quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Souvenir italiano da Segunda Guerra Mundial.

Mais um souvenir feito na Itália da vitoria das tropas aliadas em junho de 1944 pela libertação da Itália. Lembrança que alguns praças da FEB traziam como recordação.
(acervo O Resgate FEB)
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

FRANCISCO CONCEIÇÃO LEAL (CABO LEAL)

                                        
Nasceu na cidade de Valença no Estado do Rio. Alistou-se no “Tiro de Guerra 551”, que logo foi extinto, por isso permaneceu nele poucos dias.
Com a extinção do Tiro de Guerra, foi transferido para o Batalhão de Saúde Expedicionário, que anteriormente chamava-se 1a Formação Sanitária, também não ficando por muito tempo, pois já estava completo todo o contingente necessário. O Batalhão de Saúde Expedicionário se organizou na sede municipal e foi lutar na Segunda Guerra Mundial em 1944, fazendo parte da Força Expedicionária Brasileira, nos campos da Itália.
Com as mudanças, foi transferido para o Regimento Andrade Neves, na Vila Militar na Cidade do Rio de Janeiro, onde fez o curso de Cabo. Foi nesse regimento que recebeu a convocação para participar da Segunda Guerra Mundial.
Embarcou no dia 22 de setembro de 1944, com 23 anos, no 3º Escalão, no navio de transporte de tropas da Marinha Norte Americana, General Meigs, sob o comando do General Olímpyo Falconière da Cunha. Formando um comboio com o 2o Escalão, que embarcou no navio General Mann sob o comando do General Oswaldo Cordeiro de Farias, chegou a Nápoles no dia 6 de outubro de 1944, com um efetivo de 5.239 homens, inclusive 318 oficiais, sendo que contando com o 2o Escalão, formava um comboio de 10.375 homens.
O 3o Escalão era composto do 11o Regimento de Infantaria (RI), I/1oRegimento de Obuses Auto-Rebocados (ROAuR), I/1o Regimento de Artilharia Pesada Curta (RAPC), 9o Batalhão de Engenharia (BE) (Comando e Cia. de Serviço, Destacamento de Saúde e 3a Cia.), Esquadra de Ligação e Observação, 1o Batalhão de Saúde (Destacamento de Comando, Pelotão de Tratamentos e 3a Cia. de Evacuação), Elementos da1a Cia. de Intendência, Quartel-General da 1a DIE e Cia. do QG, Depósito de Intendência, Banda de Música, 1o Grupo Suplementar Brasileiro.
Sua atuação foi na linha de frente na Artilharia Divisionária.
Chegando lá, depois que passou pelo Depósito de Pessoal, foi designado para o Depósito de Intendência, por um pequeno período, para substituição na função de motorista. Em seguida, foi para o Elemento não Divisionário no 1oBatalhão, na 4a Companhia, passando pelo 2º Batalhão na 5a e 7a Companhia. E finalmente foi designado para a Artilharia Divisionária no III Grupo 105 no 1/2o Regimento de Obuses Auto-Rebocado permanecendo até o fim da guerra. Fez parte na Ligação Telefônica entre a linha de frente e a retaguarda e grupos de reconhecimentos e patrulhas.
O 1o do 2o Regimento de Obuses 105 Auto-Rebocado (1o/2o RO105 AuR– ”III Grupo da Força Expedicionária Brasileira – Grupo Souza Carvalho”, atualmente 20o Grupo de Artilharia de Campanha Leve.
No dia 11 de agosto de 1945, entrou no navio norte americano S.S.Mariposa, comemorando duas datas de grande significado em sua vida, seu aniversário e a volta para a sua pátria, tendo como comandante o Gen.Cordeiro de Faria.
Foto de estúdio
Foto na Torre de Pisa
Diploma da Medalha de Campanha
Capa da revista Noite Ilustrada onde aparece em destaque no convés do Navio Mariposa no regresso ao Brasil.
Colaboração para o blog O Resgate FEB da Maria Isalete de Britto Leal filha do Cabo Leal.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sargento Zeferino Crepaldi da F.E.B


