domingo, 7 de agosto de 2016

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Relação dos primeiros agraciados com as medalhas Cruz de Combate de 1ª e 2ª Classes

Relação dos primeiros agraciados com as medalhas Cruz de Combate de 1ª e 2ª Classes:
Diário Oficial da União (DOU) de 02 de Julho de 1945 - Pág. 3. Seção 1:
Comandante da Fôrça Expedicionária Brasileira e 1.a Divisão de Infantaria Expedicionária.
CONCEDE A CRUZ DE COMBATE DE 1.a CLASSE:

De acôrdo com o Decreto n.° 16.821, de 13 de outubro de 1944:
Aos oficiais e praças mencionados na relação que a êste acompanha, assinada pelo General de Divisão Enrico Gaspar Dutra, Ministro de Estado da Guerra,
pelos motivos especificados nas propostas feitas pelo General de Divisão João Batista Mascarenhas de Morais, Comandante do 1.° Escalão da Fôrça Expedicionária
Brasileira e 1.° Divisão de Infantaria Expedicionária.
Relação dos oficiais e praças a que se refere o Decreto desta data em que se concede a medalha "Cruz de Combate de 1.a Classe", criada pelo Decreto-lei n.° 6.795, de 17 de agosto de 1944:
Generais de Brigada — Euclides Zenóbio da Costa e Osvaldo Cordeiro do Farias.
Majores — João Carlos Gross e Virgíneo da Gama 'Abo.
Capitães — Valdir Moreira Sampaio, Volfango Teixeira de Mendonça, Alberto Jorge Farah, Paulo de Carvalho, Everaldo José cia Silva,
Iêdo Jacó Blauth, Jorge Santos, Aldenor da Silva Mala, Luis Jucá de Melo, Antônio Barcelos Borges Filho e Adélvio Barbosa de Lemos.
1°s. Tenentes — Apoio Miguel nesk, Dirceu de Lacerda Coutinho, Paulo Nunes Leal, Murilo de Figueiredo Borges, Miguel Romeu Langone,
Ru-,leiloo Varela, Ito Carvalho Berben '
nardes, Nicolau José de Seixas, Otávio Ramos de Araújo, Mário Manta-Mia Teixeira, Caetano de. Figueiredo
Lopes e Capelão João Filson Sorem.
2°s. Tenentes — Celso Dalva Vieira Regueira, Nestor Corbiniano Andrade, José Maria da Cunha Viveiros, José Teófilo de Siqueira. Edil Vargas, Manuel Valença Monteiro,
Júlio de Pádua Guimarães, Rubens Resstel, Sali Szanjferber, Eugênio Midler Neto, Eduardo Juvenal Schmidt
Aspirantes a -Oficial — Lúcio Marçal Ferreira e Francisco IvIega.
1°s. Sargentos — Valmor Rodrigues Santiago e Osmar Cortes Claro.
2°s Sargentos — João Guilherme Schultz Marques, Auderico Ferreira da Silva, Pedro Pereira de Oliveira,
Geraldo Valentim de Sousa, Antônio Gonçalves dos Santos, Antônio Januário do Nascimento, Rubens Leite,
Lourival Lopes de Freitas, Nêvio Baracho dos Santos e Geraldo Berti.
3°s Sargentos — Henrique Antunes Maciel, Abraão Silveira Dias, Va ldemar Pinto Rodrigues, Lair Pires, Duilio Scalise, Mário Muller, Cleodon da
Silva Furtado, Sebastião Fagundes Maranhão, Caetano Tanese, Joos Darei Heidger, Jaime Silva, Judson Carlos de Carvalho,jRui Barbosa de Morais, Onofre dos Santos e João Duram
Alonso.
Cabos — Odilon Oliveira de Aaneidá, João Fagundes Machado, Manuel Chagas, Manuel Tomás da Silva, Arlindo Bibiano de Araújo e Antíteses Cascardo.
