quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Medalha Comemorativa italiana da conquista de Nápoles.


Um lembrança da libertação de Nápoles em 1 de outubro de 1943 pelos americanos do 5º th army .Era comum os pracinhas brasileiros em suas horas de folga pelas cidades libertadas comprarem como souvenir. 

(acervo O Resgate FEB)
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Pilotos de caça Senta a Pua mortos em combate

Baixas do 1º Grupo de Aviação de Caça na Campanha da Itália.
MORTOS EM COMBATE
2º Tenente Aviador Dante Isidoro Gastaldoni - Como Aspirante ainda, foi voluntário para combater o nazi-fascismo de Hitler e Mussolini. Seguiu para o Panamá junto com os 374 homens do Ten Cel Av Nero Moura. Ali, na Base Aérea de Aguadulce, realizou seu treinamento de piloto de caça. Em um vôo de instrução, quando realizava missão de interceptação a um suposto inimigo na área de defesa da Zona do canal do Panamá, seu avião perdeu os comandos vindo a chocar-se ao solo, não lhe dando tempo a abandonar a aeronave. Foi a primeira vítima dos voluntários do 1º Grupo de Aviação de Caça.
1º Tenente Aviador John Richardson Cordeiro e Silva - Foi um dos primeiros voluntários que atendeu ao chamado da Pátria. Seguiu para o Panamá e Estados Unidos, onde realizou seu treinamento de piloto de caça. Representava para seus companheiros do 1º Grupo de Aviação de Caça um exemplo de coragem, fibra e vontade de ferro. Realizou apenas uma missão de guerra sendo abatido e morto ao atacar posições de artilharia antiaérea na cidade de Bolonha, no dia 6 de novembro de 1944.
1º Tenente Aviador Oldegard Olsen Sapucaia - Era instrutor na Escola de Aeronáutica quando se voluntariou para integrar o 1º Grupo de Aviação de Caça. Seu curso no Panamá e Estados Unidos foi um sucesso, distinguindo-se entre todos como um dos melhores. Faleceu em serviço na Zona de Combate no Teatro do Mediterrâneo quando realizava Tiro Terrestre na área vizinha a Tarquinia, no dia 7 de novembro de 1944.
1º Tenente Aviador Waldir Paulino Pequeno de Mello - Voluntário, ingressou no 1º Grupo de Aviação de Caça nos Estados Unidos. Realizou com sucesso o treinamento no P-47 "Thunderbolt", seguindo para a Itália, com o curso de caça completo. Voou apenas uma missão de Guerra, pois faleceu durante um acidente em que colidiram no ar um C-47 americano e um P-47 brasileiro, no dia 16 de novembro de 1944. O Waldir voava como passageiro do C-47 tentando fotografar uma esquadrilha, a Esquadrilha Verde comandada pelo Lagares. Recebeu a Cruz de Bravura da FAB e a Air Medal (Estados Unidos).
2º Tenente Aviador Roland Rittmeister - Na abertura do voluntariado para o 1º Grupo de Aviação de Caça estava na Escola de Aeronáutica como instrutor. Atendeu ao Primeiro chamado da Pátria. Fez os cursos no Panamá e nos Estados Unidos com pleno êxito, distinguindo-se como oficial especializado em Informações de Guerra. Realizou uma única missão de guerra, tendo falecido na Zona de Combate em 16 de novembro de 1944, no mesmo acidente em que faleceu o 1º Ten Av Waldir.
1º Tenente Aviador João Maurício Campos de Medeiros - Foi o Tenente Medeiros uma das figuras mais populares no 1º Grupo de Aviação de Caça. Encarnou o verdadeiro piloto de guerra. Morreu em combate no dia 2 de janeiro de 1945, quando atacava uma locomotiva na estação ferroviária em Alessandria. Chegou a saltar de pára-quedas, sendo entretanto eletrocutado por fios de alta tensão, durante a queda. A história do Tenente Medeiros é um exemplo a ser seguido pela nova geração da Força Aérea Brasileira. Filho dileto do Prof. Maurício Medeiros, foi para seus companheiros do 1º Grupo de Aviação de Caça um exemplo de bravura, determinação e patriotismo.
1º Tenente Aviador Aurélio Vieira Sampaio - Servia na Base Aérea de Fortaleza quando o Maj Av Nero Moura abriu o voluntariado para o 1º Grupo de Aviação de Caça. Acompanhou o Grupo desde o treinamento no Panamá. Sua história é um exemplo de fibra e força de vontade. Cumpriu seu dever com distinção em todos os setores. Iniciou como oficial terrestre, ajudando diretamente ao comando na difícil tarefa administrativa. Quando tiveram as perdas do Cordeiro, do Oldegard e do Rittmeister, apresentou-se para o vôo imediatamente. Realizou o treinamento na Zona de Combate. Foi um verdadeiro piloto de guerra. Morreu ao sul de Milão, quando atacava fortificações inimigas. O fogo da artilharia antiaérea alemã o abateu quando cumpria sua 16ª missão de guerra, no dia 22 de janeiro de 1945. Foi condecorado com a Cruz de Bravura da FAB e com a Air Medal (Estados Unidos).
2º Tenente Aviador Frederico Gustavo dos Santos - Veio diretamente dos Estados Unidos para integrar o 1º Grupo De Aviação de Caça na Itália. Realizou 44 missões de guerra, sendo morto em combate em Spilambergo, no dia 13 de abril de 1945, quando atacava depósitos de munição. Morreu aos 19 anos em defesa da Pátria estremecida. Apesar da pouca idade e do pouco tempo no Teatro de Operações, distinguiu-se entre seus companheiros pela personalidade e bravura durante as ações de combate. Foi condecorado várias vezes.
1º Tenente Aviador Luiz Lopes Dornelles - Abatido pela artilharia antiaérea inimiga, sendo morto em combate quando atacava uma locomotiva na Estação Ferroviária de Alessandra, no dia 26 de abril de 1945. Realizou 89 missões de guerra. Sua bravura pode ser atestada pelos companheiros da Campanha da Itália e pelos filmes de combate se sua metralhadora fotográfica arquivados no Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos.
Pleno inverno italiano
Pilotos do 1º Grupo de Caças na Segunda Guerra.
Abatidos em combate