 HONRAS MERECIDAS.
O sargento Crepaldi a direita com a Medalha Silver Star
O general Mark Clark condecorando o sargento da FEB.
O Sargento Zeferino Crepaldi, um paulista de Itapira, foi condecorado com a Silver Star pelo
próprio General Mark Clark, comandante do 15º Grupo de Exército devido a prova dada de
autêntica bravura em uma das patrulhas que participara. Vamos aos fatos
Em 23 de março de 1945, a noite, partiu uma patrulha da qual fazia parte o Terceiro
Sargento Crepaldi. Quando chegou próximo ao destino, a referida patrulha foi por tiros de
metralhadoras e granadas de mão, ficando sob ameaça de ser envolvida! Ao ver seis dos
seus homens feridos e seu grupo correndo um risco muito alto. O Sargento Crepaldi não
pensou em abandonar a posição: socorrendo aos feridos , atraiu para si o fogo inimigo e com
a ajuda de um cabo e dois soldados, protegeu a retirada dos feridos. Apesar da forte barragem
que o inimigo formava, conseguiu abrigar-se com os homens que restaram e atravessaram
essa barreira em um momento oportuno ; o bravo sargento guiou seus comanados até vê-
los a salvo. Mas Crepaldi notou a falta do Cabo, negou-se a regressar ; permaneceu até a
madrugada na terra de ninguém, muito próximo ás posições inimigas, vasculhando cada
centímetro do terreno á busca do companheiro desaparecido. Apesar de seus esforços,
Crepaldi não conseguiu encontrar o Cabo, então, retornou às suas linhas.

Medalha Estrela de Prata dos Estados Unidos da América.
Terceira medalha em valor, concedida a combatentes.
“Por ter, no comando da patrulha, apesar de ser ameaçado de envolvimento, ter feito 3
prisioneiros de uma unidade até então desconhecida nesse frente de luta, localizado as
posições inimigas demonstrando assim bravura, sangue frio, iniciativa, espírito de sacrifício e
elevada noção de responsabilidade no cumprimento do dever, faz jus a essa distinção”
( Palavras do General Mark Clark)
Materia do colaborador do blogr Hélio Guerrero

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

FILME OS HERÓIS - O Brasil na Segunda Guerra.

Filme do diretor Guto Aeraphe conta a história de três heróis mineiros que perderam a vida na 2ª Guerra Mundial
O cenário são as colinas da região da Emília-Romanha, na Itália. Data: 14 e 15 de abril de 1945, quando a cidade de Montese foi palco de confronto entre combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e soldados alemães durante a Segunda Guerra Mundial. O objetivo era conquistar a cidade italiana, então tomada pelas forças nazistas. O sucesso da missão, que contribuiu para o fim do conflito, deve-se à bravura dos brasileiros, abrilhantada pela heróica atuação de três mineiros que até então jamais haviam pegado em armas.
Filme em cinco episódios:

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Luvas usadas no inverno pela F.E.B.

Duas das luvas utilizadas pelos pracinhas da FEB no rigoroso inverno Italiano de fabricação americana.
Luva de fabricação americana para temperaturas abaixo de zero no rigoroso inverno de 1944 usadas pela FEB.O nome oficial deste modelo é wool / leather gloves palm ou seja luvas de lã com palmas de couro.
(acervo O Resgate FEB)

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PATACH 5º EXERCITO US - inacabado.

Patach do 5º Exercito Americano feito na Itália, inacabado.(raro)
¨No mercado de numismática, para quem coleciona provas e erros de cunho, as peças inacabadas são consideradas mais valiosas, face a sua raridade.¨(Brenoz HMMB)


