segunda-feira, 20 de junho de 2016

1º Tenente Apollo Miguel Rezk 1º RI - Regimento de Infantaria Regimento Sampaio - RJ

Apollo Miguel Rezk, nascido em 09/02/1918 no Rio de Janeiro, filho do Dr. Miguel Jorge Rezk, médico, Dentista e farmacêutico, e da Sra. Suraya Mussalli Rezk, ambos imigrantes, ele do Líbano e ela da Síria. Estudou no Colégio Pedro II, onde bacharelou-se em 1935. Seu ideal era a carreira militar, mas o sonho frustou-se ao ser reprovado no exame de saúde para a escola Militar do Realengo. Ingressou, então, na escola Superior de comércio, onde formou-se Perito-Contador. Posteriormente, concluiu o curso de Ciências Econômicas. Em 1939, foi declarado Aspirante-a-oficial da Arma de Infantaria , pelo CPOR/RJ.
Com a entrada do Brasil na II Guerra Mundial, o Ten Apollo foi convocado para o serviço ativo embarcando para a Itália, incorporado ao Regimento Sampaio, no 2º Escalão da FEB, agora como 1º Tenente.Em 12/12/1944 em Monte Castelo, comandando seu pelotão, o Ten Apollo conquistou importante posição alemã, após violenta batalha. Pela bravura demonstrada nessa ação, o Ten Apollo foi agraciado com a Medalha “Silver Star”, pelo alto comando americano. Entretanto, o Ten Apollo viria a demonstrar, novamente, sua coragem, determinação e desprendimento quando em 24/2/1945, conquistou La Serra, à frente de seu pelotão, atravessando extenso campo minado e sob pesada resistência inimiga.
Ferido e em posição vulnerável, conseguiu suportar os contra-ataques dos alemães e, apesar do poder de fogo inimigo, logrou repeli-los e ainda infligir-lhes severas baixas. Por essa magnífica atuação, o Ten Apollo, já no hospital de campanha, ouviu pela rádio BBC de Londres a seguinte notícia: ” O Comando Aliado na Itália resolveu louvar um Oficial da Força Expedicionária Brasileira pelos seguintes motivos: cada ação em combate é um pretexto para evidenciar suas belas qualidades de soldado e sua excelência no comando do pelotão, conduzindo a sua tropa ao objetivo com o exemplo da sua própria coragem.
Conquistou La Serra, em cujas ruínas se manteve até ser evacuado algumas horas depois de gravemente ferido,lutando ainda. Sua posição estava cercada de metralhadoras inimigas, a esquerda, à frente e a direita, seis ao todo, as mais próximas distavam cerca de 15 metros do objetivo alcançado e as mais afastadas, 80 metros.Suportou contra-ataques e esteve cercado durante quase toda a primeira noite. Fez cinco prisioneiros. Ferido em combate às 23 horas do dia 23, só pôde ser evacuado na manhã seguinte, às 10 horas, devido ao intenso bombardeio da artilharia e morteiros a que estava sujeita a posição.
Sua audácia em marchar para o objetivo fixado, que sabia fortemente defendido, completou-se com a decisão de manter o objetivo conquistado. Mesmo ferido, contra-atacado e cercado, em momento algum pensou em retrair. Revelou bravura, firmeza e acerto de decisão, excepcional calma em presença do inimigo, exata noção dos seus deveres em combate, a par de elevado sentimento de honra militar e superior capacidade de sacrifício”.
Foi condecorado com a Medalha de Campanha, Cruz de Combate de 1º classe, Medalha de Sangue do Brasil e Medalha de Guerra, do Governo Brasileiro.
Em virtude de sua destacada ação na batalha de La Serra, o Ten Apollo recebeu do Governo dos Estados Unidos a Medalha “Cruz de Serviços Notáveis”, considerada uma das mais importantes condecorações americanas. O nosso homenageado o maior herói da FEB, na condição de Oficial R/2, foi um dos poucos combatentes, em todo o mundo, distinguido com tão importante condecoração.pós o término da Guerra, o Ten Apollo prosseguiu em sua carreira militar, sendo promovido a Capitão em 3/9/1951. Casou-se com a Sra. Ivette Antunes Rezk, de cuja união teve dois filhos: Nelson e Nádia. Além do Regimento Sampaio, serviu no Batalhão de Guardas, quando, por ocasião da inauguração do Panteon de Caxias, em 1949, apresentou a Guarda do então Ministério da Guerra ao Presidente da República, Gen Eurico Gaspar Dutra. Serviu, também, em Curitiba, como Ajudante-de-ordens do Gen Mário Perdigão. Em 1957, foi reformado no posto de Major.
O General Lucian Truscott (USA) condecorando o Tenente Apollo com a Medalha Bronze Star
Em 19/05/1945 o Tenente Apollo único  brasileiro agraciado com a Cruz de Serviços Notáveis dos EUA e condecorado pelo General LucianTruscott em Alexandria (Itália).
CITAÇÕES
