terça-feira, 5 de junho de 2012

Soldado desconhecido do cemitério de Pistóia


A dois de dezembro de 1946, a Secretaria Geral do Ministério da Guerra através do Boletim
Especial do Exército, tornou pública a relação dos pracinhas que tombaram nos campos de
batalha da Itália.
O Depósito de Pessoal da FEB era uma unidade de recompletamento da tropa, mas não se tem
uma fonte para onde os mortos que vieram dessa unidade foram engajados daí aparecer em
seus nomes, o nome dessa unidade e não algum dos Regimentos ou algo do gênero.
O total de mortos da Força Expedicionária Brasileira no Cemitério e de 454, dos quias 14
permanecem com suas identidades desconhecidas , havendo ainda dois corpos que não foram
recolhidos àquele Cemitério até 1967 quando foi encontrado em Montese um esqueleto
plenamente provado que era de um pracinha brasileiro, Veja o texto :
Soldado desconhecido do Cemitério de Pistóia

Nossos soldados que tombaram no cumprimento do dever, foram sepultados no
Cemitério Votivo Militar de Pistóia – Itália, sendo guardados e velados pelo Ex-
Combatente Sub Ten / R1 MIGUEL PEREIRA até 2002, quando este veio a falecer.
No início da década de 60, todos os restos mortais de nossos heróis foram
transladados para o Monumento aos Mortos da 2ª Guerra, erguido na cidade do
Rio de Janeiro, conforme o desejo do então Marechal Mascarenhas de Moraes,
Cmt da FEB. Durante o discurso proferido pelo Marechal na cerimônia, este deixou
claro que era seu desejo trazer todos que tombaram de volta ao solo pátrio. Todos,
menos um.
Foto Henrique Moura
O que pouca gente conhece é que existe, até hoje, um soldado da FEB enterrado
em Pistóia. Trata-se dos restos mortais de um militar que foi encontrado na região
de Montese, no dia 08 de junho de 1967, sete anos após o translado dos restos
mortais dos pracinhas para o Brasil. O corpo foi identificado como sendo de um
brasileiro devido aos seguintes itens com ele encontrados: um relógio de pulso
de fabricação brasileira, um par de botas que era de uso das tropas febianas, e,
o principal, um pedaço da farda com o símbolo da cobra fumando. Este militar
foi enterrado no Cemitério de Pistóia, no local onde se encontra erguido um
monumento, e, como não foi possível identificar o corpo, recebeu a alcunha de  
O SOLDADO DESCONHECIDO.
Houve apenas um caso de deserção nas fileiras da FEB; a do soldado B.L que não
foi mais reintregado á tropa! Esse cidadão acabou suicidando-se no Acampamento
de Lucky Strike, em Saint Valery – França.
Foto Henrique Moura
Cruz da sepultura do soldado desconhecido do Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia (Itália) que acompanhou o translado dos restos mortais dos pracinhas para o Monumento Nacional aos Mortos na Segunda Guerra Mundial no Rio de Janeiro (RJ)em 1960
Suspeita-se que o o soldado desconhecido de Pistóia, seja o cabo  do 11 RI Fredolino Chimango de Passo RS. Faz algum sentido porque a data do seu desaparecimento, consta 16 de abril de 1945.

Colaboração do Sr Hélio Guerrero

3 comentários:

  1. Tem mais: no vôo de translado dos corpos dos pracinhas para o Rio de Janeiro o avião C-54 da FAB que os tranportava espatifou-se e incendiou-se ao aterrisar em Lisboa para reabastecer antes de cruzar o Atlântico. Os pracinhas então morreram duas vezes e o que puderam recolher do acidente em terra lusitana foi muito pouco entre as cinzas. Ninguém sabe ao certo o que está nos ataúdes guardados no Monumento aos Pracinhas. Antes os tivessem deixado em Pistóia para o descanso eterno.

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