(acervo O Resgate FEB) 
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HISTÓRICO
O Quinto Exército dos Estados Unidos foi uma das principais formações do exército USA no Mediterrâneo durante a Segunda Guerra mundial. Foi ativado em 5 de janeiro de 1943 em Qujida, Marrocos Francês e responsável pela defesa da Argélia e Marrocos. Também foi dada a responsabilidade pelo planejamento da parte americana da invasão do continente Italiano. Era comandado pelo Tenente General Mark W. Clark. O Quinto Exército não só se tornou  o primeiro exército americano para iniciar a luta no continente europeu na Segunda Guerra , mas também e o primeiro a ganhar uma batalha  no continente  e os primeiros a libertar uma capital européia.A chegada dos brasileiros foi uma boa notícia para o General Mark Clark que precisava de reforços na Itália. A FEB se junta ao Quinto Exército ao qual estaria subordinada e ao 8º Exército Britânico que em suas fileiras reunia canadenses, sul africanos e indianos .Ao lado desses , também estavam membros da Resistência francesa, marroquinos e os partisans italianos (guerrilheiros antifacistas). Assim os brasileiros se juntavam aos exércitos de diferentes nações no esforço de guerra contra o nazismo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Half TracK - F.E.B


Na Segunda Guerra Mundial os Estados Unidos precisavam dos meia largata para preencher várias funções, tais como transporte de tropas, mantimentos, veículo de reconhecimento, veículo de comando de comunicações, juntamente com a de defesa antiaérea. Alguns também foram utilizados como ambulâncias de campo da Cruz Vermelha.
Em 1940, White Motor Company iniciou a produção do half-track. Os Estados Unidos e Forças Armadas estavam a procura de um veículo que não teria nenhum problema em passar pelo terreno difícil, ainda tendo a mobilidade de um carro. O Half Track tinha um motor poderoso, um AX 160, 6 cilindros, 4 tempos a gasolina. Seu peso total  de combate de 10 toneladas. Sua blindagem varia de espessura, de meia polegada para uma polegada de espessura. Sua velocidade máxima era de 45 quilômetros por hora, com um alcance de 200 milhas com um tanque cheio de gasolina. Seu armamento era geralmente um metralhadora calibre 2,50, junto com uma metralhadora calibre M -19,30. Outras formas de armamento poderiam ser adicionados.
Vista da fachada do Museu Cap Pitaluga com Half Track usado pela FEB na Itália.
Monumento Praça Força Expedicionária Brasileira do 1º Regimento de Cavalaria Mecanizado (Itaqui RS)
Half Track a direita e M 8 veteranos da FEB.
Half Track de um colecionador de Brasília
Half Track usado pela FEB



O M-3 era capaz de transportar um total de 13 passageiros, incluindo o motorista.A FEB na Segunda Guerra operou cinco M 3 meia largata nos modelos M3 e M3A1 usado no transporte de cargas e soldados.O Half Track se carateriza por possuir rodas com peneus na sua parte dianteira e largata na parte traseira por isto o nome meia largata.
O M 3 Half Track FEB  em ação na Itália.
Em combate o M 3 tinha uma proteção razoável com armamentos de pequenas armas de fogo. Mecanicamente era simples de trabalhar, juntamente com grande confiabilidade.Possuía uma carroceria mais larga uma porta traseira central, um suporte fixo logo atrás dos dois bancos para a metralhadora 50 e cinco assentos para a tropa em cada lateral e atrás alem dos tanques de combustíveis diversas porta fuzis uma caracteristica é  que sua lateral e totalmente lisa.
Com a criação do Corpo Expedicionário que iria lutar ao lado dos aliados na campanha na Itália em 1944/1945 com o nome de Força Expedicionária Brasileira o 1º Regimento de Reconhecimento irá operar cinco destes veículos  modelos  M 3 é M 3 A1, usados no transporte de carga e pessoal recebidos lá e sem dúvida uma grande novidade. Sendo que apenas três se mantiveram operacionais ao longo da guerra (dois M 3 e um M3 A1) designados Transporte de Rolamento Misto 1/2 largata.

Pesquisa: Expedito Carlos Stephani Bastos.(UFJF-MG)
Ilustração Henrique Moura

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Faca de Trincheira M 3 . US /F.E.B.

