quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Charges brasileiras sobre a Segunda Guerra Mundial.


A palavra charge vem do francês e significa carga. No jornalismo se refere a uma carga contra um adversário. A charge ou caricatura- se preferirmos usar o termo em português- é uma crítica bem humorada, onde o autor critica ou ataca pessoas, instituições e situações da vida social e política. Para conseguir o efeito desejado, ou seja, fazer rir, o chargista faz questão de representar seus personagens com feições e características físicas exageradas, tendendo ao ridículo.
José  Carlos de Brito e Cunha
 José Carlos de Brito e Cunha, conhecido como José Carlos, (Rio de Janeiro, 18 de junho de 1884 — Rio de Janeiro, 2 de outubro de 1950) foi um chargista, ilustrador e designer gráfico. J. Carlos também fez esculturas, foi autor de teatro de revista, letrista de samba.
Algumas das charges do chargista J Carlos sobre a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.                                      
Esta charge de J Carlos publicada na revista CARETA em dezembro de 1944, quando a FEB lutava nos campos da Itália contra as forças nazistas. demostrando como os nossos pracinhas ao lado da sua bravura conservavam aquele espírito humano algo ingênuo , tipicamente brasileiro sempre ligado  as emoções do futebol.
A charge de J Carlos na capa da revista CARETA representando a ofensiva dos aliados, em junho de 1944 que determinou o desfecho da Segunda Guerra Mundial.
Belmonte na Segunda Guerra Mundial.
Belmonte, pseudônimo de Benedito Bastos Barreto (1896-1947), foi caricaturista, cartunista, ilustrador, cronista, romancista e, inclusive, pesquisador da história de São Paulo. Seus trabalhos foram publicados nos jornais Folha da Noite e Folha da Manhã, e nas revistas Careta, Fon-Fon! e O Cruzeiro. Benedito Carneiro Bastos Barreto nasceu em São Paulo, no ano de 1896. De família pobre, Belmonte tinha desde pequeno um talento que acabou por colocá-lo indubitavelmente no rol dos grandes desenhistas do Brasil em todos os tempos. Apesar de atuar em diversas áreas, como a pintura, jornalismo, crônica e ilustrações (entre outras) acabou mesmo tendo sua imagem associada à caricatura. Foi assim que criticou o Estado Novo de Vargas e acabou censurado pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), e foi assim, também, que sua obra correu o mundo, em especial na época da Segunda Guerra Mundial.As charges referentes à Segunda Guerra Mundial foram reunidas no livro Caricatura dos Tempos publicado após o falecimento de Belmonte em consequência de tuberculose. A obra foi republicada pela Editora Melhoramentos em 1982.
As críticas de Belmonte ao nazismo mereceram atém mesmo críticas inflamadas de Goebbels em suas transmissões radiofônicas, que alegava contundentemente que o brasileiro estava sendo pago por ingleses e norte-americanos. Certamente a maior reconhecimento que poderia acontecer. Abaixo uma super postagem com algumas caricaturas de Belmonte na tendo em foca a Segunda Guerra Mundial.


O rei Carol - Não avance! Saiba que estamos sob a proteção das grandes democracias!
Hitler - Não tem importância. Eu também estou... 
Crítica direta a política de anexação de territórios levada a cabo por Hitler e que irá culminar com a invasão da Polônia, dando início a Segunda Guerra Mundial. Repare na ironia à Política de Apaziguamento, onde as potências européias relutavam em enfrentar a ameaça nazista.

A imagem, publicada antes de Hitler invadir a Polônia já antecipava os possíveis acontecimentos. Dantzig, outrora cidade alemã, foi incorporada ao território Polonês no final da Primeira Guerra Mundial. Hitler, contudo, achava que por direito, a cidade pertencia a Alemanha, fazendo parte do propagada "espaço vital alemão".
- Há muito tempo que o Sr. está aí incomodando minha afilhada! Falemos claro: as suas intenções são boas?
- Não senhos!
- Ah! Bom! Pensei que as suas intenções não eram boas...
Outra referência a política de não-enfrentamento, principalmente por parte dos franceses e ingleses, que evitam e fazem concessões absurdas para tentar aplacar a voracidade nazista. 