Soldados — João Guilherme de Queirós Coutinho, Olávio Soares do Amaral, João Ferreira da Silva, João Fagundes de Oliveira, Marinho Rodrigues, Arriou Correia, Arlindo Tavares Pontes, Afonso de Melo, Isinio Neumam, Clóvis Gomes Toledo, Otacílio dos Santos, João Renas Campelo, Irio Toledo, João Borges de Rezende, Paulo Alvise, Albor Pimpão Ferreira, João Santana, Lauro Pereira, José Nicodemos Gomides, Altarniro Botossi, Lázaro de Castro Reis, José Trancolim, Afonso Clemente Ferraz, Romeu Cavalheiro, Vicente Gratagliano, Romeu Batista, Pedro Leme de Assis, José Rudinicki,
João Zenetti, Amanho Gonçalves de Queirós, João Lopes, Alberto André Paroche, Alcides Alves de Almeida, João Moreira Alberto, José Swoek, Benedito Patrício, João Inácio do Nascimento, Cesário Aguiar, Francisco Tamborim, José Antônio Moreira, Luis Guerino Francisqui, Djalnia Correia, Domício Gomes de Faria, Simeão Fernandes e Jorge César Helou.
CONCEDER A CRUZ DE COMBATE DE 2.° CLASSE:
De acôrdo com Decreto N.° 16.821, de 13 de outuro de 1944:
Aos oficiais e praças mencionados êste acompanha, assinada pelo General de Divisão Enrico Gaspar Dutra, Ministro de Estado da Guerra,
pelos motivos especificados nas propostas feitas pelo General de Divisão João Batista Mascarenhas de Morais, Comandante do 1.° Escalão da Fôrça Expedicionária
Brasileira e 1.° Divisão de Infantaria Expedicionária.
Relação dos Oficiais e praças a que se refere o Decreto desta data em que se concede a medalha, "Cruz de Combate de 2.° classe", criada pelo Decreto-lei ri." 6.795, de 17 de agôsto de 1944:
Capitães —Francisco Heitor Ribeiro Rodrigues, Joaquim Antônio da Fontoura Rodrigues, Raul da Cruz Lima Júnior, Rene Cruz, Gilberto Machado de Oliveira.
Primeiros Tenentes—Moisés Chaon, César Augusto Vilaboim, Felipe Aristides Simão, Rui Caldeira Ferraz, Valdemar Dantas Borges e Clóvis Garcia.
Segundos Tenentes — Liler Teixeira Maciel, Antônio de Andrade Poti, José Alfredo Barros da Silva Reis, Gervásio Deschamps Pinto, César Patrício de Aquino, Homero Soares da Rosa, José da Mata Teixeira, José Torquato Caiado Jardim, João Luis Filgueiras, Cléber Gomes Ferreira, Manuel Colares Chaves Filho, Wilson Quadros de Oliveira e Erneso Guilherme Hagemeyer.
Aspirante a Oficial — Hélio Gonçalves Amorim.
2° Sargento — José Nassif.
Terceiros Sargentos — Osvaldo Zécimo de Almeida, Carlos Ferreira de Sousa, Dídio Pereira, Josué Dantas Martins Filho, Fontoura Sebastião Maia, Rui Estréia Saldanha, Alexandre Matar, Pascoal Caputo, Antônio Carlos do Nascimento, Artur Borges Cordeiro, Jairo Batistão.
Cabos — Otávio Carlos da Silva, César Chlaratti, José Esperança, Joaquim França Ferreira, Benedito Oliveira Neves, Paraguai Zonzine e Manuel Marcelino.
Soldados — José Rocha Sobrinho, Emedito Camargo Guerra, Sebastião Serafim da Silva, José de Marins Parias, João Ladeira Permute, Marino Castanheira, Olavo Roberto Borges, Luis do Espírito Santo, Lino Augusto D'Avila, João Pedro do Nascimento, José Torquato Luis, Francisco Manuel, Domingos Alves Pinheiro, Humberto Oliveira, Enodoo() Gonçalves, Pedro Sepúlveda Florido, José Sérgio Tôrres, Rubens Ferreira Batista, Adelino Correia de Araújo, Henrique Fernandes, Eduardo Rogante, Raimundo Bartolo dos Santos, João Rodrigues Arruda, Ogênio Trevissan, Joaquim Antônio Lemos, Donato de Moura e Geraldo Rodrigues de Paula.
Fotos tiradas da intrnet.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Boina e braçadeira da ANVFEB