Rara e cobiçada faca de trincheira M 3 americana.A FEB utilizou na campanha da Itália na Segunda Guerra.Esta é uma faca M-3 de combate, fabricado durante a Segunda Guerra Mundial pela empresa CASE.Em bom estado.O punho é constituído por um disco de metal é uma série de discos de couro.As marcações são encontrados na copa. A bainha é feita de fibra de vidro verde e um pedaço de metal com as marcação US M8A1 ( VP.CO.)
(acervo O Resgate FEB)
 (clique na foto para ampliar)

HISTÓRICO
Conhecida como faca de Trincheira.A faca de combate M 3 era uma faca de combate militar americana fabricado pela primeira vez em 1943. Foi entregue para os soldados que carregavam armas que não possuem baionetas.Os primeiros modelos foram emitidos com uma bainha de couro que tinha uma placa de metal no fundo.Modelos posteriores foram fabricados com uma bainha de fibra de vidro que mais tarde foi usado em muitos outros modelos. A concepção do M 3 foi utilizado para a baioneta M 4 para a carabina M 1.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Bandeira de Guerra da Mãe - Bandeira de Serviço US/F.E.B


A bandeira foi desenhada em 1917 pelo Exército dos Estados Unidos.
A bandeira de serviço é uma bandeira oficial autorizado pelo Departamento de Defesa para a exposição por parte das famílias que têm membros que servem nas Forças Armadas durante o período de guerra ou de hostilidades.
Durante a Segunda Guerra Mundial a prática de exibir a bandeira de serviço tornou-se muito mais difundido.
Cada estrela azul na bandeira representa um soldado a serviço na ativa.
Exibição de uma bandeira Star Service é feito em tempos de guerra e enquanto durar o conflito.
A bandeira de Serviço Estrela Azul,original da Segunda Guerra.
(acervo O Resgate FEB)
As mães com suas bandeiras Blue Star.
(clique na foto para ampliar)
A família do expedicionário colocava em sua casa para sinalizar que de la saiu um soldado a serviço do Brasil,original de época feita de papel.
 (acervo o Resgate FEB)
A bandeira na casa de um expedicionário
Foto: Agencia Nacional
A bandeira da mãe ou bandeira de serviço era exposta por parte das famílias que tinham filhos que serviam ao Brasil durante o período da Segunda Guerra na Itália, a prática de exibir a bandeira de serviço tornou-se muito difundido.
(acervo O Resgate FEB)
Flâmula original e raríssima,feita de papel.Contribuição do Cassino da Urca (Rio de Janeiro) para os familiares que tiveram um pracinha lutando na Segunda Guerra Mundial.
(acervo O Resgate FEB)
Raríssimo pin da mãe do soldado da FEB que algumas recebiam para sinalizar que seus filhos foram lutar na Segunda Guerra Mundial. Material metal esmaltado. 
(acervo O Resgate FEB)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Conto F.E.B - O Guardião.


 O Guardião

No dia 3 de maio de 1945 os sinos tocaram a manhã toda: a guerra acabou, a guerra acabou… Enquanto aguardavam transporte para o Brasil, os soldados ficaram encarregados da segurança em Turim e outras cidades. Um pracinha foi chamado ao Comando:
- Sargento, você vai ficar tomando conta do nosso Cemitério em Pistóia. Em breve, será substituído.
Assim, todas as manhãs ele içava a bandeira do Brasil às oito da manhã e a arriava ao pôr-do-sol, dia após dia. Após dobrar a bandeira com todo cuidado, segurava-a na mão esquerda, colocava a boina na cabeça e ficava ereto. Bradava em voz alta:
- Cerimonial sentido! Em continência, um
Após três segundos, outra ordem:
- Dois
Fazia uma meia-volta e dava outro brado:
- Boa noite!
Passou-se o tempo e veio a notícia: seu serviço fora ampliado por mais cinco anos. Que agüentasse: alguém teria que tomar conta do Campo Santo. Ele ficou, mas nunca veio a substituição e a saudade de casa aumentava. Após quinze anos resolveram trasladar os restos mortais dos pracinhas para o Rio de Janeiro. Ele vibrou: iria retornar! Terminado a transferencia informaram-lhe que fora designado para encarregado do Monumento Votivo em que se tornara o antigo cemitério.
Nesse ínterim ele conheceu uma moça, e constituiu família, mas nunca de sua terra. Durante quase sessenta anos nunca deixou de hastear a bandeira, nem mesmo quando a neve quase que o impedia de abrir a porta do Monumento, no inverno.
Um dia após o término da singela cerimônia, em vez de guardar a bandeira numa gaveta, como sempre fazia, levou-a para casa. Estava cansado, muito cansado. Naquela noite ao se recolher para dormir, colocou-a ao seu lado, com a boina por cima. Em algum momento acordou, ou pensou que havia acordado. Apanhou a bandeira e a boina e saiu de casa. Entretanto, alguma coisa acontecera. Não reconheceu os arredores. Estava num local com muito verde e pássaros. De onde veio aquilo, perguntou a si mesmo. Depois de algum tempo notou que havia um vulto a sua frente. Sabia o que tinha de fazer e o fez:
- Sargento Miguel Pereira, da Força Expedicionária Brasileira, se apresentando. Cerimonial encerrado, boa noite!
O vulto lhe falou de forma gentil, enquanto recebia a bandeira que lhe era oferecida:
- Seja bem-vindo, Guardião.
Então o velho soldado sorriu e sentiu que finalmente voltara para casa.
Matéria: Paulo Afonso Paiva.
                    Site Portal FEB       
                 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

