regimento de Infantaria) de Passo Fundo, que futuramente seria transferido para Quaraí, de Quaraí para São João Del Rei, e de São João Del Rei para o Rio de Janeiro. Depois de completar cerca de um ano na então capital nacional, Fredolino decide retornar e se juntar a sua família, começando a trabalhar na localidade de Água Santa, nos Engenhos Scheleder e Busquirollo.
Com a entrada do Brasil na guerra, Fredolino foi convocado, integrou o 11º RI (11º Regimento de Infantaria), o conhecido Lapa Azul, que protagonizou a Tomada a Monte Castello. Além de Monte Castello, Fredolino também lutou nas batalhas de Castelnuovo e Montese, onde tombou por sua pátria.
Conta o Tenente Delsi Branco da Luz, então Cabo, amigo de Fredolino na Itália, que ficou sabendo de seu desaparecimento no dia 16 de abril de 1945, no retorno dos soldados que combateram em Montese, por um companheiro de batalha de Chimango, contava esse que havia caído em sua metralhadora uma granada de artilharia, causando dessa forma o falecimento do Cabo, porém existe outra versão, de que Fredolino foi atingido por uma rajada de metralhadora.
Elogio dado ao Cabo Fredolino Chimango depois de sua morte pelo seu Capitão Olegário de Abreu Memória:
“Maio de 1945: a 09 foi elogiado pelo Cmt da Cia nos seguintes termos: como Cmt da Peça teve ação saliente no ataque. Na mesma data foi destacado dentre os outros Cabos da Cia pelo seu Cmt nos seguintes termos: que com a sua Peça de Mtr conseguiu heroicamente atingir e neutralizar uma casamata inimiga que ameaçava seriamente o flanco esquerdo da Cia, apesar da reação do inimigo o Cb Chimango só deixou de atirar quando a sua arma foi atingida em cheio por uma granada de artilharia que lhe levou a vida.”
Existem duas versões sobre os restos mortais do soldado passofundense. Alguns dizem que Fredolino foi achado por um civil italiano e enterrado pelo mesmo em sua casa. Muitos dizem que o corpo do combatente da FEB achado décadas depois na Itália, é o Cabo Fredolino Chimango, porém, nunca houve uma confirmação, sendo este conhecido como o "Soldado desconhecido", símbolo da Força Expedicionária Brasileira. Segundo o Sr. Mário Pereira, atual administrador do Cemitério de Pistóia, o soldado, pode ou não, ser Fredolino Chimango, falou também que com as tecnologias de hoje, através de exames de DNA, seria possível revelar a identidade do pracinha, porém, perderia a magia e o significado que o "Soldado desconhecido" tem, sendo o maior mártire do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
Como dito antes, existem duas versões para o paradeiro do Cabo Fredolino Chimango.
Descrição da descoberta do corpo de Fredolino Chimango pelo livro "Luzes sobre Memórias" do Marechal Floriano de Lima Brayner.
"E, aos cinco metros de profundidade foi encontrado sob as vistas de inúmeras pessoas, e farta documentação fotográfica. Reunidos os restos mortais num caixote, foram levados para o Cemitério de Montese, onde eu os revistei minuciosamente, não encontrando a placa de identificação. Na arcada dentária dos maxilares superior e inferior faltavam alguns dentes. No hemitorax esquerdo havia uma ogiva de morteiro, 60 alemão. Através pequenos objetos; botões, fio, foi por mim reconhecido como brasileiro, ficando a identidade para ser apurada mais tarde. [...] ao mesmo tempo que envidavam-se esforços para se obter a identificação do “Pracinha Desconhecido de Montese”, através das unidades em que servia.[...] Dois outros, do III Bat. do 11º R.I., foram encontrados em sepulturas fora dessa área e levados para o Cemitério de Pistóia, devidamente identificados. Um deles, Rubens Galvão, tinha a placa de identidade no pescoço; outro, não a possuía, mas, na mesma sepultura ao lado do corpo estava uma garrafa, e dentro dela um papel em que se lia o nome, Júlio Nicolau o número e a unidade daquele combatente. Quem escreveu nunca se ficou sabendo, pois o autor deve ter ficado com a placa. O terceiro extraviado, publicado no Boletim da Unidade de 16 de abril de 1945, chamava-se Fredolino Chimango, natural de Passo Fundo, Rio Grande do Sul."
Na cidade de Passo Fundo - RS, o Cabo Fredolino Chimango é patrono de uma Escola Municipal e de um Estádio, e na cidade de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, existe uma rua com seu nome, que é localizada no Bairro Santa Luzia.