Belo lote que pertenceu a um expedicionário, era usadas em desfiles, homenagens e reuniões.A boina bem antiga da marca Prada, repare o distintivo da Cobra Fumando e bem antigo e a braçadeira da Associação Nacional dos Veteranos da FEB.
(acervo O Resgate FEB)
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Eurico Gaspar Dutra por ocasião da visita e inspeção às tropas da FEB na Itália


Eurico Gaspar Dutra por ocasião da visita e inspeção às tropas da FEB na Itália entre setembro e outubro de 1944 (fotos tiradas em regiões de Florença, Nápoles e Pisa).
Fotos: Agência Nacional (Brasil) e Bureau of Public Relations War Department.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Barreta de um oficial da F.E.B


Belo barrete de um ex combatente da FEB, condecorado com a Medalha Sangue do Brasil (Ferido em combate), Medalha de Campanha da FEB, Medalha de Guerra e muitas outras nacionais e internacionais. Esta barreta fabricada pela Randal na década de 50,  eram usadas nos uniformes de passeio.
(acervo O Resgate FEB)
( Clique na foto para ampliar )

domingo, 26 de junho de 2016

Lembrança da Convenção dos Ex Combatentes.

Belo caneco de porcelana de lembrança da XIV Convenção Nacional dos Ex Combatentes do Brasil em Caxias do Sul - RS,  nos dias 2 a 7 de 1972.
(acervo O Resgate FEB)

(clique na foto para ampliar)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

1º Tenente Apollo Miguel Rezk 1º RI - Regimento de Infantaria Regimento Sampaio - RJ