P 38 - Abridor de lata da Segunda Guerra. F.E.B/US


O abridor P 38 foi muito procurado pelos pracinhas e amplamente utilizado pela FEB.Da marca SHELLBY de Ohaio Estados Unidos da América, uma peça dificil de ser encontrada. 
(acervo O Resgate FEB)
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História:
Ele foi desenvolvido em apenas 30 dias no verão de 1942 pelo Laboratório de Pesquisas de subsistência em Chicago, para preencher uma necessidade especial. E nunca em sua história foi conhecido por quebrar, enferrujar, precisar amolar ou  polir. Talvez por isso muitos soldados do passado e presente consideram o P-38 abridor de lata como a melhor invenção do Exército. 
A fama do P-38 persistiu graças aos muitos usos decorrentes da mistura única da engenhosidade e criatividade, todos os soldados tinham que ter um P 38.
O uso mais importante do P-38 no entanto foi a missão em que foi projetado  era extremamente simples a maneira mais fácil de abrir as latas de metal de alimentos da ração - C dos soldados que fez ele líder na hierarquia das necessidades, mas também foi usado para limpar botas, unhas, como chave de fenda, faca ou qualquer outra coisa. 

Instruções como usar P-38
Originalmente P-38 veio embrulhado em pacotes de papel pardo Kraft com um diagrama e instruções sobre como usar. Estes aparelhos úteis e simples que enfeitavam os Dog Tag e chaveiros dos soldados e praças da FEB na Segunda Guerra Mundial.
Origem do nome:
 A ferramenta adquiriu o seu nome a partir dos 38 furos necessários para abrir uma lata de ração- C.
Outra história era a velocidade dos aviões P-38 de caça da Segunda Guerra.
 Duvido que se tivesse qualquer ligação com a pistola P-38 alemã.
 Na Marinha dos EUA, era conhecida como "John Wayne". 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Correspondentes de Guerra do Brasil na Segunda Guerra

A Segunda Guerra Mundial foi, sem dúvida, o episódio histórico que teve a maior e mais ampla cobertura dos órgãos de informação: correspondentes de guerra, cinegrafistas, desenhistas, cronistas e escritores participaram e acompanharam todo o conflito, e tudo isso resultou num acervo incalculável de informações escritas e visuais.
Esse setor estava previsto na organização da FEB, só que a seleção e a escolha inicial de quem iriam acompanhar as tropas não coube ao Exército e sim ao DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda – órgão do governo que controlava todos os meios de comunicação. Através dele o governo manipulava a opinião pública em favor de seus interesses políticos.
Os mais importantes jornais do país começaram a apresentar ao DIP os nomes daqueles que seriam os futuros correspondentes de guerra. Nem todos os jornais foram escolhidos, nem todos foram aceitos.

