segunda-feira, 3 de abril de 2017

2º Ten João de Castilho - FEB

Fotografia tirada  em 01 de maio de 1945
O 2º Ten João de Castilho, nascido em Bueno Brandão/MG, em 15 de dezembro de 1921 e foi prestar o serviço militar em Itajubá no 4 BEC em janeiro de 1944. Escolhido para servir no Grupo dos Pontoneiros, especialistas em montagens de vários tipo de pontes, participou de manobras militares necessárias a um militar. Entretanto, no mês de junho, ocorreu a convocação para a guerra, sendo escalado para participar, juntos com mais ou menos 55 militares do Batalhão, Tendo em vista que o Brasil havia declarado guerra a Alemanha, devido aos bombardeios aos navios da Marinha Mercante Brasileira.
João de Castilho 
Antes de partir visitou sua mãe, e na despedida houve muito pranto, mas tinha que suportar a dor. Assim que apresentou a unidade, naqueles dias, já foi determinado o embarque em um trem fechado, com destino ao Rio de Janeiro. Após alguns dias embarcou em um navio americano para Itália. Tinha muitos militares e presenciou companheiros chorando pela situação, passando mal, doentes, mas não tinha o que fazer. Foram mais ou menos 30 dias de viagem, nos alojamentos apertado do navio. A alvorada era 04:00 h, através do acionamento de uma sirene, onde chamavam todos pracinhas para o almoço(costume americano), e em seguida tocava a Canção dos Marinheiros(Cisne Branco), que nunca mais esqueceu. As filas para alimentação era enorme, saia da fila do café e assim que terminava ,já entrava na hora do almoço, o jantar chegava ser servido 20 e 21h. Ao chegar na Itália, muitos ficaram cansados devido a viagem, porém assim que recuperaram foram treinados e enviado ao campo de batalha.
Com seus companheiros na visita ao Vaticano
A Tropa era o 1° Escalão da Força Expedicionária Brasileira, onde foi incorporando ao 5° Exercito americano,recebendo instruções, armamentos e equipamentos, etc...e partiram para o front. Como pertencia o grupo de engenharia de campanha, seguia a frente com seus camaradas, fazendo caminhos, trilhas, pontes, desmontando minas e etc. Enfrentou vários tipos de adversidades que uma tropa em combate sofre: chuva, lama, neve, horas e mais horas em trincheiras, noites e mais noites em claro, desespero de vê amigos com ferimentos graves, queimaduras, membros amputados, gritos de pavor, barulho infernal da guerra, que dava um sentimento de tristeza tão grande que parecia ser o fim, relatos que só quem passou por isso sabe, ficando impossível de se expressar. Durante um dos combate chegou a ser ferido por uma granada de morteiro, causando-lhe um corte que iniciava no braço e ia até as costa, felizmente foi na superfície atingindo de raspão, cortou apenas a pele, ficou 15 dias recuperando e retornou. Lutou em Belvedere, Montese e finalmente Monte Castelo, com a vitória final realizada pelo nosso glorioso Exército Brasileiro, acabou a guerra em maio 45, porém só voltou ao Brasil, meses depois. Sendo homenageado pelas autoridades e povo brasileiro, inclusive da sua terra natal.

Matéria :Milico Ponderão

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