quarta-feira, 25 de abril de 2012

Medalha souvenir de libertação de Roma

Medalha souvenir da libertação de Roma pelos aliados em 4 de junho de 1944, lembranças trazidas pelos pracinhas brasileiros.
(acervo o Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)
Soldados americanos no Coliseu de Roma em 5 de junho de 1944

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Jeeps militares no Brasil. F.E.B

Os jeeps só começaram a chegar ao Brasil em 1942, depois do acordo de assistência militar com os Estados Unidos (chamado Lend-Lease). No momento em que o Brasil declarou guerra contra o Eixo, bases americanas foram montadas em cidades costeiras como Recífe, Natal, ou mais ao Norte, como Belém, na rota aérea para o Norte da África. Logo, uma grande quantidade de material americano começava a chegar para uso de nossas forças armadas, também por via marítima, estando o Jeep entre estes.
Jeeps utilizados pela FEB ma Itália.
Há relatos de alguns raríssimos Willys MA (sem registro) e "Slatt Grill" ("grade de grelha"), raríssimos Ford GP (sem registro) e Bantam BRC-40 (ao menos um exemplar existente), todos estes fabricados em 1941, estarem entre as primeiras unidades que chegaram ao Brasil. Estes modelos da fase de pré-produção, foram enviados para muitos países (Inglaterra, Rússia, China, Brasil).

Todo o material motomecanizado da Força Expedicionária Brasileira - FEB lhe foi entregue pelo Exército Aliado já em solo italiano. Algumas das viaturas recebidas eram “veteranas de guerra”, pois haviam sido utilizadas nas campanhas da Sicília e Norte da África. Um dos principais motivos para a FEB receber algumas viaturas já utilizadas, era a necessidade de remanejamento de material para a operação Overlord no Norte da França (Dia D).
As viaturas recebidas eram de número inferior às necessidades de nossa tropa, e nossos motoristas, após um breve treinamento de direção já em solo italiano, cuidavam delas com muito carinho, como se fossem verdadeiras “damas”. Prova disso, é que todas possuíam nomes pintados em sua lataria, alguns fazendo referência às “pessoas amadas” que ficaram no Brasil. Podemos citar, como exemplo, o Jeep FEB 330 que recebeu o nome DELOURDES e o Jeep FEB 310 com nome de MACACA. Até o Jeep do Gen Mascarenhas
atendia pelo nome de LILIANA, homenagem do Cmt da FEB à sua filha. (Este Jeep foi recuperado e está em exposição no Monumento aos Mortos na 2ª GM – RJ).


Uma curiosidade eram as chaves de ignição das viaturas, solidárias aos painéis para evitar o risco de perdê-las. Outra curiosidade importante, era que nossas
viaturas não possuíam uma numeração catalogada pelo Exército Brasileiro (conhecida por nós pelo “EB” da Viatura) e sim catalogada pelo Exército Americano, o que de certa maneira, dificultava um pouco o controle do material por parte dos escalões responsáveis da FEB. Por outro lado, facilitava em muito o lado dos pracinhas brasileiros, que conseguiam repor rapidamente as viaturas perdidas em combate.
Os americanos, em algumas missões, deixavam suas viaturas encostadas, camufladas e sem ninguém para tomar conta delas; bastava passr por aquele local uma patrulha brasileira que, ao observar a viatura americana sem sentinela para vigiá-la, a “pegava emprestada”, já que a chave de ignição estava no painel.
Ao chegar nos acampamentos brasileiros, a estrela e as inscrições do Exército Americano eram lixadas e pintado, em seu lugar, o nosso Cruzeiro do Sul, o nome FEB e um número qualquer, além, é claro, de um nome brasileiro pelo qual aquela viatura passava a ser conhecida. Quando a patrulha americana voltava, ficava surpresa e sem saber o que aconteceu com sua viatura, retornando aos seus acampamentos à pé.
Jeep ambulância.
Muitos jeeps da produção do período da guerra (de 41 à 45) também foram comprados pelo Brasil nos anos seguintes ao conflito, como excedente de fabricação americana ("war surpluss"). A Força Expedicionária Brasileira (FEB) dispôs na Itália de 655 Jeeps que entraram em combate em muitas missões. 
Jeep utilizado por Mascarenhas de Morais na Itália.
O Jeep do general Mascarenhas, batizado de Liliana, está no Museu Conde de Linhares no Rio, mesmo sem evidências de que é exatamente o mesmo que foi usado na guerra ou uma caracterização. Muitos destes veículos voltaram ao Brasil com o fim da guerra, continuando em atividade nos quartéis do Exército em todo o país. Desmobilizados, após bastante tempo de serviço, vários deles ainda rodam na mão de civis e colecionadores.
Jeep modelo Wyllis
Peso: 1.054 Kgs
Peso Carregado: 1.417 kgs
Comprimento: 3,36 mts
Largura: 1,85 mts
Altura: 1,77 mts
Inclinação: 60%
Motor: Willys MB 2.2 litros in-line de 4 cilindros
Velocidade Máxima: 105 km/h
Alcance: 480 km
Tanque de Combustível: 57 litros

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Chapéu tropical. US

Chapéu modelo tropical usado a partir de 1941 pelos americanos  na Segunda Guerra.O pracinhas usaram o modelo brasileiro "Zé Carioca".Os pracinhas podiam comprar peças da farda americana na Itália
(acervo O Resgate FEB)
O chapéu a esquerda no museu Casa da FEB no Rio de Janeiro.
(clique na foto para ampliar)
                                                             

quinta-feira, 5 de abril de 2012

PIN FASCISTA - WW II.

Pequeno Pin de lapela do PNF que quer dizer Partito Nazionale Fascista. Este era o único partido político da época por vinte anos. O feixe de galhos no meio do pin, que dá o nome ao Fascismo, é de origem romana. De fato, a primeira célula do Fascismo foram exatamente os "Fasci di Combatimento" (feixes de combate), daqui o nome de partido fascista. Mussolini, reintroduzindo a simbologia do impero romano, queria renovar o espírito da grandeza de Roma no povo italiano.
Na antiga Roma os feixes eram levados pelos littorii, que eram os guarda-costas dos magistrados. Maior o grau do magistrado, maior o número de littorii. O machado era colocado no feixe e não raramente era usado como arma para aplicar penas capitais. Era assim um símbolo da capacidade do estado em punir. Somente o ditador, ao qual se davam plenos poderes em situações de perigo da Urbe, podia levar o machado dentro das cidades.
O feixe é sinônimo da força, da unidade. Unidade entre trabalhadores e empresários, não em lutas para defender os interesses individuais, mas unidos num único escopo: o bem estar social e a grandeza da nação. O Fascismo opugnava-se então ao capitalismo e às plutocracias ocidentais assim como ao comunismo russo. Uma ideologia que, aqui no Brasil, teve em Getúlio Vargas, como seu Estado Novo, um grande seguidor.
Observa-se que este pin, ao contrário de outros, não apresenta a cor azul da casa Savóia dos reis da Itália, talvez para demonstrar certa autonomia do chefe do governo diante do rei. Estranha história essa da cor azul! A Seleção italiana, bicampeã do mundo, nos tempos de Mussolini, tinha o uniforme preto. Depois da caída da monarquia por meio de referendum, e exilado o rei, resolveu-se dar a cor azul da casa Savóia aos uniformes dos jogadores italianos ... Como dizia Mussolini "governar os italianos não é difícil, é inútil!"
(acervo O Resgate FEB)
Texto: Marco de Vito.

Tem a  inscrição Nápoles no verso.
(clique na foto para ampliar)