Citação de Combate–Medalha “Distinguished Service Cross” (Cruz por Serviços Notáveis) APOLLO MIGUEL REZK (1G – 153466) – Primeiro Tenente, de Infantaria, da Força Expedicionária Brasileira. Por heroísmo extraordinário na ação de vinte e quatro de fevereiro de mil novecentos e quarenta e cinco, em La Serra, Itália. Foi confiada ao Primeiro Tenente Rezk a missão de comandar o seu Pelotão no ataque e ocupação de La Serra, na frente de determinada resistência inimiga. À despeito de campos de minas desconhecidos, terreno excessivamente difícil e forte oposição, o Primeiro Tenente Rezk conduziu galhardamente os seus homens através uma cortina de fogo de metralhadoras, morteiros e artilharia para assaltar e arrebatar o objetivo inimigo. Embora gravemente ferido quando dirigia o ataque, o Primeiro Tenente Rezk nunca hesitou; pelo contrário, continuando firmemente o avanço. Depois de colocar o seu Pelotão em posição, repeliu três fortes contra-ataques, inflingindo pesadas perdas aos alemães pela sua habilidade na direção do tiro. Depois, embora em posição vulnerável ao fogo das casamatas do inimigo circundante e a despeito das bombas que caíam e da gravidade dos seus ferimentos, o Primeiro Tenente Rezk defendeu resolutamente La Serra, contra todas as tentativas fanáticas dos alemães para retomar a posição. Pelo seu heroísmo, comando inspirado e persistente coragem, o Primeiro Tenente Rezk praticou feitos que refletem as mais altas tradições do Serviço Militar. Prestou o serviço militar vindo do Rio de Janeiro. Quartel General do V Exército – Oficial.
Citação de Combate – Medalha “Silver Star” (Estrela de Prata) – APOLLO MIGUEL REZK (1G – 153466), Primeiro Tenente, Infantaria, Força Expedicionária Brasileira. Por bravura em ação, em 12 de dezembro de 1944, em Monte Castelo, Itália. Comandando o seu Pelotão, através de intenso fogo de metralhadoras e morteiros, o Tenente APOLLO chegou até uma posição alemã, assaltou-a e continuou o seu avanço. Chegando a Fornelo, seu Pelotão recebeu intenso fogo de frente, de flanco e da retaguarda, porém o Ten APOLLO tenazmente manteve a posição até ser forçado a se retrair, em virtude de pesadas perdas. O seu bravo comando no combate reflete as elevadas tradições dos Exércitos aliados. Entrou para o serviço militar no Rio de Janeiro, Brasil. (Tradução feita pela Seção Especial do Comando da F.E.B.).
Citação de Combate – Primeiro Tenente de Infantaria APOLLO MIGUEL REZK – 1O R.I. – “em 23-II-1945:- O seu Pelotão integrava a 6a Cia. No ataque à Linha La Serra – Cota 958, e, no conjunto da Subunidade, cabia-lhe apossar-se de La Serra. Na primeira parte da noite se lança na ação. Não obstante o violento bombardeio de artilharia e de morteiros que cai sobre o terreno, o Pelotão progride: alcança o objetivo, investe contra a posição e nela se instala sumariamente. Não terminou, porém, o esforço do Pelotão do Tenente APOLLO. Imediatamente – os alemães contra-atacam, sem resultado, porém, uma vez que a resistência dos brasileiros é forte e tenaz. O Tenente APOLLO é ferido, e só na manhã seguinte pôde ser evacuado por causa dos constantes bombardeios e dos contra-ataques inimigos. A personalidade forte, o espírito de sacrifício, a combatividade, a tenacidade, o destemor do Tenente APOLLO constituem belos exemplos dignos da tropa brasileira”. Gen Div J.B. Mascarenhas de Moraes – Cmt do 1o Esc. da FEB e da 1a D.I.E.
DEPOIMENTOS
“… esta magnífica ação, das mais expressivas e brilhantes da campanha da FEB , transcorreu na noite de 23 para 24 de fevereiro, a partir de 21:15 horas… cerca de 24 horas, era a vez de La Serra, onde o bravo e excepcional Ten Apollo chegara de surpresa a assaltava a posição…” (Marechal Floriano de Lima Brayner, ex-Chefe do Estado-Maior da FEB).
“A promoção se justifica, sobretudo, em virtude da conduta excepcional desse oficial no teatro de operações na Itália, onde, entre diversas condecorações recebidas por bravura, lhe foi conferida a medalha “Distinguished-Service Cross” do Exército americano, por heroísmo extraordinário em ação, distinção máxima somente concedida a este combatente brasileiro”. (Gen Newton Estillac Leal, Ministro da Guerra – 1951).
“…é um bravo, conceituado e admirado por todos, tendo se destacado em todas as ações da Unidade. Disciplinado, muito bem educado, dedicado e capaz. Pode servir de modelo pela sua bravura e exata noção do cumprimento do dever”. (Gen Aguinaldo Caiado de Castro, ex-Comandante do 1o R I, na Itália).
“… por se tratar de oficial de ilibada conduta moral e de valor profissional fartamente evidenciado e reconhecido na paz como na guerra… como também pelo evidente imperativo de zelar por valioso patrimônio moral, que longe de ser exclusivamente pessoal, deve pertencer ao Exército e por ele cultuado”. (Cel Silvino Castor da Nóbrega, ex-Comandante do Batalhão de Guardas).
“… mesmo ferido, contra-atacado e cercado, em momento algum pensou em retrair. Revelou bravura, firmeza e acerto de decisão, excepcional calma em presença do inimigo, exata noção de seus deveres em combate, a par de elevado sentimento de honra militar e superior capacidade de sacrifício…” (Cap Wolfango Teixeira de Mendonça, Comandante da 6a Cia/II Btl/1o R I – 1945).
“Todavia um dos seus pelotões bateu o recorde do ataque: o do tenente Apollo… que foi de todos o que mais se adentrou pelo dispositivo inimigo. E foi verdadeiramente agressiva a atuação do seu comandante”. (Ten Cel Nelson Rodrigues de Carvalho, ex-Febiano).
CONDECORAÇÔES  RECEBIDAS
BRASIL
Cruz de Combate 1ºClasse
Medalha Sangue do Brasil
Medalha de Guerra
Medalha de Campanha da FEB
USA
Medalha Silver Star
Medalha “Distinguished Service Cross” (Cruz por Serviços Notáveis)
DADOS BIOGRÁFICOS
INFORMAÇÕES GERAIS