Apollo Miguel Rezk, nascido em 09/02/1918 no Rio de Janeiro, filho do Dr. Miguel Jorge Rezk, médico, Dentista e farmacêutico, e da Sra. Suraya Mussalli Rezk, ambos imigrantes, ele do Líbano e ela da Síria. Estudou no Colégio Pedro II, onde bacharelou-se em 1935. Seu ideal era a carreira militar, mas o sonho frustou-se ao ser reprovado no exame de saúde para a escola Militar do Realengo. Ingressou, então, na escola Superior de comércio, onde formou-se Perito-Contador. Posteriormente, concluiu o curso de Ciências Econômicas. Em 1939, foi declarado Aspirante-a-oficial da Arma de Infantaria , pelo CPOR/RJ.
Com a entrada do Brasil na II Guerra Mundial, o Ten Apollo foi convocado para o serviço ativo embarcando para a Itália, incorporado ao Regimento Sampaio, no 2º Escalão da FEB, agora como 1º Tenente.Em 12/12/1944 em Monte Castelo, comandando seu pelotão, o Ten Apollo conquistou importante posição alemã, após violenta batalha. Pela bravura demonstrada nessa ação, o Ten Apollo foi agraciado com a Medalha “Silver Star”, pelo alto comando americano. Entretanto, o Ten Apollo viria a demonstrar, novamente, sua coragem, determinação e desprendimento quando em 24/2/1945, conquistou La Serra, à frente de seu pelotão, atravessando extenso campo minado e sob pesada resistência inimiga.
Ferido e em posição vulnerável, conseguiu suportar os contra-ataques dos alemães e, apesar do poder de fogo inimigo, logrou repeli-los e ainda infligir-lhes severas baixas. Por essa magnífica atuação, o Ten Apollo, já no hospital de campanha, ouviu pela rádio BBC de Londres a seguinte notícia: ” O Comando Aliado na Itália resolveu louvar um Oficial da Força Expedicionária Brasileira pelos seguintes motivos: cada ação em combate é um pretexto para evidenciar suas belas qualidades de soldado e sua excelência no comando do pelotão, conduzindo a sua tropa ao objetivo com o exemplo da sua própria coragem.
Conquistou La Serra, em cujas ruínas se manteve até ser evacuado algumas horas depois de gravemente ferido,lutando ainda. Sua posição estava cercada de metralhadoras inimigas, a esquerda, à frente e a direita, seis ao todo, as mais próximas distavam cerca de 15 metros do objetivo alcançado e as mais afastadas, 80 metros.Suportou contra-ataques e esteve cercado durante quase toda a primeira noite. Fez cinco prisioneiros. Ferido em combate às 23 horas do dia 23, só pôde ser evacuado na manhã seguinte, às 10 horas, devido ao intenso bombardeio da artilharia e morteiros a que estava sujeita a posição.
Sua audácia em marchar para o objetivo fixado, que sabia fortemente defendido, completou-se com a decisão de manter o objetivo conquistado. Mesmo ferido, contra-atacado e cercado, em momento algum pensou em retrair. Revelou bravura, firmeza e acerto de decisão, excepcional calma em presença do inimigo, exata noção dos seus deveres em combate, a par de elevado sentimento de honra militar e superior capacidade de sacrifício”.
Foi condecorado com a Medalha de Campanha, Cruz de Combate de 1º classe, Medalha de Sangue do Brasil e Medalha de Guerra, do Governo Brasileiro.
Em virtude de sua destacada ação na batalha de La Serra, o Ten Apollo recebeu do Governo dos Estados Unidos a Medalha “Cruz de Serviços Notáveis”, considerada uma das mais importantes condecorações americanas. O nosso homenageado o maior herói da FEB, na condição de Oficial R/2, foi um dos poucos combatentes, em todo o mundo, distinguido com tão importante condecoração.pós o término da Guerra, o Ten Apollo prosseguiu em sua carreira militar, sendo promovido a Capitão em 3/9/1951. Casou-se com a Sra. Ivette Antunes Rezk, de cuja união teve dois filhos: Nelson e Nádia. Além do Regimento Sampaio, serviu no Batalhão de Guardas, quando, por ocasião da inauguração do Panteon de Caxias, em 1949, apresentou a Guarda do então Ministério da Guerra ao Presidente da República, Gen Eurico Gaspar Dutra. Serviu, também, em Curitiba, como Ajudante-de-ordens do Gen Mário Perdigão. Em 1957, foi reformado no posto de Major.
O General Lucian Truscott (USA) condecorando o Tenente Apollo com a Medalha Bronze Star
Em 19/05/1945 o Tenente Apollo único  brasileiro agraciado com a Cruz de Serviços Notáveis dos EUA e condecorado pelo General LucianTruscott em Alexandria (Itália).
CITAÇÕES