"Estejam sob que mãos estiverem, a Alemanha tem direito a todas as suas antigas colônias".
Ainda em 1938, Belmonte já sinalizava para um desfecho nada positivo em relação a expansão nazista. É possível que as potências aliadas ainda tivessem a sonho de um enfrentamento entre nazistas e socialistas, o que não se efetivou.

Matéria sobre Belmonte na Segunda Guerra Mundial - Blog Inago História.
Mais charges de Belmonte
A hora do banquete
  Para esta charge Belmonte encontrou inspiração no romance a Viagens de Gulliver, nela aparecem um Hitler gigantesco (Gulliver) deitado sobre o mapa da Europa (Liliput), referência ao lugar povoado por habitantes minúsculos que Gulliver conseguiu alcançar a nado depois de naufragar.Ao analizar esta charge preste atenção no local onde esta o calcanhar de Hitler.
 Facinação de Belmonte
Pacto de não agressão e Invasão da Polônia

         Charge publicada na revista "Vamos ler ", de 1942.  
Charge politica de Getúlio Vargas
(Segunda Guerra Mundial) 
      
 Charge internacional onde a FEB combateu
Uma charge (internacional) onde a FEB atuou onde a população estava dividida e acuada pelos alemães.
Eu sou eu minha circunstância(Blog)
História Profº Tiago Vidal (Blog)
Francisco Miranda (Blog)
Portal FEB (facebook)
blog Jornal do Porão
Ensinando História(Joelza Ester Domingues)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Capuz Field Jacket M 43 USA/F.E.B

Capuz da jaqueta M 43 de fabricação americana e afixada por botões. Apesar de não fazer parte do uniforme oficial da FEB mas com aproximação com os americanos do 5º Exercito alguns febianos como os do Deposito de Pessoal, oficiais e correspondentes de guerra brasileiros  usaram está jaqueta.
(acervo O Resgate FEB)
Field Jacket M 1943
Acervo o Resgate FEB.
(clique na foto para ampliar)


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

NATAL DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA


Digamos que a Força Expedicionária Brasileira (FEB), uma das maiores contribuições brasileiras à luta contra o fascismo, também não era uma instituição natalina. Mas, ainda assim, o país que lhe deu origem era já naquele tempo, uma nação de católicos, onde o Catolicismo era uma espécie de religião oficial informal. Assim, a tropa brasileira foi para a guerra levando sua religiosidade junto com o equipamento. Melhor seria dizer que a religiosidade era parte do equipamento…
A Força Expedicionária Brasileira passou um Natal na Itália, o de 1944, debaixo de um frio infernal, visto que aquele inverno foi o pior registrado no continente europeu, em muitos anos. Ainda assim, os soldados brasileiros não deixaram de comemorar, e esse Natal quase sempre aparece nas recordações dos expedicionários ainda vivos. A maioria deles fala na saudade da família e dos amigos. Também comentam sobre a neve “que não era tão branquinha quanto aparecia nas gravuras natalinas que circulavam, naquela época” (como ainda hoje) pelo Brasil. O frio extremo (em alguns pontos dos Apeninos alcançou 20 graus negativos) interrompeu as operações, pois tornava o terreno montanhoso, já extremamente difícil para ações militares, impraticável. Os combatentes de ambos os lados se escondiam onde podiam. O soldado Aribides Pereira, da Bateria de Comando da Artilharia Divisionária, então com 24 anos, procedente de Santa Maria, no Rio Grande, recorda ter passado o Natal num casario nas proximidades de Porreta. Não deixou de ter festa: os soldados brasileiros arrumaram carne de carneiro fresca junto aos italianos. A festa deu direito, inclusive, a uma ou duas doses de grappa, uma aguardente italiana fortíssima, e que muitos dos que estiveram lá consideram a única forma eficaz de espantar o frio. O lugar tinha até árvore de Natal. Por sinal, são muitos os testemunhos que declaram que esse símbolo da festa cristã se espalhava apor toda a frente. Segundo o correspondente de guerra Joel Silveira, se viam árvores de Natal “nas estradas, nas vitrines das cidades, nos hospitais e no abrigo das patrulhas avançadas”. O depoimento de Joel, que foi correspondente dos “Diários Associados”  junto a FEB, sintetiza o que, com certeza, era o sentimento de todos os combatentes, em todas as frentes (talvez até entre os soviéticos, mas é suposição…): “Aqui no nosso quartel, o correspondente Bagley já levantou sua árvore e nela dependurou esferas iluminadas e pequenas velas de todas as cores. É um grande prazer, à noite, quando o frio é total lá fora, olhar aqueles verdes e tão retos ramos de pinheiro, distrair os olhos no mundo brilhante da árvore e pensar nos amigos e pessoas queridas que estão muito longe.”
Matéria do Blog Causa::
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Raríssimo santinho dado aos soldados da Força Expedicionária Brasileira no rigoroso inverno do natal de 1944 desejando  boas festas  e breve retorno aos seus lares. Impresso na  Itália.
(acervo O Resgate FEB)