Matéria ANVFEB

domingo, 29 de julho de 2018

Primeiro Encontro de Veteranos da FEB

Caneca antiga do Primeiro Encontro de Veteranos da FEB em Petrópolis de 13 a 14 de março de 1976.
(Acervo O Resgate FEB)

(clique na foto para ampliar)

domingo, 22 de julho de 2018

‘Fiz a guerra do começo ao fim. Ela é uma selvageria’

Meu nome? Sou Boris Schnaiderman, com "sch". Nasci em 1917 em Úman, na Ucrânia, vim para o Brasil em 1924 e lutei no 2.º Grupo de Artilharia. Fui para a guerra porque queria ir. Era pacifista, mas achava absolutamente necessário lutar contra a Alemanha de Hitler. Fui convocado na véspera do embarque à Itália. Tudo foi em segredo. Tomamos o trem - luzes apagadas - e fomos ao porto. A viagem à Europa foi inesquecível. Enquanto viver, vou lembrar: foi terrível.


Boris Schnaiderman, escritor e tradutor

Na Itália, fui calculador de tiro. Eu era o controlador vertical, calculava o deslocamento do tubo-alma. O tubo do canhão se chama tubo-alma e eu calculava seu deslocamento vertical - havia outro sargento que media o horizontal. O primeiro tiro da artilharia brasileira fui eu que calculei. Atirei muito em cima de Monte Castelo. Inclusive vi de longe a nossa aviação em voo picado, descendo sobre as posições das metralhadoras alemãs. Depois, vi o chão estremecer com o bombardeio em Montese.
Dormíamos junto da central de tiros, caso fosse necessário atirar à noite. E tinha medo. Não há quem não tenha. Recebíamos bombardeio de artilharia. Caía a primeira granada e a gente sabia que o inimigo estava regulando o tiro. Ouvíamos o zunido e nos jogávamos no chão.
Mas é preciso frisar que havia uma diferença muito grande entre a nossa condição, na artilharia, e a do soldado de infantaria. Tanto é que eles nos chamavam de "saco B". Eles passavam de caminhão e nos chamavam: "Ô, saco B!" Sabe por quê? Porque havia o saco A e o saco B. O A nós carregávamos nas costas em qualquer mudança de posição, com os objetos de uso imediato. O B era para objetos de reserva...
No dia da vitória, nós estávamos entrando na cidade de Stradella, na Lombardia, e eu desci do caminhão. Aí veio um italiano barbudo, bigodudo. Ele me agarrou, me deu um beijo na face e disse: "Eu estava te esperando. Faz 20 anos que eu te espero e só agora você chegou".
Fiz a guerra do começo ao fim. Ela é uma selvageria, mas naquela guerra todos tínhamos de nos unir. Se a Alemanha vencesse, o que seria de nós, não é? Uma coisa terrível. Eu era de uma família de judeus completamente assimilados. Eu não tinha nenhuma formação de tradição judaica. Não falava iídiche, mas com a guerra ficou o sentimento de que pertencia a uma comunidade perseguida. Sentia-se o antissemitismo mesmo no Brasil. Eu lembro de tudo... e, às vezes, ainda tenho pesadelos com a guerra." 

MARCELO GODOY (TEXTO) e EVELSON DE FREITAS (FOTO)
Fonte O Estadão

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Creme de barbear da Segunda Guerra

Raro creme de barbear (Molle Brushless Shaving Cream), da época da Segunda Guerra Mundial,  original na caixa.Caixa marcada como "Pacote de Serviço Especial, apenas para as Forças Armadas".O mesmo utilizados pelos pracinhas na Itália.
(acervo O Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Pracinha Pedro Rodrigues


