quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Faca de Trincheira M 3 . US /F.E.B.

Rara e cobiçada faca de trincheira M 3 americana.A FEB utilizou na campanha da Itália na Segunda Guerra.Esta é uma faca M-3 de combate, fabricado durante a Segunda Guerra Mundial pela empresa CASE.Em bom estado.O punho é constituído por um disco de metal é uma série de discos de couro.As marcações são encontrados na copa. A bainha é feita de fibra de vidro verde e um pedaço de metal com as marcação US M8A1 ( VP.CO.)
(acervo O Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)
HISTÓRICO

Conhecida como faca de Trincheira.A faca de combate M 3 era uma faca de combate militar americana fabricado pela primeira vez em 1943. Foi entregue para os soldados que carregavam armas que não possuem baionetas.Os primeiros modelos foram emitidos com uma bainha de couro que tinha uma placa de metal no fundo.Modelos posteriores foram fabricados com uma bainha de fibra de vidro que mais tarde foi usado em muitos outros modelos. A concepção do M 3 foi utilizado para a baioneta M 4 para a carabina M 1.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Bandeira de Guerra da Mãe - Bandeira de Serviço US/F.E.B


A bandeira foi desenhada em 1917 pelo Exército dos Estados Unidos.
A bandeira de serviço é uma bandeira oficial autorizado pelo Departamento de Defesa para a exposição por parte das famílias que têm membros que servem nas Forças Armadas durante o período de guerra ou de hostilidades.
Durante a Segunda Guerra Mundial a prática de exibir a bandeira de serviço tornou-se muito mais difundido.
Cada estrela azul na bandeira representa um soldado a serviço na ativa.
Exibição de uma bandeira Star Service é feito em tempos de guerra e enquanto durar o conflito.
A bandeira de Serviço Estrela Azul,original da Segunda Guerra.
(acervo O Resgate FEB)
As mães com suas bandeiras Blue Star.
(clique na foto para ampliar)
A família do expedicionário colocava em sua casa para sinalizar que de la saiu um soldado a serviço do Brasil,original de época feita de papel.
 (acervo o Resgate FEB)
A bandeira da mãe ou bandeira de serviço era exposta por parte das famílias que tinham filhos que serviam ao Brasil durante o período da Segunda Guerra na Itália, a prática de exibir a bandeira de serviço tornou-se muito difundido.
(acervo O Resgate FEB)
Flâmula original e raríssima,feita de papel.Contribuição do Cassino da Urca (Rio de Janeiro) para os familiares que tiveram um pracinha lutando na Segunda Guerra Mundial.
(acervo O Resgate FEB)
Raríssimo pin da mãe do soldado da FEB que algumas recebiam para sinalizar que seus filhos foram lutar na Segunda Guerra Mundial. Material metal esmaltado. 
(acervo O Resgate FEB)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Conto F.E.B - O Guardião.


 O Guardião

No dia 3 de maio de 1945 os sinos tocaram a manhã toda: a guerra acabou, a guerra acabou… Enquanto aguardavam transporte para o Brasil, os soldados ficaram encarregados da segurança em Turim e outras cidades. Um pracinha foi chamado ao Comando:
- Sargento, você vai ficar tomando conta do nosso Cemitério em Pistóia. Em breve, será substituído.
Assim, todas as manhãs ele içava a bandeira do Brasil às oito da manhã e a arriava ao pôr-do-sol, dia após dia. Após dobrar a bandeira com todo cuidado, segurava-a na mão esquerda, colocava a boina na cabeça e ficava ereto. Bradava em voz alta:
- Cerimonial sentido! Em continência, um
Após três segundos, outra ordem:
- Dois
Fazia uma meia-volta e dava outro brado:
- Boa noite!
Passou-se o tempo e veio a notícia: seu serviço fora ampliado por mais cinco anos. Que agüentasse: alguém teria que tomar conta do Campo Santo. Ele ficou, mas nunca veio a substituição e a saudade de casa aumentava. Após quinze anos resolveram trasladar os restos mortais dos pracinhas para o Rio de Janeiro. Ele vibrou: iria retornar! Terminado a transferencia informaram-lhe que fora designado para encarregado do Monumento Votivo em que se tornara o antigo cemitério.
Nesse ínterim ele conheceu uma moça, e constituiu família, mas nunca de sua terra. Durante quase sessenta anos nunca deixou de hastear a bandeira, nem mesmo quando a neve quase que o impedia de abrir a porta do Monumento, no inverno.
Um dia após o término da singela cerimônia, em vez de guardar a bandeira numa gaveta, como sempre fazia, levou-a para casa. Estava cansado, muito cansado. Naquela noite ao se recolher para dormir, colocou-a ao seu lado, com a boina por cima. Em algum momento acordou, ou pensou que havia acordado. Apanhou a bandeira e a boina e saiu de casa. Entretanto, alguma coisa acontecera. Não reconheceu os arredores. Estava num local com muito verde e pássaros. De onde veio aquilo, perguntou a si mesmo. Depois de algum tempo notou que havia um vulto a sua frente. Sabia o que tinha de fazer e o fez:
- Sargento Miguel Pereira, da Força Expedicionária Brasileira, se apresentando. Cerimonial encerrado, boa noite!
O vulto lhe falou de forma gentil, enquanto recebia a bandeira que lhe era oferecida:
- Seja bem-vindo, Guardião.
Então o velho soldado sorriu e sentiu que finalmente voltara para casa.
Matéria: Paulo Afonso Paiva.
                    Site Portal FEB       
                 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