1º Tenente Aviador Ismael da Motta Paes - Herói do 1º Grupo de Aviação de Caça. Foi um dos primeiros a atender ao chamado da Pátria. Realizou 24 missões de guerra, tendo sido abatido no dia 23 de dezembro de 1944 ao norte de Parma. Foi prisioneiro de guerra em Stettim, Alemanha, tendo sido libertado pelos Russos no final da guerra. Ao regressar ao Brasil continuou na aviação, tendo sido um dos comandantes do 1º Grupo de Aviação de Caça, ensinando o que aprendera à nova geração. Chegou ao posto de Major-Brigadeiro do Ar na ativa.
1º Tenente Aviador Josino Maia de Assis - Estava na unidade aérea da Base Aérea de Recife voando patrulha de P-40, famoso caça operado pela Esquadrilha dos Tigres Voadores, quando foi aberto o voluntariado para o 1º Grupo de Aviação de Caça. Junto com seu comandante, na época o Tenente Lagares, foi um dos primeiros a colocar o nome na lista. Cumpriu com destaque o seu treinamento no Panamá e nos Estados Unidos. Foi classificado imediatamente como Líder de Esquadrilha para missões de combate. Durante a campanha da Itália cumpriu com bravura e determinação 41 missões de guerra. Foi abatido pela artilharia antiaérea inimiga ao sul de Milão, no dia 29 de janeiro de 1945. Caiu prisioneiro do inimigo quando estava praticamente nas mãos dos Partizans (guerrilheiros italianos pró-aliados). Como seu companheiro Othon Correia Netto, foi prisioneiro em Nuremberg e depois em Musberg. Regressou a Pisa depois do dia 8 de maio de 1945. Foi ferido em combate. No Brasil, foi comandante do 1º Grupo de Aviação de Caça, em Santa Cruz, em 1950. Entre diversas condecorações possui a Cruz de Sangue (Brasil), Cruz de Aviação (Brasil), Air Medal (Estados Unidos) e a Distinguished Flying Cross (Inglaterra).
Capitão Aviador Joel Miranda - Na época do voluntariado era Oficial de Gabinete do Ministro da Aeronáutica Dr Salgado Filho. Foi um dos heróis do 1º Grupo de Aviação de Caça. Sua Esquadrilha foi quase totalmente abatida pela artilharia antiaérea inimiga, em virtude do desapego à vida e bravura de seu comandante. Saltaram de pára-quedas ou foram mortos em combate. Além do próprio Joel, os Tenentes Motta Paes e Brandini foram feitos prisioneiros de guerra, Tenentes Dornelles e Medeiros mortos em ação, Tenente Danilo ficou escondido com os Partizans e o Tenente Canário saltou em "Terra de Ninguém". Quando Saltou de pára-quedas, o Capitão Joel quebrou o braço, sendo socorrido em Hospital de Sangue Alemão. Ficou escondido até o fim da guerra, tendo feito diversas incursões junto com os Partizans. Realizou 31 missões de guerra, sendo abatido no dia 4 de fevereiro de 1945.
2º Tenente Aviador Danilo Marques Moura - Irmão do Comandante do 1º Grupo de Aviação de Caça, Ten Cel Av Nero Moura, talvez tenha sido o primeiro voluntário. Serviu no Panamá e nos Estados Unidos, em funções administrativas mas, nem por isso, deixou de completar o seu curso de caça. Na Itália voou 11 missões de guerra, quando foi abatido em Castelfranco, no dia 4 de fevereiro de 1945. Escondeu-se com os Partizans por meis dúzia de horas, até conseguir uma roupa civil. Decidiu, imediatamente, regressar às linhas aliadas, enfrentando os perigos normais de burlar a vigilância dos alemães. Sua determinação, força de vontade e coragem, fizeram com que chegasse a Florença a salvo, trazendo informações preciosas das organizações de terreno feitas pelos alemães nas margens do Rio Pó. Regressou ao Brasil após o término da guerra, trocando a Força Aérea Brasileira pela PANAIR do BRASIL. Seu triunfo de fuga inspirou alguns de seus colegas do Grupo na criação de uma paródia: "A Ópera de Danilo". Esta Ópera é cantada até os dias de hoje, em todas as reuniões do dia 6 de outubro, pelos veteranos e atuais pilotos de caça da FAB.
1º Tenente Aviador Roberto Brandini - Este herói do 1º Grupo de Aviação de Caça tem uma das histórias mais fascinantes. Foi abatido em Ferrara, no dia 10 de fevereiro de 1945, pela artilharia antiaérea inimiga, quando atacava objetivo fortemente defendido naquela cidade italiana. Ao abandonar seu P-47 em pára-quedas, foi atingido na cabeça por um estilhaço de granada do famoso 88 alemão. Desceu desacordado, tendo sido dado como morto pelo Líder da Esquadrilha, o bravo Tenente Dornelles, que viria a morrer no dia 26 de abril. Quando recobrou os sentidos, 48 horas depois, já estava operado e com o troféu que o cirurgião lhe tirou do crânio, na mesa de cabeceira do Hospital de Sangue. Depois de recuperado, foi internado no Campo de Concentração de Bolzano, na Itália. Realizou 28 missões de guerra. Regressou ao Brasil, onde esteve na ativa até 1960. Foi várias vezes condecorado pelos Estados Unidos e pelo Brasil.