Tenente Pedro Rodrigues natural de Curvelo (MG), fez parte da Força Expedicionária Brasileira, casado com D. Laurinha Santos Rodrigues e tiveram oito filhos.Serviu ao Exercito Brasileiro em 1940 no 10 RI, em 1941 foi convocado para fazer parte da FEB onde fez parte do 11 RI de São João Del Rei, onde seguiu para treinamento no Morro da Capistana (RJ) onde ficou preparando para a guerra até 1944.
fazendo parte do primeiro escalão da FEB, partiu no Navio transporte de tropas USS General Meigs onde desembarcou em Nápoles ma Itália, sendo incorporado ao 6 Ri de São Paulo, onde fizeram treinamentos com equipamentos americanos em Pompeia e logo após foram para o front.Participando de vários combates na linha Gótica, onde foi seu batismo de fogo, fazia parte das patrulhas onde mais baixas sofreram a FEB.Era homem de frente, muitas vezes passava dias nas trincheiras.Ferido em combate em Zocca no dia 20 de abril de 1945, atingido pelo deslocamento de ar e estilhaços de morteiro, ficando alguns dias no hospital.
Recebendo o diploma de ferido em combate das naos do Comandante da FEB, General Mascarenhas de Morais.No dia 8 de maio de 1945 a guerra acabou no continente europeu.Regressando para Curvelo depois de vários desfiles pelo Rio de Janeiro, voltou a trabalhar, mas na Secretaria de Saúde até aposentar.Depois de aposentado dedicou a cultivar e vender plantas e flores.Foi condecorado com a Medalha de Campanha e Sangue do Brasil (ferido em combate) que não recebeu e o diploma de ferido em combate.Faleceu em Curvelo algum minutos antes do dia 8 de maio de 2017, onde se comemora o Dia da Vitória no Brasil e no mundo inteiro.
O Herói nunca morre !

(O Resgate FEB)

 
Diploma da Medalha de Combate

Diploma de ferimento em ação, assinado e entregue pelo Comandante da FEB, Marechal Mascarenhas de Morais

segunda-feira, 25 de junho de 2018

IX Convenção Nacional dos EX Combatente.

Bela xícara de café de recordação do IX Convenção Nacional dos Ex Combatentes do Brasil realizado em Curitiba dia s 15 a 19 de novembro de 1962.
(O Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Fotografias do correspondente de guerra Horário Coelho


Fotos tiradas pelo correspondente de guerra Horário Coelho no rigoroso inverno de 1945 na Itália durante a Segunda Guerra.
Fotos :V de Vitória.
Chegada de suprimentos aos Pracinhas no inverno de 1945. 
Clássica foto de posição de atirador da FEB no inverno de 1945
(clique na foto para ampliar)

domingo, 10 de junho de 2018

Conjunto de acessórios, utilizado pela MP(Military Police)

Conjunto de acessórios, utilizado pela MP(Military Police) brasileira na Segunda Guerra.
Coldre US de 1942, Cinto brasileiro padrão NA (Norte Americano), apito US Army e braçadeira americana MP.
(acervo O Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)

domingo, 3 de junho de 2018

Preparação de um avião da Senta a Púa para uma missão na Segunda Guerra


Sequência de fotos da visita de Horácio Coelho à base da Força Aérea Brasileira - FAB (Senta a Puá).
O fotógrafo da FEB que mais registrou os feitos dos brasileiros na Itália. As fotos são da família Coelho e foram mandadas pelo neto, Mário Emílio para o V de Vitória.

(clique na foto para ampliar)

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Limonada na Segunda Guerra

Embalagens usadas e encontradas em Monte Castelo de envelopes de Limonada ou pó de laranja,  em embalagens de alumínio, do fabricante Miles Laboratories. Inc,  vinha na ração C.
Um pó de suco de fruta com sabor de laranja foi introduzido no final de 1943.
O suco de frutas foi considerado necessário, porque era o único meio de fornecer uma necessidade diária de vitamina C (60 miligramas de ácido ascórbico) .
(acervo o Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)

domingo, 20 de maio de 2018

Bandeira do QG da FEB na Itália

Bandeira brasileira que pertenceu ao Quartel General do comando da FEB durante a campanha da Itália.
Doada ao Museu Histórico Nacional em 24 de janeiro de 1946 pelo General Mascarenhas de Morais.


O Resgate FEB