P 38 - Abridor de lata da Segunda Guerra. F.E.B/US


O abridor P 38 foi muito procurado pelos pracinhas e amplamente utilizado pela FEB.Da marca SHELLBY de Ohaio Estados Unidos da América, uma peça dificil de ser encontrada. 
(acervo O Resgate FEB)
clique na foto para ampliar
História:
Ele foi desenvolvido em apenas 30 dias no verão de 1942 pelo Laboratório de Pesquisas de subsistência em Chicago, para preencher uma necessidade especial. E nunca em sua história foi conhecido por quebrar, enferrujar, precisar amolar ou  polir. Talvez por isso muitos soldados do passado e presente consideram o P-38 abridor de lata como a melhor invenção do Exército. 
A fama do P-38 persistiu graças aos muitos usos decorrentes da mistura única da engenhosidade e criatividade, todos os soldados tinham que ter um P 38.
O uso mais importante do P-38 no entanto foi a missão em que foi projetado  era extremamente simples a maneira mais fácil de abrir as latas de metal de alimentos da ração - C dos soldados que fez ele líder na hierarquia das necessidades, mas também foi usado para limpar botas, unhas, como chave de fenda, faca ou qualquer outra coisa. 

Instruções como usar P-38
Originalmente P-38 veio embrulhado em pacotes de papel pardo Kraft com um diagrama e instruções sobre como usar. Estes aparelhos úteis e simples que enfeitavam os Dog Tag e chaveiros dos soldados e praças da FEB na Segunda Guerra Mundial.
Origem do nome:
 A ferramenta adquiriu o seu nome a partir dos 38 furos necessários para abrir uma lata de ração- C.
Outra história era a velocidade dos aviões P-38 de caça da Segunda Guerra.
 Duvido que se tivesse qualquer ligação com a pistola P-38 alemã.
 Na Marinha dos EUA, era conhecida como "John Wayne". 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Correspondentes de Guerra do Brasil na Segunda Guerra

A Segunda Guerra Mundial foi, sem dúvida, o episódio histórico que teve a maior e mais ampla cobertura dos órgãos de informação: correspondentes de guerra, cinegrafistas, desenhistas, cronistas e escritores participaram e acompanharam todo o conflito, e tudo isso resultou num acervo incalculável de informações escritas e visuais.
Esse setor estava previsto na organização da FEB, só que a seleção e a escolha inicial de quem iriam acompanhar as tropas não coube ao Exército e sim ao DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda – órgão do governo que controlava todos os meios de comunicação. Através dele o governo manipulava a opinião pública em favor de seus interesses políticos.
Os mais importantes jornais do país começaram a apresentar ao DIP os nomes daqueles que seriam os futuros correspondentes de guerra. Nem todos os jornais foram escolhidos, nem todos foram aceitos.