2º Tenente Aviador Raymundo da Costa Canário - Veio diretamente dos Estados Unidos para o 1º Grupo de Aviação de Caça, na época sediado em Pisa. Como seus companheiros da Reserva Convocada, Santos, Menezes, Tormim, Morgado e Poucinhas, foi também voluntário na luta contra o nazi-facismo. Com apenas 18 anos, tornou-se figura popular entre o pessoal do grupo. Era o piloto mais jovem do Grupo. Foi abatido pela artilharia antiaérea em 15 de fevereiro de 1945, tendo com extraordinária habilidade, conduzido seu avião até as linhas aliadas. Saltou de pára-quedas segundos antes de seu P-47 explodir no ar. Caiu na "Terra de Ninguém", sendo recolhido por uma patrulha do 11º Regimento da Força Expedicionária Brasileira. No dia seguinte estava de volta, combatendo com a mesma disposição. Ao regressar ao Brasil, ingressou na aviação comercial, tornando-se comandante respeitadíssimo entre seus pares na antiga Real Linhas Aérea e na VARIG. Realizou 51 missões de guerra.
Capitão Aviador Theobaldo Antonio Kopp - Voluntariou-se entre os primeiros para o 1º Grupo de Aviação de Caça, sendo escolhido como um dos homens-chave do Ten Cel Av Nero Moura para fazer o Curso de Tática Aérea em Orlando - Flórida. Seguiu para o Teatro de Guerra do Mediterrâneo, mesmo sabendo que sua mãe e irmã se encontravam em Milão. Isto implicava em dizer que se os nazistas tomassem conhecimento desse detalhe, sua família sofreria as conseqüências em Milão. O Tenente Kopp, de Curitiba, preferiu afrontar mais esse perigo. Lutou bravamente e, ao completar sua 58º missão de guerra, foi abatido em Suzara, no dia 7 de março de 1945, pela artilharia antiaérea alemã. Demonstrando coragem e sangue frio, conseguiu evadir-se, escondendo-se mais tarde com a rede de Partizans local. Como Joel Miranda e Danilo Moura, teve várias e interessantes aventuras, junto com os Partizans. Regressou ao Brasil onde permaneceu por longo período na Aviação de Caça em Santa Cruz. Foi condecorado pelos Governos Brasileiro, Americano e Francês com medalhas de combate e bravura.
1º Tenente Aviador Othon Corrêa Netto - Foi voluntário para integrar o 1º Grupo de Aviação de Caça, vindo diretamente do Corpo de Instrutores da Escola de Aeronáutica. Iniciou suas missões de guerra no dia 6 de novembro de 1944, decolando como ala de uma esquadrilha do 347th Fighter Squadron. Experimentou de perto o fogo alemão, pois sua missão foi a de atacar posições de artilharia antiaérea. Saiu-se bem. No dia 26 de março de 1945, foi abatido em Casarsa, sendo obrigado a saltar de pára-quedas. Foi prisioneiro nos campos de concentração de Nuremberg e Müsberg. Portou-se em todos os interrogatórios como um perfeito soldado. Cumpriu 58 missões de guerra.
2º Tenente Aviador Marcos Eduardo Coelho de Magalhães - Era instrutor da Escola de Aeronáutica quando se voluntariou para integrar o 1º Grupo de Aviação de Caça. Durante a Campanha da Itália realizou 85 missões de guerra, quando foi abatido no dia 22 de abril de 1945, nas proximidades de Sassuolo. Ao saltar de pára-quedas foi metralhado por um oficial e um soldado fascista, fazendo com que o mesmo afunilasse, tendo o Tenente Coelho caído sobre o telhado de uma casa e quebrado as duas pernas. Foi esbofeteado e cuspido pelos militares fascistas, só não sendo assassinado pela intervenção de um cabo alemão. Foi prisioneiro em um Hospital de Sangue em Regio - Itália. Regressou ao Brasil e ingressou na Aviação de Transporte da Força Aérea Brasileira.
2º Tenente Aviador Renato Goulart Pereira - Era instrutor da Escola de Aeronáutica quando foi aberto o voluntariado para o 1º Grupo de Aviação de Caça. Não vacilou, sendo um dos primeiros a assinar o nome na lista de voluntários. Sua popularidade era grande, em virtude de ter sido membro da Seleção Brasileira de Basquete. Foi capitão do time do XXIII Comando Aerotático na Itália. Durante a campanha foi abatido quando atacava objetivos inimigos. Saltou de pára-quedas sobre as linhas aliadas no dia 30 de abril de 1945, demonstrando sua habilidade de vôo, quando seu avião com incêndio a bordo, permaneceu ainda voando por 15 minutos. Realizou 93 missões de guerra.
Pequeno resumo