Em pé: da Esquerda p/ direita: Rubem Braga, do Diário Carioca; Frank Norall, da Coordenação de Assuntos Interamericanos; Thassilo Mitke, da Agência Nacional; henryBagley, da Associated Press; Raul Brandão, do Correio da Manhã, e Horácio Gusmão Coelho, fotografo da FEB. Abaixados: Allan Fisher (autor da foto), fotografo da Coordenação de Assuntos Interamericanos; Joel Silveira, dos Diários Associados; Egydio Squeff, de O Globo e Fernando Stamatoi, cineastra.
Um jovem jornalista que escrevia no Correio da Manhã e no futuro teria destacado papel na política do país, apesar de insistir no seu credenciamento, não conseguiu: o jornalista Carlos Lacerda.
Após o processo de escolha, evidentemente político, embarcaram para à Itália como correspondentes de guerra:Rubem Braga do Diário Carioca,Rui Brandão do Correio da Manhã,José Carlos Leite e Joel Silveira dos Diários Associados,Egídio Squeff de O Globo.
A Agência Nacional, órgão governamental, enviou:Thassilo Campos Mitke e Horácio Gusmão Sobrinho, como repórteres,Fernando Stamato Sílvio da Fonseca e Adalberto Cunha como cinegrafistas.
Outros membros da imprensa também estiveram na Itália:Carlos Alberto Dunshee de Abranches do Jornal do Brasil;Sílvia Bittencourt, a jornalista e cronista – esposa do diretor do Correio da Manhã -, que escreveu sob o pseudônimo de ‘Majoy’. Ela foi a única mulher brasileira que atuou como correspondente de guerra e sua permanência na Itália foi breve.
Para melhor compreensão do que foi a luta dos nossos pracinhas, deve-se preliminarmente afirmar que a carência de recursos humanos na frente italiana depois da transferência de experientes tropas para o sul da França e o imperativo de nossa permanência na frente de combate impôs-se operações difíceis, em terreno e clima ingratos, e, não raro, com mínimas possibilidades de êxito.
Sempre em ação guarnecendo setores acima das possibilidades de seus meios, jamais atacando com a Divisão inteira na potencialidade de seus 3 Regimentos de Infantaria, antes fazendo prodígios, conseguindo dispor de atacantes com o sacrifício e o risco dos defensores, o comando brasileiro não se poderiam permitir veleidades de brilho operacional, e teria de ser o que foi: bom senso antes, equilíbrio e poupança sempre, nunca bonapartismo e aventura.
O êxito de homens como Joel Silveira, Rubem Braga, Egydio Squeff, José Barreto Leite e Raul Brandão resultou, assim, tão-somente, de seu talento jornalístico e literário, de sua sensibilidade e de seu valor humano, e, acima de tudo, da total consagração à causa por que lutávamos. Em verdade, foram mais cronistas do que correspondentes de guerra.
Há que dizer-se, ainda, que o noticiário de guerra é sempre mais farto na guerra de movimento, quando há avanços significativos a assinalar, desbordamentos e cercos, quedas de cidades, grande número de prisioneiros, situações em que geralmente não é tão penosa a vida do combatente. Ao contrário, quando as frentes se estabilizam e não andam, diante de posições fortificadas, nos entreveros das patrulhas de combate, geralmente não há notícias a publicar nos jornais. E, no entanto, o dever bem cumprido no posto defensivo, que ninguém sequer veio a saber, ou o sacrifício do avião bombardeiro, atingido em silêncio, no fragor dos arrebentamentos de suas próprias bombas, pode ter feito pela causa comum o mesmo que o espetacular avanço de uma coluna blindada.
Daí o dizer-se que, a Campanha da Itália, sobre ser uma guerra de montanha, foi uma guerra de Sargentos, de Tenentes e de Capitães. E daí ter sido o soldado, o nosso querido e anônimo pracinha, o seu herói maior.
Também uma palavra preliminar sobre o direto acompanhamento das operações pela nossa imprensa, no trabalho de seus correspondentes de guerra. Para melhor compreender sua atuação é preciso ter em vista, além das limitações já assinaladas, que não tínhamos qualquer experiência nesse tipo de função, para a qual ninguém se prepara antecipadamente, e que, por outro lado, não havia, de parte de nossas tropas, a necessária capacidade para integrar, os correspondentes ao conjunto, corno se eles também fossem combatentes.
Matéria :Ecos da Segunda Guerra.