Em pé: da Esquerda p/ direita: Rubem Braga, do Diário Carioca; Frank Norall, da Coordenação de Assuntos Interamericanos; Thassilo Mitke, da Agência Nacional; henryBagley, da Associated Press; Raul Brandão, do Correio da Manhã, e Horácio Gusmão Coelho, fotografo da FEB. Abaixados: Allan Fisher (autor da foto), fotografo da Coordenação de Assuntos Interamericanos; Joel Silveira, dos Diários Associados; Egydio Squeff, de O Globo e Fernando Stamatoi, cineastra.
Um jovem jornalista que escrevia no Correio da Manhã e no futuro teria destacado papel na política do país, apesar de insistir no seu credenciamento, não conseguiu: o jornalista Carlos Lacerda.
Após o processo de escolha, evidentemente político, embarcaram para à Itália como correspondentes de guerra:Rubem Braga do Diário Carioca,Rui Brandão do Correio da Manhã,José Carlos Leite e Joel Silveira dos Diários Associados,Egídio Squeff de O Globo.
A Agência Nacional, órgão governamental, enviou:Thassilo Campos Mitke e Horácio Gusmão Sobrinho, como repórteres,Fernando Stamato Sílvio da Fonseca e Adalberto Cunha como cinegrafistas.
Outros membros da imprensa também estiveram na Itália:Carlos Alberto Dunshee de Abranches do Jornal do Brasil;Sílvia Bittencourt, a jornalista e cronista – esposa do diretor do Correio da Manhã -, que escreveu sob o pseudônimo de ‘Majoy’. Ela foi a única mulher brasileira que atuou como correspondente de guerra e sua permanência na Itália foi breve.
Para melhor compreensão do que foi a luta dos nossos pracinhas, deve-se preliminarmente afirmar que a carência de recursos humanos na frente italiana depois da transferência de experientes tropas para o sul da França e o imperativo de nossa permanência na frente de combate impôs-se operações difíceis, em terreno e clima ingratos, e, não raro, com mínimas possibilidades de êxito.
Sempre em ação guarnecendo setores acima das possibilidades de seus meios, jamais atacando com a Divisão inteira na potencialidade de seus 3 Regimentos de Infantaria, antes fazendo prodígios, conseguindo dispor de atacantes com o sacrifício e o risco dos defensores, o comando brasileiro não se poderiam permitir veleidades de brilho operacional, e teria de ser o que foi: bom senso antes, equilíbrio e poupança sempre, nunca bonapartismo e aventura.
O êxito de homens como Joel Silveira, Rubem Braga, Egydio Squeff, José Barreto Leite e Raul Brandão resultou, assim, tão-somente, de seu talento jornalístico e literário, de sua sensibilidade e de seu valor humano, e, acima de tudo, da total consagração à causa por que lutávamos. Em verdade, foram mais cronistas do que correspondentes de guerra.
Há que dizer-se, ainda, que o noticiário de guerra é sempre mais farto na guerra de movimento, quando há avanços significativos a assinalar, desbordamentos e cercos, quedas de cidades, grande número de prisioneiros, situações em que geralmente não é tão penosa a vida do combatente. Ao contrário, quando as frentes se estabilizam e não andam, diante de posições fortificadas, nos entreveros das patrulhas de combate, geralmente não há notícias a publicar nos jornais. E, no entanto, o dever bem cumprido no posto defensivo, que ninguém sequer veio a saber, ou o sacrifício do avião bombardeiro, atingido em silêncio, no fragor dos arrebentamentos de suas próprias bombas, pode ter feito pela causa comum o mesmo que o espetacular avanço de uma coluna blindada.
Daí o dizer-se que, a Campanha da Itália, sobre ser uma guerra de montanha, foi uma guerra de Sargentos, de Tenentes e de Capitães. E daí ter sido o soldado, o nosso querido e anônimo pracinha, o seu herói maior.
Também uma palavra preliminar sobre o direto acompanhamento das operações pela nossa imprensa, no trabalho de seus correspondentes de guerra. Para melhor compreender sua atuação é preciso ter em vista, além das limitações já assinaladas, que não tínhamos qualquer experiência nesse tipo de função, para a qual ninguém se prepara antecipadamente, e que, por outro lado, não havia, de parte de nossas tropas, a necessária capacidade para integrar, os correspondentes ao conjunto, corno se eles também fossem combatentes.
Matéria :Ecos da Segunda Guerra.