Senta a Pua! é o simbolo e grito de guerra do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira, tendo suas origens na Segunda  Guerra Mundial.
Depois de treinamento nos Estados Unidos na Escola Tática Aérea em Orlando (Flórida)  e Albrook Field (Panamá) finalizado com louvor, 350 homens incluindo 43 pilotos e pessoal de apoio estavam aptos a entrar em ação, foi enviado o 1° Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (1° GAvCa) à Itália, com a missão de integrar o 350th Fighter Group da então Força Aérea do Exército dos Estados Unidos (USAAF) para combater as forças do Eixo.  
Entre outubro de 1944 e maio de 1945, o 1° Grupo de Aviação de Caça voou 445 missões de guerra, tendo dezesseis caças Republic P-47D "Thunderbolt" abatidos pela artilharia antiaérea alemã.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Livreto sobre a participação da F.E.B na Itália.

Este livreto é um resumo histórico da participação da FEB no Teatro de Operações na Itália. Foi organizado pela Sec Esp Cmd da FEB. Sua capa foi uma gentileza do jornal "O GLOBO EXPEDICIONÁRIO", que tem como figura o desenho da Cobra Fumando, estilizado nada menos do que o já consagrado Walt Disney.
Esta notícia foi escrita para servir de subsídio histórico do 5º Exército. Posteriormente, ficou resolvida a sua distribuição aos nossos expedicionários. Foi redigida em prazo limitado e a luz de documentação ainda em coordenação (Alessandria - Itália). Ou seja, produzida e impressa ainda na Itália. Acabou se tornando a primeira fonte de informações impressa sobre a atuação da FEB.Impresso pela Seção de Divulgação e Conhecimentos Gerais, do T.O. do Mediterrâneo (MTOUSA), não apresenta acentos da grafia portuguesa, pois os mesmos não existem na grafia em inglês.
(acervo O Resgate FEB)
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Pesquisa Blog Museu Virtual FEB.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Acidente no translado dos restos mortais dos pracinhas da FEB para o Brasil