Citação de Combate–Medalha “Distinguished Service Cross” (Cruz por Serviços Notáveis) APOLLO MIGUEL REZK (1G – 153466) – Primeiro Tenente, de Infantaria, da Força Expedicionária Brasileira. Por heroísmo extraordinário na ação de vinte e quatro de fevereiro de mil novecentos e quarenta e cinco, em La Serra, Itália. Foi confiada ao Primeiro Tenente Rezk a missão de comandar o seu Pelotão no ataque e ocupação de La Serra, na frente de determinada resistência inimiga. À despeito de campos de minas desconhecidos, terreno excessivamente difícil e forte oposição, o Primeiro Tenente Rezk conduziu galhardamente os seus homens através uma cortina de fogo de metralhadoras, morteiros e artilharia para assaltar e arrebatar o objetivo inimigo. Embora gravemente ferido quando dirigia o ataque, o Primeiro Tenente Rezk nunca hesitou; pelo contrário, continuando firmemente o avanço. Depois de colocar o seu Pelotão em posição, repeliu três fortes contra-ataques, inflingindo pesadas perdas aos alemães pela sua habilidade na direção do tiro. Depois, embora em posição vulnerável ao fogo das casamatas do inimigo circundante e a despeito das bombas que caíam e da gravidade dos seus ferimentos, o Primeiro Tenente Rezk defendeu resolutamente La Serra, contra todas as tentativas fanáticas dos alemães para retomar a posição. Pelo seu heroísmo, comando inspirado e persistente coragem, o Primeiro Tenente Rezk praticou feitos que refletem as mais altas tradições do Serviço Militar. Prestou o serviço militar vindo do Rio de Janeiro. Quartel General do V Exército – Oficial.
Citação de Combate – Medalha “Silver Star” (Estrela de Prata) – APOLLO MIGUEL REZK (1G – 153466), Primeiro Tenente, Infantaria, Força Expedicionária Brasileira. Por bravura em ação, em 12 de dezembro de 1944, em Monte Castelo, Itália. Comandando o seu Pelotão, através de intenso fogo de metralhadoras e morteiros, o Tenente APOLLO chegou até uma posição alemã, assaltou-a e continuou o seu avanço. Chegando a Fornelo, seu Pelotão recebeu intenso fogo de frente, de flanco e da retaguarda, porém o Ten APOLLO tenazmente manteve a posição até ser forçado a se retrair, em virtude de pesadas perdas. O seu bravo comando no combate reflete as elevadas tradições dos Exércitos aliados. Entrou para o serviço militar no Rio de Janeiro, Brasil. (Tradução feita pela Seção Especial do Comando da F.E.B.).
Citação de Combate – Primeiro Tenente de Infantaria APOLLO MIGUEL REZK – 1O R.I. – “em 23-II-1945:- O seu Pelotão integrava a 6a Cia. No ataque à Linha La Serra – Cota 958, e, no conjunto da Subunidade, cabia-lhe apossar-se de La Serra. Na primeira parte da noite se lança na ação. Não obstante o violento bombardeio de artilharia e de morteiros que cai sobre o terreno, o Pelotão progride: alcança o objetivo, investe contra a posição e nela se instala sumariamente. Não terminou, porém, o esforço do Pelotão do Tenente APOLLO. Imediatamente – os alemães contra-atacam, sem resultado, porém, uma vez que a resistência dos brasileiros é forte e tenaz. O Tenente APOLLO é ferido, e só na manhã seguinte pôde ser evacuado por causa dos constantes bombardeios e dos contra-ataques inimigos. A personalidade forte, o espírito de sacrifício, a combatividade, a tenacidade, o destemor do Tenente APOLLO constituem belos exemplos dignos da tropa brasileira”. Gen Div J.B. Mascarenhas de Moraes – Cmt do 1o Esc. da FEB e da 1a D.I.E.
DEPOIMENTOS
“… esta magnífica ação, das mais expressivas e brilhantes da campanha da FEB , transcorreu na noite de 23 para 24 de fevereiro, a partir de 21:15 horas… cerca de 24 horas, era a vez de La Serra, onde o bravo e excepcional Ten Apollo chegara de surpresa a assaltava a posição…” (Marechal Floriano de Lima Brayner, ex-Chefe do Estado-Maior da FEB).
“A promoção se justifica, sobretudo, em virtude da conduta excepcional desse oficial no teatro de operações na Itália, onde, entre diversas condecorações recebidas por bravura, lhe foi conferida a medalha “Distinguished-Service Cross” do Exército americano, por heroísmo extraordinário em ação, distinção máxima somente concedida a este combatente brasileiro”. (Gen Newton Estillac Leal, Ministro da Guerra – 1951).
“…é um bravo, conceituado e admirado por todos, tendo se destacado em todas as ações da Unidade. Disciplinado, muito bem educado, dedicado e capaz. Pode servir de modelo pela sua bravura e exata noção do cumprimento do dever”. (Gen Aguinaldo Caiado de Castro, ex-Comandante do 1o R I, na Itália).
“… por se tratar de oficial de ilibada conduta moral e de valor profissional fartamente evidenciado e reconhecido na paz como na guerra… como também pelo evidente imperativo de zelar por valioso patrimônio moral, que longe de ser exclusivamente pessoal, deve pertencer ao Exército e por ele cultuado”. (Cel Silvino Castor da Nóbrega, ex-Comandante do Batalhão de Guardas).
“… mesmo ferido, contra-atacado e cercado, em momento algum pensou em retrair. Revelou bravura, firmeza e acerto de decisão, excepcional calma em presença do inimigo, exata noção de seus deveres em combate, a par de elevado sentimento de honra militar e superior capacidade de sacrifício…” (Cap Wolfango Teixeira de Mendonça, Comandante da 6a Cia/II Btl/1o R I – 1945).
“Todavia um dos seus pelotões bateu o recorde do ataque: o do tenente Apollo… que foi de todos o que mais se adentrou pelo dispositivo inimigo. E foi verdadeiramente agressiva a atuação do seu comandante”. (Ten Cel Nelson Rodrigues de Carvalho, ex-Febiano).
CONDECORAÇÔES  RECEBIDAS
BRASIL
Cruz de Combate 1ºClasse
Medalha Sangue do Brasil
Medalha de Guerra
Medalha de Campanha da FEB
USA
Medalha Silver Star
Medalha “Distinguished Service Cross” (Cruz por Serviços Notáveis)
DADOS BIOGRÁFICOS
INFORMAÇÕES GERAIS