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Curiosidade:Terceiro ataque da FEB ao Monte Castelo


Só pra rebater a numerologia: hoje completa 68 anos do 3º. ataque da FEB ao Monte Castelo. Em 12/12/1944 os brasileiros tentaram pela 3ª. vez tomar o morro, sendo repelidos pelos defensores alemães com pesadas baixas: 145 entre mortos e feridos. Quem mais sofreu foi o I/1º. RI. No ataque anterior do dia 29/11 já havia perdido 159 mortos e feridos. No dia 12/12 teve outras 112 baixas. Enormes sacrifícios a troco de nada, sequer de experiência, porque esse ataque foi mera repetição dos erros cometidos anteriormente.
Crédito da imagem: "Monte Castelo" de Arthur Nisio (1945). Óleo sobre tela Museu Oscar Niemeyer (Curitiba/PR).

Matéria de Demison de Oliveira.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Bússola F.E.B / US.

A bússola Lensatic se tornou a bússola padrão durante a Segunda Guerra Mundial e o instrumento mais comum para medir a direção militar. Como o sucessor do M-1938 Compass Prismatic, a bússola Lensatic era mais simples e mais barato de fabricar. No exército dos EUA, ele também substituiu todas as bússolas tipo relógio de bolso antes do final da Segunda Guerra Mundial.A inscrição diz: "Corpo de Engenheiros  Exército dos EUA" acima da ranhura e " fabricado pela Superior  Magneto Corp. / Licity NY.USA".De uso individual no estojo para ser preso ao cinto MA, foi utilizada pela FEB na Itália. 
(acervo O Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)
Bússola  exposta no Museu Casa da FEB (Rio de Janeiro)   



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

LIVRO: HISTÓRIAS DE UM PRACINHA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Recém lançado em Volta Redonda (RJ)  o livro "HISTÓRIAS DE UM PRACINHA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL"  MEMÓRIAS DE MEU PAI , da autora sua filha  Maria Isalete de Brito Leal narrando toda trajetória do seu pai rumo ao front na Itália com histórias e memórias dos meses  vividos na Segunda Guerra, ricamente ilustrado com fotos na Itália e acessórios por ele usado no conflito." Meu objetivo é homenagear meu pai que considero um herói de vida e luta pela paz, ele é minha referencia de vida. E também divulgar a participação do Brasil nesse grande conflito"
Os pedidos podem ser feitos pelo Email  mariaisalete@globo.com ou pelo Facebook. Isalete Leal.