Em meados de 1960 aconteceu um fato que não temos muito conhecimento referente os restos mortais de nossos heróis da Força Expedicionária Brasileira, tombados nos campos de batalha da Itália na Segunda Guerra Mundial. Na verdade é normal o fato não ter conhecimento já que nossos pracinhas até hoje, quase 70 anos do final da guerra, nossos pracinhas não tem o reconhecimento histórico pelos seus feitos.
Avião ao qual o General Cordeiro de Farias viajava apos o acidente.
Esse caso aconteceu como já disse em meados de 1960 quando uma comissão liderada pelo General Cordeiro de Farias para repatriar os restos mortais de nossos pracinhas então enterrados no cemitério de Pistóia – Itália. Na viagem para o Brasil seria feito uma escala em Lisboa-Portugal, mas um grave acidente com um dos três aviões fez com que a comissão tivesse um atraso. Esse acidente foi justamente no avião onde estava o viajando o General Cordeiro de Farias.Segundo relatos do General o piloto errou ao pousar, o avião derrapou pela pista rodando pela pista, perdeu uma asa e incendiou, o General estava na avião com mais dois soldados, ele se lembra de ter muita fumaça no interior da aeronave e algumas explosões em seu interior e do lado de fora também, relata o General que em instinto de se salvar, viu uma clareira na parte de traz do avião, para chegar a única alternativa era passar por cima das urnas onde estavam os restos mortais dos pracinhas, ele o fez rastejando até chegar ao outro lado e saindo da aeronave, conta também no relato que não lembra de como desceu das e nem onde estava os amigos que o acompanhavam. Quando chegou fora o General viu seu amigo Edmundo da Costa Neves que já tinha saído, já o outro pracinha já estava no hospital.O General teve que entrar em contato com o governo brasileiro para pedir um novo avião para terminar a viagem e seguir com os corpos para o Brasil onde foi feita solenidade no dia 22 de dezembro de 1960.
Essa uma história muito interessante que mostra que mesmo depois da guerra os pracinhas ainda tiveram dificuldade para voltar para casa.
Fonte:
 Meio Século de Combate – Diálogo com Cordeiro de Farias – Aspásia Camargo / Walder de Góes
Trinta Anos Depois da Volta – Octávio Costa
Matéria do blog Ecos da Segunda Guerra

sábado, 12 de janeiro de 2013

Parka reversível - Camuflagem de neve usado pela F.E.B

Parka modelo 1942, americana reversível camuflagem de neve, tipico da F.E.B na campanha italiana,verde oliva de um lado e branco para camuflagem na neve com bolsos e capuz.Esta parka em bom estado esteve em combate e pertenceu a um pracinha de Juiz de Fora (MG)
(acervo O Resgate FEB)
Parka do lado branco para ser usado na neve
Acervo do Museu do Expedicionário de Curitiba

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O pracinhas com suas parkas camuflados na neve no rigoroso inverno italiano

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Braçadeira de ex combatente da F.E.B

Braçadeira de ex combatente da FEB da Segunda Guerra.
(acervo O Resgate FEB)
Ex combatentes sendo homenageados em Brasília.