Nome: Apollo Miguel Rezk.
Nascimento: 09 de fevereiro de 1918, Rio de Janeiro.
Filiação: Miguel Jorge Rezk e Suraia Miguel Rezk.
Estado civil: Viúvo. Foi casado com Ivette Antunes Rezk. Teve dois filhos: Nelson e Nádia. Formação militar: CPOR/RJ.
Formação civil: Ciências e Letras, Colégio Pedro II; Perito-Contador, Escola Superior de Comércio do Rio de Janeiro; Economista, Faculdade de Economia e Finanças;
Diretor-Tesoureiro da Cia. de Empreendimentos Comercial e Industrial São Leopoldo (1958/1966);
Assistente da Divisão de Estudos e Pesquisas da Sunab (1967/1976);
Diabético, perdeu a visão no final dos anos 80.
Apollo Miguel Rezk, veio a falecer no ano de 1999, , aos 81 anos, sendo que o governo dos Estados Unidos enviou um representante, um oficial da Marinha, em função de o Major Rezk ter sido o combatente mais condecorado pelo governo americano dentre todos os pracinhas brasileiros. O governo brasileiro não enviou representantes ao seu funeral. O oficial da marinha dos EUA, confidenciou a um dos familiares do Major Apollo: “Não entendo vocês brasileiros. Na minha terra, alguém com as importantes condecorações de guerra do Major Apollo, te
ria recebido, ao longo de sua vida, as homenagens, o respeito e a gratidão do seu povo.”
O Brasil não trata bem os seus herói. Bravos que doam ao país o seu sangue, e até mesmo suas vidas  são esquecidos pela sociedade.
Fonte:
Sr. Luiz Mergulhão, Presidente da
Associação dos Oficiais da Reserva do Exército
Ten Sérgio Pinto Monteiro
2o Ten R/2 de Artilharia, Turma 1961 do CPOR/RJ, presidente do Conselho Nacional de Oficiais R/2 e ex-presidente
da Associação dos Oficiais da Reserva do Exército/Rio de Janeiro
ANFEB