Nome: Apollo Miguel Rezk.
Nascimento: 09 de fevereiro de 1918, Rio de Janeiro.
Filiação: Miguel Jorge Rezk e Suraia Miguel Rezk.
Estado civil: Viúvo. Foi casado com Ivette Antunes Rezk. Teve dois filhos: Nelson e Nádia. Formação militar: CPOR/RJ.
Formação civil: Ciências e Letras, Colégio Pedro II; Perito-Contador, Escola Superior de Comércio do Rio de Janeiro; Economista, Faculdade de Economia e Finanças;
Diretor-Tesoureiro da Cia. de Empreendimentos Comercial e Industrial São Leopoldo (1958/1966);
Assistente da Divisão de Estudos e Pesquisas da Sunab (1967/1976);
Diabético, perdeu a visão no final dos anos 80.
Apollo Miguel Rezk, veio a falecer no ano de 1999, , aos 81 anos, sendo que o governo dos Estados Unidos enviou um representante, um oficial da Marinha, em função de o Major Rezk ter sido o combatente mais condecorado pelo governo americano dentre todos os pracinhas brasileiros. O governo brasileiro não enviou representantes ao seu funeral. O oficial da marinha dos EUA, confidenciou a um dos familiares do Major Apollo: “Não entendo vocês brasileiros. Na minha terra, alguém com as importantes condecorações de guerra do Major Apollo, te
ria recebido, ao longo de sua vida, as homenagens, o respeito e a gratidão do seu povo.”
O Brasil não trata bem os seus herói. Bravos que doam ao país o seu sangue, e até mesmo suas vidas  são esquecidos pela sociedade.
Fonte:
Sr. Luiz Mergulhão, Presidente da
Associação dos Oficiais da Reserva do Exército
Ten Sérgio Pinto Monteiro
2o Ten R/2 de Artilharia, Turma 1961 do CPOR/RJ, presidente do Conselho Nacional de Oficiais R/2 e ex-presidente
da Associação dos Oficiais da Reserva do Exército/Rio de Janeiro
ANFEB

8 comentários:

  1. Como contatar o Conselho Nacional de Oficiais R/2?

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  2. Acesse sua pagina na internet http://www.cnor.org.br

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  3. O que esperar de um governo e sociedade que cultuam o lixo moral e intelectual como modelo? Parabéns pela pesquisa e divulgação. A este Herói deixo meu BRAVO ZULU!

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  4. Nossos oficiais brasileiros rejeitam sempre os valores de um militar Quando descobrem que se trata de militar não oriundo da Aman. Isto Quem afirma sou eu, um militar brasileiro do exército.

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  5. Sempre foi assim o nosso exército, reconhecendo apenas os militares de carreira, esquecendo_se que as virtudes são natas. Só agora estão valorizando os pracinhas de forma correta, pois no passado pareciam um estorvo nas comemorações. Sempre olhei aquilo é não conseguia entender porque homens como aqueles não eram tão valorizados como fazem os americanos com os seus no pós guerra.

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  6. A nação que não cultua seus heróis vegeta na mediocridade de seus párias.....triste Brasil, nação sem memória.

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  7. O Brasil e o povo brasileiro ainda não tem essa consciência. Lamentável!!! Que fique de exemplo para a posteridade.

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  8. O Brasil e o povo brasileiro ainda não tem essa consciência. Lamentável!!! Que fique de exemplo para a posteridade.

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