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Marmita FEB


Marmita utilizada pela FEB na Segunda Guerra, dois fabricantes na época forneceram para a FEB, a ITA e ROCHEDO.Na tampa encontra gravado a marca do fabricante justamente com o numero de identificação para o soldado.No fundo da marmita tem as letras gravadas EUB (Estados Unidos do Brasil) dentro de um circulo.As nossas marmitas eram nos mesmos padrões das americanas e ambas de alumínio.
(acervo O Resgate FEB)

(clique na foto para ampliar)Pesquisa:História Militar e Militaria Brasileira (HMMB), Cesar Campiani Maximiano

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Antigo distintivo do Regimento Ipiranga - F.E.B

Antigo distintivo do 6º RI, Regimento Ipiranga em metal esmaltado com curvatura para ser preso na manga do uniforme.
(acervo o Resgate FEB)

(clique na foto para ampliar)

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O Herói Esquecido da F.E.B

'Edgard Silveira Nunes, nasceu em Tupanciretã, no Rio Grande do Sul,no dia 12 de setembro de 1926. Foi abandonado pelo pai e a situação complicou quando sua mãe morreu quando ele tinha cinco anos de idade. Adotado pelo tio materno e cansado dos maus tratamentos, fugiu de casa aos 12 anos para o Rio de Janeiro, na esperança de uma vida melhor. Aos 16 anos, se alistou como voluntario na II Guerra Mundial, no 6° Regimento de Artilharia Montada, partindo para a Itália no 5º Escalão, no dia 8 de fevereiro de 1945, a bordo do navio General Meigs e desembarcando em Nápoles, no dia 22 de fevereiro.“ Lembro que naquele dia estávamos em um treinamento dentro do navio americano, em alto mar, depois de algum tempo fomos avisados que não era um treinamento, mas que estávamos partindo para a guerra. Começamos a passar mal," contou ele.
Edgard Silveira Nunes
"Não sabemos com exatidão em que batalha nosso pai combateu. Tampouco sabemos ao certo como conseguiu as marcas de balas que tinha no corpo. O pouco que sabemos eram frases curtas, que saíam como se tivessem escapado, sem intenção. “Sem detectores de minas, mas precisando passar por determinada área, estava em um jeep com um amigo tenente, fomos vitimas de uma mina que explodiu e o tenente morreu mutilado. Eu sai ferido na cabeça.”
As únicas evidências da sua passagem no palco de operações na Itália são o diploma da medalha da Cruz de Malta, a bênção do Papa João XXIII, as fotos com amigos e uma profunda tristeza que o acompanharia até a sua morte em 2001. Pesadelos, dores de cabeça, alucinações, insônia, agressividade e comportamento auto-destrutivo. E neste “front” não se esperam homenagens, desfiles e medalhas, mas somente um grande vazio, sofrimento e recordações difíceis de esquecer.
Mas as pessoas querem fatos históricos. Quando éramos crianças também queríamos que ele nos enchesse de histórias sobre a campanha na Itália. Mas nosso pai era prisioneiro de suas recordações e segredos dos campos de batalha. Por que ele não desfilava junto aos outros pracinhas durante a semana da Pátria? A resposta se mantém clara na nossa memória: “Não tenho nada para me orgulhar. Se existem heróis, esses estão entre a população civil”. Desde então, nunca mais foi possível observar essa e outras histórias sem que pensasse em pessoas. Muito além de estratégias, deslocamentos de pelotões, tecnologias empregadas, número de baixas. As vezes achamos que nosso pai também foi vitima de incompreensão social, pois para ele retornar a vida “normal” depois de uma experiência deste tipo, ele precisou continuar se sacrificando, sozinho com as suas dificuldades para voltar à vida civil.
A história do nosso pai é interessante por revelar uma face humana diante do que foi a campanha da Força Expedicionária Brasileira - FEB na Itália, para além das estratégias e planos de combate. A sua grandeza está na capacidade de nos lembrar que é preciso haver espaço para as diferentes experiências vividas naquele momento. Uma história sobre essa expedição que não dê voz àqueles que recorreram ao silêncio como forma de amenizar o sofrimento não será uma história justa'."
Créditos: Márcia e Magda Villanova Nunes / FEB: O Herói Esquecido

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Pracinha Antônio Milioli

Carteira de sócio da Associação Nacional dos Veteranos da FEB, seção regional de Florianópolis/SC, do pracinha Antônio Milioli que participou da Segunda Guerra
Doação do amigo Rodrigo Ronzoni de Criciúma para o acervo O Resgate FEB.


(clique na foto para ampliar)